João perde na Justiça Eleitoral para Mendonça Filho

 

O candidato João Campos, por meio da Frente Popular, sofreu uma derrota na tentativa de censurar as críticas feitas pelo candidato do DEM à Prefeitura do Recife, Mendonça Filho, às gestões do PSB de quem é aliado. Hoje, a juíza da 7ª Zona Eleitoral, Virgínia Gondim Dantas, indeferiu representação ajuizada pela Frente Popular, para impedir a propaganda eleitoral de Mendonça de mostrar que o recifense é o maior pagador de impostos e taxas do Nordeste. Na decisão, a juíza considerou que “sem dúvida a informação divulgada na propaganda eleitoral do horário gratuito não é inverídica, já que a versão sustentada tem respaldo na leitura dos números levando em consideração os dados do impostômetro aliado ao número de habitantes de cada uma das duas cidades”.

“A verdade incomoda tanto que a Frente Popular pediu até direito de resposta pra algo que é verdadeiro e pesa na vida do povo. Felizmente o Recife real se sobrepõe ao mundo da fantasia que João Campos quer passar para a população”, afirmou Mendonça Filho. A Frente Popular ficou incomodada com o vídeo no qual um jovem fala que o recifense é o maior pagador de imposto do Nordeste. O trecho em questão é “Tá ligado que recifense é cabuloso, né “bença”? E não é de hoje. Lá em mil e oitocentos e lá vai bolinha a gente fez a Revolução Pernambucana porque a coroa enfiava a faca. Era imposto em cima de imposto. E tu acha que agora a gente vai ficar quieto? O recifense é o maior pagador de imposto do Nordeste. Multa, IPVA, IPTU, tudo nas alturas. Oxe, dispense, meu “pirraia”. Agora é nós, jogador. Vamos derrubar o Império da Multa e é pra derrubar de verdade, visse?”

Os questionamentos, no entanto, foram derrubados pela Justiça Eleitoral em função das alegações consistentes da aliança Recife Acima de Tudo. Na defesa, a coligação liderada por Mendonça Filho apresentou a análise dos dados do impostômetro, fazendo a junção de outro elemento importante: o número de habitantes das duas cidades envolvidas, Recife e Salvador, coletado do portal do IBGE. Assim, como dados que comprovam que montante de imposto arrecadado em Recife, quando dividido pelo número de habitantes da cidade, implica na maior carga tributária per capita desta região do país, no valor de R$1.256,40, ao passo que Salvador apresenta o valor de R$1.001,30, não restando dúvidas que o imposto pago pelo recifense, por cabeça, é verdadeiramente o maior do Nordeste.

Senador cueca ganha afastamento de 90 dias pra não ser julgado; suplente é o filho

Filho de senador da cueca, que assumirá vaga do pai, deve R$ 1,1 milhão à União

Pedro declarou à Justiça Eleitoral possuir bens no valor de R$ 70 mil

Aguirre Talento
O Globo

O empresário Pedro Arthur Ferreira Rodrigues, filho e suplente do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que vai assumir a vaga do pai no Senado após ele ter sido afastado por ser flagrado com R$ 30 mil escondidos na cueca, tem uma dívida de R$ 1,1 milhão com a União, segundo dados da lista de devedores da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Constam nos registros da PGFN quatro dívidas da pessoa física de Pedro Rodrigues, que totalizam esse valor. Além disso, uma das empresas da qual ele é sócio-administrador, a San Sebastian Construções, tem dívida de aproximadamente R$ 500 mil com a União, de acordo com os mesmos registros.

SIGILO FISCAL – Por envolver sigilo fiscal, os dados da PGFN não apresentam detalhes sobre essas dívidas, que se referem à cobrança de tributos federais, seja por conta de autuações fiscais ou pela ausência do pagamento dos tributos devidos.

