Lygia Fagundes Telles completa hoje 96 anos, veja vídeos

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado

A escritora Lygia Fagundes Telles completa hoje 96 anos

A paulista Lygia Fagundes Telles completa hoje 90 anos. Autora de importantes obras da literatura brasileira, como o clássico As Meninas, Lygia já foi publicada em diversos países como França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, e Suécia. Seus romances também foram adaptados para a televisão, teatro e cinema.

Nascida em 19 de abril de 1923, Lygia passou a maior parte de a infância no interior de São Paulo, onde o pai Durval de Azevedo Fagundes, que era advogado, atuou como promotor público. A mãe Maria do Rosário de Azevedo, era pianista.

Quando cursou a faculdade de Direito do Largo da São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), Lygia conheceu, passou a participar dos debates literários, quando conheceu Mário e Oswald de Andrade, entre outros nomes da cena literária brasileira.

A escritora é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e já foi condecorada com diversas premiações internacionais de literatura, entre eles o Prêmio Camões, em 2005.

No player abaixo você confere o episódio da série Mestres da Literatura, da TV Escola, uma introdução à obra da escritora. Confira  vídeos:

        Manuel da Costa Pinto entrevista

           Lygia Fagundes Telles

          Memórias de Lygia Fagundes Telles

MÚSICA – AMOR MEU GRANDE AMOR – FREJAT


MÚSICA – AMOR MEU GRANDE AMOR – FREJAT

O RESTAURANTE MAIS ANTIGO DO MUNDO: SABOR E HISTÓRIA

Somos fascinados por tradições, costumes, memórias. Somos, sobretudo, curiosos acerca dos lugares, das pessoas, das histórias. E um espaço que reúne todos estes elementos, e ainda acrescenta boa comida, é especialmente encantador.

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

Dizem que Ernest Hemingway nunca teve uma afinidade com a cozinha como a que tinha com a máquina de escrever. Mas o homem era dos melhores apreciadores da boa culinária. Prova disso é que o escritor norte-americano foi um dos maiores fãs do restaurante mais antigo do mundo, o célebre “Restaurante Botín”, reconhecido pela excelência de sua cozinha, situado na capital espanhola.

Em 1725, o francês Jean Botín e sua esposa – que mantinham um negócio em Madrid – receberam seu sobrinho, que viera morar com eles. Este sobrinho fundou uma espécie de pousada num antigo prédio, datado de meados de 1590, situado numa região comercial da cidade. Àquela época, a pousada apenas servia assados. Originalmente batizado com o nome “Casa de Botín”, e mais tarde “Sobrino de Botín”, o local era chamado de “casa de comida”, pois a denominação “restaurante” referia-se somente a alguns raros e exclusivos lugares.

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

O local está no livro dos recordes como o restaurante mais antigo do mundo em atividade ininterrupta. E também porque desde sua fundação, em 1725, não sofreu nenhuma modificação na estrutura do local. Há quase três séculos é usado o mesmo forno, do qual emanam os mais tentadores aromas na antiga “Rua dos Cuchilleros”, em Madrid.

Esqueça a sofisticação e o luxo. Nem hoje e nem nunca o Restaurante Botín ostentou tais atributos. Ostenta mais: simplicidade, tradição e qualidade no serviço e atendimento. Hoje, o restaurante mantém uma carta singular com a melhor comida típica espanhola, a qual atrai, de todas as partes do mundo, profissionais e amantes da culinária. Além disso, possui uma equipe de funcionários que mais parece uma família. Muitos deles estão lá há 20, 30 anos, por o considerarem um excelente local de trabalho. Mérito de seu atual dono, Antonio González Gómez .

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

O Restaurante Botín chegou em 1930 às mãos da família González, que decidiu manter o nome e a tradição da cozinha. Tão excepcional quanto o restaurante é a simpatia de Antonio González, que afirma que permanecer da mesma forma é essencial para preservar o espírito autêntico do passado.

Com uma atmosfera despretensiosa, a fachada do restaurante lembra a de uma simples cantina, e Botín adentro verificamos um lugar cheio de corredores estreitos, utilizados atualmente como armazéns. Seu interior mantém uma estrutura antiqüíssima e imponente, espalhada por três andares. O restaurante já passou por restaurações, mas sempre manteve sua arquitetura original.

