A intensa saudade da pátria. numa visão poeticamente sintética de Menotti Del Picchia

Menotti del Picchia, aos 90 anos de idade

O jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor, ensaísta e poeta paulista Paulo Menotti Del Picchia (1892-1988) fala da “Saudade” de sua pátria, durante o seu exílio.

SAUDADE
Menotti Del Picchia

Saudade cheia de graça,
alegria em dor difusa,
doença da minha raça,
pranto que a guitarra lusa
em seu exílio verteu…

Ai quem sentir-te não há-de
se foi dentro da saudade
que a minha pátria nasceu.

Aliados do Centrão acham que, se Jair Bolsonaro não mudar, sua reeleição fica muito difícil

Charge reproduzida do Correio Braziliense

Denise Rothenburg
Correio Braziliense

Parafraseando o recado já desmentido pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, de que, sem voto impresso, não tem eleição em 2022, os aliados do presidente do PP, Ciro Nogueira, têm dito em conversas reservadas que a ida do presidente do Progressistas para a Casa Civil precisará vir acoplada a uma mudança de hábito do presidente da República.

Ciro não vai ouvir os desaforos que Luiz Eduardo Ramos ouvia quando as coisas não iam bem, tampouco suportará ver o bolsonarismo raiz criticando o Centrão dia e noite. Se o presidente já disse que era do Centrão, é hora de os seus mais fiéis escudeiros respeitarem os aliados.

CULPAR O CONGRESSO – Os deputados do PP têm dito que não dá para os bolsonaristas sentarem-se à mesa, fecharem acordos e depois irem às redes sociais criticar o que foi feito, caso, por exemplo, do Fundo Eleitoral. Também não dá para colocar a culpa no Congresso pelas dificuldades que o governo enfrenta, seja em termos de gestão da pandemia, seja em votações no Parlamento.

Ciro Nogueira tem tempo para reorganizar essa base, porque, como tem mandato até 2027, não precisará deixar o cargo para concorrer a um novo mandato no ano que vem. Resta saber se Bolsonaro e a bancada do bolsonarismo raiz estão dispostos a parar de tentar desgastar os aliados do Centrão, ainda mais no ano eleitoral. Se a convivência nessa grande “família” ficar insustentável, quem vai perder é o presidente.

Sem Recursos – Os deputados têm uma justificativa para não aprovar o voto impresso. É que está em análise no Congresso Nacional um projeto em que o governo pede autorização para realizar operações de crédito a fim de suplementar gastos com pessoal e aposentadorias de servidores. São R$ 164 bilhões. O pedido é visto como um sinal de que a situação das contas públicas está para lá de difícil.

Da parte dos defensores do voto impresso, porém, essa justificativa é furada. Basta tirar dinheiro das emendas de deputados, senadores e também aquelas de relator, que consumiram R$ 17 bilhões este ano, que tudo se resolve. Inclusive, a compra de mais vacinas e pesquisas para combater a covid-19.

Datena elogia a terceira via e sonha em formar chapa junto com Ciro Gomes em 2022

Apresentador José Luiz Datena ainda não se decidiu se será candidato à presidência, ao governo de São Paulo ou ao Senado

Datena em duvida sobre Senado, Governo ou Presidência

iG Último Segundo

Filiado recentemente ao PSL , o apresentador José Luiz Datena confirmou em entrevista à revista Veja que seu nome estará nas urnas nas eleições de 2022. Cotado como alternativa a Lula e Bolsonaro, ele disse, entretanto, que não sabe ainda se sua candidatura será ao Senado, ao governo de São Paulo ou à presidência. Segundo ele, está nas mãos do partido.

“Isso depende do partido. Eu continuo ancorado com a possibilidade de disputar o senado ou o governo de São Paulo”, afirmou.

SEM MEDO DAS URNAS – Por enquanto eu sou apresentado como pré-candidato único do PSL e não tenho medo nenhum de disputar a Presidência da República. Pelo contrário. Cada vez mais se concretiza a possibilidade de que exista mesmo uma terceira via para que o brasileiro tenha mais opções. O Brasil precisa pensar em si, não só em duas pessoas. Lula e Bolsonaro já fizeram o que tinham que fazer pelo Brasil”, disse.

Com 7% das intenções de voto, segundo levantamento divulgado ontem pelo Paraná Pesquisas, Datena ainda especulou uma possível aliança com outro nome da “terceira via”: o pedetista Ciro Gomes.