Nas eleições de 2018, Pedro Rodrigues declarou à Justiça Eleitoral possuir bens no valor de R$ 70 mil: um sítio no valor de R$ 20 mil e participações societárias em duas empresas, correspondendo a R$ 25 mil cada.

Pedro Rodrigues não é alvo da investigação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que mira o seu pai, sob suspeita de desvios em recursos da saúde destinados ao combate ao Covid-19. Chico Rodrigues, que era vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na semana passada, quando os investigadores encontraram dinheiro escondido entre suas nádegas e dentro da sua cueca.

AFASTAMENTO – Durante as buscas na residência do senador, a PF chegou a abrir um cofre no quarto de Pedro Rodrigues, mas não encontrou nenhuma irregularidade. Após o caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou o afastamento de Chico Rodrigues do seu mandato.

Com a ordem do Supremo e a pressão de aliados, Chico Rodrigues pediu licença do cargo por 121 dias. Isso abriu caminho para que seu filho, primeiro suplente, assumisse o mandato de senador. O Globo tentou contato com Pedro Rodrigues na manhã desta quinta-feira, por meio da assessoria de imprensa do senador Chico Rodrigues. A assessoria informou que não conseguiu localizá-lo.

Sancionada lei para saque de abono e FGTS via poupança social digital

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, a Lei 14.075/2020, que amplia o uso da poupança social digital para recebimento de benefícios sociais do governo federal, entre eles o abono salarial anual e os saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O texto original foi enviado pelo próprio Executivo ao Congresso na forma da Medida Provisória (MP) 982/2020. A lei foi publicada na edição desta sexta-feira (23) do Diário Oficial da União.

A poupança social digital poderá receber depósitos de todos os benefícios sociais pagos pela União, caso do FGTS, além de pagamentos de estados e municípios, exceto os de natureza previdenciária, como aposentadoria e auxílio-doença.

A conta pode ser usada para o depósito de benefícios previdenciários se a pessoa autorizar expressamente a abertura desse tipo de conta ou a utilização de outra já existente em seu nome.

Segundo a lei, a abertura da conta poupança social digital poderá ser automática. A conta obedecerá às mesmas regras da poupança tradicional, podendo ser fechada a qualquer tempo, sem custos e de forma simplificada, ou mesmo convertida em conta corrente ou de poupança em nome do titular. O beneficiário poderá, a qualquer tempo, pedir a ampliação dos serviços vinculados a sua conta e dos limites.

“O mais caro criminalista da Lava Jato” é alvo de operação de busca e apreensão da PF

Nythalmar recebeu um apartamento de presente de Cavendish

Deu no O Globo

A Polícia Federal realiza, na manhã desta sexta-feira, dia 23, uma operação de busca e apreensão em cinco endereços ligados a Nythalmar Dias Ferreira Filho, advogado de réus famosos da Lava-Jato. Segundo informações do Bom Dia Rio, as buscas aconteceram em Campo Grande, na Zona Oeste, no Centro, em Ipanema e no Catete, ambos na Zona Sul.

Nythalmar, conhecido como “o mais caro criminalista da Lava Jato”,  é suspeito de vender um acesso facilitado ao juiz Marcelo Bretas e prometer penas mais brandas a seus clientes nas negociações de delações premiadas. O juiz não é investigado.

CLIENTES – Na sua lista de clientes já estiveram Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados; Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Construções; Arthur Soares, empresário conhecido como Rei Arthur; José Mariano Beltrame, ex-secretário de Segurança do RJ; Júlio Lopes, ex-deputado federal.

No inquérito, que corre em sigilo, os investigadores anexaram informações que mostram as vezes que Nythalmar foi a presídios do Rio para visitar presos que já possuem advogados com o objetivo de tê-los como clientes. A investigação começou após advogados o representarem na OAB/RJ justamente por causa desta prática. Inclusive, diversos deles prestaram depoimento na PF na semana passada.