O local é também famoso pelas citações em livros de autores como Pérez Galdós, Arturo Barea, Truman Capote e do próprio Ernest Hemingway, entre outros. “Almoçamos no primeiro andar do Botín. É um dos melhores restaurantes do mundo. Comemos leitão assado e bebemos Rioja Alta. Brett não comeu muito. Ela nunca comia muito. Comi que me fartei e bebi três garrafas de Rioja Alta.” (Ernest Hemingway – The Sun Also Rises, 1926)

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

Sendo um dos destinos culinários mais visitados de todo o mundo, é também alvo de muitas histórias e algumas lendas. Uma delas é que, em 1765, o pintor espanhol Goya lavou pratos na antiga casa a fim de sustentar-se enquanto aperfeiçoava seu verdadeiro talento.

O prato mais famoso da antiga casa é o clássico “Cochinillo Asado”, um leitão de apenas vinte dias, que derrete na boca, assado no lendário forno ativo desde a fundação do restaurante. Além do leitão, a casa serve uma afamada “Sopa de alho com ovo” e o ousado “Chipirones en su tinta” (lulas na própria tinta).

E não é só de comida que vive o antigo Botín. Há a música também. Enquanto saboreamos as especialidades da casa, um grupo musical percorre as mesas com canções típicas espanholas, trazendo ao ambiente um clima agradável e descontraído.

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

comida, espanha, hemingway, madrid, restaurante

Boa comida e boa bebida em um ambiente distinto, que oferece uma atmosfera rústica e aconchegante – além de um serviço de qualidade – é receita certa para momentos extraordinários, causos e sabores memoráveis. E tudo isto é oferta da casa. E tudo isto está, além dos cardápios, na História. De Goya a Hemingway. Dos Botín aos Gonzáles, do passado ao presente para o resto do mundo. ¡Salud!

Para mais informações acesse o site do Restaurante Botín.

Cade instaura processo contra Itaú e Rede

A credenciadora tinha anunciado que vai zerar a taxa de antecipação para lojistas que tiverem conta no banco

Cade instaura processo contra Itaú e Rede

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu processo para investigar Itaú e Rede depois de a credenciadora anunciar que vai zerar a taxa de antecipação para lojistas que tiverem conta no banco. O procedimento preparatório de inquérito administrativo foi aberto nesta quinta-feira, 18, pela superintendência-geral do órgão, que enviou um ofício ao Itaú/Unibanco pedindo explicações sobre a medida.

Segundo o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou, a avaliação preliminar é que a medida vai contra a jurisprudência do Cade, que já multou bancos por discriminarem clientes de outras “maquininhas”. A suspeita é que haja conduta anticompetitiva, já que o Itaú, dono da Rede, oferece condições melhores para clientes da sua própria credenciadora. Além disso, também será investigado se o banco está praticando preço predatório e subsídio cruzado.

Nesta quarta, 17, a Rede anunciou que não vai mais cobrar taxas de lojistas para antecipar o pagamento de vendas no crédito à vista, que será feito em dois dias e não no prazo tradicional de um mês. Para isso, no entanto, é necessário ter conta no Itaú Unibanco, o que poderá ser considerado abusivo pelo Cade.

As novas condições valerão a partir do dia 2 de maio e é uma ofensiva da instituição para abocanhar pequenas e médias empresas, além de autônomos e microempreendedores, com faturamento anual de até R$ 30 milhões. A isenção de taxas que marca mais um capítulo da ‘guerra das maquininhas’ no mercado brasileiro vale para atuais e novos clientes da Rede e contemplará usuários de qualquer modelo de maquininha da empresa.

No ano passado, o Cade firmou acordo com a Cielo e suas controladoras Bradesco e Banco do Brasil para encerrar processo que investiga condutas anticompetitivas adotadas pelas empresas. Pelo acordo, elas tiveram que pagar um total de R$ 33,8 milhões.

As instituições eram investigadas justamente por discriminar lojistas que usam “maquininhas” concorrentes da Cielo. Entre as práticas denunciadas estão a não antecipação de crédito com base nos recebíveis para clientes de outras credenciadoras – o que, para muitos lojistas, é essencial para manutenção de suas atividades – , a cobrança de taxas maiores desses clientes e a venda casada de contratos da credenciadora e de serviços dos bancos, como a abertura de contas.

