FILME – Uma Janela Para o Céu

FILME – Uma Janela Para o Céu

Lionel Richie & Diana Ross – My Endless Love

Lionel Richie & Diana Ross – My Endless Love

MÚSICA – The End – Earl Grant

MÚSICA – The End – Earl Grant

A Sombra da Morte de Alexei Navalny: Como Pode Impactar a Eleição Russa. Por Flávio Chaves

Por Flávio Chaves – Jornalista, escritor, poeta e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc

Nos últimos anos, a Rússia tem sido palco de um cenário político conturbado, com opositoras vozes como a de Alexei Navalny desafiando o status quo. No entanto, a recente morte do líder da oposição levanta questões profundas sobre o futuro político do país, especialmente à medida que as eleições se aproximam. Neste artigo, exploraremos como a morte de Navalny pode afetar o cenário político e eleitoral da Rússia.

Alexei Navalny emergiu como uma figura proeminente na política russa, conhecido por seu ativismo anticorrupção e oposição ao governo de Vladimir Putin. Sua morte não só representa uma perda para os críticos do regime, mas também levanta preocupações sobre a segurança e os direitos humanos na Rússia.

A morte de Navalny pode inflamar ainda mais o descontentamento popular com o governo, levando a manifestações e protestos em larga escala. Isso poderia influenciar a opinião pública e afetar o resultado das eleições.

Por outro lado, o governo russo pode usar a morte de Navalny como uma oportunidade para reprimir ainda mais a dissidência e consolidar o poder de Putin. Isso pode resultar em uma eleição menos competitiva e mais favorável ao atual regime.

A partida de Navalny também pode ter repercussões significativas no cenário internacional, com países ocidentais condenando o governo russo e impondo sanções adicionais. Isso poderia isolar ainda mais a Rússia e afetar suas relações diplomáticas e econômicas.

O legado de Alexei Navalny como uma figura de oposição e defensor dos direitos humanos continuará a ressoar na Rússia e além. Sua morte pode servir como um catalisador para a mudança política e social, ou pode fortalecer ainda mais o status quo autoritário. O resultado das eleições russas e o futuro do país permanecem incertos neste momento de turbulência política.

Daí  essa perda de  Navalny  é perceptível que se lança uma sombra sobre as próximas eleições russas, trazendo à tona questões urgentes sobre democracia, direitos humanos e estabilidade política. Seu legado como uma voz de oposição continuará a ecoar, independentemente do resultado das eleições, e seu impacto será sentido não apenas na Rússia, mas em todo o mundo.

MÚSICA – Debbie Gibson – Lost In Your Eyes

MÚSICA – Debbie Gibson – Lost In Your Eyes

Ricardo Lewandowski deveria ficar a quilômetros de qualquer cargo público. Por J.R.Guzzo

Por J.R.Guzzo

Se o governo Lula tivesse alguma preocupação, por menor que fosse, em manter as aparências em matéria de decoro, integridade e respeito à população em geral, o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski teria de ser mantido em quarentena perpétua diante de qualquer cargo da administração pública. Mas o governo Lula não tem a mais remota preocupação com nenhuma dessas coisas; nunca teve, e não dá sinais de que venha a ter um dia.

O resultado é que Lewandovski, em vez de ser proibido de chegar a menos de 1.000 quilômetros de Brasília, por exigências mínimas do manual de decência, foi nomeado ministro da Justiça pelo presidente Lula. Seria o chamado “fundo do poço” – se houvesse algum fundo no poço deste governo.

Lewandowski, acredite quem quiser, é advogado da J&F – a empresa que controla a JBS dos irmãos Batista. A JBS é a maior produtora de carne do mundo. Os irmãos Batista são veteranos frequentadores da justiça penal brasileira. Como é possível que um cidadão que até outro dia estava no Supremo Tribunal Federal possa se tornar, imediatamente depois de se aposentar do seu cargo, advogado de um cliente como a J&F?

