L I T E R A T U R A – Não vás tão docilmente – Poeta Dylan Thomas

L I T E R A T U R A

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Não vás tão docilmente -Poeta Dylan Thomas

tradução Augusto de Campos

Não vás tão docilmente -Poeta Dylan Thomas

Não vás tão docilmente

Poeta Dylan Thomas

“Não vás tão docilmente nessa noite linda;
Que a velhice arda e brade ao término do dia;
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

Embora o sábio entenda que a treva é bem-vinda
Quando a palavra já perdeu toda a magia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.

O justo, à última onda, ao entrever, ainda,
Seus débeis dons dançando ao verde da baía,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

O louco que, a sorrir, sofreia o sol e brinda,
Sem saber que o feriu com a sua ousadia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.

O grave, quase cego, ao vislumbrar o fim da
Aurora astral que o seu olhar incendiaria,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

Assim, meu pai, do alto que nos deslinda
Me abençoa ou maldiz. Rogo-te todavia:
Não vás tão docilmente nessa noite linda.
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.”

No vídeo do Youtube, Anthony Hopkins recita.

F I L M E – A Vida de Mozart

F I L M E

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A Vida de Mozart – Filme

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A Vida de Mozart – Filme

TRE-PE planeja ações contra Fake News nas eleições

Blog da Folha

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TER-PE) realizou uma coletiva, hoje, para elencar as medidas que estão sendo planejadas para combater a proliferação de “Fake News” durante o período eleitoral. Ciente de que, hoje, as notícias falsas que circulam na internet “são a principal preocupação da Justiça Eleitoral no País”, o órgão implementará ações para “conscientizar os cidadãos, identificar eventuais divulgadores de boatos e calúnias e agilizar as punições”.

Inicialmente, o tribunal criará uma Central de Denúncias, que terá o papel de fazer uma triagem de todas as informações que chegarem à Justiça Eleitoral. Qualquer denúncia sobre fale News pode ser feita no site do TER (www.tre-pe.jus.br), pelo email ouvidoria@tre-pe.jus.br ou pelo Disque Eleitor (3194-9400). Além disso, no segundo semestre, o tribunal superior eleitoral disponibilizará em seu site o sistema Pardal, outro canal para recebimento de denúncias.

Da mesma forma, será lançada uma campanha nas redes sociais com o lema “nem sempre por trás de uma informação existe uma boa intenção”. “Queremos preservar a lisura do processo eleitoral e isso se faz, também, combatendo a disseminação de mentiras na internet. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas faremos a nossa parte”, colocou o desembargador Luiz Carlos Figueirêdo, presidente do TER-PE.

Ontem, Luiz Carlos se reuniu com o procurador regional eleitoral, Francisco Machado Teixeira e com delegados da Polícia Federal Renato Madsen (Chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado) e Belmiro Freire (Chefe da Delegacia de Defesa Institucional), para intensificar as ações contra as Fake News. Na ocasião, a PF colocou que tem a intenção de mapear com antecedência os municípios onde poderão haver tumultos, trabalhar em conjunto com outras forças policiais e estabelecer um canal para que os agentes possam punir eventuais propagadores de notícias falsas.

Jungmann: Migração de criminosos do Rio é plausível

O ministro da Defesa, Raul Jungmann disse, hoje, que a possibilidade de migração de criminosos do Rio de Janeiro para outros estados é “plausível” e “preocupa”.

Ele deu a declaração ao ser questionado por jornalistas se há o risco a intervenção federal na segurança pública do Rio dispersar bandidos para outras regiões.

Ele afirmou que o crime foge de onde há uma “eficácia maior” das forças de segurança e que esse fenômeno ocorre não só de um estado para o outro, mas também dentro dos estados.

“Acho que é plausível, porque essa migração ocorre, por exemplo dentro do Rio de Janeiro, ocorre dentro de Pernambuco, ocorre dentro de Goiás. Onde você tem uma eficácia maior das forças de segurança, o crime certamente migra. E nós temos, sim, essa é uma preocupação que a gente tem”, disse o ministro.