Um perfil publicado pela revista Época mostrou que Nythalmar Dias Ferreira Filho chegou a receber um apartamento na Zona Sul do Rio de presente do empresário Fernando Cavendish. O advogado atribuía seu sucesso a à sagacidade de entender que a Lava Jato era um “caminho sem volta”, aposentando “o formalismo jurídico que recorria à manobras processuais para evitar o julgamento do mérito”.

NEGOCIAÇÕES – Sua estratégia era partir direto para a negociação de colaborações premiadas com as autoridades, em troca da promessa de liberdade de seus clientes. “O acordo é um meio de defesa mundial. É mais econômico e tem resultado imediato. O cliente ganha uma segunda chance na vida”, afirmou à Época.

Em março de 2019, o Tribunal de Ética da OAB do Rio de Janeiro chegou a apurar a conduta de Nythalmar , após acusações de cooptação indevida de clientes da Lava-Jato com defesa constituída.

Mesmo após 77 anos de sua publicação, “O pequeno príncipe” continua atual e é lido em todo o mundo

Júlia de Aquino
Instagram literário @juentreestantes

“É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”

Antes de ler esse livro, eu me sentia a “Sra. Diferente” por nunca tê-lo lido. Por outro lado, quando terminei a leitura, me senti uma “Boba” (com B maiúsculo) por ter demorado tanto. Um verdadeiro tesouro em forma de livro! Profundo, sábio, doce e totalmente encantador.

Como eu fiz muitas anotações – praticamente uma a cada duas páginas – vou dedicar a publicação da semana que vem apenas para trechos marcantes que separei enquanto lia. Hoje, falo sobre considerações gerais dessa obra clássica.

ENREDO – Um piloto cai com seu avião no deserto e encontra uma criança loura, frágil e delicada, que diz ter vindo de um pequeno planeta distante dali.

A partir da convivência durante alguns dias, os dois repensam os seus valores, discutem diversos assuntos e encontram o sentido da vida.

ANO DE PUBLICAÇÃO – “O pequeno príncipe” foi publicado pela primeira vez em 1943. Mesmo tendo sido lançado há quase 80 anos, ainda é o segundo livro mais traduzido no mundo (depois da Bíblia). E isso diz muito sobre ele, certo?

O que será que ele traz para se manter tão atual e mexer com tantos leitores por todo o planeta? Essa era a questão que mais me intrigava antes de eu conhecer seu conteúdo. Após a leitura, contudo, descobri o motivo e o principal: compreendi esse “sucesso”.

É quase impossível colocarmos em palavras tudo o que pensamos e sentimos durante a essa leitura.

TEMAS DISCUTIDOS – Através de diálogos entre o principezinho e o piloto, o autor nos apresenta diversas questões que despertam reflexão e deixam lições preciosas.

Todos os diálogos e os trechos de narrativa nos fazem pensar em nossa infância, nossos ideais, nossas atitudes e as experiências durante toda nossa trajetória de vida. E, acima de tudo, nos faz pensar sobre amizade, acolhimento, coisas que valorizamos (principalmente as fúteis) e as relações que construímos com as pessoas e coisas durante a vida.

ATEMPORAL – Não é uma leitura para crianças. Mas nem só para adultos. É um livro atemporal que pode ser lido por pessoas de todas as idades.

Dependendo da idade e da experiência de casa um, as mensagens terão efeitos distintos, mas todas são tocantes!

A questão da mudança de nossa subjetividade ao longo dos anos tem muita relação com esse livro. Tanto é que muitos leitores que me acompanham no Ju Entre Estantes relataram que o leram quando eram mais novos e releram com uma idade mais avançada. O resultado foi unânime: todos tiveram uma visão diferente enquanto reliam.

Além disso, é um livro curto, o que facilita o manuseio e mesmo a leitura a qualquer tempo.

Uma obra sensível, surpreendente, às vezes triste, mas totalmente encantador!

E quem ainda não leu… Vale a pena começar hoje!