A empresa dos irmãos Batista tem uma causa de 15 bilhões de reais na Justiça; só os honorários dos advogados da parte vendedora estão fixados em 600 milhões de reais. Em 2017, apertada pela obrigação de pagar 11 bilhões de reais ao Tesouro Nacional para se livrar de processos criminais por corrupção ativa, a J&F foi obrigada a vender propriedades. Uma delas foi a indústria de celulose Eldorado, no Mato Grosso do Sul – vendida pelos irmãos Batista à empresa indonésia Paper Excellence. O problema é que eles venderam, mas não entregaram.

A J&F, tempos depois de fechar o negócio, viu a sua situação penal e econômica melhorar. (Hoje, inclusive, estão no céu: o ministro Antonio Toffoli, outro dia, simplesmente anulou a sua obrigação de pagar a multa que devia pela leniência recebida nos processos de corrupção. Deu, para justificar sua decisão, uma das razões mais assombrosas da história judicial do Brasil: a J&F, segundo Toffoli, “não tinha certeza” de que realmente queria assinar o acordo que assinou com o MP.) Houve, também, um aumento nos preços internacionais da celulose. Somadas umas coisas às outras, os irmãos desmancharam a venda, convencidos de que com os advogados, os juízes e os políticos certos, iriam deitar e rolar na justiça contra um adversário estrangeiro.

É onde estamos: sete anos depois de vendida, a Eldorado não foi entregue. A situação do comprador, hoje, está mais difícil do que nunca. Qual a imparcialidade que se pode esperar do STF num caso desses? O advogado dos irmãos Batista circula ali dentro como em sua casa, depois de 17 anos no cargo de ministro e ligação próxima com os colegas que estão lá hoje. Melhor ainda que advogado, ele é hoje o novo ministro da Justiça – e íntimo do presidente as República, sem o qual nunca teria sido nada na vida. Soma-se o ministro Toffoli a isso tudo, e a coisa fica fechada pelos sete lados. É essa a democracia brasileira que o STF e Lula salvam todos os dias.

 Clube Espanadores do Carpina: Memórias Carnavalescas e Cultural de uma Comunidade. Por Flávio Chaves

Por Flávio Chaves – Jornalista, escritor, poeta e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc

Fundado em 17 de fevereiro de 1917, o Clube Carnavalesco Misto Espanadores do Carpina emerge como um monumento vivo de tradição e cultura, enraizado nas profundezas da história de nossa comunidade. Completando 107 anos de existência, esta instituição desempenhou um papel fundamental na celebração do carnaval e na preservação das raízes locais.

O nascimento do Espanadores do Carpina foi uma manifestação de criatividade e união entre um grupo de moradores e trabalhadores da rede ferroviária da antiga vila de Floresta dos Leões. Inspirados pelo espírito festivo do carnaval, esses visionários deram vida a uma agremiação que logo se tornaria uma parte indissociável da identidade cultural da região.

O nome peculiar “Espanadores” é uma homenagem aos seus fundadores, muitos dos quais dedicavam suas vidas ao trabalho árduo de faxina, limpeza e manutenção das instalações ferroviárias. Esses homens, liderados por figuras proeminentes como José de Freitas, José Marques e Manuel Guimarães, pavimentaram o caminho para uma jornada repleta de cores, música e celebração.

Ao longo dos anos, o Clube Espanadores do Carpina consolidou sua reputação através de desfiles espetaculares, eventos grandiosos, bailes animados e as tradicionais “Manhãs de Sol”, que encantavam os corações e mentes de todos os que participavam. Sua sede, um marco histórico na Avenida Assis Chateaubriand, no Bairro de Santo Antonio, permanece como um testemunho tangível do legado duradouro desta instituição.

Enquanto muitos clubes tradicionais de Carpina sucumbiram ao tempo e à modernização, o Espanadores do Carpina continua a brilhar como uma luz guia, preservando as tradições e os valores que moldaram nossa comunidade ao longo dos anos.

