Moro diz que Bolsonaro poderá vetar pontos do projeto anticrime aprovado pelo Congresso

Texto reuniu propostas de Moro, da comissão de juristas coordenada por Alexandre de Moraes e de parlamentares. Projeto prevê medidas que endurecem legislação penal contra o crime.

Por Luiz Felipe Barbiéri e Gabriel Palma

O texto reúne propostas do pacote anticrime apresentado por Moro; da comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF); e dos parlamentares. O projeto prevê medidas que endurecem legislação penal contra o crime.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada e pelo Senado nesta quarta (11). Agora caberá a Bolsonaro sancionar o projeto, sancionar parcialmente ou vetar integralmente.

“Vetar totalmente é uma hipótese descartada. Mas talvez haja alguns vetos, isso vai ser discutido com o presidente da República”, afirmou Sergio Moro nesta quinta.

Moro deu a declaração após ter participado, em Brasília da apresentação de um balanço das ações do governo na área de segurança em 2019.

Na apresentação do balanço, o ministro disse que o Congresso demorou a aprovar a proposta, mas agradeceu aos parlamentares.

“Embora tenha relativamente demorado que o Congresso deliberasse sobre o projeto, cabe aí os elogios aos congressistas, por terem aprovado, especialmente ao Senado pela rapidez com que apreciou a matéria”, afirmou.

“Claro que nosso desejo é de que isso fosse decidido antes, mas não deixa de ser alvissareiros que tenha sido aprovado no final desse ano, o que nos abre um horizonte para o futuro e para o próximo ano mais promissor inclusive no âmbito da justiça e da segurança pública”, declarou.

De acordo com o Ministério da Justiça, os assassinatos caíram 22% em 2019. Durante a apresentação do dado, Moro apresentou números segundo os quais os homicídios caíram em todas as regiões do país em relação a 2018 (janeiro a agosto).

A maior diferença, conforme a apresentação, foi na região Nordeste, onde foram registrados 9.450 homicídios (13.010 em 2018). A redução em todo o Brasil, segundo o governo, foi de 6.684 homicídios.

Além da redução de homicídios, Moro apresentou números de redução de índices de estupro, furto de veículos, homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, roubo a instituição financeira, roubo de carga, roubo de veículo, latrocínio e tentativa de homicídio.

O ministro também destacou ações internacionais, como a permanência do Brasil no Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento ao Terrorismo (GAFI), um acordo do Mercosul para perseguição policial das fronteiras e o convite feito pelo Conselho da Europa ao Brasil para aderir à Convenção de Budapeste, que atua contra o cibercrime.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, fez uma breve apresentação sobre as atividades do órgão. Em sua fala, destacou o aumento do contingente da PF, que, segundo ele, foram chamados 1,2 mil policiais.

Ele também ressaltou o aumento na apreensão de cocaína em relação a anos anteriores. A PF apreendeu 98,4 toneladas em 2019 (73,3 em 2018).

  • Polícia Rodoviária Federal

O diretor Adriano Furtado fez o balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Assim como Valeixo, ressaltou a autorização para a contratação de novos policiais na área. O diretor destacou ainda a atuação da PRF no combate ao roubo de cargas no país.

Conforme apresentação divulgada nesta quarta, a PRF apreendeu 6 mil (aumento de 6% em relação a 2018); prendeu 31 mil pessoas (aumento de 10% em relação a 2018); aumentou 26% as apreensões de cocaína, 5% de maconha e 8% de cigarros contrabandeados.

Em relação aos indígenas, o balanço cita uma “aumento do canal de diálogo” por meio da reunião com líderes de etnias, como Xavantes, Parecis, Guajajaras e Kalapalo.

Entre outras, o documento cita ainda ações como políticas de incentivo ao empreendedorismo e à sustentabilidade; autonomia das comunidades tradicionais; criação da Ouvidoria Itinerante para melhor coordenar a mediação entre a Funai e os povos indígenas.

Saiba outros dados apresentados pelo governo:

  • 75 operações realizadas pela Força Nacional neste ano, incluindo missões humanitárias em Moçambique e Brumadinho;
  • Transferência de 324 presos para os presídios federais, entre janeiro e novembro;
  • Arrecadação de R$ 4,47 milhões em leilões de bens apreendidos em crimes de tráfico de drogas;
  • Realização das operações coordenadas pela Seopi, como a ‘Luz na Infância’ e ‘404’;
  • Criação de unidades de combate à corrupção nas polícias civis;
  • 688 mil reclamações finalizadas na plataforma de mediação de conflitos do consumidor, o consumidor.gov.br.