Livro: O pequeno príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Publicado por diversas editoras; o meu é da “Agir”
Páginas: 96

Palco de intrigas envolvendo repasses do fundão eleitoral, PSL não consegue decolar nas disputas municipais

Charge do Nani (nanihumor.com)

Bernardo Mello
O Globo

Com a segunda maior fatia do fundo eleitoral, uma distribuição desigual desses recursos e sem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, o PSL patina até agora nas eleições municipais. Das 13 capitais com candidatura própria, em apenas uma — a de Vanda Monteiro, em Palmas — o partido aparece na briga por vaga no segundo turno, segundo o Ibope. O rateio da verba de campanha já causa disputas, por suposta prioridade para aliados de caciques locais e do presidente nacional da legenda, Luciano Bivar.

Até a noite de ontem, o PSL já havia direcionado R$ 61,1 milhões para candidaturas a prefeito e vereador, o equivalente a 30% dos R$ 199,4 milhões que o partido tem à disposição através do fundo eleitoral. A campanha que mais havia recebido recursos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), era a de Carlos Andrade Lima, candidato à prefeitura de Recife, reduto eleitoral de Bivar. O candidato, que figura com 1% das intenções de voto, recebeu R$ 4,2 milhões da legenda.

MANIFESTAÇÃO – A desigualdade nos repasses levou a uma manifestação de repúdio, nas redes sociais, de candidatos em Minas Gerais. Candidata a vereadora em Belo Horizonte e presidente do PSL Mulher na cidade, Marcela Valente classificou como “imoral” e “quebra de uma concorrência saudável” o repasse de R$ 690 mil feito pelo partido à candidatura de Janaína Cardoso, ex-mulher do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Além do repasse a Janaína, que concorre na capital mineira, o PSL direcionou R$ 1,1 milhão para a candidatura de Delegada Sheila à prefeitura de Juiz de Fora. Sheila é aliada do deputado Charlles Evangelista (PSL-MG), atual presidente do PSL em Minas.

Em 2019, o ministro do Turismo foi denunciado pelo Ministério Público (MP) de Minas por conta de suposto esquema de candidaturas-laranja do PSL mineiro nas eleições de 2018. Álvaro Antônio, que era presidente do diretório estadual à época, nega irregularidades.

DESEMPENHO TÍMIDO – Para o cientista político Josué Medeiros, do Núcleo de Estudos Sobre a Democracia Brasileira (NUDEB) da UFRJ, o desempenho tímido do PSL nas principais capitais e as intrigas envolvendo repasses indicam que o partido não se reestruturou após o boom eleitoral em 2018.

“O PSL não tem uma grande estrutura partidária, segue um modelo com “cacicão” nacional e caciques menores em alguns estados. A saída do Bolsonaro envolveu justamente uma disputa por recursos. Há uma expectativa, talvez, por melhor desempenho nas eleições municipais, mas o PSL nunca foi preparado para isso e continua não sendo”, avaliou.

Para Medeiros, o racha com o bolsonarismo se soma à desorganização interna como motivos para candidaturas pouco competitivas em capitais até aqui. Em Boa Vista (RR), onde Antônio Carlos Nicoletti — que ficou conhecido pela retórica anti-imigrantes — soma 10% das intenções de voto, sua campanha sinalizou que teria o apoio de Bolsonaro, o que foi desmentido pela família do presidente.

“NADA ALÉM” – Nicoletti diz que sua candidatura não deve receber no primeiro turno nada além dos R$ 2 milhões já enviados pelo partido. Ele argumenta que a campanha tem que ir além de recursos partidários.

“Não é só o tempo disponível no horário eleitoral que define uma campanha. É preciso passar uma mensagem clara, verdadeira. Estamos, de sol a sol, caminhando nos bairros e apresentando nossas propostas”, afirmou.

