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Gastos com discursos de Dilma na TV aumentam 37%

 O cenário é sempre o mesmo: o Palácio do Alvorada desfocado ao fundo, enquanto a câmera passeia lentamente sobre trilhos e dá movimento à imagem, sem tirar do primeiro plano a mesma personagem, sentada. O formato dos pronunciamentos de Dilma Rousseff na TV pouco mudou, mas os gastos para produzir os anúncios veiculados em rede nacional tiveram uma disparada nos últimos quatro meses. Desde que foi eleita, Dilma já convocou emissoras de rádio e televisão para a transmissão de 12 pronunciamentos, que custaram aos cofres públicos um total de R$ 855 mil, em valores corrigidos.

O salto no valor pago — já descontando a inflação — foi de 37% entre o primeiro pronunciamento, quando Dilma apresentou o novo slogan do governo, em fevereiro de 2011, e o último, em março, no qual anunciou a desoneração da cesta básica. Os valores pagos incluem despesas com produção, gravação e edição dos vídeos. (Fernanda Odilla – Folha de S.Paulo)

 

Papa: ‘Não nos resignemos, nem percamos a confiança’

O Papa Francisco pediu neste sábado, na homilia da vigília pascal, que lembra a ressureição de Cristo, que os católicos não se resignem, nem percam a confiança diante das dificuldades. “Não nos encerremos em nós mesmos, não percamos a confiança, nunca nos resignemos”, pediu o Papa na homilia da liturgia da luz, uma mensagem que pode ser aplicada não apenas à religião, mas também a qualquer dificuldade da vida, principalmente em épocas de crise.

Os problemas, as preocupações do cotidiano, tendem a fazer com que nos encerremos em nós mesmos, na tristeza, na amargura”, porque, segundo o Papa, “é aí que está a morte”. Para Francisco, não podemos “nos fechar para a novidade, porque esta transforma”. A cerimônia, celebrada na Basílica de São Pedro e chamada liturgia da luz, começou às escuras, e com o Papa e os sacerdotes vestidos de branco.

Uma vez aceso, no átrio da basílica, o círio pascal – grande vela que simboliza Cristo ressuscitado e serve para acender as velas dos fiéis -, inicia-se a procissão do Papa e de seus ministros até o altar maior, momento em que as luzes do templo são acesas. “É a celebração mais rica e, quem sabe, mais bela da Semana Santa, comentou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. (Do Correio Braziliense)

 

Chafurdemos todos

 

 

 O repórter Felipe Recondo mergulhou nas contas do CNJ. Descobriu que nesse órgão, criado para fiscalizar o Judiciário, os beneficiários de privilégios não perdem por esperar. Ganham. Em nota veiculada em sua coluna, Elio Gaspari recordou que, dias atrás, o presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, mandara Recondo ao lixo. Por sorte, foi atendido. Aqui, pode-se ler a íntegra da coluna de Gaspari. Abaixo, vai reproduzido o pedaço que trata do CNJ:

Chafurdando na notícia, o repórter Felipe Recondo descobriu que em 2012 aconteceram as seguintes gracinhas no Conselho Nacional de Justiça:

– Em 2012, o CNJ gastou mais de R$ 1 milhão com mudanças de servidores e juízes.

– A conta da Bolsa Moradia pulou de R$ 355 mil em 2008 para R$ 900 mil no ano passado.

– No mesmo período, as despesas com diárias de viagens quintuplicaram, chegando a R$ 5,2 milhões. As despesas com passagens (R$ 2,3 milhões) duplicaram.

Noves fora o fato de três ex-conselheiros se servirem de carros oficiais. (Na Corte Suprema dos Estados Unidos, só quem tem essa mordomia é o presidente da Corte, no exercício do cargo.)

Há poucas semanas o ministro Joaquim Barbosa, que assumiu o CNJ em novembro passado e portanto nada teve a ver com isso, mandou Recondo “chafurdar no lixo, como você faz sempre”. Depois, desculpou-se, por intermédio de sua assessoria.

Dilma desiste e não oferece mais nada a Eduardo

 

 

 

 

 O Planalto concluiu que já fez o que podia para tentar impedir a candidatura de Eduardo Campos em 2014 e pretende cruzar os braços. Não vai oferecer apoio, nem cargos nem verbas. Tampouco vai ameaçar com retaliações. Avalia-se que chegou a hora de o governador de Pernambuco resolver – sozinho – o que pretende fazer no ano que vem.

O ministro da Integração, Fernando Bezerra, não esconde a ansiedade para ter seu nome lançado como pré-candidato ao governo de Pernambuco. Mas o governador Eduardo Campos tem menos pressa e prefere aguardar. (Paulo Moreira Leite – ISTOÉ)

De Obama a Aécio

ELIANE CANTANHÊDE *

 A partir da Páscoa, tende a acontecer uma reviravolta, ao menos uma inversão, nas expectativas das candidaturas de oposição.