Antônio Campos revida a fala de João Campos: “Nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht”

Antônio Campos ainda afirmou: “Pernambuco precisa conhecer o lado obscuro de Renata Campos e seu filho”.

 

Por Wanderson Pontes

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos, revidou a fala do deputado federal João Campos (PSB-PE) que chegou a afirmar que seu tio “é um sujeito pior” que o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Em nota, Antônio disse que “o jovem deputado (João Campos) foi nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht” e que “seus bens patrimoniais dos quais é herdeiro estão bloqueados”.

Antônio Campos ainda afirmou: “Pernambuco precisa conhecer o lado obscuro de Renata Campos e seu filho”.

Veja a nota:

“Com referência à agressão feita pelo deputado João Campos (PSB-PE), que seria um “mau sujeito”, tenho a dizer:

O jovem deputado foi nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht, entre outras, estando com os bens patrimoniais dos quais é herdeiro bloqueados.
Pernambuco precisa conhecer o lado obscuro de Renata Campos e seu filho. 
Estarei protocolando perante à Procuradoria Geral da República, à Polícia Federal e ao Núcleo da Operação Lava Jato, petições, que depois de protocoladas, tornarei pública à imprensa e às autoridades constituídas, revelando uma parte desse lado obscuro.

Recife, 13 de dezembro de 2019

Antônio Campos, 
advogado”

João diz que Antônio Campos é ‘sujeito pior’ que Abraham

O deputado afirmou que o ministro fazia mal para a educação e, quando Abraham Weintraub o rebateu argumentando que o tio fazia parte da sua equipe, ele disparou contra o presidente da Fundaj

O deputado federal João Campos (PSB) disparou contra o tio e presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Antônio Campos (Podemos), durante a audiência da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados com o ministro da pasta, Abraham Weintraub, nessa quarta-feira (11).

Ao expor argumentos analíticos sobre a forma como Abraham e o governo do presidente Jair Bolsonaro vêm conduzindo o setor no país, João disse que o ministro estava no cargo para “fazer o mal para juventude, para as crianças e para as universidades”, ou seja, mal para a educação. Abraham, por sua vez, pegou a deixa para negar ser uma pessoa maligna e alegar que prova disso era a presença de Antonio Campos no Ministério da Educação.

“Fazer o mal, não sou eu que faço mal. O Brasil já está numa situação que fizeram muito mal para as nossas famílias. Não sou um vetor do mal. É o oposto, meu passado corrobora essa frase. Inclusive, com a presença do seu tio no Ministério. Se eu sou uma pessoa tão maligna, porque ele trabalha comigo?”, questionou o auxiliar de Bolsonaro.

Após a indagação, João prontamente pegou o microfone para disparar sobre o irmão do seu pai: “Eu nem relação tenho com ele ministro. É um sujeito pior que você”. Neste momento, é possível ver uma agitação entre os parlamentares, que começam a defender João Campos dizendo que o ministro o agride ao usar relações familiares como argumento.

Que a relação entre o tio e o sobrinho é áspera, não é novidade nos bastidores da política. João, contudo, ainda não tinha sido visto expondo a falta de afeto pelo irmão do seu pai e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Antes disso, contudo, João Campos fez um discurso argumentativo sobre a educação superior no país, teceu elogios à Universidade Federal de Pernambuco, na qual estudou engenharia, salientou o fato do Estado ser destaque na implantação do ensino integral e disse que o ministro tinha medo do relatório que ele e outros deputados fizeram sobre a atuação do ministério. A fala do deputado pernambucano, inclusive, foi uma das mais aplaudidas pelos presentes.

Fonte: LeiaJa

FILME – UM AMOR INESPERADO

FILME – UM AMOR INESPERADO

Maia diz que reduzir o fundo eleitoral para R$ 2,5 bilhões será a melhor solução

Maia defende que é necessário o financiamento público de campanha

Angela Boldrini
Folha

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira, dia 11, que uma decisão de limitar o valor do fundo eleitoral seria “sempre a melhor solução”. Líderes partidários articulam a possibilidade de encolher o fundo de R$ 3,8 bilhões para R$ 2,5 bilhões, depois de sinalização de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode vetar o valor inicial das articulações para 2020.

“Eu sempre digo que esse é um tema polêmico, sensível, precisa organizar bem a fonte como o relator fez na última semana”, afirmou Maia a jornalistas ao chegar à Câmara. “Acho que, se a decisão for de um valor menor para garantir que os recursos não estão atingindo nenhuma área fundamental, é sempre a melhor solução, exatamente pela sensibilidade que esse tema tem na sociedade”, disse.

NEGOCIAÇÃO – Deputados avaliam que seria melhor negociar um acordo com o Palácio do Planalto e garantir um valor menor, a fim de não correr o risco de ficar sem uma fonte de custeio das campanhas nas eleições municipais de 2020.

