Indústria de defesa chega ao Nordeste

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O ministro da Defesa  Raul Jungmann

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, participa, na próxima sexta-feira, da cerimônia de assinatura de Protocolo de Intenções entre o governo do Estado de Pernambuco e a presidência da indústria suíça RUAG AMMOTEC.

A instalação da multinacional Ruag no Brasil representa um passo importante para abertura de mercado, redução de preço de munições para forças policiais (graças à produção nacional) e geração de emprego e renda.

Além disso, sua chegada no estado de Pernambuco marca a expansão do setor de indústrias de defesa para a região Nordeste, que poderá ser potencializado ainda mais com a utilização do Complexo Industrial Portuário de Suape, consolidando a região como uma importante plataforma de exportações de produtos de defesa.

Deputado comemora recursos para Adutora do Agreste

O deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE) comemorou, hoje, o anúncio, pelo presidente Michel Temer, da liberação de R$ 68 milhões da emenda da bancada federal de Pernambuco para as obras da Adutora do Agreste.

“Fico feliz com esse desfecho, pois acompanho essa articulação do governador Paulo Câmara desde o final de 2016. E o presidente Temer teve a sensibilidade de liberar esses recursos”, afirmou Fernando Monteiro, que participou do anúncio, no Palácio do Planalto.

Ele destacou o empenho do governador Paulo Câmara para a liberação desse recurso, especialmente, junto ao ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho. O deputado lembrou que na semana passada Paulo Câmara se reuniu com o ministro para pleitear a liberação e tratou do assunto também com o presidente Michel Temer. O repasse financeiro é parte do recurso federal assegurado para a obra, neste ano, pela emenda de bancada dos parlamentares de Pernambuco.

Com apoio financeiro da União, as obras da Adutora do Agreste estão orçadas em R$ 1,3 bilhão. O projeto prevê três interligações à bacias que, juntas, ajudarão a fornecer água a 15 municípios. Além disso, a Adutora captará água no reservatório Ipojuca, já existente no município pernambucano de Arcoverde, para atender a mais oito cidades. Ao todo, a obra vai levar água a 23 municípios.

Participaram do evento os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Helder Barbalho (Integração Nacional), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Mendonça Filho (Educação), o senador Fernando Bezerra (PMDB/PE) e o deputado federal Fernando Monteiro (PP/PE).

Planalto confirma posse de Marun nesta quinta-feira

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto divulgou a previsão de agenda do presidente Michel Temer para quinta-feira e manteve a previsão da posse de Carlos Marun na Secretaria de Governo no lugar do tucano Antonio Imbassahy. A cerimônia está marcada para as 17 horas.

Mais cedo, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota informando que o presidente foi submetido a uma intervenção cirúrgica nesta quarta-feira em São Paulo “com quadro de dificuldade urinária e diagnóstico de estreitamento uretral” e que a alta poderia levar até dois dias. “Ele foi submetido a procedimento cirúrgico de pequeno porte, que ocorreu com sucesso. O tempo de recuperação é de até 48 horas”, diz a nota.

Apesar disso, após as declarações do líder do governo no Senado, Romero Jucá, de que já haveria um acordo para deixar a reforma da Previdência para fevereiro, a Secom divulgou outra nota afirmando que Temer retornará a Brasília nesta quinta-feira, que o presidente ainda espera que o relatório de Arthur Maia seja lido em plenário no mesmo dia e que ele vai conversar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, para discutir a data de votação da proposta.

A previsão da agenda desta quinta-feira retoma compromissos que foram desmarcados nesta quarta-feira por conta da viagem e da cirurgia do presidente. Às 16 horas, Temer deve receber o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto. Às 16h30, o presidente tem marcada audiência com o ministro da Saúde, Ricardo Barros e com a esposa do ministro, Cida Borghetti, que é vice-governadora do Paraná.

Irmão de Cabral recebeu R$ 240 mil sem trabalhar

 

Jornal do Brasil

Irmão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), Maurício Cabral (foto) afirmou que recebeu R$ 240 mil em 2011 sem a prestação de serviço. A afirmação foi feita em interrogatório à Justiça Federal nesta quarta-feira (13). De acordo com o publicitário, o repasse ocorreu por meio de Carlos Miranda, que assumiu ser o “gerente da propina” de Cabral, em acordo de delação premiada homologado no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Maurício disse que chegou a emitir nota fiscal, mas não foi procurado para executar o trabalho. E disse que a emissão de notas antes da prestação de serviço é comum no mercado publicitário. “Eu cobrava. E o trabalho? O trabalho não vinha e nunca mais apareceu”, afirmou Maurício que é amigo de infância de Miranda.

Ele é acusado de participar da lavagem de dinheiro do esquema do irmão, atualmente preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. De acordo com a denúncia, ele recebeu R$ 240 mil de origem ilegal da FW Engenharia, por meio de outra empresa de fachada.

