MÚSICA – Words – F R David

MÚSICA – Words – F R David

Criticado, Pimenta defende sua escolha como autoridade federal no RS

Criticado, Pimenta defende sua escolha como autoridade federal no RS

Criticado, Pimenta defende sua escolha como autoridade federal no RS

Paulo Pimenta defendeu no domingo (19.mai.2024) sua nomeação como ministro extraordinário da reconstrução do Rio Grande do Sul. Ele disse que o cargo exigia alguém “que possa falar com todo mundo” e que “tenha trânsito na bancada estadual, na bancada federal”, pois “esse é o papel desse ministério”.

A declaração foi dada em entrevista ao canal no YouTube Barão de Itararé. Pimenta também publicou a fala em seu perfil no X (antigo Twitter).

A indicação de Pimenta para assumir a recém-criada Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul foi alvo de críticas.

Deputado federal licenciado, Pimenta é gaúcho e, desde o início da tragédia no Estado, tem sido o principal interlocutor do Executivo federal com o governo estadual, comandado por Eduardo Leite (PSDB), de oposição ao governo Lula.

Há uma desconfiança de que sua permanência no Rio Grande do Sul poderá politizar as ações emergenciais e de reconstrução do Estado porque Pimenta é apontado como pré-candidato ao governo gaúcho em 2026. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro minimizou a questão política, disse ter votado em Leite em 2022 e que o PT foi fundamental para a vitória do tucano.

Como ministro da reconstrução, Paulo Pimenta irá coordenar as ações do governo federal no Rio Grande do Sul. Sua nova função existirá até 2 meses depois do encerramento do estado de calamidade pública no Estado, previsto para 31 de dezembro de 2024. Portanto, poderá ficar no cargo até fevereiro de 2025.

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Lula compromete reeleição se repetir erros de Dilma, diz economista

Lula compromete reeleição se repetir erros de Dilma, diz economista

Poder360

Lula compromete reeleição se repetir erros de Dilma, diz economista

Uma das autoras da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101), a economista Selene Peres Peres Nunes afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode cometer os mesmos erros na economia que o Dilma Rousseff (PT). Segundo ela, a gestão fiscal do petista está parecida com as estratégias adotadas pela ex-presidente, cujo governo foi marcado por um impeachment depois de “pedaladas fiscais”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Selene Nunes afirmou que o atual presidente pode sofrer perdas nas economias, caso comece a fazer “puxadinhos” nas contas públicas. Conhecida como “mãe da LRF”, a economista atua como secretária de Economia de Goiás.

“Mandato na gestão fiscal, está bem parecido. Se persistir nessa trajetória e começar a procurar ‘puxadinho’, a gente pode chegar a isso [mandato de Lula repetir a gestão Dilma]“, afirmou a economista.

Para Selene Peres Nunes, a repetição do “modelo Dilma” poderia causar consequências em uma possível reeleição de Lula.

“Ainda falta um tempo, mas, mesmo que não seja pelo TCU [Tribunal de Contas da União] ou por mudanças institucionais mais pesadas, pode ser pela própria via eleitoral”, disse.

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A quem interessa manter o Nordeste em permanente atraso social e econômico?

lula e bolsonaro disputam votos no nordeste

As estatisticas mostram o Nordeste sempre lá atrás

Mario Sabino
Metrópoles

Vou empilhar alguns números, o leitor que me perdoe a chatice das estatísticas. Eles são sobre o Nordeste. O IBGE, aquela repartição que colocou o Brasil no centro do mapa-múndi, divulgou os dados mais recentes sobre o analfabetismo no país. Datam de 2022.

O Nordeste foi onde a alfabetização mais avançou: subiu de 81% para 86% a taxa de pessoas que sabem ler e escrever bilhetes simples, no mínimo. No país, essa taxa média passou de 90% para 93%.