O fundo eleitoral é a verba pública que os partidos recebem em ano eleitoral para financiar campanhas. Em 2018, foi de R$ 1,7 bilhão. Originalmente, o governo desejava destinar R$ 2 bilhões para bancar as eleições de 2020. Presidentes e líderes de partidos que representam a maioria dos deputados e senadores, porém, haviam articulado a elevação desse valor em mais R$ 1,8 bilhão.

QUESTÃO SENSÍVEL – À época, Maia afirmou que se tratava de uma questão sensível, mas não quis entrar em detalhes, dizendo desconhecer o texto do relator. Ele tem defendido que é necessário o financiamento público de campanha, uma vez que não há mais a possibilidade de financiamento por empresas.

O aumento do financiamento eleitoral só foi possível após a redução nas despesas de diversos ministérios, que afetou mais áreas com impacto social, disseram à Folha técnicos do Congresso e do governo. O corte foi de R$ 1,7 bilhão.

Desse montante, os maiores foram em saúde (R$ 500 milhões), infraestrutura e desenvolvimento regional (R$ 380 milhões), que inclui obras de habitação, saneamento. A redução em educação chegou a R$ 280 milhões.

MENOS DINHEIRO – O principal alvo dos cortes foi o Fundo Nacional de Saúde, que receberá menos dinheiro, por exemplo, para o Farmácia Popular (corte de R$ 70 milhões). O programa oferece remédios gratuitos à população de baixa renda.

A conta para a expansão do fundo eleitoral havia sido apresentada pelo relator da proposta de Orçamento de 2020, deputado Domingos Neto (PSD-CE).

“SEM PREJUÍZOS” – Em entrevistas, Neto afirmou que o aumento não causa prejuízos à população. “Fizemos isso sem cortar de canto nenhum”, disse. Procurado pela Folha, porém, ele confirmou a redução no Orçamento da ordem de R$ 1,7 bilhão.

Após reação negativa, Maia afirmou que o financiamento do fundo não pode prejudicar áreas prioritárias do orçamento. “Independentemente do valor, se é dois, três ou quatro, o importante é que você mostre à sociedade que isso não está sendo em detrimento de nenhuma área fundamental do orçamento público.” PP, MDB, PTB, PT, PSL, PL, PSD, PSB, Republicanos, PSDB, PDT, DEM e Solidariedade defendiam o fundo nesse valor elevado. Esses partidos representam 430 dos 513 deputados e 62 dos 81 senadores.

GENEBRA – O presidente da Câmara viajou na noite desta quarta para Genebra, na Suíça, onde ficará até sábado, dia 14. Lá, tem uma série de reuniões com representantes de organismos multilaterais. Nesta quinta-feira, dia 12, Maia se reúne com o presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab. Mais tarde, tem um encontro com o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), o brasileiro Roberto Azevêdo.

Na sexta-feira, dia 14, e, ele conversa com a alta-comissária para os direitos humanos da ONU, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, e com o diretor-geral da  Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. Também está previsto um encontro com o diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Guy Ryder, e uma reunião com o diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Francis Gurry.

Moro diz que revogação do precedente da segunda instância piorou percepção sobre corrupção

Moro não avaliou como derrota a desidratação do pacote anticrime

Leandro Colon
Camila Mattoso
Folha

Em entrevista à Folha, o ministro da Justiça, Sergio Moro, 47, responsabilizou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão para condenados em segunda instância pela percepção dos brasileiros de que o governo federal não atua como deve no combate à corrupção. Pesquisa do Datafolha mostra que, para 50% da população, a gestão do governo é ruim ou péssima nesta área, ante 44% em agosto.

“O que aconteceu nesse período para que essa percepção piorasse foi a revogação do precedente da segunda instância. Isso implicou a soltura de pessoas que estavam condenadas, inclusive por corrupção. Então, as pessoas às vezes têm uma percepção geral e atribuem ao governo”, disse Moro, favorável à prisão em segunda instância. Um dos beneficiados pela decisão do Supremo foi o ex-presidente Lula (PT), solto em 8 de novembro, após 580 dias de prisão.

BALANÇO POSITIVO – O ministro da Justiça recebeu a Folha nesta quarta-feira. dia 11, em seu gabinete. Moro fez um balanço positivo de seu primeiro ano na pasta e não avaliou como derrota a desidratação do seu pacote anticrime votado pelo Congresso.

Ele reafirmou que não há qualquer irregularidade nas mensagens privadas com procuradores da Lava Jato, obtidas pelo site The Intercept Brasil e publicadas também pela Folha. O ministro acusou o jornal de fazer “sensacionalismo”.