Jungmann também afirmou que espera que o general Walter Braga Netto apresente na próxima semana o planejamento da intervenção. Braga Netto foi o escolhido pelo presidente Michel Temer para comandar a operação no estado.

Jungmann deu a declaração a jornalistas após participar de uma reunião do Conselho Militar de Defesa, que abrange oficiais das Forças Armadas, com a presença do presidente Michel Temer.

O ministro afirmou que, pelas conversas que tem tido com Braga Netto, o interventor deve apresentar o planejamento da operação, prevista para durar até 31 de dezembro deste ano, será apresentado em entrevista coletiva à imprensa.

“Na próxima semana, espero eu, ele estará apresentando, fazendo coletiva, e iniciará, eu diria assim um fluxo de comunicação comum com vocês”, disse o ministro a jornalistas.

“Eu creio, pelo o que ele me disse, pela informação que eu tive com ele, sim. Ele fará isso. Está trabalhando intensamente”, continuou Jungmann.

Durante a intervenção, Braga Netto tem poderes de governo na estrutura de segurança fluminense, o que inclui as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e o sistema carcerário do estado.

Além da intervenção, que o governo classifica como administrativa, desde julho de 2017 militares das Forças Armadas atuam em operações no Rio, mantidas por um decreto de garantia da lei e da ordem (GLO).

MÚSICA

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Vander Lee – Onde Deus possa me ouvir

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Vander Lee – Onde Deus possa me ouvir

Em Pernambuco os pacientes estão sem bolsa de colostomia, e improvisam com camisinha feminina

O uso de itens alternativos é perigoso, segundo alerta o infectologista Felipe Prochasca

Sem bolsa de colostomia, pacientes improvisam com camisinha feminina

Cerca de dois mil pacientes precisam de bolsa de colostomia em Pernambuco, mas um atraso na entrega do produto levou os pacientes a acionar o Governo do Estado na Justiça.

Pacientes foram até o hospital Barão de Lucena, no bairro da Caxangá, local de entrega das bolsas, mas não havia produto para ser entregue. As bolsas custam R$ 15, valor que compromete o orçamento das famílias de baixa renda.

Segundo o Rádio Jornal de Pernambuco, alguns doentes precisaram improvisar usando sacolas ou camisinha feminina.

No entanto, o uso de itens alternativos é perigoso, segundo alerta o infectologista Felipe Prochasca. “Toda adptação (com esse material) já começa errada. E aí ao se adaptar você aumenta os riscos. A bolsa de urina, por exemplo, ela não é hermeticamente fechada, grudada à pele, e a tendência é não conseguir coletar nada que seja pastoso ou sólido. Ela já tem uma tendência de entupir com facilidade, fazendo com que haja exposição maior da ferida”.

A colostomia é uma bolsa de plástico hermeticamente fechada para proteger o ambiente e a pessoa que está utilizando. “Quando se usa sacola está tirando um acumulo de detritos, mas fezes e líquidos continuam saindo e ficando expostos. A sacola não é, em nenhum momento, alternativa”, destaca o especialista.

A vice-presidente da associação dos ostomizados, Madalena Vasconcelos, afirma que o sofrimento é indescritível. “Não tem previsão de quando vão chegar as bolsas. Os pacientes improvisam: eles estão colocando até sacola de supermercado e camisinha feminina para poder economizar. É que não tem a verba pra comprar o nosso material porque ela vem federal, ela não vem específica só para ostomizado. Vem para manter o hospital. Eles tiram uma parte para comprar nosso material, mas até agora não compraram nada”.

A direção do Hospital Barão de Lucena informa que a chegada das bolsas de colostomia depende de uma licitação em andamento.

NAOM/UH

É O Marketing, Senhores

…Na pressa com que tudo foi feito, não se atentou para o fato de que acabou sendo uma Intervenção pela metade. Com muitas dúvidas no ar. O que acontecerá se o governo do Rio, por exemplo, não pagar os salários de sua polícia? Quem vai ter esse custo? Nós?, contribuintes brasileiros? Ou se novas perturbações da ordem acontecerem por conta de atos do atual governo estadual? O exército estará lá para proteger Pezão?…

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Resultado de imagem para A Princesa E O Infante    Por José Paulo Cavalcanti Filho  –  Escritor, poeta,membro da Academia Pernambucana de Letras e um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comissão da Verdade.

