Em apenas três anos, o assessor Queiroz movimentou 7 milhões, diz Lauro Jardim

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Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Lauro Jardim
O Globo

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sabe muito mais do que já foi revelado sobre o caso Fabrício Queiroz, o ex-motorista de Flávio Bolsonaro. Nos arquivos do órgão federal de controle de atividades financeiras consta que Queiroz transacionou um volume de dinheiro substancialmente maior do que o que veio a público em dezembro.

Além dos famigerados R$ 1,2 milhão, movimentados atipicamente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, passaram por sua conta corrente mais R$ 5,8 milhões nos dois exercícios imediatamente anteriores. Ou seja, no total Queiroz movimentou R$ 7 milhões em três anos.

MUITO “ROLO” – Segundo o próprio Jair Bolsonaro disse em entrevista, Queiroz “fazia rolo”. Haja rolo. Flávio chegou a dizer, no início de dezembro, que ouviu de Queiroz “uma história bastante plausível” sobre o R$ 1,2 milhão. E enfatizou: “a gente não tem nada a esconder”, numa frase em que atrelou o seu destino ao de Queiroz.

O que dirá agora sobre essa montanha de dinheiro? Pela relação dos dois, imagina-se que o senador eleito saiba desses R$ 7 milhões.

INVESTIGAÇÕES – Quando o Ministério Público do Rio de Janeiro voltar a se debruçar sobre o caso — as investigações estão suspensas desde quinta-feira passada por uma decisão do ministro Luiz Fux, mas a tendência é que sejam retomadas — as explicações de Queiroz sobre suas atividades paralelas terão que ser mais convincentes do que as dadas até agora em declarações ao SBT.

Entre os vários mistérios desse rolo, um permanece intacto: como alguém que movimentou tantos milhões de reais em três anos mora numa casa modestíssima de uma viela da Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O lado bom do tédio

Estudo aponta que, se usado de maneira correta, o tédio pode ser um fator estimulante da criatividade

O lado bom do tédio
O tédio estimula a criatividade e a resolução de problemas, ao permitir que a mente vagueie (Foto: Pixabay)
Se você está uma grande ideia surgir, aqui vai um conselho: fique entediado. Um estudo publicado na revista científica Academy of Management Discoveries descobriu que o tédio pode estimular a criatividade e a produtividade.

No estudo, algumas pessoas passaram por uma tarefa indutora ao tédio, classificando metodicamente uma tigela de feijões, uma por uma, e por cores. Após a tarefa, um grupo de pessoas que viu o teste como uma “forma artesanal de criar”, acabou se destacando de forma positiva.

Essas descobertas provavelmente não são nenhuma surpresa para Sandi Mann, professora sênior de psicologia na Universidade de Lancashire no Reino Unido. Mann é o autor de The Upside of Downtime: Por que o tédio é bom e é defensor de abraçar as emoções.

O tédio gera criatividade

Em sua essência, segundo Mann, o tédio é “uma busca por uma estimulação neural que não está satisfeita”. “Se não conseguirmos encontrar isso, nossa mente irá criá-lo. Não há outra maneira de obter essa estimulação, então você tem que entrar na sua cabeça. Você pode se surpreender com o que você faz quando faz”, disse Mann.

Como demonstrado pelo estudo atual, e por outros anteriores, o tédio pode estimular a criatividade e a resolução de problemas, ao permitir que a mente vagueie e sonhe acordada.

O tédio é bom para a saúde mental

Sonhar acordado pode ser “um grande descanso” e oferecer uma breve fuga do dia-a-dia. Mas também é benéfico simplesmente afastar-se das telas do celular, do trabalho e de outros objetos estressantes por tempo suficiente para sentir-se entediado. Estudos mostraram, por exemplo, que ferramentas modernas, incluindo e-mails de trabalho, mídias sociais e aplicativos de namoro, podem prejudicar a saúde mental – portanto, fazer uma pausa pode ser uma valiosa oportunidade para recarregar as energias.

Como ficar entediado da maneira certa

Mann relatou que é importante não confundir o tédio com o relaxamento. Uma atividade intencionalmente tranquila, como ioga ou meditação, provavelmente não atende à definição de tédio.

