“Filhos de Bolsonaro vão entender o tamanho da cadeira de cada um”, afirma Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão, durante entrevista Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/14-02-2019

Mourão foi escanteado por Bolsonaro, mas permanece atuante

Karla Gamba
O Globo

Em entrevista à “Rádio Bandeirantes” na manhã desta quarta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a Câmara dos Deputados enviou um recado ao governo na terça-feira, quando derrubou o decreto presidencial que ampliava a lista de servidores com poder de classificar documentos como sigilosos. A medida havia sido assinada pelo próprio Mourão, enquanto ele assumiu a presidência interinamente para que o presidente Jair Bolsonaro viajasse para Davos, na Suíça.

Ontem, após a votação, o vice-presidente havia afirmado que a derrota não era um indicativo ruim na relação do governo com o Congresso.

CONVERSAR MAIS — Mas o tom mudou na declaração mais recente, nesta quarta-feira. “A minha visão é que o Congresso ontem mandou um recado para o governo de que nós temos que conversar mais com eles” — argumentou Mourão.

No entanto, o vice disse não ver dificuldades no diálogo futuro e defendeu que Bolsonaro tem habilidade para conversar com parlamentares, pois esteve quase 30 anos no Congresso Nacional como deputado.

FILHOS DO PRESIDENTE – Mourão disse ainda que a interferência dos filhos de Bolsonaro no governo é uma questão de “acomodação”. A seu ver, com o tempo os filhos do presidente vão entender o “tamanho da cadeira de cada um”. Ele foi questionado se, diante da crise e polêmicas envolvendo os filhos do presidente, ele estava dando conselhos sobre o caso.

— Da minha parte não dei nenhuma opinião. A questão dos filhos é uma questão de acomodação do governo. A família é unida, os filhos são pessoas bem sucedidas, aos poucos eles vão entender qual é o tamanho da cadeira de cada um — disse Mourão durante a entrevista.

Previdência com capitalização representa um grande risco para os trabalhadores

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Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Maria Lucia Fattorelli
Monitor Mercantil

Os argumentos apresentados pelo governo para sustentar a esdrúxula proposta de contrarreforma da Previdência têm sido desmontados de forma contundente (ver, por exemplo, o artigo “O déficit da Previdência é fake”, publicado aqui nesta terça-feira, dia 19). Apesar disso, o novo governo não só insiste em tal proposta, mas avança ainda mais para incluir o modelo de “capitalização” e introduzir o esquema da chamada “securitização de créditos públicos”.

O modelo de capitalização representa graves riscos para a classe trabalhadora e acaba de vez com o compromisso geracional que sustenta a Previdência Social solidária e sustentável de que trata a Constituição de 88. Se houver problema, nem mercado nem governo terão qualquer responsabilidade, como está ocorrendo em vários países.

SUSTENTABILIDADE – A Previdência Social solidária é integrada ao funcionamento da economia do país, já que a sua sustentabilidade está fundada na garantia de emprego digno para as pessoas economicamente ativas, cujas contribuições garantirão o pagamento daqueles que já cumpriram o seu período laboral e se aposentaram.

Está também integrada ao conjunto de proteção social de que trata a Seguridade Social, que inclui a Saúde e a Assistência Social, comprometendo igualmente todo o conjunto da sociedade com o seu sustento, como prevê o Art. 195 da Constituição de 88.

Esse modelo de Previdência Social solidária tem se mostrado altamente sustentável e deveria ser aprimorado para ampliar o seu alcance social e econômico, não só melhorando as medidas protetivas e os benefícios, mas também melhorando suas finanças.

O QUE FAZER – Pode-se melhorar as finanças da Previdência mediante o combate à sonegação; a cobrança das dívidas bilionárias de ricos devedores da Seguridade Social; o fim de benesses tributárias representadas por desonerações injustificáveis, isenções e anistias; o fim da DRU (Desvinculação das Receitas da União) que morde até 30% dos recursos da Seguridade Social para pagar juros da chamada dívida pública, entre outras medidas.

