Maia já tem sete adversários na disputa pela presidência da Câmara em 2019

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara dos Deputados, pretende disputar a presidência da Casa por mais dois anos. A eleição, que é realizada em fevereiro, já tem pelo menos outros sete deputados na disputa com Maia, informa o jornal O Globo.

O favoritismo de Maia – que comanda a Câmara desde a cassação de Eduardo Cunha (MDB-RJ) – está ameaçado pelo peso que o partido dele, o DEM, já tem na formação do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) e pela distância que ele vem mantendo de Maia.

Até agora, João Campos (PRB-GO), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP), Giacobo (PR-PR), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL) e Delegado Waldir (PSL-GO) têm se movimentado para tentar a presidência da Casa daqui três meses.

Para dar início oficial à sua campanha pela presidência da Casa, Rodrigo Maia vai oferecer um jantar para aproximadamente 40 deputados novatos na terça-feira (20).

Espaço no governo

O DEM de Maia já garantiu espaço na Esplanada dos Ministérios com Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Tereza Cristina (DEM-MS), que já foram anunciados como futuros ministros da Casa Civil e da Agricultura, respectivamente. Outro nome do DEM, o deputado Luiz Henrique Mandetta (MS), também é cotado para assumir o Ministério da Saúde.

João Campos, que tem uma boa relação com Bolsonaro, tem a simpatia do presidente eleito e aponta que o peso do DEM no governo não ajuda Maia.

Bolsonaro afirmou que não quer interferir nas eleições da Mesa Diretora da Câmara, mas completou dizendo que há “outros candidatos muito bons” para comandar a Casa.

A desconfiança de aliados de Bolsonaro com Maia reside, principalmente, no bom trânsito que Maia tem com partidos de esquerda.

À reportagem de O Globo, o ex-lider do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB), afirmou que para o governo, é interessante ter uma pessoa que possa conversar com todos. “O Rodrigo não é o preferido pelo PSL nem pela oposição, mas é o único que é aceito por ambos. Essa capacidade de diálogo faz diferença no parlamento”, diz.

Próximos a Bolsonaro

Além de João Campos, que uma das lideranças da bancada evangélica, Alceu Moreira e Capitão Augusto também têm a simpatia de Bolsonaro. Moreira é uma das lideranças da bancada ruralista e Capitão Augusto deve assumir a liderança da Frente Parlamentar da Segurança Pública, a chamada “bancada da bala”, a partir do ano que vem.

Aliados de Maia, entretanto, avaliam que os deputados não conseguirão reunir apoios fora de seus próprios nichos.

Bolsonaro afirmou que seu partido não deveria ter um nome na disputa pelo comando da Câmara. Apesar disso, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO), afirmou que vai manter seu nome na corrida.

“Quero ter aqueles 10 minutos que o Bolsonaro teve em 2017”, disse o deputado, em referência a 2017, quando Bolsonaro concorreu à presidência da Câmara e teve apenas quatro votos. Naquele ano, Maia foi reeleito presidente da Casa em primeiro turno, com 293 de 504 votos.

Estratégia de Lula é alegar que era dona Marisa que cuidava da reforma do sítio

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Depoimento de Bumlai também culpa a mulher de Lula

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou na quarta-feira, dia 14, que não pagou “nem um real” pela reforma do sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Em depoimento à juíza federal Gabriela Hardt, sucessora de Sérgio Moro nas ações penais da Lava Jato em Curitiba, Bumlai reafirmou a tese apresentada por outros delatores que o sítio seria uma “surpresa” de Marisa Letícia para o ex-presidente.

Bumlai é réu por lavagem de dinheiro na Lava Jato e acusado de repassar R$ 150 mil em propina do Grupo Schain, por meio da reforma do sítio que posteriormente foi assumida pelas empreiteiras Odebrecht e OAS.

COM BITTAR – O pecuarista afirmou que ouviu sobre o sítio de Atibaia pela primeira vez durante um encontro com a família Lula e Jacob Bittar no Palácio da Alvorada, em agosto de 2010. À época, Bittar, amigo de Lula e fundador do PT, afirmou que “procurava na internet um sítio para comprar onde ele e a família do presidente pudessem desfrutar após saída (de Lula) da Presidência”.

“Ela (Marisa) me procurou e me perguntou se eu tinha pedreiros para arrumar um muro que estava por cair e algumas ampliações que ela queria fazer”, afirmou Bumlai.

