TCU abre processo para apurar supostos débitos no Projeto de Navegabilidade do Rio Capibaribe, no Recife

Em sessão realizada no último dia 13, o Tribunal de Contas da União (TCU), abriu um processo de tomadas de contas especial para apurar supostos débitos e eventuais prejuízos para gestores públicos pelo Projeto de Navegabilidade do Rio Capibaribe. O projeto do Governo Estadual, foi iniciado em 2012 e está orçado em R$ 94 milhões.

Segundo dados do processo do TCU, a obra está “abandonada” desde 2015 com menos de 2% de execução, apesar disso, os gastos na obra superaram R$ 70 milhões de reais. Na ocasião, a antiga Secretaria das Cidades do Governo de Pernambuco, hoje extinta, era responsável por gerir a obra. O Governo do Estado prometeu entregar o projeto antes da Copa do Mundo de 2014.

Em seu voto, o ministro do TCU, André Luís de Carvalho, disse existirem “robustas evidências de irregularidade e do potencial agravamento do subjacente prejuízo ao erário a partir de eventual demora no andamento do correspondente processo”. O ministro do TCU apontou que está comprovado o suposto “dano ao erário”.

Ministro do TCU, André Luís de Carvalho vê evidências de irregularidades no projeto de navegabilidade do Rio Capiberibe.

No julgamento no TCU, ocorrido no dia 13 de outubro, os ministros decidiram promover “a pronta conversão do presente processo de auditoria em tomada de contas especial, diante das evidências sobre as perigosas deficiências e sobre o subsequente dano ao erário”.

Os ministros querem fazer a responsabilidade pessoal dos agentes públicos do Governo do Estado pelos supostos prejuízos ao erário. Após os auditores do TCU apontarem os débitos para cada um dos membros do Governo do Estado, o TCU diz no acórdão que promoverá a “citação” dos mesmos.

Segundo o processo no TCU, o Governo do Estado chegou a fazer uma proposta de gastar R$ 20 milhões em recursos estaduais, para tentar evitar a abertura da tomada de contas especial pelo TCU. O ministro-relator do TCU não aceitou a proposta do Estado de Pernambuco.

O caso também está sendo investigado no Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público de Pernambuco. Após um primeiro julgamento no TCE, em abril de 2019, o Governo do Estado reconheceu em nota oficial que as obras estavam paradas, responsabilizando a “crise financeira”.

Com informações JC ON-LINE/NE10

Delegada Patrícia Domingos sobe de 10% para 16%

Não há dúvidas. A candidatura da delegada Patrícia Domingos (Podemos) é a única que pode ir para o segundo turno com chances de derrotar a oligarquia do PSB que pode chegar a 20 anos no Recife.

Enquanto Mendonça Filho (DEM) subiu apenas 1% (15 para 16) em relação ao levantamento anterior, a candidata do Podemos foi de 10% para 16% na pesquisa do Datafolha.

Quem também está no jogo é Marília Arraes (PT), que aparece em segundo lugar na pesquisa, com 18%.

No comitê de Mendonça Filho os números caíram como uma tempestade que não tem data para terminar. É visível que o candidato do DEM perdeu força e que isso são os números. Ele perderia para todos os candidatos no segundo turno

Advogados da Odebrecht apontam ilegalidades do TCE na Arena

DO BLOG DO MAGNO MARTINS

Os advogados da Arena Pernambuco Negócios e Investimentos, subsidiária da empreiteira Odebrecht, ajuizaram um mandado de segurança contra o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), apontando “ilegalidades e abusos” por parte de conselheiros do TCE, em suposto favorecimento financeiro à gestão do PSB no Governo do Estado. O mandado de segurança foi protocolado no Tribunal de Justiça do Estado (TJPE) no início de outubro.

O presidente do comitê gestor da Arena foi o atual prefeito Geraldo Júlio (PSB). O vice-presidente foi o atual governador Paulo Câmara (PSB). A empreiteira acusa o TCE-PE de “vícios processuais manifestos”, “ato ilegal e omissivo”, “flagrante abuso de direito”, além de outras ilegalidades.

Em questão, os pagamentos devidos pela concessão da Arena Pernambuco à Odebrecht. Segundo a inicial de mandado de segurança, em 2016, após o governador Paulo Câmara (PSB) romper o contrato da concessão da Arena, a empresa, o Governo do Estado e o TCE-PE ajustaram um termo de ajuste de conduta, pelo qual o Estado de Pernambuco pagaria em 15 anos valores devidos e reconhecidos pelo Governo do Estado e também pelo TCE-PE.