ABRIR MÃO – “Sem o Bolsonaro e sem o Lula eu abriria uma vantagem grande sobre o Ciro, que é um candidato muito bom. Na média das pesquisas eu e ele temos 7% cada um. Juntos, 14%. Já pensou numa aliança com o Ciro? (…) Não está afastada nenhuma possibilidade. Para você quebrar a probabilidade de ter uma disputa entre só dois, alguém deve abrir mão.”

O apresentador ainda rechaçou a ideia de que ele seria um candidato de direita. Ele afirmou que, como apresentador, aborda mais temas sociais do que policiais e que possivelmente disputaria muitos votos da esquerda com o ex-presidente Lula. “Não tenha dúvida que tem muito cara de esquerda que vota em mim”, afirmou.

Fundão Eleitoral vai tirar quase R$ 5 bilhões de obras, avisa a consultoria do Senado

Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro Caramuru e Daniel Weterman
Estadão

Da forma como foi aprovado pelo Congresso, o Fundão Eleitoral vai tirar um total de R$ 4,93 bilhões de obras e serviços de interesse dos próprios parlamentares no ano que vem, de acordo com nota técnica da Consultoria do Senado à qual o Estadão/Broadcast Político teve acesso. O valor corresponde aos recursos que sairão das emendas de bancada estadual, calculadas em R$ 7,06 bilhões em 2022.

Bolsonaro anunciou que vetará o aumento, mas já admitiu um Fundão Eleitoral de R$ 4 bilhões, valor mínimo exigido pelo Centrão, o dobro do gasto com as campanhas nas eleições de 2020. Mesmo com o veto, o chamado Fundão terá a garantia de no mínimo R$ 791 milhões no próximo ano, de acordo com a análise técnica assinada pelo consultor Augusto Bello de Souza Neto, após consulta solicitada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

MUDANÇA NO CÁLCULO – Ao votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), no último dia 26, o Congresso aprovou um dispositivo que muda o cálculo do Fundão Eleitoral em 2022, triplicando o valor gasto nas últimas eleições para R$ 5,7 bilhões. Bolsonaro anunciou que vetará esse artigo, o que na prática deixará o valor final em aberto.

O montante será definido em outro projeto, o da Lei Orçamentária Anual (LOA), que será enviado pelo governo em agosto e precisa ser aprovado pelo Legislativo. Para Vieira, é “um absurdo” que o valor de R$ 5,7 bilhões possa ser sancionado pelo presidente, “ainda mais em plena crise econômica e com o drama da pandemia”.

De acordo com a legislação, o valor do fundo eleitoral é estipulado com base na arrecadação de impostos, oriunda do fim da propaganda partidária, mais um porcentual não definido das emendas de bancada. Somente a primeira parte, porém, é obrigatória pela legislação em vigor, de acordo com o consultor.

NOVO CÁLCULO – Com o projeto aprovado pelo Congresso, o fundo teria R$ 791 milhões da arrecadação de impostos mais R$ 4,93 bilhões que saíram das emendas de bancada, montante equivalente a 25% das despesas da Justiça Eleitoral. As bancadas do Congresso, formadas pelo conjunto de deputados e senadores de cada Estado, podem indicar todos os anos recursos no Orçamento para obras do governo federal. Em ano eleitoral, porém, elas abrem mão de parte dos recursos para bancar as eleições.

“Os R$ 4,93 bilhões das emendas de bancada estadual de execução obrigatória deixarão de ser utilizados em serviços, obras e entregas diretas à sociedade para financiar as campanhas”, diz a nota, ao considerar o cenário de sanção do projeto aprovado pelo Congresso. Com isso, o chamado “fundão” tiraria 70% do total de recursos reservados para projetos indicados pelas bancadas no Orçamento.

EMENDAS REDUZIDAS – Além disso, se o artigo for sancionado por Bolsonaro, o Legislativo “não poderá recompor o montante original das emendas impositivas de bancada estadual”, de acordo com o especialista.

A nota técnica será usada para pressionar o Executivo a vetar o aumento do gasto com as campanhas eleitorais, que somou R$ 2 bilhões no ano passado. Vieira e um grupo de deputados entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a votação da LDO e proibir o aumento do fundo para as campanhas no ano que vem.

De acordo com a consultoria, é possível defender a tese de que o fundo eleitoral é inconstitucional porque fere a norma que tornou as emendas de bancada impositivas. O técnico observou, porém, que a lei atual garante o financiamento e que não há decisão do STF contra o chamado “fundão”.

VALOR MÍNIMO – Se Bolsonaro vetar o dispositivo que turbinou o fundo eleitoral em 2022, terá de encaminhar o Orçamento do ano que vem com um patamar mínimo de R$ 791 milhões, de acordo com a nota técnica. É o valor projetado pelo consultor para a arrecadação oriunda da extinta propaganda partidária. Técnicos da Câmara apresentaram um cálculo de R$ 803 milhões.