Segundo ele, a ex-primeira-dama, morta em fevereiro de 2017, queria expandir o sítio para abrigar o acervo presidencial de Lula e afirmou que obra seria “surpresa” para o presidente.

ENCONTRO – O pecuarista disse que agendou um encontro no sítio entre ele, Marisa Letícia, Fernando Bittar – filho de Jacob Bittar e proprietário formal do sítio -, o engenheiro Reinaldo Bertin, sócio de Bumlai, e o engenheiro Emerson Cardoso Leite, que iria trabalhar na reforma.

“Naquele momento não se discutiu pagamento nem custo, pois não sabia o que iria fazer. Se foi discutido depois, eu não participei”, afirmou. “Não paguei nem um real”.

Bumlai afirmou à juíza Gabriela Hardt que não se envolveu mais na reforma do imóvel e que soube apenas que a obra mudaria de mãos após ligação de Rogério Aurélio, ex-assessor de Lula. “O Aurélio me ligou dizendo: ‘O pessoal que você indicou, nós vamos estar dispensando. Vamos botar uma firma maior para fazer (a reforma), pois temos pressa’”, relatou o pecuarista.

DISSE ALEXANDRINO – Na semana passada, o empresário da Odebrecht e delator Alexandrino Alencar afirmou que foi abordado por Marisa Letícia, que havia reclamado da demora na entrega do sítio por parte de Bumlai, prevista para até o fim do mandato de Lula, em dezembro de 2010.

O encontro entre os dois teria ocorrido na antessala da Presidência, no Palácio do Planalto, no início daquele mês e, poucos dias depois, a Odebrecht assumiria a reforma e entregaria o sítio em janeiro de 2011.

O advogado Cristiano Zanin Martins, defensor de Lula, divulgou  nota dizendo que o depoimento de Lula mostra arbitrariedade da acusação, porque teria rebatido ponto a ponto as infundadas denúncias do Ministério Público, “reforçando que durante o seu governo foram tomadas inúmeras providências voltadas ao combate à corrupção e ao controle da gestão pública e que nenhum ato de corrupção ocorrido na Petrobras foi detectado e levado ao seu conhecimento”.

Brasil tem enorme potencial turístico, mas não sabe como atrair os visitantes

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Vanderson Tavares

Vejo com bons olhos que o futuro Presidente tem excelentes ideias para alavancar o turismo nacional. É notório que nosso país é repleto belezas naturais, porém sem estímulo ao turismo, o setor está muito aquém ao seu potencial. Particularmente falarei de minha área. Moro em Araruama-RJ, e a chamada Região dos Lagos é um polo turístico muito extenso, impulsionado por cidades como Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Maricá e Saquarema. No entanto, poderíamos ter uma qualidade turística muito maior do que temos, se pudéssemos oferecer melhor infraestrutura a essas cidades.

Para começo de conversa, o ministério do turismo deveria fazer parceria com o MEC ou alguma instituição, no intuito de oferecer curso de idiomas (inglês, entre outros), aos garçons e profissionais da rede hoteleira, pois a grande parte de turistas estrangeiros não consegue ter um bom atendimento decorrente da falta de comunicação.

DIFICULDADE – Na maioria das cidades turísticas dificilmente se encontra algum restaurante ou pousada que tenham profissionais que falem inglês. Isso de fato desestimula muito a malha turística brasileira.

Trabalhei por 18 Anos com noruegueses, e essa questão de idiomas era a maior dificuldade (em hipótese alguma deveríamos perder turistas como esses, que possuem grande poder aquisitivo). Essa nossa deficiência faz com que eles busquem países onde não terão problemas para se comunicarem.

SEGURANÇA – Outro ponto abordado é a questão da segurança. Por que não criar zonas turísticas nas cidades, conforme existe em Amsterdã? Lá, na chamada “red light zone”, existe uma grande quantidade de atuando em forte esquema de policiamento, tipo 24 horas, oferecendo segurança aos turistas. Isso é difícil fazer? Não! Basta que possamos delimitar esses polos turísticos e oferecer ronda policial constante, pois inibiria haver assaltos, furtos e violências brutais.

E OS CASSINOS? – Uma outra fonte de turismo que poderíamos oferecer seria a abertura de cassinos. Temos o exemplo de Las Vegas, Atlantic City, Punta del Este e tantas outras que têm uma enorme presença turística de pessoas com alto poder aquisitivo.

Poderíamos fazer isso em cidades litorâneas do Nordeste, pois teria o atrativo das belas praias e com seus grandes cassinos, impulsionando o mercado imobiliário e a economia local.