PROBLEMA REGIONAL – Quando se vai aos números absolutos, dos 11,4 milhões de cidadãos não alfabetizados, 6,1 milhões estão no Nordeste. Ou seja, 57% do total, mais da metade. Considerando que a população da região representa 25% da brasileira, aproximadamente, a desproporção fica evidente.

O analfabetismo funcional não entra na estatística do IBGE. Está-se falando da incapacidade de escrever e interpretar textos mais complexos, além de fazer operações matemáticas básicas.

Pois bem (ou pois mal), de acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional, iniciativa da Ação Educativa e do Instituto Paulo Montenegro, quase 30% dos brasileiros são analfabetos funcionais. De cada três analfabetos funcionais, um está no Nordeste.

ESTÁ LÁ ATRÁS – Não importa qual seja o tema, as estatísticas mostram o Nordeste lá atrás. Há as ilhas de excelência para confirmar a regra, claro. As razões históricas que levaram a região a ser a mais atrasada deste país atrasadíssimo são sobejamente conhecidas. Mas elas não podem continuar a ser justificativa para que tudo permaneça como sempre foi.

Os nordestinos não são piores do que os paulistas ou os gaúchos. Votam mal como os brasileiros das demais regiões. É mais urgente para eles, no entanto, tentar superar todas as limitações e ser menos suscetíveis ao coronelato local e aos populistas que angariam milhões de votos no país inteiro. Dariam uma lição a todos os brasileiros.

A pergunta que os nordestinos deveriam ter sempre em mente é: a quem interessa manter o Nordeste no atraso social e econômico e na dependência de política assistencialista? Não é preciso interpretar textos para se ter a resposta. Na política, pobre não tem pai, mas padrasto malvado.

AGORA: JUSTIÇA BRITÂNICA DECIDE A FAVOR DE JULIAN ASSANGE

Agora, defesa pode apresentar recurso para que fundador do WikiLeaks não seja enviado a Washington

© Reuters. Pessoas protestam em defesa de Julian Assange do lado de fora de tribunal de Londres
20/05/2024
REUTERS/Maja Smiejkowska

© Reuters. Pessoas protestam em defesa de Julian Assange do lado de fora de tribunal de Londres 20/05/2024 REUTERS/Maja Smiejkowska

A Corte Real de Justiça de Londres decidiu, nesta segunda-feira (20), que o jornalista e fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, pode contestar a eventual extradição aos Estados Unidos caso este seja o julgamento do Supremo Tribunal de Londres, que deve ocorrer também nesta segunda.

Assim, após uma audiência, um dos mais altos tribunais da Inglaterra e do País de Gales avançou com uma decisão que permitirá ao australiano apresentar um recurso contra sua extradição.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, dois juízes da Corte disseram “que permitiriam que um recurso fosse ouvido sobre um número limitado de questões”.

O jornal ainda escreveu que a decisão a favor de Assange havia sido adiantada em março passado, exceto se o governo dos Estados Unidos “desse uma garantia satisfatória de que o Sr. Assange receberia proteções ao abrigo da Constituição dos EUA, não seria discriminado em razão da sua nacionalidade, e que a pena de morte não fosse imposta”.

Por sua vez, a embaixada dos EUA na Inglaterra forneceu as solicitações, no entanto contestadas pela defesa de Assange.

Pela atuação investigativa no site Wikileaks, o jornalista australiano está sob detenção da polícia de Londres na prisão de segurança máxima de Belmarsh desde 2019, onde tem sofrido tortura psicológica, como alega seu pai John Shipton, mesmo após ter sua extradição negada pela justiça do Reino Unido pelas más condições de saúde mental em que se encontrava.

Fundado em 2006, o site publica informações e documentos relevantes para o interesse público sobre assuntos sensíveis, mas que estão sendo mantidos em confidencialidade. No momento, Assange enfrenta acusações do governo dos Estados Unidos por ter tornado públicos os documentos do exército norte-americano sobre seus crimes de guerra e abusos contra os direitos humanos no Iraque e no Afeganistão.

