L I T E R A T U R A – PRIMAVERA – Cecília Meireles

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PRIMAVERA
Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Em plena recuperação, Bolsonaro dá entrevista para defender Paulo Guedes

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Sem a sonda no nariz, ele falou por telefone

Igor Gielow
Folha

Na primeira entrevista que concede desde que sofreu um atentado a faca há duas semanas, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) defendeu seu guru econômico, Paulo Guedes, que criou polêmica ao defender uma espécie de CPMF (o chamado imposto do cheque) em palestra.

“O Paulo segue firme”, disse, sobre boatos de que ele poderia se afastar da campanha após cancelar uma série de eventos em que falaria sobre seus planos para a área econômica. “Posto Ipiranga” de Bolsonaro para a área, o economista já foi anunciado como ministro da Fazenda em caso de vitória do atual líder da corrida ao Planalto.

MEU CRIVO – Segundo o candidato, Guedes nunca defendeu a volta da CPMF, que esteve em vigência de 1997 a 2007. “Isso é uma distorção. Ele apenas está estudando alternativas. Tudo terá de passar pelo meu crivo”, afirmou.

Bolsonaro falou por breves quatro minutos ao telefone com a Folha de seu quarto no hospital Albert Einstein, onde se recupera de duas cirurgias. “Foi barra pesada. Eu quase morri, estou aqui por um milagre. Mas estou bem, meu bom humor voltou”, disse.

Ele tentou minimizar o mal-estar que a fala de Guedes criou na sua campanha. “Olha, ele não tem experiência política. O cara dá uma palestra de uma hora, fala uma coisa por segundos e a imprensa cai de porrada nele”, disse, em referência à simplificação tributária e à alíquota única de 20% do Imposto de Renda para quem ganha mais de cinco salários mínimos, feita em uma palestra a investidores e revelada na quarta (19) pela colunista Monica Bergamo, da Folha.

VAMOS ESTUDAR – “Se ele usa a palavra IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e não CPMF, não tem confusão nenhuma. Parece uma boa ideia, vamos estudar. A alíquota única do IR para quem ganha mais é uma boa ideia”, afirmou ele. Sua voz, muito debilitada no vídeo divulgado por seu filho Eduardo no domingo (16), estava praticamente normal, apenas um pouco rouca. Guedes conversou nesta sexta (21) com Bolsonaro por telefone e irá visitá-lo no Einstein neste sábado.

Questionado, o presidenciável acabou não comentando a outra polêmica da semana, que foi o movimento para tutelar as falas e a presença do seu vice, o general Hamilton Mourão (PRTB). Na segunda, ele havia sugerido que lares pobres “sem pai e avô” são “fábricas de desajustados” para o narcotráfico.

ORDENS MÉDICAS – Até aqui, o deputado só havia se manifestado por meio de vídeos gravados. “Eu cumpro rigorosamente as ordens médicas. É impossível eu ir para a rua ou participar de debates antes do primeiro turno. Vou fazer participações pela internet”, disse.

Seus filhos, que tocam a campanha em sua ausência, haviam levantado publicamente a hipótese de Bolsonaro participar do último debate televisivo antes do pleito, no dia 4, na Rede Globo.

“Acho que terei alta nos próximos dias, mas continuo com muito antibiótico”, afirmou.

Ele se queixou bastante da campanha do PSDB, que vem batendo duro em sua imagem na propaganda eleitoral gratuita.

PEGOU PESADO – “Vejo com muita tristeza o Geraldo Alckmin, uma pessoa em quem eu já votei. Ele pegou pesado. Eu não esperava isso dele, mas a verdade é que ele não é diferente do PT”, disse.

“Eu não tenho tempo para rebater esse festival de baixaria. Podia perguntar da merenda, da obra do Rodoanel, da Odebrecht”, disse, elencando denúncias contra a gestão do tucano, ex-governador de São Paulo. “É covardia do Alckmin.”

Maia desmente apoio à proposta de Guedes sobre “superpoderes” a partidos

Rodrigo Maia nega ter apoiado a tese de Guedes

Eduardo Bresciani
O Globo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nega ter feito um acordo com Paulo Guedes, guru econômico de Jair Bolsonaro (PSL), para dar “superpoderes” a partidos em votações na Casa. Maia afirma que esteve com Guedes há seis meses e tratou apenas de economia. Em encontro com investidores no qual falou sobre a possível volta da CPMF, o economista de Bolsonaro disse ter combinado com o presidente da Câmara um novo modelo de votação no qual se computaria o voto de todos os parlamentares de um partido sobre determinada proposta, ainda que haja divergências dentro da bancada. A informação foi revelada pelo colunista Ascânio Seleme, do Globo.

— Tenho maior admiração pelo Paulo Guedes, mas prefiro as ideias dele na área econômica, tirando a criação da CPMF, claro. Não vou especular em assuntos que não existem— afirmou Maia ao Globo.

DESMENTIDO – O presidente da Câmara disse que em nenhum momento conversou com Guedes sobre sistema de votação no Congresso. Garantiu ter o diálogo se restringido a um debate sobre economia.

Numa conversa com investidores, Guedes atribuiu a Maia o nome do novo sistema de votação, que seria chamado de “voto programático de bancada”. Nesse formato, todos os votos de uma bancada seriam computados integralmente a favor de um projeto se mais da metade dos parlamentares daquele partido votarem a seu favor.