Mas os sucessivos governos têm feito uma falsa conta de déficit para justificar o desmonte dessa importante proteção social, apesar dos números oficiais compilados anualmente pela Anfip (Associação Nacional dos Fiscais da Previdência) demonstrarem a sustentabilidade da Seguridade Social e a sua importância vital para mais de 70% dos municípios brasileiros!

FALSA SOLUÇÃO – No modelo de capitalização não existe solidariedade e nem mesmo Previdência! Se você olhar no dicionário, verá que previdência é sinônimo de segurança. O modelo de capitalização não tem nada a ver com “segurança”. Pelo contrário, em tal modelo, cada pessoa terá sua continha individual dependente do funcionamento do mercado financeiro, que fará aplicações “de risco”! Podem dar errado e o mercado não terá responsabilidade alguma com o pagamento de benefício futuro. O governo também não!

Isso é Previdência??? Claro que não! Isso é colocar a classe trabalhadora para entregar parte de seu salário para o mercado financeiro que não terá compromisso algum com o pagamento de aposentadoria no futuro.

BODES EXPIATÓRIOS – Os servidores públicos estão correndo esse mesmo risco. Passaram a ser os “bodes expiatórios” e, mais uma vez, são chamados de “privilegiados”, por aceitar o contrato unilateral apresentado pelo próprio governo quando anuncia cada concurso público!

O que está por trás dessa contrarreforma da Previdência é o interesse do insaciável mercado financeiro, que não se contenta em receber os juros mais elevados do planeta; em ter a sua sobra de caixa remunerada diariamente (por meio do uso ilegal das Operações Compromissadas), e acumular lucros cada vez mais elevados, superando cada vez mais os lucros obtidos pelo setor em qualquer outro local do mundo.

O mercado financeiro quer porque quer avançar ainda mais e se apoderar da Previdência.

INSEGURANÇA – Os banqueiros, porém, só oferecem planos privados ou modelo de capitalização, invariavelmente organizados sob a modalidade de contribuição definida, de tal forma que as pessoas sabem quanto terão que pagar, mas não têm a menor ideia se irão receber ou não algum benefício futuro e qual seria esse benefício; ou se terão, ao contrário, que pagar a conta dos prejuízos das aplicações que deram errado, a exemplo dos recentes rombos nos fundos Postalis e Funcef.

O mercado quer também se apoderar do fluxo da arrecadação tributária, de tal forma que os tributos que pagamos não alcançarão os cofres públicos, mas serão sequestrados, no meio do caminho, e desviados para investidores privilegiados envolvidos no esquema da chamada “Securitização de Créditos Públicos”.

ENTREGA DO FLUXO – A proposta de PEC divulgada pela Conjur em 4 de fevereiro de 2019 inclui dispositivo que contempla a entrega do fluxo da arrecadação tributária:

Art. 249…..

  • 4º A entidade gestora poderá ceder onerosamente os direitos originários de créditos tributários e não tributários inadimplidos, inscritos ou não em dívida ativa, bem como as receitas próprias geradas pelos impostos e os recursos provenientes de transferências constitucionais que forem aportados aos fundos previdenciários, não configurando dívida ou garantia para o ente federativo.

Portanto, só não vê quem não quer: o objetivo da contrarreforma da Previdência é empurrar trabalhadores para fundos financeiros de risco e aumentar o lucro dos bancos. Esse tem sido o caminho trilhado desde a Emenda 20/98, seguida da Emenda 41/2003, que buscam igualar as condições dos respectivos regimes – Geral e Próprio – nivelando por baixo e empurrando a privatização da Previdência para fundos privados (ou públicos de natureza privada, que dão no mesmo), na modalidade de contribuição definida, sem garantia alguma à classe trabalhadora, mas com garantia total de rendas e lucros para os bancos.