As autoridades norte-americanas querem condenar Assange argumentando que suas ações no WikiLeaks prejudicaram a segurança nacional dos EUA, colocando em perigo a vida de agentes norte-americanos.

Acusado por ter revelado 250 mil documentos militares e diplomáticos confidenciais, Assange enfrenta 18 acusações baseadas na Lei de Espionagem dos EUA. Se condenado, pode pegar até 175 anos de prisão.

No julgamento de Assange, quem está no banco dos réus é a própria democracia. Por Carlos Newton

Assange é um preso político sob um processo corrompido”, afirma  editor-chefe do WikiLeaks - Hora do Povo

Se houver condenação, a Primeira Emenda será desmoralizada

Por Carlos Newton – Tribuna da Internet

O Supremo Tribunal de Londres retoma nesta segunda-feira, dia 20, o julgamento do pedido de extradição do jornalista austaliano Julian Assange. Em março, a decisão foi adiada após o Supremo sinalizar que lhe permitiria recorrer do caso. Na ocasião, o tribunal britânico deu ao governo dos EUA prazo de três semanas para fornecer uma série de garantias em torno dos direitos de Assange, e a principal delas seria o compromisso de que não haveria condenação à morte.

A única esperança de Assange tem base numa declaração do presidente Joe Biden no dia 10, quando disse que iria “considerar” os diversos pedidos para retirar as acusações.

NOVO APELO – Em fevereiro, o Parlamento australiano, com apoio do primeiro-ministro Anthony Albanese, aprovou uma moção que apela pelo retorno de Assange à terra natal, em uma tentativa de colocar ponto final na extradição de Londres para Washington.

Nos Estados Unidos, o jornalista pode ser condenado a 175 anos de prisão por 18 acusações, a maioria sob a Lei de Espionagem, por ter divulgado documentos confidenciais do governo, com nomes de pessoas que teriam passado a correr riscos. A denúncia chega a ser ridícula, porque até hoje nenhum dos citados sofreu atentado ou agressão.

Assange se defende, argumentando que divulgou as informações com base na Primeira Emenda à Constituição, mas a Justiça americana não aceita essa alegação.

PRIMEIRA EMENDA – Na verdade, o procsso significa a desmoralização da Primeira Emenda e da democracia reinante desde a declaração de independência das 13 colônias inglesas, em 1776, e da aprovação da Constituição, em 1787.

Para os políticos norte-americanos, a liberdade de expressão é um dogma e não há nada que possa justificar mudança na Primeira Emenda, que diz simplesmente o seguinte:

O Congresso não fará lei relativa ao estabelecimento de religião ou proibindo o livre exercício desta, ou restringindo a liberdade de palavra ou de imprensa, ou o direito do povo de reunir-se pacificamente e dirigir petições ao governo para a reparação de seus agravos”, eis a melhor e mais completa síntese de democracia, possível e imaginável.

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P.S. –
 A grande dúvida é saber se Biden terá coragem de retirar as acusações. É possível, porém improvável. Se o fizer, vai inserir seu nome na História da Democracia. Se não retirar as acusações, ficará para sempre marcada como um político de fancaria, pusilânime e covarde, capaz de aceitar a tese patética de que um simples jornalista possa ameaçar a democracia criada pelos líderes daquelas 13 colônias britânicas. Biden tem esse privilégio e pode escolher como entrará na História – pela porta da frente ou pela estrebaria. (C.N.)

Deputada americana defende que EUA retirem visto de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes tem foto exposta por deputada americana

Maria Salazar quer impedir entrada de Moraes nos EUA

Lucas Ribeiro
Gazeta do Povo

María Elvira Salazar, congressista pela Flórida na Câmara dos Representantes dos EUA, é uma figura política de destaque com uma rica trajetória como jornalista. Filha de refugiados cubanos, ela tem um entendimento profundo dos problemas que afetam as comunidades hispânicas.