O objetivo seria facilitar a aprovação de projetos de um presidente sem maioria parlamentar. O mecanismo impõe a votação fechada de bancada mesmo que o voto seja aberto. Para aprová-lo no Congresso, contudo, serão necessários os votos da maioria, sem o artifício.

DIZ GUEDES – Ainda de acordo com Paulo Guedes, ele e Rodrigo Maia teriam combinado aumentar o percentual da cláusula de barreira de maneira a permitir o funcionamento de apenas uns cinco partidos no Congresso. “E com cinco partidos”, disse Guedes, acrescentando que a negociação fica muito mais fácil.

No entanto, o economista não disse, nem lhe foi perguntado, se o PSL, partido do seu candidato, conseguirá sobreviver sob essas novas condições.

FHC faz um diagnóstico perfeito, mas indica um remédio insuficiente

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Charge do Kacio (kacio.art.com)

Clóvis Rossi
Folha

O diagnóstico feito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na carta divulgada nesta quinta-feira (dia 20) é absolutamente correto (e, ainda por cima, assustador) mas o remédio proposto, acho eu, é insuficiente. FHC sugere que “os candidatos que não apostam em soluções extremas se reúnam e decidam apoiar quem melhores condições de êxito eleitoral tiver”.

É claramente uma proposta para salvar os candidatos ditos centristas, que capengam nas pesquisas e parecem desde já afastados do segundo turno. O ex-presidente está no direito dele de defender uma candidatura unitária dos centristas (Ciro Gomes está entre os convocados para o diálogo, presidente?).

INSUFICIENTE – É um caminho, embora de difícil concretização, que pode servir para 7 de outubro e eventualmente para o segundo turno, mas claramente insuficiente para o cenário de 1º de janeiro de 2019.

Qual o cenário? Para citar apenas a própria carta de FHC, está assim e ficará ainda pior mais adiante: “Desatinos de política econômica, herdados pelo atual governo, levaram a uma situação na qual há cerca de 13 milhões de desempregados e um déficit público acumulado, sem contar os juros, de quase R$ 400 bilhões só nos últimos quatro anos, aos quais se somarão mais de R$ 100 bilhões em 2018. Essa sequência de déficits primários levou a dívida pública do governo federal a quase R$ 4 trilhões e a dívida pública total a mais de R$ 5 trilhões, cerca de 80% do PIB este ano, a despeito da redução da taxa de juros básica nos últimos dois anos. A situação fiscal da União é precária e a de vários Estados, dramática”.

E TEM MAIS – Seria assustador se fosse só isso, mas, acrescenta o ex-presidente, “como o novo governo terá gastos obrigatórios (principalmente salários do funcionalismo e benefícios da previdência) que já consomem cerca de 80% das receitas da União, além de uma conta de juros estimada em R$ 380 bilhões em 2019, o quadro fiscal da União tende a se agravar. O agravamento colocará em perigo o controle da inflação e forçará a elevação da taxa de juros. Sem a reversão desse círculo vicioso, o país, mais cedo que tarde, mergulhará em uma crise econômica ainda mais profunda”.

Pule-se para a política e o que se tem é “a desmoralização do sistema político inteiro, mesmo que nem todos hajam participado da sanha devastadora de recursos públicos”.

Restabelecer o primado da política seria, pois, o caminho a seguir, mas para fazê-lo seria preciso ampliar a mesa de diálogo. Como?

HOUVE DIÁLOGO? – Volto a uma conversa entre FHC e Lula, quando o primeiro visitou a mulher do segundo que agonizava no hospital, no dia 2 de fevereiro de 2017.

Nessa conversa, Celso Amorim, que fora chanceler de Lula, soltou uma frase que é corretíssima: “Vocês dois têm a obrigação de devolver a esperança ao Brasil”, rememorou o ex-chanceler à Folha dias depois.

Amorim defendeu que os dois líderes dialogassem, daí em diante, em torno de um único tema, a reforma política, com o objetivo precípuo de diminuir drasticamente a influência do poder econômico sobre as votações.

LIDERANÇAS – José Gregori, ministro com FHC, também presente, apoiou a ideia, até porque Amorim acrescentou que a necessidade de algum tipo de entendimento se devia ao fato de que “cada um deles tem liderança que vai muito além de seus respectivos partidos”.

Acrescento eu outro ponto que me parece relevante: FHC e Lula fizeram os dois melhores governos do país desde, pelo menos, Juscelino Kubitschek (1956/61).

Que tiveram pecados, veniais ou capitais, cansei de apontar nas colunas que escrevi durante os oito anos de mandato de cada qual.

OS FEITOS – Mas o fato é que FHC estabilizou a economia, não recorreu a aventuras, iniciou programas sociais e a recuperação do papel do Brasil no mundo, enlameada pela ditadura militar.

Lula não só manteve a estabilidade como ampliou bastante os programas sociais, tampouco se deu à aventuras e ampliou também a participação brasileira no cenário global.

Admito que uma conversa agora parece inviabilizada. Não porque Lula está preso. Se pôde indicar um representante para disputar a Presidência, pode indicar outro (ou o mesmo) para dialogar. O diálogo agora é inviável porque todo mundo só pensa naquilo (passar para o segundo turno e, em seguida, ganhar a eleição).

1º DE JANEIRO – O problema é que vencer não encerra a questão. A data que de fato conta para o futuro não é 7 de outubro nem 28 de outubro, mas 1º de janeiro. É a partir dela que será possível enfrentar as “condições políticas e sociais desafiadoras” como as atuais, para voltar à carta de FHC.