O ex-juiz se esquivou do questionamento sobre possível candidatura a vice-presidente numa chapa à reeleição de Bolsonaro em 2022. Disse que a relação com o presidente está “ótima”, mas admitiu divergências internas sobre o que chamou de “pontos específicos”.

O senhor poderia destacar um ponto negativo e um ponto positivo deste primeiro ano como ministro?
Estabelecemos focar no combate ao crime organizado, ao crime violento e à corrupção. Terminamos o ano com indicadores positivos. Até a última estatística, a gente teve uma diminuição de 22% de assassinatos em relação ao período do ano passado. Não é trivial. É um mérito compartilhado com os estados.

Da outra parte, embora tenhamos um avanço na pauta legislativa, com o projeto anticrime, levou mais tempo do que esperávamos. Fortalecemos a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, melhoramos o orçamento da pasta para o próximo ano, instituímos um programa relevante nas fronteiras. No combate ao crime organizado, intensificamos as transferências das lideranças para os presídios federais.

Segundo o Datafolha, o senhor se consolidou como o ministro mais popular, com popularidade maior que a do presidente Bolsonaro. O senhor é uma ameaça eleitoral ao presidente?
Não, de forma nenhuma. Já declarei que sou ministro do governo do presidente Bolsonaro. Existem méritos de coisas que estão sendo realizadas que também são méritos do governo. Ninguém trabalha buscando popularidade. É um reflexo da avaliação de que os resultados estão sendo satisfatórios.

O senhor já disse que não pensa em eleição. Não mexe com sua vaidade ser uma peça até favorita para 2022?
Não tenho esse tipo de ambição. Eu brinco que já tenho problemas suficientes para lidar. Como ministro do presidente seria absolutamente inconsistente eu não apoiar a reeleição dele em 2022.

O senhor nunca vai se filiar a um partido político?
Não tenho nenhuma pretensão de seguir a política partidária. A perspectiva de ingressar no governo foi para consolidar o que vinha fazendo como juiz, principalmente no campo de enfrentamento à corrupção.

O senhor descarta ser vice de Bolsonaro em 2022?
O que temos é um vice-presidente que respeito muito, Hamilton Mourão. Um general consagrado que colocou em risco a carreira em um determinado momento para defender o que ele pensava. Acho que essa discussão não é apropriada no momento.

O senhor se considera 100% Bolsonaro hoje?
O que significa isso?

Se o senhor está 100% com esse governo.
Sou um ministro do governo do presidente. Evidentemente é possível dentro de um governo, entre ministros ou entre o ministro e o presidente, existirem divergências razoáveis sobre pontos específicos.

Quais divergências?
Isso são questões internas, que devem ser discutidas dentro do governo e não perante os jornais.

Naquele episódio em agosto, sobre troca na PF, falava-se em um desgaste na relação com o presidente. O senhor pensou em sair do governo?
Acho que houve um superdimensionamento de situações. Em Brasília existe muita fofoca e intriga. A relação tem sido constante e ótima. Houve um episódio, isso foi até reportado pelos jornais, de uma aparente tentativa fraudulenta de opor o presidente à PF, com base numa inserção fraudulenta de um deputado ligado ao presidente numa investigação do Rio. Tive conhecimento deste caso, fomos verificar.

Sobre as divergências, a gente percebe que o sr. evita alguns temas, como AI-5, por exemplo…
O AI-5 não é tema do governo. Isso para mim é um delírio, uma fantasia. Não existe nenhuma perspectiva de medida autoritária.

Mas como o senhor vê colegas de governo defendendo?
Ninguém defendeu isso.

O filho do presidente falou sobre isso e o Paulo Guedes…
O ministro Paulo Guedes faz uma declaração contra radicalismo e acabou sendo criticado exageradamente. A declaração dele é contra radicalismo. Qual risco à democracia existe? Não existe nenhum risco. A democracia brasileira está consolidada.

O senhor garante a permanência do diretor-geral da PF, Mauricio Valeixo?
Não cabe esse tipo de posição. Dentro dos vários quadros do ministério, a gente tem pessoas competentes fazendo seu trabalho. Quando as pessoas competentes fazem seu trabalho, não existe motivo para trocar. O presidente tem o poder de nomeação de alguns cargos. Então, isso cabe a ele. E no meu papel cabe indicar pessoas que entendemos mais apropriadas para esses cargos.

O pacote anticrime está passando no Congresso sem alguns pontos principais que o senhor defendia. Foi uma derrota para o senhor ?
O projeto tem medidas muito importantes. A execução imediata dos vereditos do tribunal do júri, que tem potencial para trazer mais brevemente justiça para casos de crime de sangue. Acredito piamente que reduzir a impunidade da criminalidade tem efeito na redução de crimes. E a gente está falando aqui de assassinatos.