Maurício Cabral também foi citado na delação premiada do marqueteiro Renato Pereira, que afirmou que o publicitário recebia cerca de R$ 30 mil mensais como parte do “movimento social” em apoio ao governo. O Ministério Público Federal (MPF) defende que a empreiteira pagou um total de R$ 1,7 milhão em propina ao ex-governador. O resto foi pago por meio de empresas em nome da ex-mulher de Cabral, Susana Neves, e do assessor do peemedebista, Carlos Emmanuel Miranda.

Cabral continua negando ter recebido propina, mas admitiu ter feito uso pessoal de sobras de caixa dois de campanha eleitoral.

10 melhores livros de negócios de 2017

 

Informações Forbes Brasil

Um bom livro de negócios tem o potencial de dar um insight que pode transformar um negócio ou, até mesmo, levar à criação de um.

As obras do ranking dos 10 melhores livros da área foram todos publicados neste ano e tratam de temas como serviço ao cliente, histórias de empresas de sucesso e estratégias úteis para empreendedores.

Alguns deles são de autores best-seller do “New York Times”, enquanto outros são de especialistas que publicaram os livros de forma independente. Apesar de as obras ainda não terem versão em português, podem ser compradas pelo site da Amazon.

A metodologia para a seleção da lista foi simples e passa por indicações, resenhas e análises de obras enviadas para a redação.

Veja, na galeria de fotos a seguir, os 10 melhores livros de negócios de 2017:

1) “The Nordstrom Way to Customer Experience” (“A Forma Nordstrom de Lidar de Clientes”, em tradução livre), de Robert Spector e Breanne O. Reeves
O primeiro livro da lista, originalmente publicado em 1990, teve edição atualizada recentemente. A revisão, um pouco diferente da primeira publicação, está de acordo com a modernização da Nordstrom, icônica loja varejista que continua relevante e mantém a ótima reputação de atendimento aos clientes há décadas.

Análise: Justiça definirá o ‘norte’ de eleição que tem Lula como bússola

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Charge do Sponholz

Paulo Celso Pereira
O Globo

Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região terão o dever de julgar o ex-presidente Lula de acordo com o que está nos autos. Mas seja qual for a decisão tomada, ela tende a provocar uma refundação da corrida eleitoral. Não é exagero dizer que o dia 24 de janeiro definirá o ano de 2018, e possivelmente os próximos anos da política brasileira.

O ex-presidente Lula não é apenas o líder de uma disputa presidencial. As candidaturas à sucessão do presidente Michel Temer vêm se delineando tendo o petista como uma bússola: os candidatos são apresentados, desde o primeiro momento, como adversários ou aliados de Lula.

ABSOLVIÇÃO – Se o ex-presidente for absolvido, o campo da esquerda tende a se unir em torno daquele que quase indubitavelmente estará no segundo turno. Em uma eleição de recursos escassos, é difícil acreditar que partidos como PCdoB, Psol e mesmo PDT gastem de fato suas energias — e finanças — na luta inglória para crescer sobre uma figura que monopoliza seu campo político.

No centro e na direita, por outro lado, a tendência é que se intensifique imediatamente uma corrida pelo voto útil anti-Lula. Ou seja, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Henrique Meirelles e quem mais aparecer pela frente terão como único caminho se apresentarem como o mais capacitado a derrotar o ex-presidente no segundo turno.

CONDENAÇÃO – Se Lula, no entanto, for condenado — e consequentemente se tornar inelegível — a disputa eleitoral deve partir para uma pulverização total, lembrando 1989. De acordo com o último Datafolha, divulgado há dez dias, Jair Bolsonaro lideraria a corrida, mas seguido de perto por Marina, e esta por Ciro e Alckmin.

De acordo com a mesma sondagem, 29% dos eleitores votariam no candidato apoiado por Lula. Só que a saída dele tende a fragmentar o campo da esquerda. Ciro Gomes (PDT), Manoela D’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos e provavelmente outro nome do PT — hoje são cotados Jaques Wagner e Fernando Haddad — lutariam pelo espólio.

Quando montou suas caravanas para propagar a ideia de que sua eventual condenação significaria uma fraude eleitoral, o objetivo de Lula era pressionar os juízes. A única coisa que já conseguiu, de fato, foi dar mais atenção à sua possível saída da disputa eleitoral do que à hipótese de tornar-se o primeiro ex-presidente brasileiro a ir para trás das grades.

Como previu Umberto Eco, a internet abriu espaço também à imbecilidade

O filósofo Mário Sérgio Cortella

Cortella diz que Umberto Eco acertou em cheio

Deu no DW Brasil

O filósofo Mario Sergio Cortella comenta, em entrevista à DW Brasil, a cultura do ódio que se disseminou pelo país. Para o escritor, na internet todos têm uma opinião, mas poucos têm fundamentos para ancorá-la. A instantaneidade e conectividade da web fomentam um ambiente hostil em que todos têm “alguma opinião sobre algo, mas poucos têm fundamentos refletidos e ponderados para iluminar as opiniões”, diz o filósofo e professor universitário Mario Sergio Cortella, em entrevista à DW Brasil.