De acordo com Alessandro Vieira, a garantia de R$ 791 milhões apontada pela consultoria “é mais uma prova técnica de que (o presidente Jair) Bolsonaro só não veta o fundão porque não quer”. “É absurdo esse recurso ser usado assim em qualquer momento, mais ainda durante a pandemia.”

A nota da consultoria rebate a possibilidade de o chefe do Executivo sancionar apenas uma parte do artigo que garantiu um fundo de R$ 5,7 bilhões. Nesse caso, Bolsonaro é obrigado a sancionar ou vetar integralmente o dispositivo. Mesmo com o veto, o fundo eleitoral não é extinto, porque outro artigo na própria LDO garante a previsão da despesa para 2020.

Na live, Bolsonaro comprovou fraude eleitoral, mas ninguém lhe deu a menor atenção. Por Marcos Franco

Charge do Benett (Folha)

Por Marcos Franco

Sobre a live de quinta-feira, o que me deixou mais impressionado foi a divulgação sobre o que ocorreu na eleição para prefeito de São Paulo ano passado. Mostraram a totalização de votos do TSE logo no início, com 0,39% de urnas apuradas e 24.220 votos, quando “estranhamente” o sistema teria dado uma “parada”.

Quando retornou, os votos foram sendo contabilizados e, no final, com 100% das urnas apuradas e 6.354.100 votos algo inacreditável teria ocorrido, indicando fraude indiscutível.

IMPOSSÍVEL ACONTECER –  No final da apuração, os percentuais dos votos dos candidatos tinham “exatamente” os mesmos percentuais na “parte inteira” dos números. Ou seja, a fraude na programação para adulterar foi tão mal feita que adaptaram os números para manter a parte inteira que existia quando se tinha apenas 0,39% da apuração, momento em que o sistema “supostamente” teria “travado”, e depois foram mudadas apenas as partes decimais dos percentuais de votos de cada candidato.

Isso é típico de que houve programação. Quem conhece de informática sabe. Como não se pode conferir, tem que se ficar acreditando que isso aconteceu mesmo de verdade. Só que agora, com essa divulgação, veio à tona a farsa.

0,89% URNAS APURADAS  24.220 votos
Bruno Covas 32,58%
Guilherme Boulos 20,33%
Márcio França 13,95%
Celso Russomano 10,44%
Arthur do Val 9,74%
Jilmar Tatto 8,79%
Andrea Matarazzo 1,67%
Joice Hasselmann 1,60% 
E mais 5 candidatos com 0,… %

100% URNAS APURADAS  6.354.100 votos
Bruno Covas 32,85%
Guilherme Boulos 20,24%
Márcio França 13,64%
Celso Russomano 10,50%
Arthur do Val 9,78%
Jilmar Tatto 8,65%
Andrea Matarazzo 1,55%
Joice Hasselmann 1,84%
E mais 5 candidatos que continuaram com 0,… %

Quem quiser pode conferir esses dados diretamente no site do TSE: https://resultados.tse.jus.br/oficial/#/divulga-desktop/votacao-nominal;e=426;cargo=11;uf=sp;mu=71072

Gostaria de saber a opinião do editor Carlos Newton especificamente sobre essa situação da eleição para prefeito de São Paulo. Será que ele acredita que foi limpa essa eleição? Que não houve manipulação, diante de dados tão flagrantemente suspeitos como esses?

Joice Hasselmann contrata o advogado Kakay para cuidar do suposto caso de agressão

Deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) falou com a imprensa

Joice está confiante na experiência de advogado Kakay

Mariana Costa
Metrópoles

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) contratou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para auxiliá-la no caso da suposta agressão que a parlamentar sofreu na noite do dia 17 de julho. A informação foi revelada pelo O Globo e confirmada pelo Metrópoles.

Questionado pela reportagem sobre a atuação no caso de Joice, Kakay disse que advogará em favor da parlamentar: “Eu ainda estou em Nova York. Volto segunda-feira, mas tenho falado com ela”, assinalou.

ADVOGADO FAMOSO – Kakay é um advogado criminalista famoso no meio político e já defendeu parlamentares de renome, como o novo chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, José Sarney, Edson Lobão, entre outros.

A contratação de um advogado já era esperada. Em coletiva feita no apartamento funcional da deputada, em Brasília, no dia 25 de julho, Joice foi assertiva em relação às possíveis judicializações que faria acerca do caso.