Segundo o acordo assinado por Arena (Odebrecht), Governo do Estado e TCE, em 2016, o Governo do Estado teria que pagar à Odebrecht um saldo de R$ 237 milhões pela construção da Arena.

Na inicial do mandado de segurança, assinada por três advogados de São Paulo, a Arena diz que, a partir de 2017, o TCE-PE começou a proferir decisões cautelares favoráveis ao Governo do Estado, reduzindo pagamentos devidos pelo Governo do Estado à Arena (Odebrecht).

“Já no ano de 2017, durante a tramitação de diversos procedimentos do TCE envolvendo a análise da economicidade da construção e da operação da Arena Multiuso, bem como do Contrato de Concessão e do Termo de Rescisão (Procedimentos Originários), o colegiado do TCE-PE expediu, em relação aos pagamentos devidos por força do Termo de  Rescisão, a Medida Cautelar GC-07 03/20177 (Antiga Medida Cautelar) para estabelecer, até o julgamento definitivo dos Procedimentos Originários, os pagamentos pelo Estado de Pernambuco”, disse a Arena, no mandado de segurança.

O relator da cautelar era o conselheiro Dirceu Rodolfo, nomeado conselheiro por Eduardo Campos (PSB) em 2011, sendo o atual presidente do TCE-PE. Eduardo Campos foi o idealizador da construção da Arena.

No mandado de segurança, a empresa Arena acusa o TCE-PE de supostamente atrasar o julgamento das medidas cautelares, favorecendo a gestão do PSB com pagamentos menores que o devido pela Arena.

“Após mais de 2 anos de tramitação da Antiga Medida Cautelar (e apesar dos vícios processuais manifestos), em 17/12/2019, a 2ª Câmara do TCE-PE realizou o julgamento conjunto dos Procedimentos Originários. Em referido julgamento, apesar de não imputar qualquer responsabilidade a qualquer dos agentes públicos e ainda reconhecer que não houve qualquer prejuízo ao erário público, o TCE-PE indicou um suposto (e inexistente) débito da Arena Pernambuco perante o Estado de Pernambuco (relativo à construção e operação da Arena Multiuso) e determinou a instauração de uma nova Auditoria Especial de Encontro de Contas (Auditoria Especial de Encontro de Contas)”, reclamam os advogados, no mandado de segurança.

Após o julgamento, em dezembro de 2019, que teve como relator o conselheiro Dirceu Rodolfo, a Arena, no mandado de segurança, aponta uma série de supostas “ilegalidades e abusos” do TCE-PE.

Segundo os advogados, o TCE-PE retardou por nove meses a publicação do acórdão do julgamento realizado em dezembro de 2019, favorecendo a gestão do PSB no Governo do Estado e impedindo a Arena de apresentar o recurso.

“Contudo, mais de 9 (nove) meses após o referido julgamento, o TCE-PE ainda não publicou o seu respectivo acórdão, impossibilitando a apresentação de recurso com efeito suspensivo, nos termos do que autoriza o parágrafo 2º do artigo 78 da Lei Estadual 12.600/04”, diz o mandado de segurança. Os advogados paulistas alertam que o TCE-PE está “à margem da lei”.

“No entanto, o TCE-PE, à margem da lei, que expressamente prevê o efeito suspensivo automático do futuro recurso a ser interposto a tempo e modo pela Arena Pernambuco (e no qual demonstrará ao Tribunal Pleno do TCE-PE todos os equívocos da decisão da 2ª Câmara do TCE-PE), vem dando cumprimento às determinações proferidas em referido julgamento (cujo acórdão sequer foi publicado o), pois já instaurou e está instruindo a Auditoria Especial de Encontro de Contas, em verdadeiro prejuízo ao erário”, reclamam os advogados da Arena.

A Arena, através dos seus advogados, aponta que o conselheiro Dirceu Rodolfo, em dezembro de 2019, proferiu outra decisão monocrática favorável à gestão do PSB, suspendendo, desta vez, todos os pagamentos mensais devidos à Arena pelo Governo do Estado.

“Não bastasse a ilegalidade de dar cumprimento a uma ordem contida em uma decisão que sequer foi publicada, o então Conselheiro Relator, às vésperas do recesso de final de ano (dezembro/2019), proferiu monocraticamente uma nova medida cautelar, apensada aos autos da Auditoria Especial de Encontro de Contas (Nova Medida Cautelar – Doc. 15) determinando a imediata suspensão de todos os pagamentos mensais estabelecidos no Termo de Rescisão”, diz o mandado de segurança.