Araruama (onde moro), tem uma lagoa enorme, onde poderia ser incentivado a prática de esporte aquáticos como “StandUp Paddle” dentre outros, oferecendo campeonatos nacionais e internacionais, impulsionando o turismo local.

SEM LUZ – Com relação a infraestrutura, gostaria também que fosse analisado por que a Rodovia Amaral Peixoto (RJ-016) e a Rodovia dos Lagos (RJ 124) têm centenas de postes que custaram uma fortuna e estão instalados há mais de 5 anos, sem que uma única lâmpada tenha sido acesa, tornando muito perigoso o acesso à Região dos Lagos à noite, sem contar que as estradas estão em péssimo estado de conservação, e a pista privatizada (Via Lagos) cobra, covardemente, o pedágio mais caro do Brasil.

O Ministério do Turismo terá que se inventar para contornar todos esses temas e nos colocar na roda do turismo mundial.

Lewandowski nega pedido do PSOL que questionava reajuste do Judiciário

Alegação do PSOL é que houve vício na tramitação do projeto

Karla Gamba
O Globo

O ministro Ricardo Lewandowski , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), negou, nesta sexta-feira, DIA 16, um pedido do PSOL que questionava o aumento de 16,38% no salário dos ministros do próprio STF. A alegação principal do partido é que houve vício na tramitação do projeto no Congresso.

O aumento foi aprovado no Senado no último dia 7 e no dia seguinte o líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar, protocolou um mandado de segurança na Corte.  No pedido o PSOL argumentava que, como houve uma alteração do texto no Senado, ele deveria voltar para a Câmara, onde já havia sido aprovado em 2016, o que não aconteceu pois o texto seguiu direto para a sanção do presidente Michel Temer.

A expectativa é de que Temer sancione o reajuste até o dia 28, último dia de prazo. Lewandowski aplicou entendimento já pacificado na Corte de que os supostos vícios apontados pelo PSOL tratam de interpretação de normas do regimento interno do Congresso, sendo assim, questões internas do Poder Legislativo, onde o Judiciário não pode avançar.

TETO – O reajuste aprovado pelo Senado é de 16,38% nos rendimentos dos ministros do STF. Os contracheques passarão de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Esse percentual incide nos salários de toda a magistratura do país. A medida implica, ainda, no aumento do teto dos servidores públicos. O impacto do reajuste é bilionário e incidirá no orçamento do presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo cálculos de técnicos da Câmara, o rombo para os cofres públicos será de R$ 4 bilhões.

Confiança dos brasileiros cai 20% e evidencia a importância de ser honesto

Resultado de imagem para honestidade desenhoPedro do Coutto

Reportagem de Silvia Colombo, edição de ontem da Folha de São Paulo, destaca a importância de pesquisa realizada pelo Barômetro Latino, que registrou nos últimos anos uma queda de 20% da confiança nos governos e satisfação da sociedade com suas condições de vida. O período em confronto é de 2010 aos dias de hoje.

A professora chilena Marta Lagos, diretora do Barômetro Latino, considera a queda bastante elevada e acentua que esse foi um dos motivos principais que explicam a eleição de Jair Bolsonaro por longa margem de votos. O impulso de mudar o panorama principalmente contra a corrupção acionou a grande maioria do eleitorado nas urnas.

OSCAR WILDE – O título desta matéria, a necessidade de ser honesto, inspirou-se no título de peça teatral de Oscar Wilde, escrita na segunda metade do século XIX cujo título era A importância de ser Hernesto, colocando um toque de humor na homofonia de Hernesto e honesto (lingua inglesa). Mas a meu ver retrata bem a realidade brasileira que revela não confiar nos governos. Motivos não faltam e por isso a sensação de esperança com a chegada de Jair Bolsonaro ao Planalto.

Para a pesquisadora Marta Lagos, Bolsonaro é, ao mesmo tempo, causa e consequência de um processo que colocou parte da sociedade brasileira numa posição de medo e a necessidade de encontrar uma proteção.

VIOLÊNCIA – Essa sensação decorre também, acentuo eu, de uma exposição bastante alta à violência urbana que tomou conta das comunidades e da população em geral.

De fato a corrupção contaminou praticamente todos os setores de atividade do Brasil. Paradoxalmente de uns tempos para cá a honestidade passou a se tornar um defeito e a malandragem no sentido de esperteza, uma qualidade.

