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MÚSICA

Minha Felicidade – Roberta Campos

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STF só julgará inquérito sobre Temer após conclusão da perícia

Plenário da corte avaliará pedido do presidente para suspender o inquérito em que ele é investigado por corrupção e obstrução da Justiça

Por Eduardo Gonçalves

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu nesta segunda-feira que o pedido de suspensão do inquérito aberto contra o presidente Michel Temer só será julgado após a conclusão da perícia no áudio que mostra a embaraçosa conversa entre Temer e o dono da JBS e delator premiado, Joesley Bastista.

No despacho, Cármen atendeu ao pedido do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, que no último sábado negou suspender de imediato a investigação e decidiu levar o caso para plenário, “assim que concluída e juntada aos autos a perícia”.

Diante da gravidade da situação, Fachin pediu celeridade a Cármen Lúcia para que o STF julgasse o pedido “na sessão mais imediata possível”. Por isso, havia a expectativa de que a ação poderia ser apreciada nesta quarta-feira, dia em que o colegiado máximo costuma se reunir.

O julgamento, no entanto, dificilmente ocorrerá nessa data. A Polícia Federal já está avaliando os áudios, mas não definiu prazo para a conclusão da perícia. Além disso, o aparelho que gravou o diálogo está nos Estados Unidos com os delatores e só deve ser entregue nesta terça-feira. Ainda conforme a decisão da ministra, a defesa e a PGR tem 24 dias para se manifestar após ter acesso ao resultado da análise do material.

“A gravidade e urgência da deliberação do tema pelo plenário conduzem-me a liberar a pauta. Quando o ministro relator avisar estar habilitado a levar a questão, o pedido será julgado em sessão que será comunicada previamente aos ministros deste Supremo Tribunal”, escreveu Cármen Lúcia. A presidente é responsável por pautar os julgamentos da corte.

O inquérito instaurado contra Temer apura se ele cometeu os crimes de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa, conforme foi relatado pelos executivos da JBS em delação premiada — o presidente nega todos os delitos.

Fonte: Veja

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LITERATURA

A estrela

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.

( Manuel Bandeira )

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Gravação é imprestável, diz perito contratado por Temer

 

Contratado pelos advogados do presidente Michel Temer, o perito Ricardo Molina afirmou nesta segunda-feira (22) que a gravação de uma conversa entre Temer e o dono da JBS Joesley Batista, de março deste ano, é “imprestável” como prova numa investigação e não seria aceita em uma “situação normal”.

Com base na gravação e em informações prestadas por Joesley e o irmão Wesley Batista, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer pelos crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

As delações dos empresários já foram homologadas por Fachin e, como provas, eles entregaram ao Ministério Público Federal documentos, gravações, fotos e vídeos.

Para Ricardo Molina, há “inúmeras descontinuidades, mascaramentos por ruído, longos trechos ininteligíveis ou de inteligibilidade duvidosa” na gravação relacionada ao presidente Temer.

“Ela [gravação] deveria ter sido considerada imprestável desde o primeiro momento. E assim o seria, se aparecesse no bojo de um caso sem as conotações políticas que aqui prevaleceram”, afirmou o perito em entrevista ao lado de advogados de Temer.
Em um determinado momento da entrevista, Molina fez, ainda, uma comparação. Disse que quando um consumidor vai ao supermercado e encontra uma peça de carne com um pedaço podre, descarta toda a peça e não retira apenas o pedaço contaminado.

Molina também questionou a transcrição da Procuradoria Geral da República (PGR) de um dos trechos mais comprometedores sobre Temer, no qual Joesley teria dito ao presidente “todo mês”, numa possível referência ao pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Para o perito, o empresário disse “tô no meio”. “Não falou a palavra mês, porque procurei a palavra mês de outras vezes em que o Joesley falou. Não tem ‘s’ nenhum [no final], é ‘tô no meio’, é isso que ele fala, não tem ‘todo mês'”, disse Molina.