Outra questão que está sendo debatida é a ilegalidade na redistribuição dos processos no TCE-PE. Os processos que tratam da Arena foram julgados em dezembro de 2019 pela Segunda Câmara do TCE-PE.

No entanto, ao redistribuir os processos, a distribuição foi direcionada a um dos membros da Primeira Câmara, que não é o órgão julgador do caso. Para os advogados que acompanham o caso, os processos devem ser distribuídos entre os membros da Segunda Câmara, que já tinha iniciado o julgamento da Arena.

Há suspeita de direcionamento na redistribuição do processo para a Primeira Câmara, segundo fontes, para favorecer a gestão do PSB. “Isso contraria frontalmente a prática de todos os tribunais do país, se a Segunda Câmara começou a julgar, a Segunda Câmara deve continuar com o julgamento”, diz um dos advogados, sob reserva.

Fontes que acompanham o mandado de segurança, sob reserva, informam que a empreiteira apresentará uma denúncia no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Além das questões do mandado de segurança, segundo estas fontes, a empreiteira deverá apresentar ao STJ vários outros documentos, como pagamento de honorários ao escritório de advocacia de um ex-ministro de Tribunal Superior para atuar em causa particular de um conhecido nome dos poderes de Pernambuco.

Hoje, na Segunda Câmara do TCE-PE, a questão foi debatida ao final da sessão, transmitida pelo canal do TCE-PE no Youtube. Os conselheiros Carlos Porto, Teresa Duere e o procurador do Ministério Público de Contas Ricardo Alexandre, em suas falas, corroboraram que há supostas irregularidades na tramitação das medidas cautelares.

Bolsonaro nomeia Kassio Nunes para vaga no STF

 

O presidente Jair Bolsonaro nomeou, hoje, Kassio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A nomeação foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União” um dia depois da aprovação pelo Senado da indicação de Marques para a vaga no Supremo aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

Para que Marques assuma a vaga, é preciso agora que o presidente do Supremo, Luiz Fux, marque a cerimônia de posse.

O novo ministro do STF tem 48 anos e poderá permanecer na Corte até 2047, quando completará 75 anos – idade pela qual os ministros se aposentam de forma compulsória, pela regra atual.

Natural de Teresina (PI), Kassio Marques foi advogado por 15 anos, fez parte da Comissão Nacional de Direito Eleitoral e Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Piauí e também foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do estado.

Desde 2011, Marques era um dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), cuja sede fica em Brasília. Ele foi escolhido para o tribunal pela então presidente Dilma Rousseff e ingressou na Corte na cota de vagas para profissionais oriundos da advocacia.

Ministro do STJ aparece de cueca em sessão da Corte

 

Estadão

A República Federativa das Cuecas ganhou um novo episódio hoje. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal com dinheiro escondido nas vestes íntimas, agora terá que dividir seu protagonismo com um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que apareceu numa reunião virtual de trabalho da Corte apenas de camisa social, gravata e toga.

Tudo corria bem em mais uma sessão do tribunal. Com suas togas, os ministros da 6ª Turma do STJ faziam considerações profundas do saber jurídico, em uma sessão transmitida via internet, para o pleno vigor de transparência ao público. Mas acabou transparecendo demais.

No meio da sessão, enquanto um de seus pares discorria sobre um julgamento, o ministro Néfi Cordeiro caminhou até a imagem de uma estante de livros, o que se tornou símbolo da ostentação acadêmica e cultural em tempos de pandemia. Na transmissão, os contornos da toga do ministro aparecem borrados não por uma edição, mas porque o aplicativo Zoom permite o uso de um plano de fundo virtual que, enquanto há movimento, faz a imagem ficar alterada.

Com um celular nas mãos, escrevendo mensagens, Cordeiro esqueceu-se de prestar atenção no que dizia o colega de turma. Esqueceu-se, também, que havia deixado ligada a câmera de seu computador. Na tela, durante a discussão, o ministro brilhou de cuecas, com a sua toga até a cintura, como mostram os segundos divulgados pelo site jurídico Jota.

Desnudada, a sessão seguiu adiante. Colegas de Néfi Cordeiro se mostraram ‘consternados’ com o episódio, não pelo que viram ou deixaram de ver, mas por ser justamente Cordeiro, ministro que nutre a imagem de ser ‘muito sério’ e decoroso com a diplomacia dos tribunais.