Integrante do Partido Republicano, ela é a presidente do Subcomitê de Relações Exteriores da Câmara para o Hemisfério Ocidental. Antes de sua carreira política, Salazar teve uma notável trajetória no jornalismo, trabalhando para grandes redes como CNN, Telemundo e Univisión, cobrindo eventos globais importantes e realizando entrevistas com figuras como Fidel Castro, Augusto Pinochet, Bill Clinton, George Bush, Madre Teresa de Calcutá, além dos presidentes colombianos Álvaro Uribe e Juan Manuel Santos. Seu trabalho jornalístico lhe rendeu cinco prêmios Emmy.

CONTRA O SOCIALISMO – Na política, María Elvira Salazar se concentra em temas importantes para os latinos, defendendo políticas que promovem a prosperidade econômica e os valores cristãos tradicionais.

Eleita para o Congresso em 2020 para representar o 27º Distrito da Flórida, que inclui partes de Miami, ela trabalha ativamente nos Comitês de Relações Exteriores e de Pequenas Empresas. Essas posições lhe permitem influenciar a política externa dos EUA e apoiar os empresários locais.

María Salazar é conhecida por sua postura firme contra os regimes socialistas autoritários em Cuba, Venezuela e Nicarágua, usando sua posição para pressionar pelo respeito aos direitos humanos e pela promoção da democracia.

Como sua experiência como jornalista influencia seu trabalho atual na Câmara dos Representantes dos EUA?

Comecei como repórter durante as guerras e crises na América Central. Por vários anos, morei em diferentes países da região e pude conhecer suas culturas e pessoas. Se há alguém que pode falar com conhecimento sobre a América Latina, sou eu, porque me vejo como eles e sou um deles. E isso, em parte, devo ao jornalismo.

O que a motivou a se comprometer ativamente na luta contra as ditaduras socialistas na América Latina, mesmo morando nos Estados Unidos?
A história dos meus pais, como refugiados cubanos, é o que me motiva a lutar contra as tiranias do nosso hemisfério, porque não quero que ninguém mais tenha que deixar sua pátria como eles tiveram que fazer. Como jornalista, vi os venezuelanos caírem nas mãos do socialismo com as falsas promessas de Hugo Chávez, e os nicaraguenses tropeçarem duas vezes na mesma pedra, Daniel Ortega e Rosario Murillo, que roubaram o país. Não quero que esse câncer continue se espalhando pelo continente; trabalho todos os dias para extirpá-lo e fazer do socialismo apenas uma lembrança ruim.

Durante a recente audiência que discutiu a liberdade de expressão e o avanço do autoritarismo no Brasil, quais revelações ou momentos mais lhe surpreenderam?
O Brasil é um país muito importante no nosso hemisfério. É a economia mais forte na América Latina, por isso os socialistas sempre o cobiçam. Como líderes do mundo livre, devemos nos preocupar muito mais com o que acontece no Brasil. Por isso participei dessa audiência, porque é muito preocupante o que está acontecendo com o atual governo Lula e como eles estão restringindo as liberdades, especialmente a de expressão. Não podemos ficar calados. Esse é o caminho de Cuba, Venezuela e Nicarágua, e a democracia brasileira não pode ser perdida.

E a reação dos participantes?
Na audiência, chamei as coisas pelo nome. Sempre fui muito direta, sem rodeios. Fiquei surpresa com os aplausos dos brasileiros quando eu disse que Lula é um ‘condenado por corrupção’ e Alexandre de Moraes um ‘operador totalitário’. Isso me mostrou que os brasileiros estão se sentindo muito oprimidos agora e precisavam ouvir a verdade sendo dita livremente.”

Na sua opinião, o Brasil está seguindo o caminho do autoritarismo característico do socialismo do século XXI? Quais sinais indicam essa direção?
Qualquer país da América Latina está em risco de cair nas mãos do socialismo. Quando você vê que estão tentando silenciar os oponentes políticos; ou começam a colocar obstáculos para os empresários; ou querem calar o povo limitando suas liberdades, então o socialismo já está em nossas veias, pronto para infestar. E neste momento, infelizmente, vejo uma tendência socialista no Brasil, com o Supremo Tribunal Federal tentando silenciar quem questiona a narrativa do governo Lula. Isso aconteceu em Cuba, Venezuela e Nicarágua, onde a liberdade de expressão ou não existe ou está fortemente restrita. Os socialistas não gostam de ser contrariados.”