Quanto mais gente estiver à mesa para negociar o futuro, tanto melhor. É utopia? É. Mas a alternativa é “o aprofundamento da crise econômica, social e política”, sempre de acordo com o ex-presidente.

22 lições de vida para aprender com Nelson Mandela

Através de coragem, compaixão, compromisso e perdão, Nelson Mandela continuará sendo uma inspiração para todos nós e é por isso que eu gostaria de compartilhar com vocês estas 22 lições de vida para aprender com Nelson Mandela

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“Depois de subir uma grande colina, só se descobre que há muitas colinas para escalar.” ~ Nelson Mandela

Uma figura impressionante do século XX, Prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela mudou uma nação em direção à justiça e tocou a vida de bilhões de pessoas em todo o mundo.

Através de coragem, compaixão, compromisso e perdão, ele continuará sendo uma inspiração para todos nós e é por isso que eu gostaria de compartilhar com vocês estas 22 lições de vida para aprender com Nelson Mandela.

22 lições de vida para aprender com Nelson Mandela

Aproveite.

  1. Você pode mudar o mundo através da educação.

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

“A educação é o grande motor do desenvolvimento pessoal. É através da educação que a filha de um camponês pode se tornar um médico, que o filho de um mineiro pode se tornar o chefe da mina, que um filho de trabalhadores rurais pode se tornar o presidente de uma grande nação. É o que fazemos com o que temos, não com o que nos é dado, que separa uma pessoa da outra”.

  1. Você deve sempre procurar viver a vida que acha que merece viver.

“Quando é negado a um homem o direito de viver a vida em que acredita, ele não tem escolha senão se tornar um fora da lei.”

  1. Coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele.

“Aprendi que a coragem não era a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que domina esse medo”.

“O homem corajoso não é aquele que não tem medo, é aquele que triunfa sobre seus medos.”

  1. Não há limites, apenas aqueles que você escolhe impor a si mesmo.

“Sempre parece impossível até que seja feito.”

“No meu país, vamos para a prisão primeiro e depois nos tornamos presidente. ”

  1. Mantenha a cabeça apontada para o sol em todos os momentos.

“Eu sou fundamentalmente otimista. Se isso vem da natureza ou da criação, não posso dizer. Parte de ser otimista é manter a cabeça voltada para o sol, os pés se movendo para frente. Houve muitos momentos sombrios em que minha fé na humanidade foi seriamente testada, mas eu não iria e não poderia me entregar ao desespero. Isso levaria à derrota e à morte.”

  1. Uma boa cabeça, um bom coração e uma língua ou caneta letrada são sempre uma combinação muito especial.

“Uma boa cabeça e bom coração são sempre uma combinação formidável. Mas quando você acrescenta a isso uma língua ou caneta letrada, então você tem algo muito especial”.

  1. O amor vem mais naturalmente para o coração humano do que o oposto.

“Eu sempre soube que no fundo de todo coração humano há misericórdia e generosidade. Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, ou de seus antecedentes, ou de sua religião. As pessoas precisam aprender a odiar, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor vem mais naturalmente para o coração humano do que o oposto”.

  1. A verdadeira liberdade não é apenas deixar de lado suas próprias correntes, mas também as correntes dos outros.

“Ser livre não é apenas livrar-se das correntes, mas viver de um modo que respeite e aumente a liberdade dos outros.”

“A liberdade é indivisível; as correntes de qualquer um dos meus homens eram as correntes em todos eles, as correntes de todo o meu povo eram as correntes em mim.”

  1. Ao guardar ressentimento, você se envenena mais do que está envenenando aqueles a quem você está ressentido.

“O ressentimento é como beber veneno e depois esperar que mate seus inimigos.”

“Quando saí pela porta em direção ao portão que levaria à minha liberdade, sabia que se não deixasse minha amargura e ódio para trás, ainda estaria na prisão.”

“Eu sabia muito bem que o opressor devia ser libertado com a mesma certeza que os oprimidos. Um homem que tira a liberdade de outro homem é um prisioneiro do ódio, está trancado atrás das barreiras do preconceito e da mentalidade estreita. Eu não sou verdadeiramente livre se estou tirando a liberdade de outra pessoa, assim como não sou livre quando minha liberdade é tirada de mim. O oprimido e o opressor são roubados de sua humanidade”.

  1. A maior glória em viver não reside em nunca cair, mas em levantar a cada vez que você cai.

“A maior glória em viver não reside em nunca cair, mas em levantar a cada vez que caímos.”

  1. Quando o verdadeiro líder governa, as pessoas dificilmente sabem que ele existe.

“Lidere de longe – e deixe os outros acreditarem que estão na frente.”

“Um líder. . .é como um pastor. Ele fica atrás do rebanho, deixando os mais ágeis saírem à frente, ao que os outros o seguem, sem perceber que o tempo todo estão sendo dirigidos por trás.”

“É melhor liderar por trás e colocar os outros na frente, especialmente quando você comemora a vitória quando coisas boas acontecem. Você pega a linha de frente quando há perigo. Então as pessoas vão apreciar sua liderança”.

  1. Integridade, honestidade e humildade…estas são suas três virtudes mais importantes.

“Como eu disse, a primeira coisa é ser honesto consigo mesmo. Você nunca pode ter um impacto na sociedade se não mudou a si mesmo… Grandes pacificadores são todas pessoas íntegras, honestas, mas humildes”.