Cortella é uma figura influente na sociedade brasileira como palestrante, debatedor e comentarista de rádio. Com mais de um milhão de livros vendidos entre seus 33 títulos lançados, Cortella traduz à linguagem coloquial e adapta à realidade atual do Brasil complexos temas filosóficos, existenciais e políticos como “se você não existisse, que falta faria?” ou “o caos político brasileiro”. Nesta entrevista, ele analisa como a cultura do ódio é alimentada por “analfabetos políticos”.

Etimologicamente, a palavra “cultura” (culturae, em latim) originou-se a partir de outro termo, colere, que indica o ato de “cultivar”. Podemos considerar que a “cultura do ódio”, que se vê eclodir na sociedade brasileira, é algo que já estava presente nas relações sociais, vem sendo cultivado e agora encontrou o tempo ideal para a “colheita”?
O ódio é uma possibilidade latente, mas não é obrigatório. Contudo, não havia tanta profusão de ferramentas e plataformas para que fosse manifestado e ampliado como nos tempos atuais no Brasil. A instantaneidade e a conectividade digital permitiram que um ambiente reciprocamente hostil – como o da fratura de posturas nas eleições gerais do final de 2014 – encontrasse um meio de expressão mais veloz e disponível, sem restrição quase de uso e permitindo que tudo o que estava aprisionado no campo do indivíduo revoltado pudesse emergir como expressão de discordância virulenta e de vingança repressiva.

Qual o papel das redes sociais nesse fenômeno? Você concorda com Umberto Eco, para quem as mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis?
As mídias sociais favoreceram, sim, o despontar de um palanque também para a imbecilidade e a idiotia. Antes delas, era preciso, para se manifestar, algum poder mais presente ou a disponibilidade de uma tribuna mais socialmente evidente. Agora, como efeito colateral da democratização da comunicação, temos o adensamento da comunicação superficial, na qual todos têm (e podem empresar) alguma opinião sobre algo, mas poucos têm fundamentos refletidos e ponderados para iluminar as opiniões. Como dizia Hegel: “Quem exagera o argumento, prejudica a causa”.

Por que pensar e se expressar de forma distinta daquilo “com o que eu concordo” passou a ser o estopim para reações de ódio exacerbado no Brasil?
Uma sociedade antes fragmentada concentrou-se em ser mais dividida. Isto é, dois lados em confronto, agora dispondo de arsenais mais contundentes de propagação e, por outro lado, vitimada por poderes comunicacionais dos quais desconhece a face e o interesse. O salvacionismo moral sugerido por alguns em meio a uma crise de valores republicanos e à degradação econômica encontrou fácil disseminação. Como se diz em português: “Para quem está com o martelo na mão, tudo é prego…”

Como explicar casos de “cidadãos de bem” sendo atores de ações de censura, de extrema intolerância e violência, verbal e física, contra outros cidadãos, igualmente “de bem”?
O “cidadão de bem”, entendido como aquele que não faz o que faz por maldade, é a encarnação do que Bertolt Brecht chamava de “analfabeto político”. Isto é, alguém que, portador de boas intenções, age em consonância desconhecida com as más intenções de quem almeja uma situação disruptiva e oportunista.

Quem se beneficia dessa explosão de ódio?
Todos os “liberticidas” e todos os “democracidas” são herdeiros dessa seara incendiadora que exclui o conflito (divergência de ideias ou posturas) e alimenta o confronto (busca de anulação do divergente).

Aonde essa cultura do ódio e intolerância no país pode nos conduzir? Tempos sombrios estão por vir?
Tempos sombrios podem vir, sempre. Contudo, podem ser evitados se houver uma aliança autêntica em meio às diferenças entre aqueles e aquelas que recusam a brutalidade simbólica e física como instrumento de convivência. Não há um caminho único para o futuro. Não há a impossibilidade de esse caminho parecer único. Não há inevitabilidade de que um caminho único venha.

Até nos tempos mais sombrios temos o direito de ver alguma luz”, disse a filósofa alemã Hannah Arendt. Qual seria a luz para começar a responder a essa cultura do ódio?
A luz mais forte é a da resistência organizada e persistente de quem deseja escapar das trevas e não quer fazê-lo sozinha, nem excluir pessoas e muito menos admitir que impere o malévolo princípio de “cada um por si e Deus por todos”. Seria praticando cotidianamente o “um por todos e todos por um”. Afinal, como dizia Mahatma Ghandi, “olho por olho, uma hora acabamos todos cegos”.