Para aproveitar o verdadeiro tédio, ela sugere escolher uma atividade que requer pouca ou nenhuma concentração – como caminhar por uma rota já conhecida, nadar ou mesmo simplesmente ficar de olhos fechados e deixar sua mente vagar, sem música ou estímulo para guiá-la.

Também é crucial desconectar durante esse tempo. Nosso apego cultural aos telefones celulares está, paradoxalmente, destruindo nossa capacidade de ficar entediado e impedindo que sejamos verdadeiramente entretidos.

“Estamos tentando afastar o tédio, mas, ao fazer isso, estamos realmente nos tornando mais propensos ao tédio, porque toda vez que usamos nosso telefone não estamos permitindo que nossa mente vagueie”, disse Mann.

Ela acrescenta que as pessoas podem se tornar dependentes do constante impacto da dopamina dos novos e constantes conteúdos que os telefones fornecem. “Nossa tolerância ao tédio muda completamente e precisamos cada vez mais de deixar de ficar entediados”, diz Mann.

Logo, da próxima vez que você se encontrar na fila do supermercado, em uma reunião entediante ou matando o tempo em uma sala de espera, resista à vontade de pegar o celular. Você estará fadado a ficar entediado – e seu cérebro, humor e desempenho no trabalho podem melhorar.

Fonte:
Time-Being Bored Can Be Good for You—If You Do It Right. Here’s How

Nazistas enviam o primeiro grupo de judeus para campos de concentração

Em 20 de janeiro de 1941, prisioneiros judeus foram encaminhados para campos de trabalho forçado, enquanto nazistas planejavam extermínio em massa

Nazistas enviam o primeiro grupo de judeus para campos de concentração
Campos de concentração encarceravam judeus para realizarem trabalho escravo (Foto: Wikipedia)
Em 20 de janeiro de 1941, a Alemanha nazista enviou o primeiro grupo de judeus para os campos de concentração que haviam sido construídos por todo o país. Anteriormente, os campos de concentração abrigavam prisioneiros de guerra e os judeus eram mantidos em guetos.

O regime nazista, liderado por Adolf Hitler, construiu uma série de centros de detenção destinados a encarcerar e eliminar os “inimigos do Estado”, onde os detentos ficariam fisicamente concentrados em uma única localidade e realizariam trabalhos escravos. Nos primeiros anos, os chamados campos de concentração abrigavam pessoas com ideologia comunista ou social-democrata, ciganos de etnia Romani, Testemunhas de Jeová, homossexuais e outras pessoas vistas como “fora dos padrões sociais”.

Em 1939, a Alemanha anexou a Áustria ao seu território, e com isso capturou diversos judeus alemães e austríacos. Após a construção do primeiro gueto em Piotrków Trybunalski, na Polônia, os judeus presos foram alocados nessas regiões urbanas cercadas e vigiadas por nazistas, forçando-os a viver em condições miseráveis. Os guetos eram considerados medidas provisórias de segregação judaica, enquanto autoridades alemãs discutiam opções para eliminar essa população.

Com o tempo, os alemães construíam mais campos de concentração e encaminhavam cada vez mais judeus para realizarem trabalhos forçados. O campo de concentração mais famoso foi o de Auschwitz, em território polonês, ocupado pelos alemães. A partir da invasão da União Soviética, a Alemanha nazista passou a adotar práticas de extermínio nessas localidades.

O primeiro campo de extermínio foi criado em dezembro de 1941, na cidade polonesa de Chelmno. Lá, judeus e ciganos foram mortos por asfixiamento, em furgões com canos de escapamento direcionados para a parte interna dos veículos, liberando gás tóxico. A medida que campos de extermínio eram construídos, aumentava o número de mortes nas chamadas câmaras de gás. Em Auschwitz, chegou a ocorrer 6 mil mortes por dia.