A reportagem tentou ouvir o ministro. A assessoria do STJ informou que o gabinete de Néfi Cordeiro ‘tem ciência de que esse vídeo está circulando por redes sociais’. No entanto, declarou que ‘não irá se manifestar a respeito’.

Para tranquilidade da Nação e de Cordeiro, o STJ tratou de cortar o vídeo, de forma que os 14 segundos agora apagados da sessão passem a ter direito ao seu esquecimento. Durante a pandemia, todos os ministros do tribunal adotaram o ‘home office’ para seus trabalhos, com as sessões realizadas pela plataforma Zoom. Cabe aos magistrados escolherem se participam de casa ou de algum escritório. E com qual roupa. Ou não.

Dória ataca Bolsonaro e diz que esperança está na Anvisa

 

Por Hylda Cavalcanti

Está instalada uma nova crise política no país, desta vez em torno de qual a vacina que vai ser comprada para imunizar a população contra o coronavírus quando os vários estudos e testes que estão sendo feitos ficarem prontos. Envolvido até o pescoço no apoio aos Estados Unidos ante a guerra fria que este país trava com a China, o presidente da República Jair Bolsonaro desautorizou a fala do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Pazuello tinha assinado documento para compra da vacina CoronaVac – que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Além da questão diplomática de apoio à política de Donald Trump, Bolsonaro também pretende avaliar outras opções como confronto ao governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que tem travado vários embates com ele nos últimos meses por conta da pandemia.

No último, Dória disse ser favorável à obrigatoriedade da vacina para a população, tese que o presidente é contra. “Não compraremos vacina da China e no meu governo não se mantém diálogo com João Dória sobre covid-19”, afirmou o presidente.

O caso fez Dória desembarcar hoje em Brasília. Ele foi primeiro ao Congresso Nacional, onde ele distribuiu embalagens da vacina para parlamentares e pediu a Bolsonaro que “respeite” o seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e deixe a eleição de 2022 “para outro momento” – Dória é provável adversário de Bolsonaro na disputa pela presidência da República.

“Para que ter ministros dessa forma? Se é pra ser assim, se toda vez que um ministro opinar sobre algo for desautorizado, melhor fechar os ministérios”, alfinetou o governador.

Ao mesmo tempo, Dória criticou a oposição ao Executivo Federal que, segundo ele, também tem feito críticas à vacina chinesa. Ressaltou que o momento precisa ser de entendimento.

“Vamos salvar as vidas dos brasileiros, o momento é de lutarmos contra esse vírus e pela vacinação. Salve vidas, presidente Bolsonaro. Seja grande, tenha compreensão de que a vacina salva”, afirmou, para acrescentar que não é razoável o presidente adotar o “negacionismo”.

Na Anvisa

Doria também se reuniu com diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde entregou resultados de testes realizados pelo Butantan e tratou de detalhes técnicos sobre o processo de certificação da vacina do Butantan.

Depois de mais de duas horas de conversa, o governador disse que a esperança do país está na Anvisa e que apoia todas as vacinas que vierem a ser registradas. “Quero deixar claro que o governo de São Paulo apoia todas, a começar pela do Butantan, que há 30 anos é o maior fornecedor de vacinas para o Ministério da Saúde. Mas também respeito e confio na Fiocruz. A visão do governo de São Paulo é uma visão de Brasil. Buscamos a imunização de toda a população brasileira”, afirmou.

Sobre Pazuello, ele disse ainda que em vez de enfraquecer com o episódio, o ministro da Saúde “só se fortaleceu”. “Ele (Pazuello) assinou um documento confirmando a compra da vacina para 24 governadores. Os governadores estão todos frustrados com isso, mas reconhecem que o ministro tomou uma posição republicana, técnica e correta, numa visão de proteção à vida dos brasileiros. E falo isso em nome dos governadores”, frisou.

Sem comentar diretamente as declarações do governador de São Paulo, o presidente Bolsonaro disse que trabalha na busca de uma vacina confiável e que afirmações que não sejam neste sentido consistem em “especulação” e “jogo político”. Já o ministro da Saúde, que foi diagnosticado com covid, recupera-se em casa, afastado do trabalho.