  1. Superar a pobreza não é uma tarefa de caridade, é um ato de justiça.

“Superar a pobreza não é uma tarefa de caridade, é um ato de justiça. Como a escravidão e o Apartheid, a pobreza não é natural. É feita pelo homem e pode ser superada e erradicada pelas ações dos seres humanos. Às vezes, cai sobre uma geração ser grande. VOCÊ pode ser essa grande geração. Deixe sua grandeza florescer.”

“Que haja justiça para todos. Que haja paz para todos. Que haja trabalho, pão, água e sal para todos. Que cada um saiba que para cada corpo, a mente e a alma foram liberadas para se realizarem”.

  1. Você é o capitão da sua alma!

“Eu sou o capitão da minha alma.”

  1. Uma nação não deve ser julgada pela maneira como trata seus cidadãos das classes mais altas, mas os das classes mais baixas.

“Dizem que ninguém conhece verdadeiramente uma nação até que alguém esteja dentro de suas cadeias. Uma nação não deve ser julgada pela maneira como trata seus cidadãos das classes mais altas, mas os das classes mais baixas”.

  1. Você muda o mundo ao seu redor mudando a si mesmo.

“Uma das coisas que aprendi quando estava negociando foi que, até eu mudar a mim mesmo, não consegui mudar os outros.”

  1. Não julgue um homem pelo seu sucesso, mas sim pelas muitas vezes que ele caiu e se levantou.

“Não me julgue pelos meus sucessos, julgue-me por quantas vezes caí e me levantei.”

  1. Você não pode servir a dois mestres

“Não se pode estar preparado para algo enquanto secretamente acredita que aquilo não vai acontecer.”

  1. Não importa onde você esteve. Tudo o que importa é para onde você está indo.

“Não é onde você começa, mas o quão alto é o objetivo que importa para o sucesso.”

  1. Viva sua vida como se ninguém estivesse olhando e se expresse como se todos estivessem ouvindo.

“Viva a vida como se ninguém estivesse olhando e se expresse como se todos estivessem ouvindo.”

  1. É essa diferença que fizemos na vida dos outros que determinará o significado da vida que levamos.

“O que conta na vida não é o simples fato de termos vivido. É essa diferença que fizemos na vida dos outros que determinará o significado da vida que levamos”.

  1. A morte é uma parte natural da vida.

“A morte é algo inevitável. Quando um homem fez o que ele considera ser seu dever para com seu povo e seu país, ele pode descansar em paz. Acredito ter feito esse esforço e, portanto, é por isso que vou dormir por toda a eternidade”.

Qual é a sua citação favorita de Nelson Mandela? Qual lição você aprendeu com esse homem incrível? Você pode compartilhar seu comentário na seção de comentários abaixo.

Da velhice, só escapa quem já morreu – Por Ruth de Aquino

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Por Ruth de Aquino

    “Como a mulher e o homem confrontam os 60 anos? O filme da diretora Julie Gavras, exibido na mostra internacional de São Paulo, trata de envelhecimento. De como esconder ou assumir a idade. Aos 60 você se sente maduro, curioso e sábio ou velho, amargo e ultrapassado? O título do filme no Brasil é assombrosamente ruim e apelativo: Late bloomers – O amor não tem fim. “Late bloomer” é uma expressão inglesa que denomina quem amadureceu tardiamente. Em francês, a tradução do título é clara e objetiva: Trois fois vingt ans (Três vezes 20 anos). Uma conta básica de multiplicação mostra que você já viveu bastante. Um dia teve 20 anos. Também comemorou ou receou os 40. E agora, aos 60, passa para o time dos velhos. Ou não?

Isabella Rossellini (Mary) e William Hurt (Adam) fazem o casal protagonista. Devido a um súbito lapso de memória, a mulher, professora universitária, percebe que envelheceu e toma medidas concretas em casa. Aumenta o tamanho dos números no aparelho de telefone, coloca barras na banheira para o casal não escorregar. O homem, arquiteto famoso, se recusa a se imaginar velho, passa a conviver só com jovens e a se vestir como eles. Ela faz hidroginástica, mas se sente fora d’água, organiza reuniões com idosas e mergulha em trabalhos voluntários. Ele vai para o bar, bebe energéticos e vira a noite. Cada um se apega a sua visão de como envelhecer melhor, sem concessões. Ambos acabam tendo casos extraconjugais. Há nos dois um desespero parecido. Mary exagera na consciência da proximidade da morte. E Adam exagera na negação. Depois de décadas de amor sólido, com os três filhos fora de casa e já com netos, o casal se vê prestes a engrossar as estatísticas dos divorciados após os 60 anos, ao descobrir que se tornaram estranhos e por isso ficam melhor sozinhos e livres. O filme é uma comédia romântica para a idade avançada, um gênero quase inexistente.

Julie Gavras não encontrou nenhuma atriz francesa que assumisse com humor os dilemas de uma sexagenária. “Precisava de alguém com a idade certa, mas que não tivesse feito cirurgia plástica”, diz Julie. “Isabella foi perfeita porque entende que, quanto mais velha fica, mais liberdade tem.” Na França, diz a cineasta, “a idade é uma questão delicada para a mulher”. No Brasil, que cultua a juventude feminina como moeda de troca, é mais ainda.

Isabella, um dos rostos mais lindos do cinema, disse ter adorado fazer um filme sobre envelhecimento: “São tão poucos e tão dramáticos. E minha experiência tem sido pouco dramática, aliás bem cômica às vezes. Mulheres envelhecendo são vistas como uma tragédia e foi preciso uma cineasta mulher para ver diferente”.