Nós temos também previsão de atuação de policiais disfarçados. Um terceiro ponto é a norma que proíbe a concessão de benefícios prisionais para quem foi condenado por ser membro de organização criminosa e continua com vínculo com a organização. Apesar disso, algumas medidas que achávamos importantes não foram aprovadas. Buscamos convencer a Câmara, mas não foram, e aí, paciência, faz parte do jogo democrático. Só posso ver isso não numa perspectiva de vitória, mas de melhora.

O texto deixou de fora excludente de ilicitude. O senhor tem dito que se tivesse sido aprovado não teria implicação em casos como da morte da menina Ágatha, no Rio, e em Paraisópolis, em São Paulo, este até criticado pelo senhor.. Mas a partir do momento que o dispositivo está na lei, poderia sim haver interpretação dessa forma pelo juiz nos dois casos, não?
Não haveria nenhuma possibilidade. A proposta de excludente dizia respeito em uma situação em que alguém sofre uma agressão, reage em legítima defesa e age com excesso por conta de uma perturbação psíquica, é uma situação bem específica. No caso do Rio, pelo que li no jornal, aparentemente foi uma bala disparada a esmo, por equívoco, não existe uma situação passível de ser caracterizada de legítima defesa.

Cabe interpretação, não?
Não, não cabe. É quando se reage a uma agressão e tem um excesso, e aí poderia invocar a norma que estávamos propondo. No caso da menina, não teve interpretação nenhuma, foi questão de fato.

Um dos pontos considerados ruins na pesquisa Datafolha é o combate à corrupção (segundo a pesquisa, 50% consideram péssima ou ruim a administração do governo nessa área). Como parte disso é ligado ao Ministério da Justiça, onde o senhor acha que está errando ou falhando?
Respeitosamente o que acontece é uma percepção geral, e o que aconteceu nesse período para que essa percepção piorasse foi a revogação do precedente da segunda instância. Isso implicou a soltura de pessoas que estavam condenadas, inclusive por corrupção. Então, as pessoas às vezes têm uma percepção geral e atribuem ao governo. O governo está trabalhando, respeita essa decisão do Supremo, mas está trabalhando com afinco para o restabelecimento da prisão em segunda instância.

Mas a mesma pesquisa mostra que a maior parte da população acha que é justa a soltura do ex-presidente [Lula] após a decisão do STF. Não é contraditório essa relação que o senhor faz?
Veja, aí é a velha insistência do caso do ex-presidente. O ex-presidente foi condenado em várias instâncias, ficou provado que se corrompeu. O álibi da defesa é que foi tudo uma armação do juiz de primeira instância, mas a segunda instância condenou, a terceira condenou, em mais de um processo. Então, é uma questão de prova, ele foi condenado e por corrupção. É essa a situação do processo específico. O que levou as pessoas a fazer essa avaliação talvez seja o fato de entender que o período que ele cumpriu de pena já teria sido suficiente. Não ficou claro em que termos foi feita a indagação [da pesquisa].

Ainda sobre a questão de combate à corrupção, seu colega da Esplanada, ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, foi indiciado e denunciado por envolvimento no esquema de candidaturas de laranjas. Ele continua no cargo. Não é uma contradição à bandeira de combate à corrupção deste governo?
Isso mostra que as instituições funcionam e que não existe nenhuma perspectiva de interferência política no trabalho das instituições de controle. A polícia fez seu trabalho, o Ministério Público fez seu trabalho, cabe à Justiça decidir o destino do ministro.

Sobre o assassinato de Marielle Franco no Rio. Por que o senhor defende a federalização da investigação?
Não defendo mais. Defendi a federalização, houve a investigação [da Polícia Federal] há um bom tempo e o que foi constatado é que houve uma inserção de testemunha fraudulenta no processo. Isso permitiu que as investigações retomassem ao rumo correto.

Minha avaliação, e a avaliação da então procuradora-geral Raquel Dodge, era que seria melhor a federalização. Fiz declarações públicas nesse sentido e, no entanto, ouvi de familiares da vítima e de membros da oposição de que isso seria uma tentativa de obstruir as investigações. Nesse cenário, acho que é mais apropriado que fique então na Polícia Civil e no Ministério Público Estadual. Mas, com a ressalva, então, que não se venha depois cobrar o governo federal pela não resolução do caso.

Vamos falar das mensagens da Lava Jato.
A Folha não cansou dessa história?

É a oportunidade de o senhor falar na Folha sobre isso.
Tem aquela história do soldado que estava marchando e o outro soldado que está marchando no passo errado. Talvez seja a Folha.