Até aqui, Eduardo Campos (PSB), capaz de minar a reeleição de Dilma “por dentro” e saudado como “o novo”, ocupa espaços na mídia, angaria simpatias na base de Dilma e nos aliados do PSDB. Agora, começa a sentir o gosto, nem sempre doce, do excesso de exposição.

O PT já martela que ele é “traidor”, por ser da base e lançar-se contra Dilma. Uma coluna daqui questiona a legitimidade de colocar-se na oposição. Outra dali cutuca seu estilo, não tão moderninho assim, em Pernambuco. Mais virá.

De outro lado, Aécio Neves parecia imobilizado na teia de egos e disputas do seu partido, excessivamente voltado para dentro e para debates que não fazem nem cosquinha no eleitorado. O PSDB fala para seu próprio eleitor, não para o eleitorado que pode ganhar a mais. Isso também começa a mudar.

Quando os tucanos se reúnem nos plenários solenes e sob o ar condicionado do Congresso para discutir o desmanche da Petrobras, isso me faz lembrar a frase lapidar do mestre Elio Gaspari: “O tucanato continua encantado pela crença segundo a qual, se uma pessoa ficar com duas vezes mais raiva do PT, terá direito a dois votos na eleição”.

Com a população embalada por um “estado de felicidade”, com emprego, renda, bolsas e cotas, o eleitorado está tão fascinado por Dilma quanto esteve por Lula. Mas, se o PT teve cerca de 43% dos votos totais em 2002, 2006 e 2010, 57% não cairão por gravidade no colo de Dilma e oferecem-se à conquista.

É para fazer a ponte com eles que o PSDB está trazendo dos Estados Unidos o estrategista David Axelrod, arquiteto da campanha do democrata Barack Obama.

Dilma é hoje uma candidata pronta, e Marina só precisa de ajustes. Os novatos Aécio e Campos têm de ser “construídos”. Senão, a casa cai.           (* Folha de S.Paulo)

Feliciano vira astro e não vai querer largar o osso

 Feliciano vira astro e não vai querer largar o osso

DO BLOG DE RICARDO KOTSCHO

Entre uma confusão e outra na sala da Comissão de Direitos Humanos, o até outro dia obscuro pastor Marco Feliciano, dono da Igreja Catedral do Aviamento Assembléia de Deus, deputado federal em primeiro mandato do Partido Social Cristão (PSC), está vivendo seus momentos de glória.

Depois de passar a semana dando entrevistas em programas populares de televisão, Feliciano é forte candidato a ser um dos Judas mais malhados neste Sábado de Aleluia, mas ele não se importa com isso.

A fama repentina que ganhou, atravessando sempre sorridente e altivo os corredores poloneses armados na Câmara desde a sua posse na presidência da comissão, deram-lhe seguidas manchetes na mídia, e era tudo o que ele queria.

Com suas posições radicais na linha da ultra direita comandada pelo ex-militar Jair Bolsonaro (PP-RJ), seu grande defensor, e de ter feito declarações de racismo e homofobia, na mesma proporção em que provocou a ira dos defensores dos direitos humanos e das minorias, o pastor Marco Feliciano certamente não perdeu nenhum adepto da sua igreja, fundada recentemente em Orlândia, já com várias filiais no interior de São Paulo, e se instalando em outros Estados _ e ainda corre o risco de multiplicar seus votos nas próximas eleições, ganhando novos fiéis que concordam com a sua pregação, agora amplificada.

Só se fala nele no Congresso Nacional, a ponto de obscurecer a atuação dos novos presidentes da Câmara, Henrique Alves, e do Senado, Renan Calheiros, recentemente eleitos, que se sentem impotentes diante do fato consumado.

Europa: crise faz de estrangeiros moradores de rua

 Das prisões cubanas para as ruas de Madri. Esse foi o trajeto que, em menos de três anos, cumpriram 20 ex-presos políticos do regime castrista e suas famílias. Desde que o governo espanhol cortou a ajuda que os mantinha no país, eles montaram acampamento no centro de Madri, onde cinco famílias permanecem até hoje. Entre os que ficaram, cinco estão com suas famílias acampados há quase um ano em uma barraca improvisada no centro de Madri, em frente ao prédio do Ministério de Assuntos Exteriores. Um deles se suicidou.

A ofensiva do governo britânico para limitar o acesso de estrangeiros a benefícios sociais reacendeu o temor de que os imigrantes virem bodes expiatórios da crise econômica na Europa.

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