Eis aí uma síntese do que se passa nos órgãos dirigentes da administração brasileira. Coloco aqui uma piada sombria, mas capaz de retratar uma verdade. “Alguém indica um homem ou uma mulher para um cargo de direção. Os assessores de sempre, entre eles os aspones, falam em tom baixo para o dirigente: “O senhor vai escalar um homem ou uma mulher para um cargo de confiança? Pense melhor: eles são honestos? Vão atrapalhar todo o nosso jogo”.

TENTÁCULOS – O que fazer diante de tal circunstância que como um polvo estendeu seus tentáculos unindo empresários, políticos e administradores?

É profundamente necessária uma mudança nessa rede de conceitos. A competência importa pouco. Importa muito são os contratos que geram comissões e vantagens financeiras aos contratantes.

Braço direito de Sérgio Cabral deixa prisão após delação

Carlos Miranda foi preso há dois anos e agora segue para prisão domiciliar

Braço direito de Sérgio Cabral deixa prisão após delaçãoFoto: Reprodução/TV Globo
Neste domingo (18), o operador financeiro da organização criminosa chefiada pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), Carlos Miranda, deixou o presídio de Benfica. Miranda foi preso há dois anos e agora segue para prisão domiciliar, depois de sua delação premiada ter sido homologada em dezembro. A informação é do G1.

Apesar de a saída ser esperada para ocorrer na última sexta-feira (16), problemas com a documentação atrasaram a soltura. Miranda vai ser monitorado através de tornozeleira eletrônica, e vai pagar multa de R$ 4 milhões. Segundo a defesa, o valor já foi disponibilizado.

Sua condenação chegava a 80 anos, mas com a delação, as penas caíram a 20 anos e ele vai ter que cumprir sete. Depois do segundo ano de cumprimento de pena em regime domiciliar, ele fica um ano e meio no regime semiaberto. Em seguida, um ano e meio em regime aberto.

Miranda foi preso na operação Calicute, em novembro de 2016, com o ex-governador. Ele fechou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal em abril do ano passado. Miranda detalhou aos procuradores pagamentos feitos a políticos e pessoas envolvidas nos esquemas de corrupção. A delação foi fundamental para a operação Furna da Onça.

Jornalistas italianos protestam pela liberdade de imprensa

Profissionais se unem em várias cidades do país contra os ataques do partido Movimento 5 Estrelas à liberdade de imprensa

Jornalistas italianos protestam pela liberdade de imprensa
Jornalistas que criticam o partido recebem mensagens agressivas online (Foto: ANSA)
Jornalistas italianos vêm protestando em diversas cidades do país contra os ataques do partido Movimento 5 Estrelas à liberdade de imprensa e aos insultos de seus líderes aos profissionais da imprensa.

O partido populista, que governa a Itália em coalizão com a legenda Liga de extrema-direita, também ameaçou cortar a verba de publicidade dos principais jornais, quando as relações com a mídia atingiram um ponto crítico após a absolvição em 10 de novembro da prefeita de Roma, Virginia Raggi, do M5S, acusada de nepotismo.

Luigi Di Maio, líder do M5S e vice-primeiro-ministro, atacou os jornalistas que acompanharam o caso durante dois anos, chamando-os de “canalhas” e acusando-os de disseminar notícias falsas, com o intuito de derrubar a prefeita. Por sua vez, Alessandro Di Battista, uma figura importante do partido, chamou as jornalistas de “prostitutas”.

Os insultos provocaram indignação nos sindicatos de jornalistas, o FNSI e o Usigrai, que organizaram manifestações nas principais cidades italianas, bem como em Bruxelas e Londres.

“A liberdade de imprensa está ameaçada. Não se trata apenas de casos isolados, mas sim de uma estratégia ampla para cercear o direito dos cidadãos de se manterem informados”, disse Vittorio di Trapani, presidente do Usigrai.

Raffaele Lorusso, presidente do FNSI, destacou que os jornalistas que acompanharam o caso de Virginia Raggi também fizeram a cobertura do processo judicial de seu antecessor do Partido Democrático de centro-esquerda, Ignazio Marino, acusado de corrupção e mais tarde inocentado.

“Os jornalistas que fizeram reportagens sobre Raggi foram insultados, mas por que os pouparam na época de Marino? Di Maio e outros do M5S que sonham em controlar a mídia vão se decepcionar. Ameaças e insultos não vão impedir que os jornalistas façam seu trabalho”, disse Lorusso.

A Associação de Imprensa Estrangeira da Itália manifestou sua solidariedade aos “colegas que estão sendo cada vez mais atacados na Itália e em outros países”. “Acreditamos que nosso trabalho é um dos pilares da democracia e hoje, mais do que nunca, precisa ser protegido”, apontou a associação.