As mensagens mostram que o senhor teria sugerido um nota oficial à força-tarefa, orientado troca de fases, criticado o desempenho de procurador, que depois foi trocado, indicado testemunha. Não houve um atropelo do senhor das funções de juiz da Lava Jato?
Vamos analisar os fatos específicos. A Lava Jato foi uma gigantesca investigação sobre casos de corrupção e lavagem de dinheiro. Envolveu pessoas muito poderosas, acusadas, condenadas, presas, cumprindo pena. Maiores empreiteiros do país, políticos poderosos, agentes da Petrobras que se envolveram em corrupção sistemática. A Polícia Federal fez trabalho de investigação, Ministério Público fazia seu trabalho e eu fazia o meu como juiz de primeira instância. Outros juízes fizeram também o seu trabalho.

A grande maioria das decisões foi mantida. Se fomos ver estatística, mais ou menos 20% dos acusados foram absolvidos. Indeferi número elevado de pedidos de prisão preventiva. Deferi provas e indeferi provas. Não existe em uma análise objetiva a possibilidade de qualquer alegação de falta de imparcialidade prosperar. O que existe nesse caso são supostas mensagens obtidas por meios criminosos, autenticidade que não foi comprovada e uma divulgação, e aqui com todo o respeito à Folha de S. Paulo, com absoluto sensacionalismo. A ponto de eu fazer uma palestra, doar o dinheiro que recebi para caridade e a Folha me acusar de conduta imprópria nessa ocasião. Há uma distorção do conteúdo dessas supostas mensagens.

No caso das palestras, o senhor não teria comunicado que fez. A história foi essa.
Qual é o problema? De não ter consignado em um cadastro, que foi criado depois que eu fiz a palestra? Vários juízes, o pessoal também não cadastrou. É uma obrigação burocrática. A palestra que fiz foi pública, não foi escondida. Foi paga a entrada e a remuneração doada a entidade de assistência com pessoas com deficiência. Mesmo assim, a Folha, com absoluto sensacionalismo, fala isso, porque não foi informado em um cadastro. O que é isso?

O senhor não cometeu nenhum erro na Lava Jato?
É fácil olhar retrospectivamente. Não foi um trabalho fácil, as pressões foram muito grandes. É fácil olhar para trás e apontar: por que não fez isso, por que não fez aquilo? Foi feito o que foi possível institucionalmente naqueles momentos e o resultado foi muito salutar. Nós mudamos um padrão que tínhamos de impunidade da grande corrupção. Nós temos muito a avançar, certamente. Precisamos muito recuperar a execução da condenação em segunda instância, mas avançamos bastante.

A Folha publicou duas reportagens recentemente sobre a divulgação de áudio entre Lula e Dilma em 2016. Uma que fala que o senhor não seguiu o padrão estabelecido na Lava Jato e outra mostra que diálogos de Lula naquele mesmo dia revelam que ele resistia ao convite para assumir a Casa Civil. Os dois episódios não contradizem a decisão do senhor da época?
De forma nenhuma. Externei na minha decisão que havia sido captada uma possível tentativa de obstrução de Justiça, que havia sido finalizada a interceptação, que estávamos dando publicidade àqueles fatos para inclusive coibir a tentativa de obstrução, para que o público soubesse. Não precisamos esconder segredos sombrios de homens públicos. A transparência é fundamental.

A partir do momento que discute isso por mensagens, não passa a sensação que estavam tentando esconder?
Isso partindo do pressuposto de que são lícitas e todas autênticas.

Mas o senhor nunca negou o conteúdo delas.
Acho que não cabe nem negar, nem afirmar, porque eu não tenho mais essas mensagens, que eu troquei no passado e trocava com muitas pessoas, mas nenhuma delas revela espécie de fraude processual, alguém incriminado indevidamente.

O senhor disse que havia acabado o tempo de ministros da Justiça que são advogados de integrantes do governo. O senhor saiu, no entanto, em defesa do presidente no caso de uma planilha que sugeria que a campanha dele tenha sido abastecida com dinheiro de caixa dois.
Defendo em absoluto o trabalho da Polícia Federal.

Nesse caso, o senhor defendeu o presidente.
Nesse caso, o que eu critiquei foi a manchete da Folha e não a investigação da polícia. A manchete distorcia a investigação da PF. A investigação da PF não falava em caixa dois da campanha do presidente.

Nem a manchete da Folha. A manchete jamais disse que a PF investigava. A Folha descobriu uma planilha e um depoimento da investigação que indicam isso.
Não lembro o teor da manchete, a minha crítica foi à distorção do conteúdo da investigação pela Folha de S.Paulo, com todo respeito naquela ocasião.