Em entrevista ao O Globo na última semana, o candidato à prefeitura do Rio, Luiz Lima, disse que o racha do partido vem atrapalhando a campanha. Ele foi alvo de “fogo amigo” do deputado estadual Anderson Moraes (PSL), que o chamou de “traidor” do presidente. “Os recursos partidários com certeza são importantes, assim como o horário eleitoral, para que eu me apresente, e para que o eleitor de direita naturalmente se aproxime”, avaliou.

MÚSICA – Cidade Negra – Onde Você Mora?

MÚSICA

Cidade Negra – Onde Você Mora?

 LITERATURA – Cecilia Meireles – Renova-te

Cecilia Meireles

Renova-te

Cecilia Meireles

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

Datafolha: PATRÍCIA TEM 43% DAS INTENÇÕES DE VOTOS NO SEGUNDO TURNO, CONTRA 43% DE JOAO CAMPOS

Do G1 — Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para a prefeitura do Recife nas Eleições 2020:
  • João Campos (PSB): 31%
  • Marília Arraes (PT): 18%
  • Delegada Patrícia (Podemos): 16%
  • Mendonça Filho (DEM): 15%
  • Coronel Feitosa (PSC): 2%
  • Carlos (PSL): 1%
  • Charbel (Novo): 1%
  • Thiago Santos (UP): 1%
  • Nenhum/branco/nulo: 12%
  • Não sabe/não respondeu: 4%
    Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB) e Claudia Ribeiro (PSTU) foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto. Victor Assis (PCO) não foi citado.

Em relação ao levantamento anterior do Datafolha, divulgado em 8 de outubro:

  • João Campos (PSB): saiu de 26% para 31%
  • Marília Arraes (PT): saiu de 17% para 18%
  • Delegada Patrícia (Podemos): saiu de 10% para 16%
  • Mendonça Filho (DEM): saiu de 16% para 15%
  • Coronel Feitosa (PSC): saiu de 1% para 2%
  • Carlos (PSL): se manteve em 1%
  • Charbel (Novo): tinha menos de 1% e, agora, 1%
  • Thiago Santos (UP): tinha menos de 1% e, agora, 1%
  • Claudia Ribeiro (PSTU): se manteve com menos de 1%
  • Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB): saiu de 2% para menos de 1%
  • Victor Assis (PCO): tinha menos de 1% e, agora, não foi citado
  • Em branco/nulo/nenhum: saiu de 21% para 12%
  • Não sabe: saiu de 5% para 4%

Destaques por segmento

De acordo com o Datafolha, João Campos registrou avanço mais intenso entre as eleitoras do Recife (passou de 25% para 33%), na faixa de 45 a 59 anos (de 20% para 30%), na parcela com a escolaridade fundamental (de 32% para 47%), entre os mais pobres, com renda familiar de até dois salários mínimos (de 28% para 38%) e entre evangélicos (de 23% para 33%). Entre os mais ricos, houve queda na preferência pelo candidato do PSB: entre quem tem renda de cinco a dez salários, suas intenções de voto passaram de 16% para 11%.

Apesar da estabilidade em relação à pesquisa anterior, com oscilação positiva dentro da margem de erro, Marília Arraes ganhou força em segmentos em que já aparecia com destaque no início do mês, como o eleitorado mais escolarizado, em que passou de 23% para 27%. Na faixa de renda familiar que ganha de cinco a dez salários, a petista passou de 25% para 32%.

A candidatura de Mendonça Filho ganhou quatro pontos entre os mais velhos (de 20% para 24%), segmento no qual só fica numericamente atrás de Campos, que tem 32%.

Delegada Patrícia avançou em quase todos os segmentos do eleitorado, à exceção dos mais velhos, no qual passou de 13% para 10%. Mais velhos, mais ricos e menos escolarizados (no qual também tem 10%) são, por ora, os pontos mais fracos da candidata do Podemos, que tem intenções de voto bem distribuídas entre os demais grupos sociodemográficos.

Dentro do universo de 21% dos eleitores que têm o PT como partido de preferência no Recife, a escolha por Marília Arraes passou de 36% para 42%, e os demais se dividem, principalmente, entre Campos (33%), Delegada Patrícia (10%) e Mendonça (7%).