A Câmara dos Deputados dos EUA recentemente pediu à OEA que denunciasse violações de direitos humanos no Brasil. O que isso significa na prática para as relações internacionais e para o Brasil?
Acredito que as denúncias são muito importantes, tanto para as vítimas quanto para os agressores. E se essa denúncia for feita num fórum tão importante para o hemisfério quanto a OEA, ela ganha grande valor, pois implica os governos da região. Além de expor o problema e trazê-lo à tona, também serve para identificar quem está do lado do bem ou do mal. No caso da OEA, a organização tem um papel fundamental na proteção dos direitos humanos no nosso hemisfério, e o papel de denúncia do atual Secretário-Geral tem sido fundamental. Almagro tem sido muito frontal e claro contra as ditaduras em Cuba, Venezuela e Nicarágua. Agora, acho que é necessário prestar atenção ao que está acontecendo no Brasil com a supressão da liberdade de expressão. Não queremos voltar aos tempos sombrios do Foro de São Paulo.

É possível que as autoridades brasileiras envolvidas em violações de direitos humanos enfrentem sanções internacionais semelhantes às impostas a indivíduos de países autoritários como Cuba, Venezuela e Nicarágua?

Pelo que sei, meu colega, o deputado Chris Smith, está redigindo um projeto de lei sobre a democracia no Brasil. Mas enquanto isso acontece, acho que a coisa mais imediata que o governo dos Estados Unidos pode fazer é retirar o visto americano de Moraes e outras figuras no Brasil que violam a liberdade de expressão. Essa é uma decisão que está nas mãos da Casa Branca e do Departamento de Estado, mas certamente podemos pedir que sigam nessa direção, e assim o líder do mundo livre estabelece uma posição em relação ao que está acontecendo no Brasil, enquanto o projeto de lei do deputado Smith percorre o caminho legislativo.

Acha que há provas de que o governo Biden pode ter interferido nas eleições brasileiras em conluio com autoridades brasileiras com intenções políticas ou partidárias?
Trinta e cinco minutos depois que Lula foi declarado vencedor das eleições no Brasil em 2022, o presidente Biden enviou um comunicado parabenizando-o. Se não é um recorde, está bem perto de ser. Isso significa que, pelo menos, há uma conexão muito próxima entre a Casa Branca e Lula. E se somarmos a isso o que foi publicamente divulgado pela mídia, parece que os democratas estavam muito envolvidos em garantir que Lula voltasse ao Palácio do Planalto. Também temos outros casos, um deles mais recente, onde o governo Biden parece ter colocado as mãos. Refiro-me à Guatemala, onde evidentemente os democratas influenciaram a favor do governo atual para ‘defender a democracia’, segundo eles dizem.

Acha que há provas de ações de censura por parte das Big Techs para silenciar um lado do debate público?
Hoje em dia, tudo está na internet, especialmente os meios para nos informar como cidadãos. Embora os chamados meios tradicionais, como televisão, rádio e imprensa impressa, permaneçam vivos, as notícias nos meios digitais geralmente definem a agenda da mídia. E o público acredita principalmente nessas notícias. Além disso, todos nós temos mais vozes de certa forma, para o bem ou para o mal. É só tirar o celular do bolso, gravar, fazer upload e publicar. Por isso, é importante o papel das empresas de tecnologia, que deveriam sempre proteger a liberdade de expressão. Deveria prevalecer a premissa de que qualquer pessoa é livre para se expressar, desde que não incite à violência.

