Bolsonaro cresce em Minas Gerais e em São Paulo

A última superlua do ano e a chuva de meteoros Perseidas não trouxeram bons presságios para Lula e sua campanha à presidência. Na madrugada desta sexta-feira de poucas nuvens no céu de Brasília, os insones ficaram sabendo que Bolsonaro reduziu à metade a vantagem que Lula tinha sobre ele em Minas Gerais.

Terceiro maior colégio eleitoral do país, de 1989 para cá nenhum presidente se elegeu sem vencer em Minas. Há um mês, segundo a pesquisa Genial-Quaest, Lula estava com uma folga de 18 pontos percentuais (46% a 28%). Agora, a diferença caiu para 9 pontos (42% a 33%). Zema, em que estrela te escondes a essa altura? As informações são do Blog do Noblat.

Romeu Zema (NOVO) é governador de Minas candidato à reeleição. Recusou o apoio de Bolsonaro por julgar que isso lhe roubaria votos. Seu principal adversário é Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte, apoiado por Lula. O candidato de Bolsonaro ao governo permanece bem atrás. E agora, Zema?

E agora, Lula? Vai fazer o quê? Na simulação de segundo turno, a diferença entre ele e Bolsonaro também caiu pela metade em Minas. Em julho, era de 25 pontos percentuais. Agora, de 12. Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos por mês, Bolsonaro subiu de 16% para 23%, e Lula caiu de 59% para 51%.

Bolsonaro teve um salto entre quem ganha acima de cinco salários: pulou de 38% para 50% enquanto Lula oscilou de 34% para 31%. Entre as mulheres, a distância caiu de 28 pontos em julho para 18. Entre os homens, Bolsonaro passou Lula dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou menos.

Entre os evangélicos, Bolsonaro cresceu nove pontos (39% para 48%) e Lula oscilou de 36% para 30%. No eleitorado católico, Lula variou de 50% para 46%, e Bolsonaro de 24% para 29%. Melhorou a avaliação negativa do governo Bolsonaro em Minas. Um mês atrás era de 46%. Hoje é de 39%, com tendência de queda.

Para desdita de Lula, some-se o que aconteceu em Minas com o que também foi registrado por pesquisa Genial-Quaest aplicada em São Paulo, e divulgada 12 horas antes do aparecimento da superlua. Ali, bolsonaristas que se diziam arrependidos de ter votado em Bolsonaro começam a se reconciliar com ele.

É a volta do eleitor perdido. O que explica o fenômeno paulista? O que ajuda a explicar o fenômeno mineiro? Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, três coisas: 1) o conjunto de ações do governo na economia; 2) o fortalecimento do antipetismo; e 3) as investidas da campanha bolsonarista junto ao eleitorado evangélico.

Em São Paulo, Bolsonaro saltou de 32% em julho para 35% em agosto. Lula manteve-se em 37%, o que configura empate técnico. Enquanto Lula permanece no mesmo patamar desde março último, quando pontuou 39%, Bolsonaro está em ascensão, vindo de 25%, no mesmo período; cresceu 10 pontos em cinco meses.

A eleição presidencial será muito mais apertada do que os números sugeriam até o mês passado. Bolsonaro se verá tentado a dar o golpe se perder por uma margem pequena de votos.

Delegado do caso Milton Ribeiro pede ao STF a prisão da cúpula da PF

O delegado Bruno Calandrini, responsável pela investigação sobre o balcão de corrupção no Ministério da Educação que levou à cadeia o ex-ministro Milton Ribeiro, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão de integrantes da cúpula da Polícia Federal.

O pedido está nas mãos da ministra Cármen Lúcia, encarregada do inquérito sobre a corrupção no MEC. Calandrini alega ter havido interferência do alto comando da corporação nas apurações sobre o caso. É a primeira vez, na história recente, que um delegado pede a prisão da cúpula da PF. As informações são do colunista do Metrópoles, Rodrigo Rangel.

Pouco depois da prisão de Milton Ribeiro, Calandrini chegou a afirmar, em mensagem enviada a um grupo de policiais, que seus superiores estariam impondo obstáculos ao bom andamento da investigação. Ele escreveu que não tinha “autonomia investigativa para conduzir o inquérito deste caso com independência e segurança institucional”.

O delegado disse ainda que houve “decisão superior” para que Milton Ribeiro, na ocasião da deflagração da operação, não fosse transferido de São Paulo para Brasília.

Na sequência, Calandrini apontou, com base em telefonemas interceptados com autorização judicial, indícios de que o presidente Jair Bolsonaro teria alertado Milton Ribeiro do risco iminente de deflagração de uma operação. A partir disso, o Ministério Público Federal pediu que o caso, que estava na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, fosse remetido para o Supremo Tribunal Federal. Desde então, o inquérito está com a ministra Cármen Lúcia.