Danilo Cabral e Wolney Queiroz comentam chegada da reforma da Previdência

Deputado federal Danilo Cabral (PSB), em entrevista à Rádio Folha

Deputado federal Danilo Cabral (PSB), em entrevista à Rádio Folha  Foto: Alfeu Tavares / Folha de Pernambuco
Por: Blog da Folha

O programa Folha Política, desta quarta-feira (20), trouxe como entrevistados dois deputados federais: Danilo Cabral (PSB) e Wolney Queiroz (PDT), que estavam em Brasília no momento da chegada do texto da reforma da Previdência.

Danilo Cabral disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) repassar a explicação acerca do texto da Previdência para corpo técnico não correspondeu simbolicamente à representatividade política de uma leitura não realizada pelo próprio chefe de Estado.

“O presidente disse que muitos assuntos ele vai terceirizar. Acho que isso mostra inconsistência no presidente no trato com de algumas questões. É ruim você ter um presidente que não tem um domínio daquilo que está sendo deliberado, hoje foi mais um exemplo disso”, disse.

Quanto à primeira derrota governista na Câmara Federal com relação à Lei de Acesso à Informação (LAI), Danilo Cabral foi enfático com relação a uma suposta falta de articulação política da base do Governo Bolsonaro. “Houve uma derrota da base política do governo, que mostrou, inclusive, a fragilização do líder do governo, Major Vitor Hugo, completamente desconectado da sua base”, afirmou.

Seguindo a mesma linha, o deputado Wolney Queiroz (PDT) falou sobre a desarticulação política da base governista. Além disso, o partido deve contestar alguns pontos apresentados no texto da reforma desta quarta (20). “O PDT entende é que existe uma reforma ser feita, mas nao é essa reforma apresentada por Bolsonaro”, disse Wolney.

O deputado federal Wolney Queiroz, que também é presidente do PDT em PernambucoO deputado federal Wolney Queiroz, que também é presidente do PDT em Pernambuco – Crédito: Divulgação

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Luisa Mell é ameaçada de morte, aparece desesperada e desabafa

A apresentadora e ativista Luisa Mell (Foto: Reprodução/Instagram)
A apresentadora e ativista Luisa Mell (Foto: Reprodução/Instagram)

Na semana passada, a ativista e ex-apresentadora Luisa Mell fez um resgate astronômico de mais de 1000 cachorros que estavam aprisionados em condições alarmantes no Canil Céu Azul e seriam destinados à venda em pet shops e outros centros comerciais.

O Instituto Luisa Mell tratou de arranjar rapidamente três abrigos para tratar os cães e mantê-los temporariamente, até que sejam destinados a lares amorosos, sem vínculos comerciais. A ação refletiu em um resultado importante e até mesmo histórico. A PETZ, a maior rede de pet shops do Brasil, e uma das clientes do canil em voga, anunciou que irá suspender a venda de filhotes em suas lojas.

As ações de Luisa Mell parecem ter irritado profundamente os criadores de cachorros. Em vídeo postado no Instagram na noite desta terça-feira, (19), a ativista afirma que tentaram invadir o centro de triagem em que os cães eram separados para serem destinados a seus lares, e ainda teria recebido ameaças de morte. A ativista precisou ser escoltada até sua casa pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

“Quando eu falo que esse tipo de criador é bandido é porque é. Olha, gente, tive que ir embora escoltada porque fui ameaçada de morte”, relatou Luisa Mell pelo Stories do Instagram. Na manhã desta quarta-feira, 20, a ativista ainda afirma que os criadores teriam colocado fogo na porta do centro de triagem do Instituto Luisa Mell.

LUÍSA MELL FAZ APELO DESESPERADOR APÓS RESGATE DE CACHORROS: CENAS FORTES SÃO DIVULGADAS 

Luísa Mell   Reprodução/Instagram

A ativista, Luísa Mell, que faz diversos resgates em canis clandestinos, recebeu uma ligação do Coronel da Polícia Ambiental na noite da última quarta-feira(13), pedindo sua ajuda para salvar mais de 1.500 cães que viviam em condições precárias em um desses locais de criação.