BLOG DO MAGNO MARTINS

Datafolha: João 31%; Marília 18%; Patrícia 16% e Mendonça 15%

 

Do G1/PE

A Pesquisa Datafolha divulgada hoje aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para a prefeitura do Recife nas Eleições 2020:

  • João Campos (PSB): 31%
  • Marília Arraes (PT): 18%
  • Delegada Patrícia (Podemos): 16%
  • Mendonça Filho (DEM): 15%
  • Coronel Feitosa (PSC): 2%
  • Carlos (PSL): 1%
  • Charbel (Novo): 1%
  • Thiago Santos (UP): 1%
  • Nenhum/branco/nulo: 12%
  • Não sabe/não respondeu: 4%

Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB) e Claudia Ribeiro (PSTU) foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto. Victor Assis (PCO) não foi citado.

Em relação ao levantamento anterior do Datafolha, divulgado em 8 de outubro:

João Campos (PSB): saiu de 26% para 31%

Marília Arraes (PT): saiu de 17% para 18%

Delegada Patrícia (Podemos): saiu de 10% para 16%

Mendonça Filho (DEM): saiu de 16% para 15%

Coronel Feitosa (PSC): saiu de 1% para 2%

Carlos (PSL): se manteve em 1%

Charbel (Novo): tinha menos de 1% e, agora, 1%

Thiago Santos (UP): tinha menos de 1% e, agora, 1%

Claudia Ribeiro (PSTU): se manteve com menos de 1%

Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB): saiu de 2% para menos de 1%

Victor Assis (PCO): tinha menos de 1% e, agora, não foi citado

Em branco/nulo/nenhum: saiu de 21% para 12%

Não sabe: saiu de 5% para 4%

Destaques por segmento

De acordo com o Datafolha, João Campos registrou avanço mais intenso entre as eleitoras do Recife (passou de 25% para 33%), na faixa de 45 a 59 anos (de 20% para 30%), na parcela com a escolaridade fundamental (de 32% para 47%), entre os mais pobres, com renda familiar de até dois salários-mínimos (de 28% para 38%) e entre evangélicos (de 23% para 33%). Entre os mais ricos, houve queda na preferência pelo candidato do PSB: entre quem tem renda de cinco a dez salários, suas intenções de voto passaram de 16% para 11%.

Apesar da estabilidade em relação à pesquisa anterior, com oscilação positiva dentro da margem de erro, Marília Arraes ganhou força em segmentos em que já aparecia com destaque no início do mês, como o eleitorado mais escolarizado, em que passou de 23% para 27%. Na faixa de renda familiar que ganha de cinco a dez salários, a petista passou de 25% para 32%.

A candidatura de Mendonça Filho ganhou quatro pontos entre os mais velhos (de 20% para 24%), segmento no qual só fica numericamente atrás de Campos, que tem 32%.

Delegada Patrícia avançou em quase todos os segmentos do eleitorado, à exceção dos mais velhos, no qual passou de 13% para 10%. Mais velhos, mais ricos e menos escolarizados (no qual também tem 10%) são, por ora, os pontos mais fracos da candidata do Podemos, que tem intenções de voto bem distribuídas entre os demais grupos sociodemográficos.

Dentro do universo de 21% dos eleitores que têm o PT como partido de preferência no Recife, a escolha por Marília Arraes passou de 36% para 42%, e os demais se dividem, principalmente, entre Campos (33%), Delegada Patrícia (10%) e Mendonça (7%).

Grau de conhecimento do entrevistado sobre o candidato:

Mendonça Filho (DEM): 94% conhecem (muito bem, 34%; um pouco, 29%; de ouvir falar, 31%); 6% não conhecem

João Campos (PSB): 92% conhecem (muito bem, 28%; um pouco, 31%; de ouvir falar, 33%); 8% não conhecem

Marília Arraes (PT): 84% conhecem (muito bem, 21%; um pouco, 27%; de ouvir falar, 36%); 16% não conhecem

Delegada Patrícia (Podemos): 68% conhecem (muito bem, 9%; um pouco, 18%; de ouvir falar, 40%); 32% não conhecem

Coronel Feitosa (PSC): 40% conhecem (muito bem, 5%; um pouco, 9%; de ouvir falar, 26%); 60% não conhecem

Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB): 30% conhecem (muito bem, 4%; um pouco, 9%; de ouvir falar, 17%); 70% não conhecem

Carlos (PSL): 13% conhecem (muito bem, 0%; um pouco, 4%; de ouvir falar, 9%); 87% não conhecem

Cláudia Ribeiro (PSTU): 12% conhecem (muito bem, 1%; um pouco, 1%; de ouvir falar, 10%); 88% não conhecem

Thiago Santos (UP): 11% conhecem (muito bem, 0%; um pouco, 2%; de ouvir falar, 9%); 89% não conhecem