Rejeição

A pesquisa também perguntou em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. Os percentuais foram os seguintes:

  • João Campos: 34%
  • Mendonça Filho (DEM): 28%
  • Coronel Feitosa (PSC): 27%
  • Marília Arraes (PT): 22%
  • Charbel (Novo): 21%
  • Victor Assis (PCO): 21%
  • Carlos (PSL): 20%
  • Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB): 17%
  • Thiago Santos (UP): 17%
  • Claudia Ribeiro (PSTU): 16%
  • Delegada Patrícia (Podemos): 15%
  • Não votaria em nenhum: 4%
  • Poderia votar em todos: 2%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Em relação ao levantamento anterior do Datafolha, divulgado em 8 de outubro, a rejeição aos candidatos evoluiu da seguinte forma:

  • João Campos: saiu de 30% para 34%
  • Mendonça Filho: saiu de 32% para 28%
  • Coronel Feitosa: saiu de 21% para 27%
  • Marília Arraes: saiu de 15% para 22%
  • Charbel: saiu de 18% para 21%
  • Victor Assis: saiu de 17% para 21%
  • Carlos: saiu de 17% para 20%
  • Marco Aurélio Meu Amigo: saiu de 15% para 17%
  • Thiago Santos: se manteve em 17%
  • Cláudia Ribeiro: saiu de 12% para 16%
  • Delegada Patrícia: saiu de 13% para 15%
  • Rejeita todos/não votaria em nenhum: saiu de 9% para 4%
  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: se manteve em 2%
  • Não sabe: saiu de 6% para 5%

Simulações de segundo turno

O Datafolha também questionou se, caso o segundo turno da eleição para prefeito fosse hoje, em qual candidato os eleitores votariam, apresentando três cenários. Os números são os seguintes:

  • João Campos 40% x 37% Marília Arraes
  • João Campos 43% x 43% Delegada Patrícia
  • João Campos 48% x 36% Mendonça Filho

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo”.
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
Quem foi ouvido: 868 eleitores da cidade do Recife
Quando a pesquisa foi feita: nos dia 20 e 21 de outubro
Número de identificação no TRE-PE: PE-05988/2020
O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

Caixa libera saques do auxílio para 3,8 milhões de beneficiários

O auxílio foi liberado para os nascidos em novembro. Os saques em dinheiro podem ser feitos nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou nas agências.

A partir desta quinta-feira, 22 de outubro, cerca de 3,8 milhões de beneficiários do auxílio emergencial nascidos em novembro podem sacar ou transferir os recursos da poupança social digital.

Para sacar os recursos, é preciso fazer o login no App Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o cidadão deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora.

O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes CAIXA Aqui.

Atendimento

Os saques em dinheiro podem ser feitos nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou nas agências. A Caixa reforça que não é preciso madrugar nas filas à espera de atendimento. Todas as pessoas que comparecerem, de segunda a sexta, das 8h às 13h, serão atendidas no mesmo dia.

Bolsa Família

A Caixa realiza, nesta quinta-feira (22), o pagamento de R$ 420,9 milhões referente à segunda parcela do auxílio emergencial residual para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com final de NIS (Número de Identificação Social) número 4.

Ao todo, mais de 16 milhões de pessoas cadastradas no programa Bolsa Família foram consideradas elegíveis para a segunda parcela do auxílio emergencial residual e receberão, no total, R$ 4,2 bilhões durante o mês de outubro.

O recebimento do auxílio atende aos mesmos critérios e datas do benefício regular, permitindo a utilização do cartão nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; ou por crédito na conta Caixa Fácil.

A extensão do auxílio emergencial é de R$ 300 ou R$ 600, no caso de mulher provedora de família monoparental. Se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600, o beneficiário receberá o valor do Bolsa Família, sempre privilegiando o benefício de maior valor.

Agência Brasil