Com o fim do regime nazista, em 1945, os prisioneiros dos campos de concentração e extermínio foram libertados. Entre 1933 e 1945, foram construídos mais de 40 mil campos e mais de 3 milhões de judeus morreram. Apenas uma ínfima parte dos prisioneiros sobrevivia aos campos

Fonte:
United States Holocaust Memorial Museum-Campos Nazistas
United States Holocaust Memorial Museum-Guetos

Motoristas de Palocci confirmam ‘valores’ e ‘caixas de whisky’ a ‘Barba’

Carlos Alberto Pocento e Claudio de Souza Gouveia, ex-motoristas do ex-ministro Antonio Palocci, corroboraram, em depoimento, com as declarações do delator sobre supostas entregas de dinheiro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles narraram à Polícia Federal ‘entregas de valores’ e de caixas de whisky ao petista, chamado por Palocci de ‘barba’, no aeroporto de Brasília e na sede do Instituto Lula.

Eles falaram à Polícia Federal do Paraná no dia 30 de agosto de 2018, para prestar esclarecimentos sobre fatos investigados na Operação Lava Jato. O depoimento se deu um mês depois de o relator no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, João Pedro Gebran Neto, homologar a colaboração premiada do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos petistas.

Em depoimento prestado ano passado, Palocci afirmou ter repassado ‘em oportunidades diversas’ cerca de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil e R$ 80 mil em espécie para o próprio Lula’. Palocci detalhou duas entregas de dinheiro a Lula, uma no Terminal da Aeronáutica, em Brasília, no valor de R$ 50 mil ‘escondidos dentro de uma caixa de celular’. A outra entrega teria ocorrido em Congonhas. Ele contou que recorda-se que a caminho do aeroporto ‘recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega’.

Segundo Palocci, os repasses a Lula teriam ocorrido em 2010. O ex-ministro relatou uma conversa que teria tido com Marcelo Odebrecht na qual o empresário acertou o repasse de R$ 15 milhões para o ex-presidente depois que a empreiteira entrou no negócio de Belo Monte.

Um dos motoristas de Palocci, Claudio de Souza Gouveia, que trabalhou para o ex-ministro desde 2002, ‘na época de transição do governo Fernando Henrique Cardoso’, respondeu à PF ‘que foram muitos os episódios em que o depoente conduziu Antonio Palocci Filho até a base aérea de Brasília/DF para levar objetos, presentes, mimos a Lula’.

Ele afirma que ‘havia pressa nos deslocamentos’ e disse se ‘recordar de caixas de Whisky, de celulares, de canetas, por exemplo’, mas que, ‘no entanto, nunca soube se as caixas continham efetivamente celulares e garrafas de Whisky ou outros conteúdos’.

Segundo Gouveia, ‘muitos desses episódios, Palocci deixava apenas os objetos com Lula no terminal ou no avião e, após alguns minutos, voltava ao carro’.

O motorista ainda detalha que Palocci carregava dinheiro em seu veículo e que ‘recebia, quando necessário, recursos para combustível, por exemplo’

Gouveia relata ‘que Palocci também carregava recursos para gastos com comitê da campanha, por exemplo e que em algumas poucas oportunidades também constatou Palocci carregando quantidades elevadas de recursos’.

Segundo o motorista, ‘em algumas oportunidades, Palocci informava que estava carregando documentos, ao mesmo tempo que sinalizava, quando pronunciava a palavra “documentos”, gesto que sinalizava dinheiro, feito com o dedão e o indicador da mesma mão’.

Já Carlos Alberto Pocente diz que ‘em oportunidades diferentes em que o depoente levou Antonio Palocci Filho e Branislav Kontic à sede do Instituto Lula, ouviu afirmações proferidas por Palocci para Branislav relacionadas a valores para o “barba”‘.

Indagado pelos investigadores sobre quem seria o personagem identificado por “barba”, ele ‘respondeu que, pelo contexto em que os assuntos eram tratados, referia-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva’.

Lula tem negado as acusações de Palocci e afirma que o ex-ministro mente em delação premiada.

Estadão / Estado de Minas

Palocci diz que Lula pediu R$ 30 milhões para Delfim e Bumlai em Belo Monte

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Charge do Amâncio (Arquivo Google)

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci afirmou, em delação premiada que Delfim Netto recebeu R$ 4 milhões de um acerto de R$ 15 milhões de propinas ao PT supostamente repassados pela Andrade Gutierrez. Delfim foi o todo poderoso ministro da Fazenda do regime militar, nos anos 1970. Ele ficou famoso como o ministro do ‘milagre econômico’.