Lei Rouanet deverá ter teto de R$ 1 milhão por projeto, diz Bolsonaro

“Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão”, disse

Lei Rouanet deverá ter teto de R$ 1 milhão por projeto, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (18) que o governo prepara um pacote de alterações na Lei federal de Incentivo à Cultura (8.313/91), a chamada Lei Rouanet, para incluir o estabelecimento de um teto máximo de R$ 1 milhão por projeto. As alterações devem ser publicadas por meio de Instrução Normativa do Ministério da Cidadania nos próximos dias. Segundo o presidente, atualmente os projetos podem captar até R$ 60 milhões, valor que ele considera exorbitante.

“O teto era até R$ 60 milhões. Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão, acho que ele tá alto ainda, mas diminuímos 60 vezes o valor desse teto. Então, mais gente, mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet”, afirmou durante transmissão ao vivo em sua página oficial no Facebook, acompanhado por uma tradutora de Libras.

O orçamento anual da Lei Rouanet é de cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ela funciona como mecanismo de abate de impostos. As empresas que patrocinam projetos culturais podem deduzir até 4% do imposto de renda. A escolha dos projetos a serem apoiados cabe aos próprios patrocinadores e não ao governo.

O presidente defendeu o novo valor para o teto de captação de projetos via Lei Rounet e estima que será ampliado o número de artistas contemplados. “Com R$ 1 milhão, com todo respeito, dá pra fazer muita coisa, em especial alavancar esses artistas da terra, raiz, para que eles tenham uma carreira promissora no futuro”, acrescentou.

O presidente também fez duras críticas à própria Lei, que ele chamou de “desgraça”, e atribuiu os problemas dela aos critérios que vinham sendo praticados em governos anteriores. “Começou muito bem intencionada, depois virou aquela festa que todo mundo sabe, cooptando classes artísticas, pessoas famosas, para apoiar o governo”, disse.

No início da transmissão, o presidente defendeu o trabalho da imprensa e chegou a mencionar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que revogou a determinação para retirar do ar uma reportagem sobre o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, do site O Antagonista e da revista Crusoé.

A medida foi tomada após críticas de membros da Corte, da Procuradoria-geral da República (PGR), de parlamentares e de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A matéria em questão trata de uma citação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, um dos delatores da Operação Lava Jato, a um codinome usado em troca uma de e-mails com um ex-diretor da empreiteira.

“A imprensa funcionando, mesmo com alguns percalços, é importante para que seja mantida a chama da democracia”, disse Bolsonaro. O presidente transmitiu a live no Facebook diretamente da Base Naval do Exército em Guarujá, interior de São Paulo, onde ele deve permanecer durante o feriado e o fim de semana. Pela manhã, na capital paulista, ele participou de solenidade em comemoração dos 371 anos do Exército Brasileiro, no Quartel-General do Ibirapuera.

Bolsonaro também comentou sobre a recente decisão do governo de conceder passaporte diplomático de líderes religiosos. O caso ganhou repercussão por causa renovação do passaporte diplomático do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e empresário do setor de comunicações, e de sua esposa, Ester Eunice Rangel Bezerra. O documento de ambos foi renovado por mais três anos na última segunda-feira, numa autorização expedida pelo ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), mas, no dia seguinte, a concessão foi anulada pelo juiz federal Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Para o presidente, a anulação da renovação deverá ser derrubada na Justiça. Bolsonaro defendeu o passaporte diplomático concedido ao líder religioso, explicando que outros governos já haviam feito o mesmo.

“Foi concedido, inicialmente, o passaporte [diplomático] para ele no governo Lula lá atrás, foi renovado no governo Lula de novo, e depois no [governo] Dilma e daí, expirando o prazo no meu governo, nós autorizamos a renovação e será mantida, no que depender de mim, para ele e sua esposa, e ponto final. Eu entendo que está enquadrado nas normas do Itamaraty as exceções e a exceção é muito bem-vinda nesse caso”, disse.

Ainda segundo o presidente, líderes religiosos de outras três igrejas evangélicas (Igreja Internacional da Graça de Deus, Assembleia de Deus e Igreja Mundial do Poder de Deus), além de representantes da Igreja Católica, também tiveram ou terão os passaportes diplomáticos renovados em seu governo.