Charbel (Novo): 10% conhecem (muito bem, 1%; um pouco, 3%; de ouvir falar, 7%); 90% não conhecem

Victor Assis (PCO): 8% conhecem (muito bem, 0%; um pouco, 1%; de ouvir falar, 7%); 92% não conhecem

Rejeição

A pesquisa também perguntou em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. Os percentuais foram os seguintes:

  • João Campos: 34%
  • Mendonça Filho (DEM): 28%
  • Coronel Feitosa (PSC): 27%
  • Marília Arraes (PT): 22%
  • Charbel (Novo): 21%
  • Victor Assis (PCO): 21%
  • Carlos (PSL): 20%
  • Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB): 17%
  • Thiago Santos (UP): 17%
  • Claudia Ribeiro (PSTU): 16%
  • Delegada Patrícia (Podemos): 15%
  • Não votaria em nenhum: 4%
  • Poderia votar em todos: 2%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Em relação ao levantamento anterior do Datafolha, divulgado em 8 de outubro, a rejeição aos candidatos evoluiu da seguinte forma:

  • João Campos: saiu de 30% para 34%
  • Mendonça Filho: saiu de 32% para 28%
  • Coronel Feitosa: saiu de 21% para 27%
  • Marília Arraes: saiu de 15% para 22%
  • Charbel: saiu de 18% para 21%
  • Victor Assis: saiu de 17% para 21%
  • Carlos: saiu de 17% para 20%
  • Marco Aurélio Meu Amigo: saiu de 15% para 17%
  • Thiago Santos: se manteve em 17%
  • Cláudia Ribeiro: saiu de 12% para 16%
  • Delegada Patrícia: saiu de 13% para 15%

Rejeita todos/não votaria em nenhum: saiu de 9% para 4%

Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: se manteve em 2%

Não sabe: saiu de 6% para 5%

Simulações de segundo turno

O Datafolha também questionou se, caso o segundo turno da eleição para prefeito fosse hoje, em qual candidato os eleitores votariam, apresentando três cenários. Os números são os seguintes:

  • João Campos 40% x 37% Marília Arraes
  • João Campos 43% x 43% Delegada Patrícia
  • João Campos 48% x 36% Mendonça Filho

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 868 eleitores da cidade do Recife

Quando a pesquisa foi feita: nos dias 20 e 21 de outubro

Número de identificação no TRE-PE: PE-05988/2020

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

O Cordão Amarelo, o Véio Faceta e o Véio Mangaba. Por José Adalbertovsky Ribeiro

comentarista Por José Adalbertovsky Ribeiro – Jornalista e escritor

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O globalismo, versão mutante do socialismo e do comunismo, preconiza um governo mundial e implanta a ditadura do pensamento único. Proprietário da OMS, o criptocomunista etíope Tedros Adhnom Ghebreyesus, a mando da China, navega a bordo do vírus comunista e manda brasa nas governanças do planeta.

Eu também sou Tedros, dizem os herdeiros desta Capitania hereditária da Nova Lusitânia, no Palácio dos Campos, dos Príncipes e das realezas. Feito um sósia do comediante Costinha, o prefeito desta cidade lendária afirma: Meu nome é Tedros, Geraudo Tedros Julho, etíope-recifense da gema do vírus.

Tedros Câmara Lenta e Geraudo Tedros são os mandachuvas do cordão amarelo. Alguém pergunta: além do cordão azul e do cordão encarnado, que onda é essa de cordão amarelo?!O cordão amarelo é parede-meia do cordão encarnado. Os dois são a corda e a caçamba.

Geraudo é o Véio Faceta e Paulo é o Véio Mangaba do cordão amarelo, eles, os seus pastores e suas pastoras endiabradas pelo Covid. O cordão encarnado e o cordão amarelo são parceiros, ou são pareceiros, no dito popular.

Outrora vingava o principio dialético de que devemos questionar as verdades absolutas. Hoje é proibido duvidar das meias verdades e meias mentiras do Covidão. Populações feitas de cobaias, os rebanhos do planeta seguem os ditames do pensamento único.

Agora Tedros, o novo Oráculo de Delfos, se ele falou tá falado, é proibido questionar – Roma locuta, causa finita, era dito em latim. O Covidão está ditando a ditadura do pensamento único. A OMS governa Urbi et Orbi, de Roma para o mundo, aliás, da ONU para o mundo, em New York, em Catolé do Rocha, Brasília, Europa, Paris, na feira de Caruaru e na eleição dos Estados Unidos. Donald Trump treme de medo diante de Tedros.