No instagram, Luísa Mell faz apelo desesperador ao mostrar em seus stories um lugar que maltratava 1500 animais. Luísa recebeu o apelo quando estava na festa de 4 anos do filho, nos vídeos ela diz que não conseguiria mais resgatar animais por estar lotada e não conseguir arcar com todos os gastos, mas ao ver a situação dos animais teve que agir. Além disso, a ex-apresentadora pediu a ajuda dos internautas para conseguir lidar com a situação.

“No meio da festa do Enzo, recebi uma ligação: ‘Alô Luisa? Aqui é o Coronel da Polícia Ambiental! Fizemos uma apreensão em um canil… São 1.500 animais precisando de resgate! Você pode ajudar?’ Entrei em pânico… MIL e quinhentos cachorros de uma vez? Meu abrigo está lotado… Minha equipe foi para o local imediatamente… quando me mandaram as imagens de cães vivendo em gaiolas, percebi que não tinha escolha! Estamos aqui realizando o maior resgate já feito pelo Instituto e qualquer outra ONG que temos notícia. Alugamos dois galpões para este momento de emergência!”, declarou ela.

Veja o vídeo:

João Campos vê governo fragilizado: ‘não dialoga com ninguém’

Deputado federal João Campos

Deputado federal João CamposFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Após a primeira derrota do governo Bolsonaro na Câmara Federal, com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo que suspende os efeitos do decreto do Executivo sobre dados sigilosos, o deputado federal João Campos (PSB) comentou sobre a crise política instalada no seio do governo Bolsonaro. Segundo o parlamentar, a derrota do governo nessa pauta tem relação com a crise política vivida pelo governo Bolsonaro. “É um momento de fragilidade do governo. A gente viu os parlamentares governistas batendo cabeça no plenário. A oposição dominou nas tribunas e consguimos empregar um ritmo acelerado”, relatou.

A proposta de Decreto Legislativo foi apresentada pela bancada do PSB na Câmara, elaborada pem conjunto entre João Campos e os deputados Danilo Cabral (PE), Aliel Machado (PR), Alessandro Molon (RJ) e também por Weliton Prado (Pros-MG), no primeiro dia da atual Legislatura, 4 de fevereiro. A matéria, agora, irá ao Senado.

João Campos criticou a falta de coesão e harmonia do Governo Federal. “É um governo que se elegeu sem apresentar um projeto pro país e agora a gente está vendo isso, pautas isoladas e uma falta de governo muito grande. Falta de sintonia e de um conjunto de ações estruturadas. tem pequenas ações isoladas e um governo disperso, disse. “É um governo em que cada ministro fala e apita uma coisa, cada um manda em uma coisa e não vemos um conjunto harmônico. É uma orquestra onde cada um toca num tom diferente. Não tem como ficar bom, né?”, frisou.

Segundo o deputado, a crise política pode influenciar, inclusive, na reforma da Previdência, por falta de diálogo com o Legislativo. “Acho que o governo, na semana em que vai pautar a reforma da Previdência na Casa, começa levando uma derrota grande, mostra que ele tem que ligar o sinal de alerta dele. Isso dificulta os interesses do governo. Um governo que não dialoga com o Congresso, que não dialoga com os partidos, não dialoga com ninguém. E quando não se dialoga tem derrota.

Folhape

Bivar responde a Bebianno sobre candidatas laranjas do PSL e diz estar “estupefato”

O presidente do PSL, Luciano Bivar Foto: Ivo Gonzalez

Bivar foge da imprensa e só se pronuncia através de “nota oficial”

Eduardo Bresciani
O Globo

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), disse estar “estupefato” com as críticas feitas a ele pelo ex-ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, em conversa com o presidente Jair Bolsonaro, publicadas pelo site da revista “Veja”. Bivar sugeriu que Bebianno se referiu a ele no caso das candidaturas laranjas do PSL por “desespero”.