Em seus 107 anos de história, o Clube Espanadores do Carpina transcendeu as fronteiras do tempo, tornando-se não apenas um símbolo do carnaval, mas também um pilar fundamental da identidade cultural local. Que sua chama continue acesa por muitos séculos, inspirando futuras gerações a celebrar a rica herança de nossa terra.

Crédito da Foto: Rodrigo Sávio

MÚSICA – Serge Gainsbourg & Jane Birkin – Je t’aime… moi non plus

MÚSICA – Serge Gainsbourg & Jane Birkin – Je t’aime… moi non plus

Conib repudia fala de Lula que compara ações de Israel ao nazismo: ‘Distorção perversa’

Entidade afirmou que o governo brasileiro adota postura extrema e desequilibrada em relação ao conflito no Oriente Médio

BRASÍLIA | Do R7, em Brasília

Lula fez a declaração neste domingo

Lula fez a declaração neste domingo
RICARDO STUCKERT/PR – 15.02.2024

A Conib (Confederação Israelita do Brasil) repudiou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que compararam ações de defesa de Israel no conflito contra o grupo terrorista Hamas ao nazismo. A entidade classificou neste domingo (18) a fala do chefe do Executivo brasileiro como “distorção perversa da realidade que ofende a memória das vítimas do Holocausto e de seus descendentes”.

“Os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus indefesos na Europa somente por serem judeus. Já Israel está se defendendo de um grupo terrorista que invadiu o país, matou mais de mil pessoas, promoveu estupros em massa, queimou pessoas vivas e defende em sua Carta de fundação a eliminação do Estado judeu”, diz a Conib.

A entidade criticou também a posição do governo brasileiro em relação ao conflito. “Uma postura extrema e desequilibrada em relação ao trágico conflito no Oriente Médio, abandonando a tradição de equilíbrio e busca de diálogo da política externa brasileira”, afirma o texto.

A declaração de Lula foi feita em entrevista coletiva neste domingo (18), depois da participação do presidente na 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Adeba, capital da Etiópia. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza, com o povo palestino, não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler decidiu matar os judeus”, disse. Procurados, o Palácio do Planalto e o Itamaraty ainda não se posicionaram sobre o assunto.

Leia a nota da Conib na íntegra

“A Conib repudia as declarações infundadas do presidente Lula comparando o Holocausto à ação de defesa do Estado de Israel contra o grupo terrorista Hamas. Os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus indefesos na Europa somente por serem judeus. Já Israel está se defendendo de um grupo terrorista que invadiu o país, matou mais de mil pessoas, promoveu estupros em massa, queimou pessoas vivas e defende em sua Carta de fundação a eliminação do Estado judeu. Essa distorção perversa da realidade ofende a memória das vítimas do Holocausto e de seus descendentes.

O governo brasileiro vem adotando uma postura extrema e desequilibrada em relação ao trágico conflito no Oriente Médio, abandonando a tradição de equilíbrio e busca de diálogo da política externa brasileira. A Conib pede mais uma vez moderação aos nossos dirigentes, para que a trágica violência naquela região.não seja importada ao nosso país.”

Críticas por doações a agência suspeita de ajudar o Hamas

Na viagem ao continente africano, Lula também anunciou que o Brasil enviará recursos para a Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA). O financiamento do governo brasileiro à organização ocorre no momento em que outros países decidiram cortar verbas destinadas às atividades da UNRWA depois que a agência foi acusada por Israel de colaborar com o grupo terrorista Hamas.

O anúncio de Lula gerou reação de entidades, políticos e especialistas. O deputado Kim Kataguiri (União-SP) pediu à Justiça a suspensão dos repasses do Brasil à agência. Em uma rede social, Kataguiri afirmou que a Constituição Federal impõe como princípios norteadores da administração pública, dentre outros, a legalidade e a moralidade. “O repasse de verbas públicas brasileiras para uma entidade acusada de envolvimento direto em atos terroristas, como é o caso da UNRWA, contraria frontalmente esses princípios,” alegou. O Partido Novo também apresentou uma notícia-crime na PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) classificou a conduta do governo federal como “lamentável”. “O que esse governo está fazendo é instituindo a ‘bolsa atentado’. Não cansam de envergonhar a nossa diplomacia no momento em que todos os países decentes do mundo estão indo pelo caminho inverso, cortando o financiamento para essa agência. O presidente Lula vai na contramão do mundo civilizado”, declarou.