Em nove de março de 2018, Delfim foi alvo de buscas e apreensões no âmbito da Operação Buona Fortuna, 49ª fase da Lava Jato. Segundo os investigadores, já foram rastreados pagamentos em valores superiores a R$ 4 milhões de um total estimado em R$ 15 milhões.

ALTAS PROPINAS – Primeiro delator do núcleo político de comando do esquema de corrupção sistêmica nos governos do PT revelado pela Lava Jato, Palocci detalhou sua atuação no acerto de R$ 135 milhões em propinas em Belo Monte – equivalente a 1% do contrato de R$ 13,5 bilhões. O valor dividido de forma igualitária, 50% cada, entre o PT e o MDB. E incriminou Lula e Dilma no esquema.

Palocci afirma que Lula “se envolveu diretamente” na corrupção em Belo Monte. Segundo o delator, o ex-presidente exigiu que o amigo José Carlos Bumlai, pecuarista com livre acesso ao Planalto em seu governo, e Delfim Netto recebessem “milhões” no negócio, por terem formulado o consórcio vencedor do contrato.

O ex-ministro disse que ‘Lula insistia que eles deveriam ser pagos em virtude de suas atuações na formação do consórcio vencedor e ‘que Lula informou que Bumlai e Delfim Neto deveriam receber R$ 30 milhões pela formação do consórcio alternativo e que ainda não tinham sido pagos’.

DOIS ACERTOS – Segundo Palocci, Lula estava ‘irritado’ porque Dilma Rousseff não havia autorizado o pagamento de propinas ao PT pela construção de Belo Monte, já que haveria um outro acerto com o PMDB.

O ex-ministro afirma que recebeu um pedido de Lula para que ajudasse o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a remunerar Delfim e Bumlai pela ajuda que teriam dado ao consórcio vencedor de Belo Monte.

Para Palocci, a ‘presença de Bumlai significava que havia interesses também de Lula no recebimento dos valores’. O ex-ministro diz que ‘recebeu um visita do executivo da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, ‘o qual se fazia acompanhado de Jose Carlos Bumlai, na sede’ de sua empresa Projeto.

“ABATIMENTO” – Na reunião, segundo Palocci, o empreiteiro Otávio Azevedo indagou se havia necessidade de se pagar cerca de R$ 30 milhões a Antonio Delfim Netto e ainda disse que ‘iria abater os pagamentos dos valores que eram devidos pelas empresas do consórcio construtor ao PT e ao PMDB, ou seja, seriam abatidos quinze milhões dos valores de cada agremiação’.

De acordo com Palocci, ‘pela presença de Bumlai na reunião, confirmava-se o que posteriormente Lula confidenciou, de que também Bumlai pretendia receber parte dos 30 milhões’ e que ‘os trabalhos de Bumlai eram feitos, muitas das vezes, para a sustentação da família de Lula’.

Palocci relata que R$ 15 milhões, metade do total, foram quitados a Delfim e ao PT. Delfim teria ficado com R$ 4 milhões

DELFIM RECEBEU – Com a palavra, os advogados Ricardo Tosto e Jorge Nemr, que defendem delfim

“Caros, todos os esclarecimentos e as informações sobre esse tema já foram prestados às autoridades. A defesa do professor Antonio Delfim Netto, representada pelos advogados Ricardo Tosto e Jorge Nemr, esclarece que “o professor Delfim Netto não ocupa cargo público desde 2006 e não cometeu nenhum ato ilícito em qualquer tempo. Os valores que recebeu foram honorários por consultoria prestada”.

DILMA NEGA – A propósito das supostas novas declarações do senhor Antônio Palocci, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff registra:

“Mais uma vez, o senhor Antônio Palocci mente em delação premiada, tentando criar uma cortina de fumaça porque não tem provas que comprometam a idoneidade e a honra da presidenta Dilma. É fantasiosa a versão de que ela teria “dado corda” para a Lava Jato “implicar” Lula. Isso não passa de uma tentativa vazia de intrigá-la com o presidente Lula. Na verdade, a delação implorada de Palocci se constitui num dos momentos mais vexaminosos da política brasileira, porque revela o seu verdadeiro caráter”.