“Ele está estupefato e só pode creditar isso ao desespero do ex-ministro. Quanto à saída do Planalto, diz que só Bebianno sabe os verdadeiros motivos e só ele deve dizer”, diz nota divulgada pela assessoria de Bivar.

PROBLEMA DELE – No áudio encaminhado a Bolsonaro — e divulgado pela revista — Bebianno afirma que se Bivar escolher uma candidata laranja “é um problema dele”. Conclui ainda dizendo que o atual presidente do PSL “é responsável pela chapa” dele e desejando que a polícia chegue “à constatação do que foi feito”.

No plenário da Câmara, o presidente do PSL se esquivou de comentar o tema diretamente com jornalistas, repetindo que seu posicionamento era o de sua assessoria. Ele afirmou apenas que a divulgação dos áudios não significa que Bolsonaro mentiu ao negar ter falado com o ex-ministro.

— O presidente jamais mentiu, o que o presidente falou foi que tem seus motivos — disse Bivar, que almoçou com Bolsonaro nesta terça-feira, mas nega ter falado diretamente sobre o tema.

Bivar afirma que a demissão de Bebianno não tem ligação com as suspeitas de candidaturas irregulares em Pernambuco.  “O problema não tem nada a ver com as candidaturas, só o Bebianno sabe” — afirmou Bivar.

REELEIÇÃO – O presidente do PSL descartou a possibilidade de deixar o comando da legenda. Disse que pode deixar o cargo em novembro, quando deve haver convenção, mas deixou em aberto a possibilidade de buscar continuar na função. Questionado se não deveria deixar o cargo para se defender, respondeu:

“Defender de quê? Que esquema?”

Nova adutora vai beneficiar Serra Talhada

O deputado federal Fernando Monteiro; o presidente da Compesa, Roberto Tavares; o diretor de Interior da Compesa, Marconi Azevedo; e o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque; e da reitora da UFRPE, Maria José de Sena

O deputado federal Fernando Monteiro; o presidente da Compesa, Roberto Tavares; o diretor de Interior da Compesa, Marconi Azevedo; e o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque; e da reitora da UFRPE, Maria José de Sena              Foto: Divulgação

Uma nova adutora com tubulação de ferro fundido vai levar água para os campis da Universidade Federal Rural de Pernambuco(UAST) e para a Faculdade de Medicina da Universidade de Pernambuco (UPE), em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. A obra vai sair do papel depois da assinatura do plano de trabalho realizada nesta segunda-feira (18), que contou com a articulação envolvendo a prefeitura do município, Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e deputado federal Fernando Monteiro (PP).

Orçada em R$ 1,5 milhão e que terá 4 km de extensão, a obra, vai beneficiar diretamente mais de 3 mil pessoas nas instituições de ensino e desafogar o abastecimento da adutora antiga, melhorando a distribuição de água nas comunidades dos bairros do Mutirão e Universitário, com cerca de 7 mil pessoas.

Segundo o prefeito Luciano Duque (PT), o empreendimento, após a fase de licitação, tem previsão de conclusão de pouco mais de um mês. “A prefeitura de Serra Talhada arcará com os serviços de implantação do equipamento. Em pouco mais de um mês estaremos comemorando essa conquista”, afirmou o gestor da cidade sertaneja.

“Essa obra é de extrema importância para a garantia de serviços necessários e urgentes na cidade, como a manutenção dos trabalhos desenvolvidos nas unidades educacionais e de comunidades no entorno. Possibilitar a melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos e o desenvolvimento econômico das cidades do meu Estado são prioridades minhas”, atestou Fernando Monteiro.