O pedido de prisão da cúpula da Polícia Federal foi apresentado recentemente. Dentro da PF, já havia certa expectativa de que Calandrini, que virou alvo de uma sindicância interna após acusar seus superiores de interferir na investigação, poderia recorrer a uma medida extrema. O temor da direção aumentou dias atrás, com a constatação de que o delegado havia pedido ao Supremo uma medida cautelar. Os autos tramitam em segredo de Justiça.

Cármen Lúcia não tem prazo para decidir se autoriza ou não os pedidos de prisão.

Vingança: ministros do TCU que condenaram Deltan foram investigados da Lava Jato

Augusto Nardes, Antonio Anastasia e Aroldo Cedraz foram delatados

Sede do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília.

Três dos quatro ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) que condenaram os ex-procuradores Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot foram alvos da Operação Lava Jato,, confirmando a denúncia do coordenador da operação nas redes sociais de ser vítima de perseguição de “delatados na Lava Jato”.

Os três ministros investigados em inquéritos da Lava Jato são Augusto Nardes, Antonio Anastasia e Aroldo Cedraz, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Augusto Nardes foi investigado durante a Operação Zelotes. Em 2018, ele foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal após ter sido citado na delação do ex-subsecretário estadual do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Velloso. Em 2019, o ministro do STF, Ricardo Lewandowski arquivou o inquérito.

O nome de Nardes também foi citado nos depoimentos de colaboradores da Lava Jato, que até agora não se tornaram públicos, como do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e do ex-deputado federal Pedro Corrêa.

Antonio Anastasia foi alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal em desdobramentos da Operação Lava Jato. As investigações tiveram início após o depoimento do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, responsável pelo transporte de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.

O ex-governador de Minas Gerais também foi citado em depoimento do ex-presidente da Odebrecht, Benedito Júnior, ao TSE em 2017. Esses casos também miravam seu antigo padrinho político, o hoje deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

Em 2021, um relatório da Polícia Federal, que indiciou Aécio por suposto caixa dois da empreiteira baiana no pleito de 2014, citava suspeita de financiamento ilegal também à campanha de Anastasia ao Senado. Porém a PF concluiu que não há indícios de “ciência ou participação direta” do hoje ministro do TCU no caso. Os inquéritos foram arquivados.

Aroldo Cedraz e o filho Tiago Cedraz também foram alvos de ações da Lava Jato. Em 2017, o advogado Tiago foi alvo de buscas decretadas pelo ex-juiz Sergio Moro, para apurar o suposto recebimento de propina no exterior, por um negócio entre a Petrobras e a empresa norte-americana Sargeant Marine.

Aroldo e Tiago foram acusados formalmente em 2018, pelos crimes de tráfico de influência pela ex-PGR, Raquel Dogde. Porém o STF rejeitou a denúncia.

O filho de Cedraz voltou a ser denunciado em 2020, desta vez pela chamada Lava Jato fluminense, que mirava pagamentos feitos por um ex-presidente da federação do comércio do Rio de Janeiro, Orlando Diniz.

A acusação a respeito, com menções também a Aroldo, chegou a ser recebida pelo juiz federal Marcelo Bretas, na Lava Jato fluminense, porém o STF anulou as decisões dele, sob a justificativa de que o caso era de atribuição da Justiça estadual, não da federal.

Condenação do TCU

Na última terça-feira (9), o ex-procurador, o ex-PGR e o ex-chefe do Ministério Público Federal no Paraná, João Vicente Romão, foram condenados a devolver R$ 2,8 milhões em passagens e diárias pagas à força-tarefa da Operação Lava Jato, a partir de 2014.

No julgamento, Dantas, disse que o caso tratava apenas da gestão administrativa de recursos de um órgão público.

“As circunstâncias que cercam tal decisão [de pagamento de diárias a procuradores], contudo, indicam a intenção deliberada de saque aos cofres públicos para benefício privado”, disse ele.

A decisão, que ainda será objeto de recurso, pode provocar a inelegibilidade dos ex-procuradores. Deltan já registrou candidatura a deputado federal pelo Podemos-PR, enquanto Janot, filiado ao mesmo partido, mas no DF, ainda não decidiu se vai concorrer.

Composição da Segunda Câmara do TCU:

Presidente: ministro Bruno Dantas.
Membros: ministros Augusto Nardes, Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro; ministros-substitutos Marcos Bemquerer Costa e André Luís de Carvalho.

Defesa tenta convencer Moraes a mudar teste de urna feito no dia da eleição

Militares que participam da fiscalização do sistema eletrônico de votação veem como insuficientes até agora as mudanças adotas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar a transparência e a confiança nas eleições.