O presidente da Federação Israelita do Brasil, Marcos Knobel, também criticou a posição de Lula. “O presidente vai aumentar o pagamento a uma agência da ONU acusada de apoiar u grupo terrorista, quanto os países ocidentais e democráticos param de pagar. O Brasil vai na contramão, com ditaduras. O comportamento da diplomacia brasileira é lamentável na questão desse conflito”, afirmou.

Lula chama ações de Israel em Gaza de genocídio e compara ao Holocausto

Lula na Etiópia
Em viagem à África, Lula tem se manifestado contra a matança de palestinos na Faixa de Gaza (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Por Caio Spechoto, do Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou as ações de Israel na Faixa de Gaza como genocídio e chacina. Lula comparou a situação ao extermínio de judeus pela Alemanha nazista de Adolf Hitler em entrevista a jornalistas neste domingo (18). Lula falou à imprensa em Adis Abeba, capital da Etiópia, antes de embarcar de volta para o Brasil.

O presidente brasileiro criticou o corte de financiamento da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados palestinos por países desenvolvidos depois de acusações israelenses de que a organização tinha integrantes do Hamas infiltrados. Em seguida, falou em genocídio.

“Quando eu vejo o mundo rico anunciar que está parando de dar contribuição para a questão humanitária aos palestinos, eu fico imaginando qual o tamanho da consciência política dessa gente e qual o tamanho do coração solidário dessa gente que não está vendo que na Faixa de Gaza não está acontecendo uma guerra, mas um genocídio”, declarou o presidente brasileiro.

“Se teve algum erro nessa situação, apure-se quem errou, mas não suspenda a ajuda humanitária”, disse o petista.

A situação humanitária em território palestino se deteriorou nos últimos meses por causa dos ataques que Israel tem feito a Gaza sob o argumento de que é necessário derrotar o Hamas. No fim do ano passado, o grupo extremista islâmico realizou atentados contra cidades israelenses. Lula já disse publicamente que considera a reação desproporcional.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus”, declarou Lula.

A comparação com a política de extermínio de judeus capitaneada por Hitler é forte porque Israel é um Estado que foi fundado por judeus com o apoio das potências que derrotaram a Alemanha nazista, a Itália fascista e o Japão imperialista na Segunda Guerra Mundial. O território, antes, era habitado por palestinos Daí as tensões que duram até hoje.

Antes de ir para a Etiópia, onde participou de atividades da União Africana e teve uma série de reuniões bilaterais, Lula passou pelo Egito. Lá, teve reunião com o presidente do país e foi à sede da Liga Árabe. Além disso, já em solo etíope, ele se encontrou com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Shtayyeh.

A situação humanitária em Gaza foi um dos principais assuntos discutidos pelo presidente brasileiro na viagem. Lula e seu grupo político são historicamente simpáticos à causa palestina.

O presidente brasileiro também voltou a criticar a impotência da comunidade internacional frente aos conflitos entre países.

“Nós não temos governança. A invasão do Iraque não passou pelo Conselho de Segurança da ONU. A invasão da Líbia não passou pelo Conselho de Segurança da ONU. A invasão da Ucrânia não passou pelo Conselho de Segurança da ONU. E a chacina de Gaza não passou pelo Conselho de Segurança da ONU”, declarou o presidente da República.

Lula embarcou de volta ao Brasil depois da entrevista concedida a jornalistas. Ele fará uma escala em Acra, capital de Gana, e depois decola para Brasília. Segundo a agenda do petista, ele deve pousar na capital brasileira às 22h55.