Ao perguntarem a Di Maio em uma entrevista na televisão se gostaria de reconsiderar sua atitude em relação à imprensa, ele afirmou que mantinha sua posição frente ao ataque da mídia ao governo de coalizão.

O M5S tem como alvo especial o jornal La Repubblica, acusado pelo partido de divulgar “fake news”, uma expressão popularizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Assim como o La Repubblica, jornalistas que criticam o partido recebem mensagens agressivas online.

Em setembro, Di Maio ameaçou cortar a verba de publicidade de empresas estatais depois de acusar os jornalistas de “poluir o debate político”.

O jornalista Gianni Riotta, colaborador do jornal La Stampa, disse que a ameaça de cortar a verba dos jornais era uma demonstração de poder sem fundamento, uma vez que os subsídios do Estado haviam sido cancelados há anos.

“O objetivo do M5E não é apenas o de criticar a imprensa italiana”, disse Riotta. “É um ataque ainda mais profundo e perigoso. Nos termos da Constituição da Itália os jornalistas têm o papel de preservar a democracia, um papel que os líderes do partido querem enfraquecer insidiosamente”.

Fonte:
The Guardian-Italian journalists respond with fury to M5S’s ‘whores’ insult

Morre Marcel Proust

No dia 18 de novembro de 1922, morreu Marcel Proust

Morre Marcel Proust
Seu romance é tido por consenso como um dos maiores não apenas do século passado, mas de toda a história da literatura (Reprodução/Internet)
Marcel Proust nasceu em Auteuil, subúrbio de Paris, em 1871. De saúde frágil, teve uma infância cheia de cuidados. Durante a adolescência, viveu nos Champs-Élysées, em Paris, onde o ar saudável ajudava a diminuir os efeitos da asma.

Em 1891, ingressou na Faculdade de Direito de Sorbonne. Preparou-se para seguir a carreira diplomática, da qual desistiu para dedicar-se à literatura.

Seus primeiros escritos datam de 1892, quando, com alguns amigos, fundou a revista Le Banquet. A seguir, passou a colaborar em La Revue Blanche, frequentando ao mesmo tempo os salões aristocráticos parisienses, cujos costumes forneceram inspiração para sua carreira literária, iniciada com a obra “Os Prazeres e os Dias” (1896).

A morte da mãe, em 1905, fez dele herdeiro de uma fortuna razoável. Com a saúde cada vez mais debilitada, Proust acabou se isolando dos meios sociais para dedicar-se exclusivamente à criação de “Em Busca do Tempo Perdido”, publicado entre 1913 e 1927, em oito volumes: “No Caminho de Swann”, “À Sombra das Raparigas em Flor”, “O Caminho de Guermantes” (1 e 2), “Sodoma e Gomorra”, “A Prisioneira”, “A Fugitiva” e “O Tempo Redescoberto”.

Sua obra é tida por consenso como uma das maiores não apenas do século passado, mas de toda a história da literatura.

Proust morreu em Paris, no dia 18 de novembro de 1922.

Fonte:
UOL Educação

Bolsonaro precisa de um certo isolamento para conseguir planejar seu governo

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Jair Bolsonaro precisa se recolher para depois emergir 

Waldemar Valim

É preciso sedimentar o terreno para os brasileiros que confiam e acreditam em Jair Bolsonaro e também para aqueles que não votaram no candidato do PSL, mas continuam a torcer a favor do Brasil, não importa quem esteja à frente do governo. Na esteira da continuidade dos resultados obtidos nas urnas, agora é preciso oferecer ao futuro presidente um voto de confiança de que continuamos a acreditar e estamos certos de que novos rumos benfazejos este país irá usufruir.

Para que isso ocorra, é necessário promover um certo isolamento do novo chefe do governo, para que tenha paz e tranquilidade no planejamento de sua administração, não tendo que se preocupar com os problemas da China, da capital de Israel e dos médicos cubanos que ainda estão entre nós.

QUESTÃO DE OPÇÃO – O presidente Bolsonaro precisa se ver como um bom estrategista, como ficou provado em sua vitoriosa campanha, feita sem espaço na TV e sem os generosos recursos públicos oferecidos aos grandes partidos políticos.

Haverá tempo para que Bolsonaro se dedique à política externa, para elevar o país a um patamar acima da situação atual, em que se procura fazer do Brasil um mero quintal, aniquilando suas potencialidades e colocando o país numa atitude de subserviência, com seu povo em baixa estima e complexo de inferioridade.