O Ministério da Defesa não conseguiu emplacar uma forma de teste que os militares consideram fundamental para assegurar a segurança e o funcionamento correto das urnas. Esse é o principal ponto que as Forças Armadas querem tentar convencer o próximo presidente da Corte, Alexandre de Moraes, a adotar. As informações são do Estadão.

O foco dos militares é o teste de integridade. Ele consiste numa votação simulada, realizada desde 2002 pela Justiça Eleitoral, como forma de certificar que as urnas contam corretamente os votos digitados. Nunca houve divergências, mas os militares propuseram mudanças no processo.

No modelo atual, a testagem ocorre no dia da votação nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para onde urnas sorteadas na véspera do pleito são levadas. Lá, em ambiente de “laboratório”, servidores digitam os votos registrados antes em cédulas de papel. Ao fim, a contagem da urna é comparada com a das cédulas. Tudo é filmado e transmitido ao vivo na internet. Fiscais podem acompanhar o procedimento e não há envolvimento direto de eleitores.

Os militares acham que a votação paralela do teste deve ocorrer em condições reais. Por isso, propuseram que o teste de integridade seja realizado na própria seção eleitoral. Bastaria instalar uma segunda urna apenas para os testes. E, além disso, os eleitores deveriam ser convidados a participar, o que garantiria, na visão deles, o ritmo real de votação. Depois de votarem na cabine oficial, eles seriam chamados a destravar a urna-teste com a própria biometria e, em seguida, dispensados. A partir daí, servidores da Justiça procederiam à votação paralela como fazem hoje.

Técnicos do TSE, no entanto, contestam a proposta da Defesa. Para eles, os moldes do teste de integridade, como pensado pelos militares, pode gerar “confusão”. Programadores da Corte ponderam que o ambiente da seção eleitoral é mais tumultuado, sujeito a interferências, para receber um exame tão preciso.

Como mostrou o Estadão, ministros do Planalto entraram em cena para restabelecer pontes com Moraes e convencê-lo a ouvir os militares. Seria uma forma de baixar a temperatura antes de atos contra ministros convocados por Bolsonaro no 7 de Setembro.

Moraes levou pessoalmente ao presidente o convite de sua posse no TSE, marcada para 16 de agosto. No encontro, eles conversaram por cerca de uma hora. Interlocutores de Bolsonaro reforçaram a versão de que Moraes tende a aceitar um acordo.

PE escolhe 10 novos ‘Patrimônios Vivos’ e passa a ter 85 artistas e grupos contemplados; veja nomes dos eleitos

Lei Estadual nº 12.196 prevê que todos recebam o pagamento de pensão vitalícia. Novos contemplados foram escolhidos nesta sexta (12).

Do G1/PE

O concurso anual de Registro de “Patrimônios Vivos” elegeu mais dez mestres, mestras e grupos, nesta sexta (12). Com o resultado da eleição, realizada em reunião presencial do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC-PE), na Academia Pernambucana de Letras, o estado passou a ter 85 artistas e conjuntos contemplados.

Os dez escolhidos são de diversas regiões do estado. No Recife, foi escolhido o jornalista e escritor Leonardo Dantas Silva. De Olinda, o título vai para a babalorixá Tata Raminho de Oxossi, mestre de cultura popular e tradicional.

De Goiana, na Zona da Mata Norte, foi eleita a Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo, grupo de teatro ao ar livre e apresentações culturais.

De Tacaratu, no Sertão , foi escolhida a parteira e liderança religiosa Mãe Dora. De Petrolina, na mesma região, foi escolhido o grupo Samba de Véio da Ilha do Massangano.

A banda de pífano Folclore Verde foi a escolhida de Garanhuns, no Agreste. De Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, foi eleito o Cavalo Marinho Boi Pintado. De Palmares, na Mata Sul, o escolhido foi o mágico Alakazan.

Na Mata Norte, foi escolhido Mestre Calú, do segmento de cultura popular. Ele é considerado um tradicional mamulengueiro de Vicência.

Também está entre os eleitos o espetáculo performático musical de matriz afroindígena, religião de matriz afro-brasileiras Cambinda Velha, mas não foi divulgada a origem do grupo.

Entre os critérios considerados para a escolha dos patrimônios estão pontos como o risco de desaparecimento de determinadas linguagens, a vulnerabilidade social e os segmentos que têm pouca visibilidade e acessam menos os editais, entre outros.

A Lei Estadual nº 12.196, de 02 de maio de 2002, prevê que os “Patrimônios Vivos” recebam o pagamento de uma pensão vitalícia. Atualmente, para pessoa física, a bolsa é de R$ 2.041,53 e para pessoa jurídica, R$ 4.083,10.