Homens e mulheres reagem de maneira desigual à passagem dos anos? É arriscado generalizar. Depende de cada um. Compreendo que mulheres de 60 sintam mais necessidade de parecer jovens e desejáveis – mas alguns homens idosos se submetem a riscos para continuar viris. A obsessão da juventude eterna criou um grupo de deformadas que se sujeitam a uma cirurgia plástica por ano e perdem suas expressões. Mas também fez surgir outro tipo de sexagenárias, genuinamente mais belas, mais em forma, mais ativas e saudáveis enfim.

“As mulheres nessa idade querem aproveitar o mundo, viajar, passear, dançar, ver filmes e peças, fazer cursos. Os homens querem ficar em casa, curtir a família, os netos”, afirma a antropóloga Mirian Goldenberg, que acaba de publicar um livro sobre a travessia dos 60. “Elas se cuidam mais, eles bebem mais. Elas vão a médicos, fazem ginástica, eles engordam, gostam do chopinho com amigos ou sozinhos. Elas envelhecem melhor, apesar do mito de que o homem envelhece melhor. Muitas me dizem: ‘Pela primeira vez na vida posso ser eu mesma’.”

Da velhice ninguém escapa, a não ser que a morte o resgate antes. Cada um lida com ela de forma pessoal e intransferível. O escritor Philip Roth, aos 78 anos, diz que “a velhice não é uma batalha; é um massacre”. Mas produz compulsivamente. Woody Allen, de 75 anos, dirige um filme por ano, mas acha que não há romantismo na velhice: “ Você não ganha sabedoria, você se deteriora”. Para Clint Eastwood, de 81 anos, que ficou bem mais inteligente e charmoso com a idade, envelhecer foi uma libertação: “Quando era jovem, era mais estressado. Me sinto muito mais livre hoje. Os 60 e 70 podem ser os melhores anos, desde que você mude ou evolua”. Prefiro acreditar em Eastwood. Por mais que a sociedade estabeleça como idoso quem tem acima de 60, a tendência é empurrar o calendário para a frente. Hoje, para os sessentões, velho é quem tem mais de 80. Os octogenários produtivos acham que velho é quem passou dos 90. No fim, velho mesmo é quem já morreu e não sabe.”

Fonte:   Ruth de Aquino, da revista Época

Não fuja da dor – Steven Hayes

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O psicólogo americano Steven Hayes, em seu livro, “Saia de Sua Mente e Entre em Sua Vida”, publicado em 2005 nos Estados Unidos, rompe com um método em voga na psicologia há trinta anos: a terapia cognitiva, que instrui pacientes a se livrar de seus pensamentos e sentimentos negativos. Hayes diz que, ao contrário, é preciso aceitar a dor e o sofrimento como parte da vida e continuar se comportando de forma a minimizar os efeitos aversivos e potencializar os positivos. Suas teorias causam especial impacto no tratamento de distúrbios como a depressão e os transtornos de ansiedade.

 Autor de 27 livros e centenas de artigos científicos, nos últimos dez anos Hayes recebeu mais de 5 milhões de dólares do governo americano para avançar em seus estudos. Ex-presidente da Associação de Terapias Cognitivas Comportamentais, ele está há onze anos sem ter um ataque de síndrome do pânico, que o aflige desde os 29 anos. Hayes concedeu a seguinte entrevista a VEJA de sua casa no estado de Nevada, em 2006, onde mora com a mulher, a psicóloga gaúcha Jacqueline Pistorello, e três de seus quatro filhos.

Veja – Por que o senhor diz que felicidade não é normal?
Hayes – Muita gente tem um conceito distorcido de felicidade. O mais comum é vê-la como ausência completa de dor e como uma seqüência de momentos nos quais a pessoa se sente bem. É fácil preencher a vida com uma série de episódios efêmeros de bem-estar, como sair com os amigos ou beber um bom vinho. São diversões que podem trazer satisfação momentânea, mas na manhã seguinte a vida não estará melhor e não haverá como evitar que aconteçam coisas ruins. Todos sabemos que um dia vamos morrer, todos nós lembramos da perda de um amigo querido, de algum erro que cometemos, de dramas, traições ou doenças. A diferença entre o homem e outras criaturas está na capacidade que ele tem de usar suas habilidades cognitivas para remoer os erros e infortúnios do passado e temer as incertezas do futuro. Por isso o normal é sentir dor e sofrer.

Veja – Qual o problema em tentar evitar a dor?
Hayes – Ao fazermos isso, acabamos criando uma série de medos e fobias, que aumentam ainda mais o sofrimento. O conceito de que felicidade é como a ausência de sentimentos ruins nos leva a reagir à dor de uma maneira que limita nossa vida. Ou seja, que só piora as coisas. Isso nos deixa menos abertos a estabelecer novos relacionamentos, leva-nos a evitar lugares que tragam lembranças do passado ou situações desagradáveis. Dessa forma, perdemos a oportunidade de um envolvimento real com o que acontece a nossa volta. Isso também nos impede de ir atrás do que realmente queremos. Em casos extremos, como na depressão, quem tenta a todo custo evitar a dor começa a ficar entorpecido. Passa a não sentir nada, apenas um vazio profundo.

Veja – O suicídio é uma dessas formas de fuga da dor ou essa idéia é apenas um lugar-comum?
Hayes – Trata-se da explicação mais plausível na maior parte dos casos. Muitos suicídios são um último esforço para acabar com a própria dor. Em seis de cada dez casos os suicidas deixam escrito, em bilhetes, que não agüentavam mais sofrer. Há uma mensagem nisso tudo: evitar os sentimentos dolorosos é rejeitar a própria vida. Aceitá-los como parte da existência é a melhor atitude. Até onde sabemos, depois de mortos não sentimos mais nada. E não há vantagem nisso.