A assinatura do convênio contou com a participação do deputado federal Fernando Monteiro; do presidente da CompesaRoberto Tavares; do diretor de Interior da Companhia, Marconi Azevedo; do prefeito de Serra TalhadaLuciano Duque, e da reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)Maria José de Sena.
Segundo a reitora da UFRPE, a adutora permitirá que as atividades de ensino e pesquisa se desenvolvam a contento. “A garantia de abastecimento é tranquilizadora e garantirá que as atividades não sejam prejudicadas. Foi um grande progresso”, garantiu.

Além desse investimento, outro avanço discutido no encontro entre os gestores foi o andamento de uma segunda adutora, que abastecerá o novo bairro de Serra Talhada, Vanete Almeida, que conta com 902 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa Minha Vida. As casas, financiadas pelo Banco do Brasil, já estão prontas para serem entregues. O novo empreendimento permitirá também o abastecimento do futuro condomínio industrial de Serra Talhada e do Hospital Geral do Sertão (HGS) – Governador Eduardo Campos, localizado às margens do Km 418 da BR-232, também em Serra Talhada, conquista viabilizada por emendas de Fernando Monteiro.

“O empenho de Fernando Monteiro para a melhoria do abastecimento nas cidades pernambucanas é evidente. Ele é um parceiro e tanto para o andamento de projetos importantes para Pernambuco. Entre eles, a Adutora do Agreste, que vem avançando graças também aos seus esforços”, atestou o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Para Humberto, reforma da Previdência ‘esconde’ crise do PSL

Humberto Costa (PT) é o líder do PT no Senado pela quinta vez

Humberto Costa (PT) é o líder do PT no Senado pela quinta vezFoto: Ricardo Stuckert Filho

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, entende que o Governo Bolsonaro tenta usar a reforma da Previdência para “esconder os seus problemas internos, como a demissão do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, a disputa política entre aliados e várias denúncias de candidaturas laranjas na campanha eleitoral do ano passado envolvendo o seu partido, o PSL“.

A PEC da Previdência prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres se aposentarem. Para Humberto, a mudança no cálculo da previdência vai prejudicar, sobretudo, os mais pobres, que começam a trabalhar mais cedo. “Querem convencer os brasileiros, por meio de publicidade enganosa patrocinada com dinheiro oficial, de que trabalhar mais, contribuir por mais tempo e, no final, ganhar menos – ou seja, perder direitos – é algo positivo. A proposta não mexe com os verdadeiros privilégios. Ela vem sob medida para os pobres pagarem a conta. Mais uma vez, o povo é que irá pagar o pato”, afirmou.

Humberto ainda lembrou do posicionamento de Bolsonaro que seria “falta de humanidade” determinar a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, ainda durante o governo de Michel Temer. Na época, Bolsonaro chegou a falar que o projeto prejudicava especialmente o Nordeste, onde a expectativa de vida é mais baixa.

“Bolsonaro ganhou a eleição na base da mentira e da fake news. Ele disse que ia acabar com a corrupção no seu governo, mas os escândalos só se acumulam. Falou que não ia trocar cargos por apoio, mas agora negocia mil vagas do segundo escalão para conseguir comprar a aprovação dessa reforma que ele mesmo afirmou ser desumana. Agora, apresenta um projeto mais cruel do que o que criticava”, disse.

A crise política persiste, segundo o senador. “São menos de 50 dias de governo em queda livre. As crises não terminam, elas se acumulam. O governo Bolsonaro já está caindo como laranja podre”, afirmou.

Ministros militares se queixam dos filhos de Bolsonaro e da desarticulação do governo

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Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Igor Gielow
Folha

O agravamento da crise política levou três expoentes da ala militar do governo ao encontro de Jair Bolsonaro (PSL) para expressarem a queixa do setor sobre a influência dos filhos do presidente e sobre a inoperância da articulação com o Congresso. Segundo relatos, os generais da reserva e ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo (Defesa) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) pediram um freio de arrumação.