O que os brasileiros podem fazer para garantir a liberdade de expressão?
Não descansem em sua luta para manter a democracia brasileira. Nunca baixem a guarda. O negócio dos socialistas é o poder, por isso usarão todos os meios possíveis para se manterem lá. Nós estamos do lado dos bons, daqueles que queremos prosperidade para nosso povo, capitalismo e economia de mercado. Daqueles que querem manter nossas liberdades.

Que nossos amigos estejam salvos do perigo, no primeiro abrigo, diz o poeta Jatobá

Augusto Jatobá

José Carlos Augusto Jatobá, poeta e compositor baiano

O arquiteto, publicitário, artista plástico, designer, diagramador, arte-finalista, cantor e compositor baiano José Carlos Augusto Jatobá compara os “Pés de Milho” com o cotidiano das pessoas. A música Pés de Milho faz parte do LP Capim Verde gravado por Elba Ramalho, em 1980, pela Sony Music.

PÉS DE MILHO
José Carlos Augusto Jatobá

Pés de milhos, andarilhos,
com os nossos filhos.
Procurando vinte milhas,
pelas nossas filhas.
Protegendo milharais
como as nossas mães.
Perseguindo os animais,
como os nossos pais.
Comparando a rouxinóis,
tal nossos avós.
Flutuando pelos rios,
como os nossos tios.
Fungos, cogumelos, limos,
como nossos primos.
Tanta gente tão aflita,
que eu nem sei ainda,
se transformo trigo em Pão,
prá nossos irmãos,
ou transformo pão em trigo,
prá nossos amigos,
que estão salvos do perigo,
do primeiro abrigo,
procurando girassóis,
como todos nós.

Brasil depende cada vez mais do petróleo, cujas exportações podem superar a soja

Golpe permite que Shell tire petróleo do país sem pagar impostos • Diário  Causa Operária

Charge do Bira (Causa Operária0

Vinicius Torres Freire
Folha

Que a Petrobras tenha estado no centro do noticiário e das controvérsias políticas sociais é um sintoma de que o Brasil se tornou um país petroleiro. Mas talvez não tenhamos percebido o quanto o ouro preto é central na economia brasileira.

No entanto, já está na pauta do debate se devemos dar fim à exploração do petróleo e começar uma transição energética, para a qual também ainda não há rumo. Enquanto isso, torramos as receitas petrolíferas públicas, “do governo”, no dia a dia, sem que o país invista em capacidade produtiva e em transição verde ou melhore a situação das contas públicas.

PREÇO DOS DERIVADOS – Nos anos do governo das trevas (2019-2022) e no início de Lula 3, a Petrobras era notícia por causa do preço dos combustíveis. No momento, discute-se outra vez se a petroleira deve bancar investimentos e subsídios de acordo com os planos do presidente da República. Não é por menos, pois a estatal prevê investir cerca de R$ 100 bilhões anuais de 2023 a 2028, quase o dobro dos recursos que o governo dispõe para investimentos.

Em 2023, 7,6% da arrecadação do governo federal veio da Petrobras: de impostos, royalties, participações e dividendos. A receita total do petróleo foi um pouco maior. A depender de preços internacionais e domésticos, da distribuição de dividendos e da decisão de quanto mais petróleo explorar, a receita petrolífera do governo pode variar.

Nos últimos 12 meses, o valor das vendas de bens para o exterior, as exportações, foi de US$ 345,6 bilhões. De petróleo e óleos combustíveis foram US$ 58,4 bilhões, 16,9% do total. De soja e farelos de soja, foram US$ 63,2 bilhões (18,2% do total).

EXPORTAÇÕES SOBEM – É possível que as exportações de petróleo e combustível ultrapassem as de soja neste ano. Já aconteceu antes, em anos ruins para os grãos e de extravagância do preço do barril. Porém, nunca antes se produziu tanto ouro preto; nunca antes seu peso foi tão grande no comércio exterior ou teve tanta importância sistemática nas contas públicas.

De 2011 a 2023, a produção de barris aumentou mais de 61%; no mesmo período, a parcela do petróleo exportado passou de quase 29% para quase 47% da produção nacional.