O senhor defendeu a campanha do presidente. O senhor coloca a mão no fogo pela campanha dele?
Acho que esse tipo de pergunta é totalmente inapropriado. Não participei da campanha.

Mas o senhor a defendeu e disse que foi a mais barata.
Mas foi a mais barata.

Mas caixa dois está nas campanhas baratas por não ter o gasto declarado.
Mas vocês estão partindo do pressuposto de que houve caixa dois na campanha, é isso que a Folha está afirmando?

Não. A reportagem mostrava que elementos da investigação apontavam a suspeita de caixa dois na campanha. Foi isso que a Folha falou. Se o delegado não quis investigar, é problema da polícia.
Então vamos fazer o seguinte, encontrem uma declaração de algum órgão policial dizendo que eu interferi em alguma investigação e aí vocês podem fazer pergunta pra mim ou vir me acusar de alguma coisa. A forma como vocês estão colocando é ofensiva esse tipo de pergunta. A conclusão da Folha sobre a investigação foi equivocada. Eu jamais interferi e jamais interferiria em qualquer investigação.

Flávio Gadelha, mais conhecido como “traidor”. Esse farsante não tem jeito. Por André Beltrão

Por André Beltrão
Já em articulação pelas eleições municipais de 2020, Flávio Gadelha, ex-prefeito de Abreu e Lima, segue reforçando sua característica de desapego as alianças políticas. Nas redes sociais, o ex-gestor e pré-candidato à prefeitura, tem postado fotografias nas redes ao lado do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar.

Gadelha, que esteve a frente do comando da Cidade por oito anos, iniciou sua jornada política rompendo com o tio Jerônimo Gadelha. À época, havia recebido o apoio do, agora Senador, Jarbas Vasconcelos (MDB). Aliado que trocou por Felipe Carreras (PSB) para atender ao pedido do ex-governador Eduardo Campos (PSB) quando deixou a prefeitura. Nas eleições de 2012, Gadelha conseguiu eleger um sucessor e emplacou o atual prefeito de Abreu e Lima, Marcos José. Mas já nas eleições seguintes, em 2016, ensaiou uma estratégia para interromper a reeleição de Marcos e não obteve sucesso. Também perdeu nas urnas para Katiana Gadelha, filha do seu tio Jerônimo.

Em 2019, Flávio Gadêlha segue mudando de rota e desembarca do Governo do Estado, onde exerceu cargo de assessor durante todo esse tempo, inclinando de vez para as ideias liberais e da direita do PSL. Declarando-se apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Nasce Noel Rosa

O compositor carioca morreu cedo, aos 26 anos, mas deixou um legado de cerca de 400 músicas

Noel compôs ‘Com que roupa?’, ‘Quando o Samba Acabou’, entre outras (Foto: Wikipedia)

Noel de Medeiros Rosa nasceu no dia 11 de dezembro de 1910, em Vila Isabel, bairro do Rio de Janeiro. Noel era filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa. Ele nasceu em um parto complicado, onde o médico precisou usar o fórceps. O instrumento danificou seu maxilar e, enquanto o lado direito do rosto parecia ser atrofiado, o esquerdo se desenvolvia normalmente. As tentativas de reparar a cicatriz na face de Noel foram fracassadas, e a marca acompanhou o compositor durante toda a sua vida.

Ainda adolescente, aprendeu a tocar bandolim e violão. Na década de 20 estudou no São Bento, tradicional colégio carioca. Ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas não terminou o curso. Em 1929, formou o conjunto Bando de Tangarás com João de Barro, Almirante, Alvinho e Henrique Brito. Noel era o mais novo dos músicos e o menos experiente, e naquele momento quase não tinha composições próprias. Juntos, os cinco decidiram que o grupo musical seria amador e que não cobrariam para tocar. O Bando de Tangarás sofreu influências da música nordestina, que na época estava em voga na cena cultural carioca.

Na década de 30, o compositor carioca trocaria as cantigas nordestinas pelo samba do morro da Mangueira. Foi nessa época que Noel compôs Quando o Samba Acabou Com que roupa?. E foi com a última canção que o sambista ficou conhecido, e a partir daí ajudaria a expandir o samba pela sociedade carioca. Até então, o ritmo tinha seu público restrito aos moradores de favelas. Com que roupa? foi gravada no primeiro disco do Bando de Tangarás e traz uma melodia simples e letra de humor, características pelas quais Noel Rosa ficou conhecido mais tarde.