LULA CONTESTA – Diz a Assessoria de Imprensa do ex-presidente Lula:

“A Lava Jato tem quase 200 delatores beneficiados por reduções de pena. Para todos perguntaram do ex-presidente Lula. Nenhum apresentou prova nenhuma contra o ex-presidente ou disse ter entregue dinheiro para ele. Antônio Palocci, preso, tentou fechar um acordo com o Ministério Público inventando histórias sobre Lula. Até o Ministério Público da Lava Jato rejeitou o acordo por falta de provas e chamou de “fim da picada”.

Mas o TRF-4 decidiu validar as falas sem provas de Palocci, que saiu da prisão e foi para a casa, com boa parte de seu patrimônio mantido em troca de mentiras sem provas contra o ex-presidente. O que sobra são historinhas para gerar manchetes caluniosas.

Todos os sigilos fiscais de Lula e sua família foram quebrados sem terem sido encontrados valores irregulares. Há outros motoristas e outros sigilos que deveriam ser analisados pelo Ministério Público, que após anos, segue sem conseguir prova nenhuma contra Lula, condenado por “atos indeterminados”. Curiosa a divulgação dessa delação sem provas justo hoje quando outro motorista ocupa o noticiário”, conclui a Assessoria de Lula.

Facebook nega ter criado #10YearsChallenge para treinar reconhecimento facial

Polêmica afirma que a rede social usa o desafio que viralizou para melhorar algoritmo que reconhece envelhecimento

Facebook nega ter criado #10YearsChallenge para treinar reconhecimento facialFoto: Reprodução
O Facebook negou nesta sexta-feira (18) que tenha criado o #10YearsChallenge

(desafio dos 10 anos, em português), o mais recente “desafio” viral nas redes sociais em que os usuários postam lado a lado uma foto de hoje e outra de dez anos atrás para fazer a comparação.

A nota da empresa afirma que a rede social não ganha nada com isso e rejeitou ter criado a brincadeira para treinar reconhecimento facial, como sugeriu a especialista em estratégias digitais Kate O’Neill, em artigo publicado na revista “Wired”.

A empresa liderada por Mark Zuckerberg (foto) brincou até com o desafio. “O Facebook não começou essa onda, e o meme geralmente usa fotos que já estão no Facebook. Nós não ganhamos nada com esse meme (além de nos lembrar das tendências questionáveis de moda de 2009)”.

O Facebook também afirma que é possível desligar o reconhecimento facial nas configurações de conta.

Brincadeira inocente?
A polêmica em torno da brincadeira surgiu depois que alguns influenciadores, entre eles O’neill, começaram a questionar o que seria feito com as fotos compartilhadas.

No artigo, O’Neill imagina alguns cenários sobre como as empresas de tecnologia estão se aproveitando da moda (isso, diz ela, se não a tiverem criado).

Segundo O’Neill, o principal cenário é para fazer publicidade dirigida. Se um sistema é capaz de reconhecer melhor um rosto, pode oferecer produtos com base na idade e outras características físicas.

A especialista em privacidade e tecnologia Ann Cavoukian, da Universidade Ryerson, no Canadá, recomenda cautela. “Nosso rosto é uma das fontes de informação mais valiosas para as tecnologias emergentes”, diz. “Eu insisto que as pessoas não devem participar (do desafio)”, disse à BBC.

M Ú S I C A – Casa no Campo – Elis Regina

M Ú S I C A

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L I T E R A T U R A – Ternura – Vinícius de Moraes

L I T E R A T U R A

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Vinícius de Moraes

Ternura

Vinícius de Moraes

“Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma…
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade
O olhar estático da aurora.”

Sangue latino. Por Eduardo Galeano

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     Impressionante como alguns homens conseguem ver a vida com tanta poesia e encantamento! Este vídeo, produzido pelo Canal Brasil e Urca Filmes, para a série Sangue Latino, é encantador. Recomendo!

“um homem do povoado de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir no alto do céu, e na volta contou: – disse que tinha contemplado lá de cima, a vida humana, e disse que somos um ‘mar de foguitos’. O mundo é isto, revelou: um monte de gente, um mar de foguitos, não existem dois fogos iguais. Cada pessoa brilha com luz própria, entre todas as outras, exitem fogos grandes e fogos pequenos, e fogos de todas as cores; existe gente de fogo sereno, que nem fica sabendo do vento e existe gente de fogo louco que enche o ar de faíscas; alguns fogos são bobos, não iluminam nem queimam, mas outros… outros ardem a vida com tanta vontade que não se podem olhá-los sem pestanejar e quem se aproxima se incendeia…” (continua)

Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.