Com informações da Agência Brasil

“Calar o Vem Pra Rua ou qualquer outro movimento é calar a voz de cada cidadão brasileiro”

Luta pela liberdade de imprensa vai ganhar reforço: Novo Antagonista

Resultado de imagem para Vem Pra Rua

O Vem Pra Rua divulgou nota em que se diz chocado com a notícia da Veja, repercutida por este site, de que o movimento poderá ser o próximo alvo do inquérito aberto por Dias Toffoli para apurar supostos ataques ao STF.

“O Vem Pra Rua é reconhecido nacional e internacionalmente por criticar e cobrar ações de agentes políticos, de forma contundente e construtiva, e dentro dos limites do jogo democrático. Não compactuamos com nenhum método violento ou antidemocrático de ação participativa.”

O texto diz também que o movimento aceita doações unicamente de pessoas físicas, rejeitando doações de empresas, partidos políticos, e de políticos.

“Calar o Vem Pra Rua ou qualquer outro movimento é calar a voz de cada cidadão brasileiro.”

antagonista

FILME – A VILA

FILME – A VILA

Desembargador que julga a Lava Jato no TRF-4 defende a liberdade de expressão

Resultado de imagem para leandro paulsen

“Não há liberdade de imprensa pela metade”, diz Leandro Paulsen

Duarte Bertolini

Nestes tempos muito difíceis, é sempre bom saber quem está do lado certo, especialmente na Justiça. Tomo a liberdade de enviar à Tribuna da Internet um artigo que foi publicado aqui no Rio Grande do Sul pelo jornal Zero Hora e ganhou forte repercussão. O autor do texto é desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, um dos julgadores das ações criminais decorrentes da Operação Lava Jato. Reparem que o artigo é inteiramente montado sobre citações.

###
A LIBERDADE DE IMPRENSA E SEU GUARDIÃO
Leandro Paulsen     /
     Zero Hora

A Constituição “destinou à imprensa o direito de controlar e revelar as coisas respeitantes à vida do Estado e da própria sociedade. A imprensa como alternativa à explicação ou versão estatal de tudo que possa repercutir no seio da sociedade e como garantido espaço de irrupção do pensamento crítico em qualquer situação ou contingência.”

“Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive a procedente do Poder Judiciário… Silenciando a Constituição quanto ao regime da internet (rede mundial de computadores), não há como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias e opiniões, debates, notícias e tudo o mais que signifique plenitude de comunicação”.

Certo é que “… todo agente público está sob permanente vigília da cidadania. E quando o agente estatal não prima por todas as aparências de legalidade e legitimidade no seu atuar oficial, atrai contra si mais fortes suspeitas de um comportamento antijurídico francamente sindicável pelos cidadãos.”

“O pensamento crítico é parte integrante da informação plena e fidedigna. O possível conteúdo socialmente útil da obra compensa eventuais excessos de estilo e da própria verve do autor. O exercício concreto da liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, ainda que em tom áspero ou contundente, especialmente contra as autoridades e os agentes do Estado. A crítica jornalística, pela sua relação de inerência com o interesse público, não é aprioristicamente suscetível de censura, mesmo que legislativa ou judicialmente intentada.”

E “não é pelo temor do abuso que se vai coibir o uso. Ou, nas palavras do ministro Celso de Mello, ‘a censura governamental, emanada de qualquer um dos três Poderes, é a expressão odiosa da face autoritária do poder público’.”

Essas afirmações constituem acórdão do plenário do Supremo Tribunal Federal no exercício da sua típica função jurisdicional em ação perante ele ajuizada (ADPF 130), como verdadeiro tribunal constitucional, sob a relatoria do então ministro Carlos Ayres Britto. Nessa oportunidade, há exatos 10 anos, com a imparcialidade que legitima a atuação dos tribunais, o STF foi guardião da liberdade de imprensa, não seu algoz!

A Vida é Bela: um filme sobre a superação de adversidades

A Vida é Bela é provavelmente o filme italiano mais reconhecido e aclamado internacionalmente. O roteiro, a trilha sonora e as interpretações dos atores fazem dele um filme inesquecível, capaz de ir do riso às lágrimas e transmitir uma infinidade de emoções.

A Vida é Bela é provavelmente o filme italiano mais reconhecido e aclamado internacionalmente. O roteiro, a trilha sonora e as interpretações dos atores fazem dele um filme inesquecível, capaz de ir do riso às lágrimas e transmitir uma infinidade de emoções. Em suma, uma obra-prima do cinema carregado de mensagens, dirigido e estrelado por Roberto Benigni em 1997.