Noel fez muitas parcerias em sua carreira, sendo a mais famosa delas com o pianista Oswaldo Gogliano, mais conhecido como Vadico. Entre seu primeiro encontro, no final de 1932, até 1936, os dois compuseram onze canções juntos, e estas são algumas das maiores obras primas de Noel. Noel também protagonizou umas das mais conhecidas brigas da música popular brasileira. Ele e Wilson Baptista, outro compositor da época, travaram uma batalha musical, que começa com o samba Lenço no Pescoço de Baptista. A música era uma ode à malandragem e Noel, que tinha um humor único, escreveu Rapaz Folgado como resposta. Wilson, então, escreveu uma canção criticando Noel Rosa e seu bairro, Vila Isabel. Durante tal duelo musical, Noel escreveu um dos seus mais conhecidos sambas, Palpite Infeliz que serviu como resposta a Frankstein da Vila, música de Wilson que faz menção à deformação no rosto de Noel. O sambista também ganhou fama de boêmio e sempre estava apaixonado por alguma mulher. O gosto pela noite carioca causou danos à sua saúde. Desde muito jovem, Noel bebia e fumava – hábitos que influenciaram a sua prematura morte por tuberculose, aos 26 anos.

Sua relação com as mulheres ficou bastante conhecida. Em 1934, ele conheceu Juracy Corrêa de Moraes, dançarina do Cabaré Apollo. Na época, ela tinha apenas 16 anos, mas parece ter sido o amor da vida de Noel, a quem o músico dedicou cerca de dez sambas. Apesar de sua paixão por Juracy – ou Ceci, como ela era chamada -, Noel Rosa se casou com Lindaura Martins, sergipana de 18 anos, no dia primeiro de dezembro de 1934. Mesmo casado, o compositor não desistiu das noites na Lapa. Nos anos que se seguiram, Noel lutou contra a tuberculose. Como tentativa de tratamento, o carioca viajou para Friburgo em busca de tranquilidade e ar puro. Porém, sua fascinação pela boemia atrapalhava seu tratamento. No dia 4 de maio de 1937, Noel Rosa morreu, deixando como legado cerca de 400 composições.

Fonte:
UOL Educação-Noel Rosa
History-Morre o poeta, cantor e compositor Noel Rosa

Túlio Gadelha vice de João

BLOG DO MAGNO MARTINS

Já com a tese amadurecida do PT fora da aliança, o PSB pode ganhar um parceiro inesperado na sucessão de Geraldo Júlio, no Recife: o PDT. Reunida em Brasília, a cúpula pedetista deu o start à discussão de uma coligação envolvendo quatro legendas – o próprio PDT, PSB, Rede e PV.

A aliança seria reproduzida não apenas no Recife, mas também no Rio, Minas e São Paulo. No caso do Recife, a cabeça de chapa caberia ao PSB, com João Campos e o vice indicado pelo PDT. O nome especulado seria o do deputado Túlio Gadelha, candidato a prefeito preferido por 9% dos eleitores recifenses, segundo pesquisa do Instituto IPE.

Gadelha é a chamada “noiva” mais cobiçada de todos os candidatos a prefeito do Recife, a começar por Marília Arraes, postulante do PT, mas se o PDT sentir que o cavalo está passando selado não abrirá mão da candidatura de Gadelha em faixa própria, pondo abaixo a prematura aliança com o PSB.

Ideia é bombar Ciro – No plano nacional, PSB, PDT, Rede e PV nas eleições de 2022 se uniriam em torno do candidato pedetista, o ex-ministro Ciro Gomes. Já para as eleições de prefeito em 2020 no Rio, dois nomes seriam testados nas pesquisas para bater o martelo: Martha Rocha, do PDT, e Alessandro Molon, do PSB. O bloco quer atuar em conjunto também na Câmara dos Deputados.

Filha do vice-governador de Alagoas é presa

A filha do vice-governador de Alagoas, Lívia Barbosa, e o genro dele, Pedro Silva, foram presos, durante a operação Florence Dama da Lâmpada, deflagrada na manhã de hoje, pela Polícia Federal (PF), Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF).

A informação foi divulgada pela repórter da TV Gazeta Heliana Gonçalves, na programação ao vivo da Globo News, com base em confirmação feita junto à Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Lívia Barbosa foi presa em cumprimento de mandado de prisão preventiva (sem prazo fixo de restrição de liberdade). Já Pedro Silva tinha em seu desfavor mandado de prisão temporária (cinco dias, podendo ser prorrogado por igual período).

Os dois, de acordo com a divulgação feita por Heliana Gonçalves, foram presos no bairro da Ponta Verde. Ainda não se sabe qual o tipo de ligação deles com o esquema apontado pela PF que teria desviado R$ 30 milhões nos últimos anos na prestação de serviços de Órtese, Prótese e Materiais Especiais (OPME) no estado de Alagoas.