Nunca se roubou tanto neste planeta Brazil, ou tanto ou quanto nos tempos da dinastia vermelha. Em tempos de irracionalidade, a ditadura do Covidão impõe suas verdades, meias verdades e meias mentiras. Haverá imunidade de rebanho, imunidade coletiva? Os bovinos humanos são mantidos sob controle remoto.

Com emprego e salário garantidos, os funcionários públicos são tementes a Deus, ao vírus e ao trabalho.  Somente não são tementes a fazer greves e arruaças. Os pelegos sindicais, no geral, adoram o vírus e adoram provocar o pânico para não voltar ao trabalho.

A nova onda, a velha onda, é espalhar o pânico contra a vacina. Esta é uma novidade velha, vem do inicio do século passado, a “Revolta da vacina” contra a campanha do cientista Oswaldo Cruz para erradicar a varíola, a febre amarela e a peste bubônica. Faz parte da irracionalidade humana e das pandemias de demagogia política.

FAUNA INTESTINAL – Errado falar ou escrever “flora intestinal”. Não existem vegetais, flores, lírios ou girassóis em nossos intestinos. Bactérias, do reino monera, estão mais próximas do reino animal que do reino vegetal.  Transportamos um zoológico de bactérias, as simbióticas. Mais apropriada é a expressão Fauna Intestinal. Ok, médicos! Ok, botânicos! Ok, zoólogos! – Está escrito em meu livro a ser lançado, breve, sobre o mundo microscópico.

 

Nitazoxanida reduz carga viral de pacientes com Covid-19, diz pesquisa

Resultado de estudo clínico foi anunciado em cerimônia no Planalto

Cerimônia no Planalto para anúncio de resultado clínico
Cerimônia no Planalto para anúncio de resultado clínico – Foto: Isac Nóbrega / PR
Por Agência Brasil
O estudo clínico do Laboratório Nacional de Biociências sobre o uso do medicamento nitazoxanida em pacientes na fase precoce da Covid-19 demonstrou eficácia no tratamento da doença, reduzindo a carga viral das pessoas infectadas. O anúncio ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, na tarde desta segunda-feira (19), com a participação do presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa foi iniciada pelo Laboratório Nacional de Biociências, em Campinas (SP), instituto vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O titular da pasta, ministro Marcos Pontes, celebrou o resultado positivo.

“O que eu posso dizer é que nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio nas pessoas que tomam o medicamento nos primeiros dias, reduz a capacidade de contágio e diminui a probabilidade dessa pessoa aumentarem os sintomas, ir para o hospital e falecer”, disse.

O pontapé da pesquisa foi dado com a análise de 2 mil drogas, testadas com inteligência artificial, para verificar se poderiam inibir os efeitos do vírus Sars-Cov-2, causador da covid-19 no organismo humano. Os estudos no Laboratório Nacional de Biociências chegaram a cinco drogas, que foram para uma segunda fase, que era o teste in vitro feito com células humanas infectadas. Neste teste, o fármaco nitazoxanida, que é um vermífugo muito conhecido no país, apresentou 94% de capacidade de inibir o novo coronavírus.

Testes em humanos
Foi só após estas etapas que os testes em humanos foram iniciados, com mais de 1,5 mil pacientes voluntários, que tinham até três dias de sintomas e foram acompanhados em sete diferentes unidades hospitalares do país.

Nesta fase, de acordo com a coordenadora do estudo clínico, Patrícia Rocco, foram feitos testes duplo cego, quando nem o paciente e nem o médico sabem qual a medicação está sendo tomada, e randomizados, quando os pacientes são distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um que recebe o medicamento e outro que recebe um placebo. A dose oferecida era de 500 miligramas da nitazoxanida, três vezes ao dia, ou o placebo durante cinco dias.

“Esses pacientes eram acompanhados de forma remota até sete dias após a terapia. Constatamos que a nitazoxanida, em comparação com o placebo, acarretou, ao final da terapia, redução significativa da carga viral e um maior número de pacientes com resultado negativo para o Sars-Cov-2″, disse a médica, que é professora titular e chefe do Laboratório de Investigação Pulmonar do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Patrícia, esse resultado é de extrema importância, pois a nitozoxanida é um remédio de baixo custo e ampla distribuição, podendo ser usada de forma oral, e que não precisa de internação hospitalar. “Na dose utilizada, não apresentou reações adversas graves. A redução da carga viral implica em menor gravidade, em menor transmissibilidade do vírus”, disse Patrícia. A pesquisadora ressaltou que o estudo foi enviado para publicação em uma revista científica internacional e deverá ser revisado por outros cientistas.