No momento, porém, é hora de concentrar esforços para resolver os principais problemas internos do país. Por isso, faria muito bem ao presidente eleito conquistar seu isolamento das mídias impressas e televisivas.

ÉTICA E MORAL – Os dois principais problemas do Brasil são de ordem ética e moral, que provocam desigualdade de renda, falta de hospitais, criminalidade, insegurança e todas as mazelas que nem é preciso citar. Quando o governo mostrar sua disposição para moralizar a administração pública e a política, o presidente não precisará temer a ninguém. Se explicar ao povo os meandros da política, os partidos serão pressionados a colaborar e nada impedirá a retomada do desenvolvimento socioeconômico há muito esperado.

Nesta escalada, teremos sempre em tempo real a informação através da nova mídia que elegeu o presidente, e daí saberemos das tentativas de fisiologismos, achaques e manobras nada republicanas, se assim ocorrer, o que é muito provável.

Com a verdade coadunada com o povo, que fará sua principal armadura, o governo Bolsonaro tem tudo para ser bem sucedido, inclusive porque conta com apoio das Forças Armadas, cujas equipes especializadas podem colaborar com o governo de uma forma mais direta. E assim o Brasil será um grande país acordado e nunca mais um país inconsciente e corrompido.

Sem cubanos, 600 municípios podem ficar sem médico na rede pública

Cuba enviava profissionais para atuar no Brasil desde 2013

Fernanda Calgaro
G1

Com a saída dos cubanos do programa Mais Médicos, cerca de 600 municípios brasileiros podem ficar sem nenhum médico da rede pública a partir do dia 25 de dezembro, segundo o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). De acordo com o presidente da entidade, Mauro Junqueira, nessas cidades há apenas médicos cubanos, que começam a deixar o programa federal em 25 de novembro – a data já constava de um comunicado do governo cubano a médicos que atuam no Paraná. Os últimos cubanos deverão deixar o país até o Natal.

Na última quarta-feira, dia 14, o governo de Cuba anunciou a decisão de deixar o Mais Médicos, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil. Bolsonaro afirma que o governo cubano deixar o programa por não concordar com o teste de capacidade. Para ele, é “desumano” dar aos mais pobres atendimento médico “sem garantia”.

EDITAL – Cuba enviava profissionais para atuar no Brasil desde 2013, quando o programa foi criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Pouco mais da metade dos atuais 16 mil participantes do Mais Médicos são de Cuba. Como medida emergencial para suprir as vagas que serão abertas, o Ministério da Saúde disse que lançará um edital nos próximos dias. Na segunda-feira, dia 19, representantes do Conasems e do Ministério da Saúde vão se reunir para discutir detalhes do edital. Junqueira explica que o objetivo é tentar encurtar ao máximo os prazos de convocação dos novos médicos para preencher o quanto antes as vagas.

“O ministério se comprometeu a publicar o edital e aí tem os prazos legais para a primeira chamada. Queremos ver se é possível diminuir os prazos para os primeiros médicos já começarem a trabalhar em fevereiro [de 2019]”, afirmou. Na avaliação dele, a situação nesses cerca de 600 municípios deverá ficar mais crítica em janeiro, quando os médicos cubanos já terão partido e os brasileiros ainda não estarão aptos a trabalhar.

“Se for apenas um mês, dá para passar, mas ficará muito complicado se demorar três ou quatro meses para preencher essas vagas”, disse. Segundo ele, a situação se agrava porque atualmente já há cerca de 1.600 vagas dentro do programa não preenchidas.

CHAMADAS – Pelas regras do Mais Médicos, os médicos brasileiros e estrangeiros formados no Brasil têm prioridade para ingressar no programa. Depois, são convocados médicos formados fora do Brasil que tenham revalidado o diploma no país, com o exame chamado Revalida. Na sequência, são chamados médicos brasileiros formados no exterior. Depois, a regra prevê que sejam convidados médicos estrangeiros formados no exterior.

Somente depois dessas etapas é que governo brasileiro oferecia as vagas aos médicos cubanos. Segundo Mauro Junqueira, nos últimos editais, só médicos brasileiros ingressaram no programa. Para substituir os cubanos, uma das alternativas estudadas pelo Ministério da Saúde é chamar médicos brasileiros que se formaram usando recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Em troca, eles teriam parte da dívida do financiamento abatida. Os detalhes da proposta, que será levada à equipe de transição de Bolsonaro, ainda não estão fechados, segundo o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.