“Eu vou processar todos que estão acusando meu marido e fazendo ilações. Mulheres extremistas que têm incitado o crime de feminicídio. Eu vou processar a Fontenelle. Eu vou denunciar essa gente que comete crime de violência. Eu vou levar cada um até a última instância”, disse na ocasião.

SEIS FRATURAS – Joice se recupera de cinco fraturas no rosto e uma na costela, além de alguns cortes pelo corpo. A congressista estava assistindo a uma série em sua cama, no apartamento funcional que usa em Brasília, na noite do dia 17, quando “apagou” e só acordou 7 horas depois, sobre uma poça de sangue, sem se lembrar do que havia acontecido. Na terça-feira, a parlamentar prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre o caso.

Ao Metrópoles a deputada revelou, na noite de sexta-feira (23/7), ter dois nomes que poderiam estar por trás das agressões. No último domingo (25/7), Joice afirmou a jornalistas que um desses dois suspeitos é parlamentar.

Moraes manda investigar a “interferência” de Bolsonaro na PF , denunciada por Sérgio Moro

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (30) que a Polícia Federal retome as investigações do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na instituição.

O inquérito está suspenso e, segundo Moraes, a PF não precisa mais aguardar a definição sobre o formato do depoimento de Bolsonaro (se por escrito ou presencial). O julgamento do STF sobre o tema está marcado para setembro.

DILIGÊNCIAS PENDENTES – Na decisão desta sexta, o ministro do STF afirmou que há diligências pendentes para a PF cumprir que podem ser executadas independentemente do depoimento.

O inquérito foi aberto pelo STF em 2020 a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) e tem como base acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Segundo Moro, Bolsonaro tentou interferir em investigações da PF ao cobrar a troca do chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro e ao exonerar o então diretor-geral da corporação Maurício Valeixo, indicado por Moro (leia detalhes mais abaixo). Desde que Moro fez a acusação, Bolsonaro nega ter tentado interferir na corporação.

MUITAS PROVAS – Sergio Moro tem afirmado que estão entre as provas de que Bolsonaro tentou interferir na PF mensagens trocadas pelos dois em um aplicativo e a reunião ministerial de 22 de abril de 2020.

Na ocasião, Bolsonaro disse: “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro e oficialmente não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar f… minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar. Se não puder trocar, troca o chefe dele. Se não puder trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para Brincadeira.”

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Segundo Moro, ao mencionar a palavra “segurança”, Bolsonaro se referia à Polícia Federal no Rio de Janeiro.

O presidente, por sua vez, sempre argumentou que se referia à sua segurança pessoal, exercida pelo Gabinete de Segurança Institucional.

O Jornal Nacional, contudo, mostrou que os seguranças de Bolsonaro no Rio foram promovidos, o que coloca em xeque a versão do presidente.

Janaína: “Dória se elegeu na onda conservadora, mas abraçou todas as pautas do PSOL”

A deputada Janaína Paschoal criticou o governador tucano João Doria (SP) diante da aberração linguística da “linguagem neutra”. Isso, porque, ela tomou conhecimento de um evento promovido pelo governo paulista denominado Diversidade Linguística, no Museu da Língua Portuguesa.

O evento realizado em junho, no Youtube e Facebook, foi a a quarta mesa do webinário Língua Portuguesa e Direitos Humanos. Entre os palestrantes estavam Rita von Hunty, drag queen e professora. Um dos temas discutidos foi justamente a linguagem neutra.

“Ontem, houve um evento denominado Diversidade Linguística: Entre a Celebração e a Resistência, no Museu da Língua Portuguesa. Assustador constatar que não foi convidado nenhum participante que questione a tal linguagem neutra. Como um monólogo pode se pretender diverso?”, questionou Janaína.

A própria parlamentar depois corrigiu o erro sobre o dia de realização do evento, e na ocasião criticou Doria, uma vez que a pauta de gênero não faz parte da agenda de um governo eleito nas sombras da direita e do conservadorismo.

“Dória se elegeu na onda conservadora, mas abraçou todas as pautas do PSOL. Aliás, o PSOL parece governar o mundo!”, criticou a deputada.

A linguagem neutra, por sua vez, é nada mais do que o uso ideologizado da língua portuguesa ou qualquer outra. Palavras, por exemplo, como “todos”, são escritas como “todex”, ou “maravilhoso” como “maravilhox”. Isto seria uma forma de fazer referência a pessoas chamadas de “não-binárias”, ou seja, que não se enxergam com do sexo feminino ou masculino.