As exportações em geral têm crescido muito. A fim de dar perspectiva mais comprida: passaram de US$ 221 bilhões por ano no final de 2019, o ano anterior à pandemia, para US$ 345 bilhões, atualmente. Desse aumento, quase 23% veio de petróleo e óleo combustível; quase 25% de soja e farelo.

AÇÚCAR É DESTAQUE – De um ano para cá, as vendas de petróleo continuaram a crescer, quase ao passo de soja e minério de ferro, embora o grande destaque do período tenham sido os açúcares. Nos últimos 12 meses, o país vendeu US$ 18,8 bilhões em açúcar.

Em 2024 e 2025, o grosso do aumento da oferta de petróleo no mundo deve vir de EUA, Guiana, Canadá e Brasil, segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos. Pelas estimativas da Empresa de Pesquisa Energética, a produção brasileira de petróleo vai crescer cerca de 42% até por volta de 2030. Daí em diante, cairia, sem novas reservas e explorações.

Dado o mau estado das contas públicas, talvez seja possível aproveitar a bonança petroleira apenas a partir de 2027, sendo otimista, a fim de aumentar o investimento público em geral ou subsidiar a transição energética.

LONGO PRAZO – Um plano de substituição do petróleo depende de um planejamento de longo prazo de como arrumar mais energia limpa, o que não temos.

Depende também de quanto mais ainda se pretende explorar, do que se vai fazer do gás e da capacidade da Petrobras de manter a produção e também de render receita para o governo.

Uma empresa com as finanças estropiadas por investimentos ruins e tabelamento de preços vai ser um problema para as contas públicas e para a transição.

Empresa de Musk é a mais capacitada para atender ao Exército na Amazônia

Starlink, de Elon Musk, tenta conexão com o agro e já preocupa operadoras  no Brasil - AgFeed

Starlink, de Musk, tem mais de 5 mil satélites em baixa órbita

Cézar Feitoza
Folha

O Comando Militar da Amazônia, do Exército, abriu uma licitação de R$ 5,1 milhões para aquisição de internet via satélite com exigências que somente a Starlink, empresa de Elon Musk, consegue atender no Brasil.

O edital divulgado pela Força define uma série de parâmetros que eliminam a concorrência e direcionam a contratação, segundo especialistas, empresários e integrantes da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ouvidos pela Folha.

RESTRIÇÕES – Os documentos do Exército definem que só seriam aceitas propostas de internet via satélite de baixa órbita com velocidade mínima de 80 megabits de download, 20 megabits de upload e latência (velocidade de envio de pacotes de dados) não superior a 100 milissegundos.

Apesar de sete empresas operarem satélites de baixa órbita no Brasil, somente a Starlink atende a todos os critérios na região amazônica — enquanto outras operadoras conseguem atingir a velocidade, mas não a latência definida no edital.

É o caso da Hughes Telecomunicações do Brasil, que opera no país a constelação de satélites de baixa órbita OneWeb. A empresa questionou o Exército se seria possível apresentar proposta de serviço de internet que atingisse a velocidade exigida, mas tivesse latência um pouco maior.

DIZ A HUGHES – “Prezando para maior abertura da concorrência, não atrelando somente a soluções de um único provedor de tecnologia LEO (baixa órbita da terra, em inglês), e valorizando a economicidade do certame, entendemos que soluções de baixa órbita que atendam as especificações de velocidade e franquia, [mas atinjam] latência máxima de até 280 milissegundos […] podem ser consideradas neste certame”, questionou a Hughes no processo.

O Exército negou a solicitação de abertura da licitação. “Para o dia a dia de uma empresa ou de um órgão público, a diferença da latência de 100 [milissegundos] para 200 faz pouca ou nenhuma diferença”, disse Fabro Steibel, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade. “Faz muita diferença se você é um gamer ou opera na Bolsa de Valores”.