A Folha ouviu descrições da conversa segundo as quais o risco de perda de apoio entre a ala militar foi comentado. Outras, contudo, descartaram tom alarmista nesse sentido.

SUBIDA DE TOM – Dois itens constantes do cardápio da crise levaram à subida de tom. O primeiro foi a divulgação dos áudios trocados por Bolsonaro e o ex-ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral).

O fato de o presidente estar exposto e, pior, a possibilidade de haver gravações de fato comprometedoras, é considerado um desastre.

Como o problema começou em uma questão partidária, o laranjal do PSL, os generais atribuem ao papel de Carlos, filho do presidente que disparou o episódio que levou à demissão de Bebianno ao dizer que ele havia mentido, a chegada da crise à sala de Bolsonaro.

AFASTAR OS FILHOS – Há aqui uma questão de ocupação de espaço. Os militares nunca aceitaram o que consideram intromissão dos filhos políticos do presidente em assuntos de Estado. Assim, a confusão do caso Bebianno foi uma oportunidade para levar a cobrança de afastamento dos filhos de forma mais incisiva, e não indiretamente, como antes.

Com efeito, os dois mais ativos, o vereador carioca pelo PSC Carlos e o deputado federal Eduardo (PSL-SP), têm sido comedidos no tom desde a eclosão da crise.

PORTA-VOZ – Numa nota lateral, os militares também não gostaram de ver o papel que foi reservado a um general da ativa, Otávio do Rêgo Barros, na crise.

Porta-voz de Bolsonaro, na segunda (18) ele teve de engolir a seco e dizer que os motivos para a demissão de um ministro de Estado eram decisão de “foro íntimo do nosso presidente”. Sua maior assertividade nesta terça-feira (19) foi notada por observadores.

O outro ponto nevrálgico do dia foi a derrota fragorosa do governo na Câmara, que derrubou decreto presidencial que ampliou o número de pessoas com direito a decretar sigilo de documentos.

BASE ALIADA? – Aqui, a desarticulação completa de uma base governista possibilitou, na visão da ala militar, o recado do Congresso: os parlamentares querem participar das discussões que importam, a começar pela da reforma previdenciária.

A preocupação dos fardados, que não formam um bloco monolítico mas têm interesses comuns, é que a reforma degringole ao encontrar uma Câmara sem comando.

Alguns deputados governistas vinham apostando que isso seria uma vantagem, facilitando o encaminhamento da agenda de Bolsonaro, mas a derrota e até mesmo o fatiamento do pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça) mostraram que a realidade é diferente. No papel, Santos Cruz deveria trabalhar nessa articulação, mas o espaço no Planalto está ocupado pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

ONYX ISOLADO – Com a queda de Bebianno e assunção de um general que era seu número dois, Floriano Peixoto, Onyx está isolado e sob pressão por resultados.

O fato de que o ministro não toca na mesma orquestra de seu correligionário Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não ajuda Onyx.

Aqui é incerto qual seria o encaminhamento do caso pelos militares, dado que eles também temem ser responsabilizados por fracassos.

Ministro do Turismo eleva em 280% o valor do dinheiro vivo guardado em casa

Marcelo Álvaro Antônio

Ministro evangélico não confia no sistema bancário do país

Felipe Frazão
Estadão

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, elevou em 280% o valor em dinheiro vivo mantido em casa num intervalo de dois anos. Entre as eleições de 2016 e 2018, a reserva em espécie guardada por ele passou de R$ 105 mil para R$ 400 mil. Os valores foram declarados à Justiça Eleitoral.

Eleito em 2018 para o segundo mandato de deputado federal por Minas Gerais, Marcelo Álvaro bancou do bolso 64% de sua campanha. Também recebeu doações da mãe, Vilma Penido Dias, e verbas do PSL. Ele declarou ter injetado na campanha R$ 383 mil por meio de transferências bancárias eletrônicas.