Esse recurso, portanto, está pautado nos pressupostos da ideologia de gênero, a qual nega a realidade biológica dos sexos macho e fêmea como fatores determinantes na formação da identidade sexual. Em vez disso, os defensores dessa visão consideram apenas a cultura como elemento formativo.

Por essa razão a ideologia de gênero é chamada de ideologia, visto que não possui respaldo científico no tocante à ciência biológica/genética e médica.

“Corrupção mata mais que vírus”, disse campeão olímpico de surf, Ítalo Ferreira

Historicamente, os Jogos Olímpicos sempre foram um momento onde os olhos do mundo se voltaram para o esporte, e só. Todavia, em um mundo cada vez mais ideologizado e culturalmente monopolizado, não é surpresa constatar que na edição de Tóquio, no Japão, já pudéssemos ver os efeitos danosos da politização sobre a competição.

Como resultado, atletas como o brasileiro Ítalo Ferreira, que levou o ouro no surf fazendo história, passaram a ser alvos da “patrulha” de parte da sociedade que não sabe diferenciar fanatismo político-ideológico de vida social, patriotismo e competitividade esportiva.

Após ganhar o ouro, essa patrulha notadamente opositora ao atual governo tratou de resgatar postagens do surfista para averiguar se o mesmo seria ou não um “bolsonarista”. Influenciadores famosos cujos nomes não merecem a citação endossaram essa caça fantasmagórica aos atletas, promovendo a ideia de que não se pode torcer para quem apoia um “genocida”.

Como em janeiro desse ano Ítalo afirmou que a “corrupção nos estados, mata mais que qualquer vírus. Triste realidade”, ele passou a ser visto como um bolsonarista em potencial. Até o momento, nada além disso da parte do atleta. Não é possível cravar se ele é um apoiador ou não do governo, mas a sua visão condiz com a posição do presidente Jair Bolsonaro sobre esse aspecto da pandemia: sim, corrupção também mata!

O que nos chama mais atenção, no entanto, não é a posição política de Ítalo Ferreira. Para nós, não faria a menor diferença a sua opinião a favor ou contra este governo. Como atleta que é, a única relevância a seu respeito que nos interessa é o seu talento como surfista e o quanto isso importa para o Brasil, como nação.

Mas, a mediocridade intelectual de quem enxerga em tudo um motivo de politização não consegue fazer diferenciação de competências. A prova disso está no fato de que figuras como Felipe Neto são ouvidas como se fossem referência em campos que passam longe da sua esfera de competência. Mas essa é a realidade quando o fanatismo e a mediocridade imperam mais que a lucidez e a inteligência. O que esperar disso, pela frente, é coisa ainda pior.

Xuxa é derrotada em ação contra Zambelli sobre críticas a livro LGBT infantil

A apresentadora Xuxa Meneghel teve o pedido de reparação em um processo de danos morais negado pelo TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). A ação era movida contra a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) após críticas ao livro “Maya”, que seria lançado pela ex-Globo.

Xuxa pedia indenização por dano moral fixada em R$ 150 mil, mas a juíza Carolina Pereira de Castro da 15ª Vara Cível julgou o pedido improcedente e extinguiu o processo. A ação surgiu após Xuxa anunciar o lançamento de “Maya – Bebê Arco-Íris” (Globinho), em entrevista ao UOL, no ano passado.

O livro narra uma historinha infantil sobre uma menina que está no céu aguardando a família ideal para descer à Terra. Maya passa a ter Uma família formada por duas mães. Zambelli, por sua vez, criticou o anúncio da obra.

“O alvo dessa teia de destruição de valores humanos não é mais você. Essa mira está apontada para a mente das nossas crianças! Sexualizar e instigar inocentes ao sexo pavimenta a pedofilia e a depravação. Não tenhais medo. Lute por elas conosco”, afirmou a deputada na ocasião.

A decisão da 15ª Vara Cível entendeu que Zambelli fez o comentário dentro da liberdade de expressão e não poderia ser condenada por isso, o que culminaria em censura.

“A manifestação, ainda que possa demonstrar desconhecimento pela ré acerca da temática do livro que seria lançado pela autora, apenas fez uma crítica — seja boa ou ruim — obra que seria produzida pela autora, o que apesar de denotar uma preocupação exacerbada com a educação sexual de crianças, não implica a ocorrência de lesão extrapatrimonial digna de nota. Ainda que a crítica tenha sido contundente, tendo a ré explanado suaopinião e insatisfação, não foram utilizadas palavras de baixo calão ou aptas atingir a vida pública da autora”, diz um trecho da sentença.

Com a decisão, Xuxa terá que pagar despesas processuais e honorários advocatícios no valor de 10% da causa.

Com informações: TVF