Veja – Quando encostamos a mão numa panela quente, o reflexo natural é afastá-la imediatamente. Não está na natureza humana evitar a dor?
Hayes – Em termos. O problema é que estamos vivendo uma espécie de ditadura da felicidade. Aceitar a dor sempre fez parte dos costumes e tradições humanas. Hoje, pela primeira vez na história da humanidade, existem tecnologia, remédios e terapias para acabar com a dor. Isso não é lá muito sábio. Ao buscar um desses recursos, corre-se o risco de cometer um erro que tornará aquela dor inevitável, transformando a vida em uma espiral infinita de sofrimento.

Veja – O senhor pode dar um exemplo?
Hayes – Imagine alguém que tenha sido traído pelo parceiro no passado e, por isso, só consegue ter relacionamentos superficiais, em que o risco de se magoar é pequeno. Esses relacionamentos servirão para distrair ou para aplacar a solidão, mas nunca atingirão o nível de envolvimento e intimidade desejado. Nesse caso, a persistência do medo de sentir dor acaba tendo um efeito permanente na vida do indivíduo. É como se sua mente sabotasse sua própria vida.

Veja – Que tipo de felicidade se deve buscar?
Hayes – A pessoa deve definir o que realmente quer da vida a longo prazo, descobrir quais são seus próprios valores e viver de acordo com eles. Isso é ser feliz. Para alguns, significa ajudar os outros e sentir-se útil para a sociedade. De nada adianta querer se sentir feliz o tempo todo. Vamos imaginar uma situação de dor extrema: a morte iminente da mãe. O filho está a seu lado para dizer quanto a ama e ouvir o que ela tem a lhe falar. É óbvio que esse não é um momento feliz. Tem, no entanto, um significado valioso para a vida daquele filho. Imaginemos uma outra cena, de aparente felicidade: um homem rindo, dançando, tomando um bom drinque e, no fim da festa, indo para casa com uma loira escultural. À primeira vista, ele está feliz. E se eu disser que essa é a décima vez que ele se embebeda neste mês? E se disser que ele está bebendo para esquecer os problemas em casa, que acabou de conhecer a mulher com quem saiu e não vai se lembrar de nada no dia seguinte? Uma situação aparentemente prazerosa pode ser destrutiva e não acrescentar nada, em termos emocionais, a seus protagonistas. Nosso conceito de felicidade está ligado a emoções de curto prazo. Essa correlação nunca foi verdadeira.

Veja – Como essa idéia pode ser transformada em tratamento psicológico?
Hayes – Uma etapa da terapia de aceitação e comprometimento, que defendo no meu último livro, consiste em ajudar os pacientes a encontrar seus valores e objetivos. Um dos exercícios que proponho é que eles escrevam seu próprio epitáfio, uma frase que considerem digna de ser colocada em seu túmulo. O resultado em geral é algo próximo de “aqui jaz Sally, que amava muito seus filhos”, não “aqui jaz Sally, que tinha uma casa enorme” ou “aqui jaz Sally, que sofria de ansiedade”. Ou seja, queremos que nossa vida seja lembrada pelos valores que seguimos. As artimanhas que usamos para não sentir dor nos desviam de nossos objetivos. E é por eles que vale a pena viver. Nosso trabalho é ir na direção oposta à de nossos medos. Tentamos conseguir, com muito cuidado, fazer o paciente explorar a tristeza, a depressão e a ansiedade que ele sente, para percebê-las e observá-las.

Veja – Não é um processo muito arriscado?
Hayes – O que nós propomos não é tentar mudar os pensamentos ruins, mas que eles sejam aceitos e deixem de influenciar o comportamento do paciente. O processo consiste em se distanciar aos poucos de todos os pensamentos, tantos os negativos como os positivos. O resultado é que as obsessões vão se diluindo. Em um caso grave, obtém-se sucesso quando o paciente começa a ter consciência do que o aflige. Um paciente psicótico dá sinais de melhora quando muda o pensamento “eu sou a rainha de Sabá” para “eu estou pensando que sou a rainha de Sabá”. O segundo passo é o paciente descobrir que tipo de vida quer ter e tentar conquistá-lo, sem permitir que o medo de sentir dor o desvie de seus objetivos.

Veja – Que técnicas o senhor utiliza?
Hayes – Eu ensino os pacientes a identificar seus sentimentos e a tratá-los como se fossem objetos. Uma das técnicas consiste em resumir os pensamentos ruins em uma única palavra e dizê-la alto e rápido por 45 segundos. Aos poucos, a palavra perde seu sentido e o paciente começa a ouvir apenas um ruído. Com isso, ele se dá conta de que não vale a pena se estressar ou acabar com sua vida por causa daquela palavra, daquele ruído. Outras vezes, pedimos para o paciente cantar seus pensamentos negativos ou repeti-los imitando a voz de um personagem de desenho animado. Funciona também na voz de um político impopular. O propósito não é ridicularizar o paciente, mas fazê-lo notar que se trata apenas de um pensamento. Essa técnica vale para todo tipo de problema, desde memórias desagradáveis, medos, traições, culpa até dependência de substâncias químicas.