Galeano nasceu em em Montevidéu numa uma família católica de classe média de ascendência europeia. Na infância, Galeano tinha o sonho de se tornar um jogador de futebol; esse desejo é retratado em algumas de suas obras, como O futebol de sol a sombra (1995). Na adolescência, Galeano trabalhou em empregos nada usuais, como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco. Aos 14, vendeu sua primeira charge política para o jornal El Sol, do Partido Socialista. Iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960 como editor do Marcha, influente jornal semanal que tinha como contribuidores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti. Foi também editor do diário Época e editor-chefe do jornal universitário por dois anos. Em 1971 escreveu sua obra-prima As Veias Abertas da América Latina.

Em 1973, com o golpe militar do Uruguai, Galeano é preso e mais tarde forçado a se exilar na Argentina, onde lançou Crisis, uma revista sobre cultura. Em 1976, com o sangrento golpe militar liderado pelo general Jorge Videla, tem seu nome colocado na lista dos esquadrões de morte e, temendo por sua vida, exila-se na Espanha, onde deu início à trilogia Memória do Fogo. Em 1985, com a redemocratização de seu país, Galeano retornou a Montevidéu, onde vive ate hoje. Em princípios de 2007 Galeano caiu seriamente doente, mas recuperou-se, após uma bem-sucedida cirurgia em Montevidéu.

A obra mais conhecida de Galeano é, sem dúvida, As Veias Abertas da América Latina. Nela, analisa a História da América Latina como um todo desde o período colonial até a contemporaneidade, argumentando contra o que considera como exploração econômica e política do povo latino-americano primeiro pela Europa e depois pelos Estados Unidos da América. O livro tornou-se um clássico entre os membros da esquerda latino-americana.

Memória do Fogo é uma trilogia da História das Américas. Os personagens são figuras históricas: generais, artistas, revolucionários, operários, conquistadores e conquistados, que são retratados em pequenos episódios que refletem o período colonial do continente. Começa com os mitos dos povos pré-colombianos e termina no início da década de 1980. Na obra, Galeano destaca não apenas a opressão colonial, mas também atos individuais e coletivos de resistência. A obra foi aclamada pela crítica literária e Galeano foi comparado a John Dos Passos e Gabriel García Márquez. Ronald Wright, do suplemento literário do The Times, escreveu que “os grandes escritores dissolveram gêneros antigos e encontraram novos. Esta trilogia de um dos mais ousados e talentosos da América Latina é impossível de classificar”.

O Livro dos Abraços é uma coleção de histórias curtas e muitas vezes líricas, apresentando as visões de Galeano em relação a temas diversos como emoções, arte, política e valores. A obra também oferece uma crítica mordaz à sociedade capitalista moderna, com o autor defendendo aquilo que acredita ser uma mentalidade ideal à sociedade. Para Jay Parini, do suplemento literário do The New York Times, é talvez a obra mais ousada do autor.

O vídeo é do Programa Sangue Latino, do Canal Brasil, gravado em 2009. O jornalista e escrito uruguaio, fala sobre a cidade de Montevidéu, onde vive, sobre a existência humana e também sobre a morte de seu cachorro. Uma aula que vale a pena. Direção de Felipe Nepumuceno.

     “o exercício da solidariedade, quando se pratica de verdade no dia a dia, é também um exercício de humildade, que ensina a se reconhecer nos outros e a reconhecer a grandeza escondida nas pequenas coisas, o que implica denunciar a falsa grandeza das coisas grandes, em um mundo que confunde grandeza com grandiosidade…” Educardo Galeano.

Cem anos de História em 10 minutos

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    O usuário derDon1234 do YouTube fez um desses trabalhos épicos que por verdade deveria ser assistido por todos. Um inestimável vídeo compilatório de cunho histórico, com os acontecimentos mais importantes da história do mundo nos últimos cem anos (1911 a 2011) em dez minutos, com ênfase especial para os conflitos bélicos. Imperdível !