Este filme é inspirado na história de Rubino Romeo Salmoni, um sobrevivente de Auschwitz que narra sua experiência nesse livro. O filme é sobre a história de Guido Orefice, um judeu-italiano que se muda para Arezzo para trabalhar no hotel de seu tio. Logo, ele vai encontrar Dora, uma professora de uma família rica, semelhante ao regime fascista. Guido fará todo o possível para conquistar Dora, ele sempre aparece inesperadamente e tentará surpreendê-la de todas as formas possíveis.

Finalmente, o amor entre os dois triunfa e eles têm um filho, Giosué; Guido parece sorrir para a vida. No entanto, a Segunda Guerra Mundial fará com que sua vida inteira desmorone e acabe em um campo de concentração.

A vida é bela, nos leva a uma Itália submersa no fascismo e nos leva aos horrores dos campos de concentração. Ele faz isso de uma maneira diferente, ele nos apresenta essa história como uma espécie de conto com um final amargo.

A vida é bela, do cômico ao trágico

A vida é bela começa em um tom alegre, divertido e engraçado; De fato, por causa de suas primeiras cenas, dificilmente podemos adivinhar que estamos diante de um drama, embora tenhamos visto a ascensão do fascismo na Itália desde o início.

A ideologia fascista que prevaleceu na época fez que em 1938 fosse publicado o Manifesto da raça, texto assinado por cientistas italianos que endossavam a existência de raças humanas superiores. Essas raças foram divididas em pequenas e grandes raças, onde a ária era, naturalmente, a grande raça. Essas ideias, juntamente com as leis raciais fascistas, foram explicadas nas escolas e, assim, as crianças evitariam se unir aos judeus para não alterar sua “pureza”.

É possível que um judeu desrespeite essas leis raciais? É possível a um judeu desmantelar toda uma teoria fascista de cada vez diante de um grupo de crianças? Sim, é, pelo menos, na vida é bonita.

Guido finge ser um inspetor do ministério que deve oferecer uma conversa com as crianças sobre o Manifesto da raça. Na verdade, Guido quer chamar a atenção de Dora, mas o que a cena mostra é que somos todos iguais.

Guido aponta seu umbigo como um autêntico umbigo italiano, suas orelhas, etc. As crianças, quando veem, imitam e riem. Assim, Guido consegue desmistificar essas diferenças para o manifesto apelando porque ele é judeu e não tem nenhuma característica física que o distingue de essas crianças italianas “puramente arianas”.

Esta cena certamente nos traz todo um sorriso, mas é um sorriso amargo quando se considera o verdadeiro significado que eu tinha que falar, o que essas crianças suposto ouvir uma palestra sobre Senhor das raças humanas.

Guido zomba de todas essas crenças, desmantela toda a ideologia racista com comentários espirituosos e engraçados. É um personagem que nos conquista desde o início, é despreocupado, muito criativo e sua luta para conquistar Dora nos fascina. Nada impede, nem mesmo o fascismo.

A vida de Guido e sua família é truncada pelo Holocausto, Guido sai com seu filho e tio para um campo de concentração. Dora, sendo italiana e não judia, não é obrigada a ir, mas decide sair voluntariamente para tentar ficar com sua família.

A partir deste momento, o filme toma um rumo radical, o tom alegre e despreocupado caminha para a tragédia. Mas Guido não perde o sorriso por um momento, sempre tenta lutar por sua sobrevivência e a de sua família e começa a inventar uma história que evita o sofrimento do pequeno Giosué.

A luta e sacrifício de Guido

Uma frase, uma crença ou uma ideia podem fazer o mundo de uma pessoa mudar completamente, que a nossa maneira de ver a vida é transformada e que tudo faz sentido. Ferruccio, amigo de Guido, conta a ele no início do filme que, segundo Schopenhauer, “com a vontade você pode fazer tudo”. Esta frase marcará Guido para sempre. No início, ele vai usá-lo comicamente, mas com o tempo, percebemos que será o seu modo de vida.