NÃO FAZ APLICAÇÃO – À Justiça Eleitoral, Marcelo Álvaro declarou a posse apenas de recursos em espécie, em moeda nacional – nenhuma conta bancária ou aplicação financeira. Ele ainda declarou um apartamento no bairro Buritis, em Belo Horizonte, e sociedade em uma empresa, a Voice Lider – os mesmos bens são informados por ele desde 2012.

O ministro afirmou que uma parte dos recursos usados na campanha integrava a reserva de R$ 400 mil em espécie declarada e que sua evolução patrimonial é condizente com seus vencimentos – um deputado recebe R$ 33,7 mil brutos.

Por meio de nota, a assessoria da pasta do Turismo disse que o ministro seguiu a lei. “A evolução patrimonial de Marcelo Álvaro Antônio é totalmente condizente com os ganhos de parlamentar acrescidos de rendas extras como aluguel de imóvel devidamente declarado”, destacou o comunicado, sem detalhar valores nem informar qual imóvel era alugado. “O ministro manteve a quantia em espécie conforme declarado, porque é um direito assegurado.”

MONITORAÇÃO – Na eleição passada, a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Justiça Eleitoral decidiram monitorar candidatos que declarassem quantias elevadas em dinheiro vivo. Os órgãos suspeitavam que as declarações eram usadas como manobra para esconder caixa 2. Técnicos desses órgãos desconfiavam que os candidatos informavam possuir valores em espécie que, na verdade, não tinham. Era o chamado “colchão” para lavagem, conforme definem integrantes dos órgãos de controle. Para investigadores, casos assim podem configurar “pré-lavagem de dinheiro”.

As contas do ministro foram aprovadas com ressalvas pela Justiça Eleitoral. Por inconsistências na prestação, como falta de notas fiscais e erros em CPFs de doadores, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) cobra a devolução de R$ 33 mil ao partido – decisão da qual o ministro recorre.

APROXIMAÇÃO – Marcelo Álvaro Antônio é o único deputado do PSL com cargo no primeiro escalão na Esplanada. Evangélico da Igreja Maranata, aproximou-se do presidente Jair Bolsonaro no ano passado. Estava a poucos metros de distância do então candidato quando Bolsonaro recebeu uma facada durante campanha em Juiz de Fora (MG). Ele socorreu Bolsonaro, acompanhou a internação e a cirurgia de emergência na Santa Casa da cidade. Marcelo Álvaro era coordenador da campanha presidencial do PSL no Estado e havia reunido empresários locais para um encontro com Bolsonaro horas antes do ataque.

Aliado de primeira hora, ele deixou o PR para entrar na campanha de Bolsonaro. Depois, assumiu o diretório estadual do PSL, com o acesso a verbas da legenda e o poder de decidir quem se candidataria no Estado. Ele obteve 230 mil votos.

Na montagem do governo, Marcelo Álvaro ganhou um ministério depois de se apresentar como integrante da Frente Parlamentar do Turismo, embora nunca tenha sido vinculado a pautas do setor. Para se fortalecer no PSL, abriu espaço na pasta para indicados políticos.

CANDIDATAS LARANJAS – Ele é suspeito de coordenar a escolha de candidatas laranjas no PSL com objetivo de desviar recursos eleitorais. O caso é investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais. Bolsonaro não comentou a suspeita. O porta-voz do Planalto, Otávio do Rêgo Barros, desconversou sobre o caso do ministro. Marcelo Álvaro foi poupado pelo governo. Citado em caso semelhante, Gustavo Bebianno foi demitido da Secretaria-Geral.

O jornal Folha de S. Paulo informou que quatro candidatas em Minas tiveram votação irrisória mesmo privilegiadas no repasse de dinheiro do Fundo Eleitoral pelo PSL. Elas haviam contratado e repassado dinheiro a empresas ligadas a assessores do ministro. Marcelo Álvaro negou a denúncia.