Veja – Em quanto tempo os resultados aparecem?
Hayes – Em alguns casos, em poucas horas. Certa vez obtive bons resultados com psicóticos em apenas três dias. Com pessoas que sofrem de alcoolismo ou dependência química são necessárias ao menos 25 sessões. Muitas vezes, a mente insiste em não cooperar. Quando pensamos em algo, a tendência é julgarmos o pensamento como certo ou errado. O que eu tento fazer é sair desse caminho óbvio. Por isso a mente protesta.

Veja – Quase 20% da população mundial terá depressão em algum momento da vida. Por que essa doença se tornou tão comum?
Hayes – Não é só a depressão. Nas últimas décadas assistimos ao rápido crescimento de uma série de doenças psicológicas. Isso inclui desde os transtornos de humor, como a depressão e o distúrbio bipolar, até os de ansiedade, como a síndrome do pânico, o transtorno obsessivo-compulsivo e o stress pós-traumático. A explicação é que não sabemos mais lidar com nossas experiências negativas. Muitos depressivos pioram em decorrência de um processo que chamamos de rejeição dos sentimentos: você tenta não sentir o que está sentindo, e o resultado é que sente mais ainda.

Veja – Por que isso ocorre com mais freqüência na atualidade?
Hayes – No mundo moderno esse processo é intensificado por dois motivos. O primeiro é que, com a tecnologia fazendo tudo mais fácil, somos pressionados a acertar sempre e a conseguir tudo o que queremos. Com isso, temos dificuldade em lidar com nossos limites e com os percalços do cotidiano. No passado, as pessoas aprendiam a se decepcionar e a aceitar suas fraquezas de maneira mais saudável. Basta olhar para as tradições religiosas que antes tinham grande aceitação: os fiéis jejuavam porque essa era uma forma de simular a dor dos antepassados ou de um salvador. O segundo motivo é a ditadura da felicidade superficial, que nada tem a ver com uma vida repleta de sentidos. Hoje você diz às crianças que elas devem se sentir bem de dia e de noite, e se elas não conseguem é porque há algo errado. O resultado é que elas se tornam incapazes de lidar com o desconforto de uma maneira saudável. No futuro, essas crianças serão mais vulneráveis a problemas de saúde mental.

Veja – O senhor está dizendo que a tendência para querer evitar o sofrimento a qualquer custo é o único fator de risco para a depressão?
Hayes – Não. O histórico familiar conta muito. A propensão à doença é maior quando há casos de depressão, transtornos de ansiedade ou alcoolismo na família. Esses três distúrbios andam juntos, e na raiz de todos eles está a dificuldade em lidar com a dor. Em geral as mulheres tendem a ter mais depressão que os homens. Por uma questão cultural e educacional, elas são estimuladas a agir passivamente ao lidar com emoções negativas.

Veja – Como distinguir depressão de tristeza?
Hayes – Os sintomas da depressão avançam por um período maior, no mínimo por semanas. Quando está deprimido, o paciente não quer sentir mais nada. A metáfora usada é a de um buraco que se abre no chão e suga todas as suas emoções e energias. Um dos principais sintomas é a falta total de interesse na vida. O indivíduo não quer mais saber de comida, sexo ou qualquer atividade que costumava lhe interessar.

Veja – O que o senhor acha do uso de remédios antidepressivos em combinação com a terapia?
Hayes – Tenho algumas ressalvas aos remédios que não tiveram sua eficácia comprovada, como alguns antidepressivos. A indústria faz bilhões de dólares com esses remédios, e seus resultados muitas vezes são pífios. O Prozac, por exemplo, foi anunciado como uma revolução no tratamento da depressão. Em uma pesquisa recente, ele teve nos voluntários um efeito apenas um pouco melhor do que o de placebo. Com resultados como esses, o melhor seria tomar pílulas de açúcar em vez de antidepressivos. Outras vezes, combinar remédio e terapia é improdutivo, porque a droga, além de causar dependência, interfere no que o paciente faz no consultório. Tranqüilizantes contra a ansiedade, por exemplo, prejudicam os efeitos das terapias de exposição, aquelas em que o paciente enfrenta situações nas quais é obrigado a vencer os próprios medos.

Veja – O senhor teve seu primeiro ataque de pânico aos 29 anos. Como isso mudou a sua vida?
Hayes – Eu tive síndrome do pânico e agorafobia. Tinha medo de lugares e situações em que não poderia ser socorrido caso passasse mal. Cheguei a um ponto em que não podia entrar em um elevador, participar de reuniões ou mesmo falar ao telefone. Foi algo realmente doloroso, porque não podia seguir plenamente a vida que tinha escolhido. Dar aulas era um suplício. Meu primeiro ataque aconteceu logo depois de me divorciar e, por isso, não pude ser o pai que gostaria de ter sido para meu filho mais velho. Eu estava empenhado em uma guerra dentro da minha própria cabeça.

Veja – Como o senhor se curou?
Hayes – Durante dois anos, eu não podia entrar em lugares pequenos nem muito abertos. Tudo o que eu fazia girava em torno da doença. Foi quando me dei conta de que, se não reagisse, ela acabaria enterrando minha carreira. Aos poucos, comecei a aprender a aceitar a dor e a ver meu problema com certo distanciamento. Ter passado por essa experiência hoje me ajuda a compreender meus pacientes. Faz onze anos que não tenho uma crise. Quando a última ocorreu, aprendi a nunca dizer nunca. Sempre digo que ainda não estou curado. Nunca estarei. Sou uma pessoa com síndrome do pânico em recuperação. É o mesmo que ser um ex-alcoólatra.