O instituto da Intervenção Federal é novo, no Direito brasileiro. Nenhuma de nossas sete constituições anteriores regulou isso. Apenas a de 1988 (art. 34). Junto com o Estado de Sítio (art. 137) – em caso de guerra ou ameaça grave de repercussão nacional. E o Estado de Defesa (art. 136) – para calamidades ou perturbações da ordem pública. Essa Intervenção, apenas para lembrar, é prevista em casos de invasão estrangeira, litígios entre Estados membros, grave comprometimento da ordem pública, por aí.
A pergunta mais direta é se algo assim caberia no Rio. O governo diz que a violência fugiu do controle. Será mesmo? Em 1995, a taxa de homicídios era 8,63 por 100.000 habitantes. Hoje, é de 6,13. Ainda alta, com certeza. Mas inferior. Seja como for, tudo faz lembrar um sambinha de Wilson das Neves (de 1966): “No dia em que o morro descer/ E não for carnaval…/ Vai ser de escopeta, metralha, granada e fuzil/ Guerra civil”.
O que é lamentável. Usar a regra (art. 60) de que a Constituição não pode “ser emendada na vigência de intervenção federal”, para se livrar do peso de votar (e perder) a Previdência. É o fim. Verdade que, anunciou, suspenderá essa intervenção, mais tarde, para votar. Juristas se apressam em afirmar ser incabível. Não é bem assim.  Há um precedente de Getúlio…
Na pressa com que tudo foi feito, não se atentou para o fato de que acabou sendo uma Intervenção pela metade. Com muitas dúvidas no ar. O que acontecerá se o governo do Rio, por exemplo, não pagar os salários de sua polícia? Quem vai ter esse custo? Nós?, contribuintes brasileiros? Ou se novas perturbações da ordem acontecerem por conta de atos do atual governo estadual? O exército estará lá para proteger Pezão? E se outros governadores exigirem o mesmo tratamento do Rio, vamos ter uma Intervenção em cada estado?
A pressa foi tanta que a razão real parece ter sido outra. O governo federal está, mais provavelmente, pensando é nas eleições de outubro. Fosse pouco e o ministro Eliseu Padilha sugeriu, em rádio gaúcha, que Temer seria o candidato dele mesmo a Presidente. E seu marqueteiro, Elsinho Mouco, diz que “Ele já é candidato”. Believe it or not, como naquele programa de TV americano. Acredite se quiser. Aqui para nós, acredito não.
No fundo, bem no fundo, o governo quis foi evitar uma derrota na votação da Previdência Social. O que é lamentável. Usar a regra (art. 60) de que a Constituição não pode “ser emendada na vigência de intervenção federal”, para se livrar do peso de votar (e perder) a Previdência. É o fim. Verdade que, anunciou, suspenderá essa intervenção, mais tarde, para votar. Juristas se apressam em afirmar ser incabível. Não é bem assim.  Há um precedente de Getúlio. Que instaurou, em 16.12.1936 (Decreto (457), Estado de Sítio por conta da Revolta Comunista de novembro de 1935 – no Recife, no Rio e em Natal. E com novo Decreto (501) suspendeu, por só dois dias (17 e 18 de dezembro), esse Estado de Sítio. Precisamente para votar uma Emenda Constitucional. Sem certeza de se o Supremo vai aceitar isso, agora.
Mais grave é que, por conta da pressa, o governo não ouviu (como deveria) o Conselho da República (art. 90). Nem o Conselho de Defesa Nacional (art. 91). Disse que o fará, depois. Quem garante? Mas ouviu seu marqueteiro. Deveria também ouvir o constitucionalista Michel Temer (Elementos do Direito Constitucional), que prevê essa Intervenção apenas “para pôr término a grave perturbação da ordem”. O que não parece o caso.
Ou ouvir Fernando Pessoa (texto, sem título, na Revista de Comércio e Contabilidade): “O mais honesto e desinteressado dos políticos e dos governantes nunca poderá saber com certeza se não está arruinando o país”.