O perito também questionou outro dos principais trechos, nos quais Temer disse “tem que manter isso, viu?”, numa suposta referência à ajuda de Joesley a Cunha.

Molina disse que, num intervalo de 17 segundos do diálogo, neste momento, a equipe dele identificou ao menos 5 pontos de “possível edição”, com cortes na gravação.

“Descontinuidades não ocorrem de modo previsível. Acontece de vez em quando sem nenhuma explicação”, afirmou o perito.

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Cabral teria recebido propina de R$ 30 mi da JBS

Da Radioagência Nacional

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral teria recebido propina, de quase R$ 30 milhões, do Grupo JBS em troca de uma fábrica na cidade de Piraí, no sul fluminense. Cabral foi citado na delação premiada de empresários da JBS.

O diretor de Relações Institucionais do grupo, Ricardo Saud, contou que conheceu Sérgio Cabral, em 2012, durante um almoço oferecido pelo então governador, no Palácio Guanabara, sede do governo do estado.

A empresa estava em busca de novos negócios no estado e se interessou por uma fábrica nova, parada, já montada na cidade de Piraí.

O empreendimento, que era da BR Food, tinha sido instalado com incentivos do governo estadual em uma área de mais de 400 mil metros quadrados, doada pelo estado.

De acordo com o delator, como a BR Food não colocou a fábrica em atividade, o empreendimento seria entregue ao Grupo JBS, por Sérgio Cabral, em troca de propina para financiar a campanha de Luiz Fernando Pezão, ao governo do Rio, e de candidatos a deputado, além da compra de apoio de partidos políticos.

Ricardo Saud contou como foi a negociação do valor da propina. O empresário afirma, no entanto, que Pezão não teria participado das negociações. A reportagem não conseguiu contato com defesa do ex-governador Sérgio Cabral.

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FHC vê queda de Temer e busca negociação com PT

FHC: OPORTUNISTA DE TODAS  AS HORAS

Em entrevista à Rede Bandeirantes, ontem à noite, o ex­presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que seria “oportunismo” o PSDB deixar logo o governo Michel Temer, lembrando que o seu partido deu forte apoio ao plano econômico. E, nos bastidores, o ex­presidente tucano avaliou, a dois interlocutores, que Michel Temer não conseguirá se manter no Palácio do Planalto até o final de seu mandato, segundo informou o jornal O Globo.

Neste cenário, FHC defendeu que tem de ser realizada uma sucessão controlada, em que haja um grande acordo entre todas as forças políticas para chegar a 2018. No sábado, o tucano ligou para o ex­ministro e ex­presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim para dar início a essa articulação e fazer a ponte com o PT.

Segundo o jornal, a tese do ex­presidente é que em 2018 todos poderão se enfrentar na eleição, mas que agora o momento é de união.

FHC, por outro lado, afirmou que o PSDB não pode “trair” Temer, ligou para o peemedebista no sábado e, de acordo com integrantes do Palácio do Planalto, o aconselhou a “resistir” e a “ficar firme”, em meio à crise que se avoluma. Segundo o jornal, o principal temor do tucano é uma saída aventureira ou casuística que aprofunde a crise no país. Por isso, a ideia é começar a negociar desde já para, caso se confirme o prognóstico e Temer caia, a sucessão seja realizada de maneira “controlada”.

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Confira a gravação original de Joesley com Temer

O Antagonista obteve uma cópia da gravação original entregue hoje pela JBS para ser periciada na Polícia Federal, juntamente com o microgravador de pendrive utilizado por Joesley Batista.

O áudio é idêntico ao usado pela PGR no pedido de inquérito contra Michel Temer e disponibilizado pelo STF na semana passada.

Sua duração é a mesma: 38 minutos e 48 segundos, o que inclui o diálogo de Temer com Joesley Batista e os sons ambientais registrados antes e depois da conversa.