Não é profilático
O ministro Marcos Pontes disse, durante seu discurso, que o medicamento não pode ser usado por quem não apresenta sintomas da doença, mas apenas para pessoas na fase inicial da infecção. “Não é profilático, não é para prevenção. É só depois da detecção do vírus”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro também comemorou o resultado da pesquisa e destacou a eficácia da nitazoxanida no tratamento da covid-19.

“Através das observações, através de pessoas que concretamente usaram esse medicamento e foi constatado, na ponta da linha, que a carga viral diminuía. E dessas pessoas que usaram esse medicamento, nenhuma delas sequer foi hospitalizada”, afirmou.

Vacina obrigatória
Ainda durante a cerimônia, o presidente voltou a dizer que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória no Brasil. Bolsonaro afirmou que cabe ao Ministério da Saúde definir as normas do Programa Nacional de Imunização.

“Tem uma lei de 1975 que diz que cabe ao Ministério da Saúde o Programa Nacional de Imunização, ali incluídas possíveis vacinas obrigatórias. A vacina contra a Covid, como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão, ela não será obrigatória”, disse. O presidente também afirmou que qualquer vacina contra o vírus terá que ter sua eficácia científica comprovada e ser autorizada previamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O AMOR É UMA DANÇA, UM TANGO INSENSATO,PERENE. Por Flávio Chaves

Por Flávio Chaves – Jornalista, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc

Aqui, estou chegando, Recife, trazendo nas mãos um estandarte de um novo tempo e novo jeito de ver e olhar a paisagem. Ouvir a música que toca em ti e mim; as que tocam encharcadas de desobediência e fogem da pauta dos bem comportados, que não conhecem a loucura. Entrar na dança, entendendo cada passo que será dado sobre cada pedra de mosaico do salão da vida e da caminhada. Todo abraço, traz dentro de si, um coração amotinado, um perfume, um afago em brasas acesas e um sonho que pulsa alongado e interminável.
Sinto cheiro de perfume pelo ar. Traga-me garçom, uma dose por favor para quem já aprendeu a sorrir e chorar por amor. Gentileza, um drinque limpo sem nada. A saudade que venho dirá a temperatura do volume de ternura líquida a ser ingerida, nessa cena em que  assusta com o volume do meu olhar, de buscas e cansaços, tão quanto essa mala estufada de quem parte e não volta nunca mais, mesmo retornando.
E aqui cabe citar, amigo garçom, o nosso poeta Manuel Bandeira, em seu poema Lua Nova: ” Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir: Hei de aprender com ele a partir de uma vez – Sem medo, Sem remorsos, Sem saudade. Não pensem que estou aguardando a lua cheia – Esse sol da demência vaga e noctâmbula. O que eu mais quero, O de que preciso, é de uma lua nova…”.
Saio de Manuel Bandeira, o poeta, e levo meu estandarte para o passo de minha vida e sonho, em dança. Talvez euforia. Talvez algazarra. Recife é um corpo água, afeto e ouriço. Aqui nessa cidade, em que, alguns algozes se transformam em lobos uivando inveja e perseguição, querem destruir, aqueles que trilham desenhando a vida em frenesi e comunhão, ou mesmo, destruir também os boêmios que ousam beijar uma mulher que viveu com algum deles, um dia. Daí  procuram stalkear ou fazer impedimento de caminhos, revelam o seu mal caráter. A falsa moral e a cara feia, imaginando que faz medo. Esquece que quem assim se comporta, não passa de um cachorro que ladra com medo. Eles não se suportam ter o tempo regresso revelado; coisas que achavam secretas e sentiam donos de tudo. Caem em seu mundo vazio e viram fera sufocada. Vários lobos dentro de si, sem força alguma para uivar e assustar a lua e se assustam com a própria escuridão.
Garçom, amigo garçom, saiba que Recife é a Veneza do feitiço. Galés que navegam solene, dentro dos peitos que choram e cantam. O cais revela ao mundo o sonho estranho dos que sonham amar afoito. Descobre os que andam incendiados no encanto do desejo e se entrelaçam,  se atirando  na navegação de romances ensandecidos.
Põe outra dose, no mesmo copo, estou no tempo de chegada sem se saber aonde se vai. Tudo é antigo. E já assinei a carta em branco dessa madrugada e o contrato da banda que toca a vida.