Guido tem um propósito, ele quer sobreviver, mas, acima de tudo, ele quer que seu filho faça isso. Ele lutará até o fim, tentando impedir que seu filho perca seu sorriso, seja feliz no inferno. Ele sacrificará sua própria segurança para que seu filho não veja os horrores do campo de concentração, ele fará todo o possível para encontrar Dora e enviar sinais para que ele saiba que ainda estão vivos.

Guido é um exemplo de luta e superação de adversidades. Sua grande imaginação e vontade criarão uma falsa realidade para que seu filho não tenha consciência do que está vivendo. Isso fará você acreditar que tudo é um jogo, que eles são gratuitos e podem sair quando quiserem, mas se eles resistirem e conseguirem ganhar mil pontos, eles terão sua recompensa. Por outro lado, Giosue sempre sonhou em ter um tanque real, portanto, Guido vai fazer você acreditar que o prêmio será que e, portanto, acreditamos em Giosué a vontade de viver.

Guido não sabe se eles vão sobreviver, não sabe quanto tempo eles devem permanecer no campo, mas o seu desejo de sobreviver é mais forte do que qualquer incerteza. Ela não deixa seu filho o ver devastado, triste ou não querendo viver. A vida é bela mostra-nos que a felicidade às vezes é a nossa maneira de encarar a vida, para aceitar e lidar com a adversidade.

Apesar da grande destruição que ocorreu nos campos de concentração, também houve sobreviventes, pessoas que conseguiram enfrentar a tortura, a fome e a injustiça. Um exemplo disso é o psiquiatra Viktor Frankl que, depois de a sua sobrevivência num campo de concentração, publicado Em Busca de Sentido.

A Vida É Bela é um exemplo de excelência, nos faz ver a beleza em horror e liberdade, mesmo onde ela não existe, nos faz rir e chorar … Guido tinha uma razão, uma vontade e conseguiu criar esse sentimento em seu filho. Assim, apesar da crueza do filme, podemos dizer que a sua luta e seus esforços foram recompensados.

com informações Lamenteesmaravillosa

Menina de 9 anos alfabetiza vendedor de picolé de 68 anos e o registro viraliza na internet

“O Zezinho merece um dez! (…) Às vezes, eu escrevo uma palavra com tracinhos para ele cobrir, como ‘picolé’ e ‘amor’. Também coloco as letrinhas para ele juntar”.

Uma cena comoveu a internet nos últimos dias e levou muita gente a pensar sobre responsabilidade social, empatia e sobre como pequenos gestos são o suficiente para transformar a vida de alguém. Os protagonistas desta cena são, a menina Bárbara Matos Costa, de 9 anos; e o vendedor de picolés Francisco Santana Filho, o Zezinho, de 68 anos. A união destas duas pessoas de gerações e realidades sociais tão distintas viralizou nas redes sociais, e esta é uma das melhores histórias que você vai ler hoje.

Há 44 anos, Zezinho vende picolés em frente ao Colégio Diocesano, instituição particular de Crato (CE), situada na região do Cariri cearense. Como muitos brasileiros, o idoso passou a maior parte de sua vida analfabeto. Mas esta é uma realidade que o vendedor de picolés está aos poucos deixando para trás, porque ele agora conta com a ajuda especial de uma professora bastante dedicada, a pequena Bárbara, aluna do Diocesano que, há dois anos vem reservando um tempinho após as aulas para ensinar Zezinho a ler e a escrever.

A cena foi flagrada pela psicopedagoga Risélia Maria, que imediatamente fez o registro e postou nas redes sociais. Na foto, Bárbara e Zezinho estão sentados no chão, em frente à escola, em meio a mais uma aula da “professora Bárbara”. Sobre o aluno, a menina conta:

“O Zezinho merece um dez! (…) Às vezes, eu escrevo uma palavra com tracinhos para ele cobrir, como ‘picolé’ e ‘amor’. Também coloco as letrinhas para ele juntar”.

Zezinho, que acreditava já “não ter cabeça” para aprender mais nada, não esconde a emoção ao falar sobre o progresso no seu aprendizado: “Já sei assinar meu nome e juntar algumas letras. Ela me ensina aos pouquinhos e eu vou aprendendo devagar.”, contou o idoso.

E o belo gesto de Bárbara pode ter deixado sementes, porque a professora Risélia, sensibilizada com a história de Zezinho, também já se dispôs a ensiná-lo.

***

Com informações de Correio Braziliense

Imagem de capa:  Risélia Maria/Divulgação