Vídeo raro de Monet em 1915

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   O legado de Monet deixou-nos uma visão estética muito particular do mundo, do mundo como eles não só o viram, senão como quiseram ver. Uma imagem do mundo filtrada pela câmera do olho. Neste vídeo filmado em 1915 podemos ver como a câmera de vídeo – inventada não muitos anos antes – conseguiu retratar este artista, que a sua vez retratou sua época, em um jogo de olhares, de interiores e exteriores, de paisagens de câmeras como olhos e olhos como câmeras.

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Fonte: Open Culture

Comprova: incluir número do candidato na assinatura do voto pode levar à prisão

Boato tenta deslegitimar a eleição

TSE enviou nota de esclarecimento

O TSE alerta que incluir número do candidato na assinatura ao votar pode levar à prisão e não permite confrontar os votos da urnaReprodução/Comprova

Circulou no Facebook, Twitter e Whatsapp 1 vídeo gravado por 1 vereador da cidade de Panorama, no interior de São Paulo, no qual ele sugeria aos eleitores de Jair Bolsonaro incluir o número do candidato do PSL ao Palácio do Planalto após a assinatura do nome no dia da votação.

Segundo Edemir Vermelho (PSDB), que se diz apoiador do deputado, seria uma forma de confrontar os votos computados na urna eletrônica. Logo, outras pessoas desmentiram a informação e alertaram que isso poderia causar a anulação dos votos. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) enviou uma nota e esclarece que a atitude pode até levar à prisão.

No vídeo, o vereador afirma “é bem simples. Qualquer um consegue controlar o seu voto. Nós temos que votar. Vamos na Zona Eleitoral, pegamos o caderno, damos o nosso título e nós temos que assinar o livro. É simples acrescenta (número do candidato) na sua assinatura”.

A mesma mensagem circulou no Whatsapp: “URGENTE E MUITO IMPORTANTE! Sabe aquele caderno que a gente assina antes de votar e que eles destacam dele nosso comprovante de votação? É o caderno de registro de votação. Pois então! Escrevam o (número do candidato) na frente da sua assinatura naquele caderno, pois ele é um documento que registra quem votou e quem não compareceu e pode servir de prova caso haja alguma fraude, pois ele fica arquivado durante um tempo! Repassem isso urgente! Essa ideia precisa rodar o Brasil inteiro até o dia da eleição!”

Pouco tempo depois, a advogada Janaína Paschoal, candidata a deputada estadual em São Paulo, alertou que isso poderia prejudicar Bolsonaro. O mesmo foi feito por outros apoiadores.

Ao Comprova, o TSE afirmou que a inclusão de informações, como a do número do candidato, pode configurar, em tese, crime eleitoral passível de reclusão e multa, tal como previsto no art. 350 do Código Eleitoral: omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais prevê pena de até cinco anos de reclusão e de 5 a 15 dias multa, se o documento é público.

Ainda de acordo com a Corte, “esse recurso jamais poderá ser utilizado como meio de recontagem de votos, pois o voto que conta é o da urna eletrônica. Ademais, o voto é secreto.

O vídeo, divulgado no Facebook, foi retirado do ar pelo vereador, que publicou outro fazendo a correção. Este, no entanto, também já foi excluído. No Youtube, foram mais de duas mil visualizações. No Twitter, a correção feita por Janaína Paschoal teve mais de 9 mil curtidas até a 4ª feira (19.set.2018).

Poder360

Arrecadação sobe 1,1% e soma R$ 109,8 bilhões em agosto

Foi o melhor resultado em 4 anos

No ano, acumula R$ 953,6 bi

Resultado foi puxado por royalties de petróleoSérgio Lima/Poder360 – 

A arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou R$ 109,8 bilhões em agosto, contra R$ 104,2 bilhões no mesmo período do ano passado. O avanço real, ou seja, acima da inflação, é de 1,1%.

Puxado por royalties de petróleo e pelo recolhimento de Imposto de Renda e contribuição sobre o lucro das empresa, o resultado é melhor para o mês desde 2014, quando foram registrados R$ 120,3 bilhões. Apesar de positiva, a alta é a menor do ano. Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (21.set.2018) pela Receita Federal.

Em julho, as receitas cresceram 12,8% em relação ao mesmo mês de 2017 puxadas por royalties de petróleo e por fatores não recorrentes. No acumulado dos primeiros 8 meses do ano, as receitas do governo federal somaram R$ 953,6 bilhões, alta real de 6,9% em relação ao mesmo período de 2017, quando ficaram em R$ 862,7 bilhões.

POR QUE SUBIU

A alta mensal foi influenciada positivamente pelos royalties de petróleo. As receitas não administradas pela Receita, compostas quase que inteiramente por royalties, chegaram a R$ 2,569 bilhões este mês.

A arrecadação com Imposto de Renda e contribuição sobre o lucro das empresas avançou 10,53% no período, ao passar de R$ 13,244 bilhões em agosto do ano passado para R$ 14,639 bilhões.

Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, “os indicadores macroeconômicos ajudam a explicar a alta do mês uma vez que todos tiveram variação positiva”. Para ele, a recuperação da atividade econômica apesar de lenta está se refletindo nas expectativas das empresas.

Apresentaram alta no período em relação a agosto do ano anterior: produção industrial (4,02%), vendas de bens (3,00%), vendas de serviços (3,70%), massa salarial (6,19%), valor em dólar das importações (32,40%).

fonte: Receita Federal