Ele avalia que não faz sentido definir uma latência máxima que elimine a concorrência sem demonstrar, no edital da licitação, os motivos claros que justifiquem os parâmetros estabelecidos.

RESTRINGIR A CONCORRÊNCIA – “O que me parece é que as exigências estão desrespeitando as regras de proporcionalidade. O quanto você pede tem que ser proporcional ao tanto que você precisa. O Estado precisa justificar por que está restringindo a concorrência”, completou.

Em nota, o Exército disse que os parâmetros foram definidos após realizar pesquisas de mercado e verificar as suas necessidades operacionais. Serão 104 pontos de instalação de antenas, sendo 64 em lugares fixos e 40 para uso itinerante.

“O uso da tecnologia de comunicação por meio de satélites de baixa órbita tem se mostrado capaz de atender aos requisitos de conectividade das aplicações militares, em particular, na região amazônica e na faixa de fronteira, tais como aplicações de vídeo para acompanhamento de operações em lugares remotos, telefonia IP, videoconferência, acesso a sistemas corporativos administrativos e operacionais”, afirmou a Força.

MENOR PREÇO – Ao todo, 13 empresas apresentaram propostas na licitação aberta pelo Comando Militar da Amazônia. Somente três delas são revendedoras autorizadas pela Starlink — uma delas, a Pulsar Brasil, apresentou o menor preço.

As outras dez são micro e pequenas empresas que dizem vender soluções de internet, mas não têm permissão da Starlink para comercializar seus produtos — licença que custa milhões de reais.

“Eu trabalho com Starlink desde o início. Não é autorizado, mas a gente dá um jeito”, disse Cesar Roberto Silva, dono da GMAES Telecom. Sem explicar como consegue fornecer internet da empresa americana, Cesar disse que participou da licitação só para acompanhar a concorrência.

IMPOSSIBILIDADE – Sócio da empresa Marques Tecnologia, que também participou do pregão, Rogério Claudionor Marques afirmou que o edital só poderia ser atendido por empresas que vendessem antenas da Starlink.

“Do jeito que eles amarraram [o edital], não tem como. Nem as empresas que são detentoras de satélites no Brasil. Naquelas especificações, se não mudar, eu só vejo Starlink”, disse. Questionado se a empresa dele tem autorização para vender as antenas da Starlink e como forneceria o serviço ao Exército, o empresário afirmou que não poderia responder.

Em nota, a Anatel disse que empresas autorizadas pela agência para atuarem como prestadoras de serviço de banda larga precisam fechar “contrato de provimento de capacidade com a Exploradora de Satélites autorizada no Brasil”.

PROJETO ÚNICO – A Starlink é um projeto de desenvolvimento de satélites da empresa SpaceX. A empresa de Musk consegue ter o melhor desempenho de velocidade e latência de internet entre as concorrentes por unir uma constelação com grande quantidade de satélites e operá-la em baixa órbita.

São mais de 5.000 satélites da gigante americana orbitando a cerca de 550 km de distância da Terra. A concorrente OneWeb tem cerca de 700 satélites em operação a 1.200 km de altitude, distância que reduz a velocidade de transmissão de dados.

“De fato, o [serviço] da Starlink, no Brasil, tem bastante qualidade. Pode ser que com uma quantidade maior de ativação isso possa reduzir um pouco, mas hoje ela tem maior qualidade de upload e download”, disse Rodolfo Avelino, professor de engenharia do Insper e representante do Comitê Gestor da Internet.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É uma nova Piada do Ano. O país precisa mais de Musk do que ele precisa do Brasil. E o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, referindo-se a Musk, declarou ao Financial Times que “algumas pessoas invocam a liberdade de expressão quando, na verdade, defendem um modelo de negócio baseado no engajamento e, infelizmente, no ódio, no sensacionalismo e em teorias da conspiração”. Mas agora vemos o Exército a negociar com esse tipo de empresário, simplesmente  porque dispõe da melhor tecnologia… (C.N.)