Em contrapartida, eles devem participar de programas de ensino e de aprendizagem dos seus conhecimentos e técnicas organizados pela Secretaria de Cultura do Estado.

Juiz arquiva denúncia contra Lula, Dilma e Mercadante por obstrução da Lava Jato

A decisão corrobora o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), que em abril pediu o arquivamento do caso

O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, substituto na 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, rejeitou a denúncia contra o ex-ministro Aloizio Mercadante por obstrução de justiça. A decisão também reconhece a prescrição das acusações contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Eles foram acusados de tentar embaraçar investigações da extinta Operação Lava Jato.

O juiz afirma que, em relação aos ex-presidentes, o caso está prescrito e não entra no mérito das acusações. Em relação a Mercadante, a avaliação é a de que não há provas de irregularidades. “Realizadas as diligências investigativas não se logrou apurar indícios de autoria e materialidade da prática delitiva”, escreveu.

A decisão corrobora o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), que em abril pediu o arquivamento do caso. A denúncia havia sido oferecida pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot em 2017.

Na época, Janot acusou uma suposta tentativa de impedir o ex-senador Delcídio do Amaral de fechar delação premiada na Lava Jato. Também denunciou a nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, o que segundo a PGR teria como única finalidade garantir que ele voltasse a ter direito a foro privilegiado.

COM A PALAVRA, ALOIZIO MERCADANTE

“Mercadante sempre defendeu que as conversas que teve com o Sr. Eduardo Marzagão, então assessor de Delcídio do Amaral, eram uma iniciativa de caráter eminentemente pessoal e político de solidariedade. Também que jamais houve qualquer tentativa de impedir a delação do ex-senador Delcídio do Amaral, como reconhece, agora, a Justiça.

Quando da divulgação das gravações ilegais e editadas das conversas entre Mercadante e Marzagão, a falsa acusação contra Mercadante teve ampla repercussão na imprensa. Esperamos que essa decisão, que agora reestabelece a verdade dos fatos, tenha o mesmo destaque.”

Estadão Conteúdo

VÍDEO: Jurado de morte pelo Irã, o escritor Salman Rushdie sofre atentado em Nova York

O Escritor Anglo-Indiano Salman Rushdie, De 75 Anos, Foi Esfaqueado No Palco De Um Evento antes da palesta.

O escritor anglo-indiano Salman Rushdie, de 75 anos, foi esfaqueado no palco de um evento em Nova York, nos Estados Unidos. Ainda não está claro se a ação teria relação com a fatwa (um edito religioso) decretada contra ele em 1989, quando o aiatolá Khomeini, então líder do Irã, o sentenciou à morte por um romance acusado de ridicularizar o Alcorão e Maomé, “Os Versos Satânicos”. Com a fatwa, seria obrigação dos muçulmanos matá-lo ao vê-lo em público.

Nesta sexta-feira (12/8), um homem branco, de cabelo raspado e usando roupas camufladas por baixo de um casaco preto, invadiu o palco do anfiteatro do centro educacional Chautauqua Institution, onde Rushdie era entrevistado, e começou a agredi-lo. O escritor caiu no chão e o homem foi contido.

A endocrinologista Rita Landman, que estava na plateia, subiu rapidamente ao palco para prestar os primeiros socorros. Ela disse ao New York Times que Rushdie tinha várias facadas, incluindo uma no lado direito do pescoço, e que havia uma poça de sangue sob seu corpo. Ele foi conduzido às pressas para um hospital e não há informações sobre seu estado de saúde atual.

O livro “Os Versos Satânicos” de Rushdie é proibido no Irã desde 1988. Muitos muçulmanos consideram a história uma blasfêmia. Após a fatwa de Khomeini, uma recompensa de mais de US$ 3 milhões também foi oferecida para quem tirasse a vida do escritor. Por conta disso, Rushdie passou cerca de dez anos sob proteção policial e vivendo na clandestinidade.

Ele mora nos EUA desde 2000 e, com o tempo, passou a relaxar seu temor de morte, chegando a participar de filmes, séries e até de clipes – como “The Ground Beneath Her Feet”, da banda U2.

Rushdie apareceu como ele mesmo na popular comédia “O Diário de Bridget Jones” (2001) e na sátira musical “The Rutles 2: Can’t Buy Me Lunch” (2004), interpretou um médico em “Quando Me Apaixono” (2007) e narrou a adaptação de seu livro “Os Filhos da Meia-Noite”, sobre a partição da Índia e o Paquistão, lançada nos cinemas em 2012 com direção de Deepa Mehta.

Mais recentemente, ele foi tema e convidado da série “Curb Your Enthusiasm”, que ao longo de sua 9ª temporada, exibida em 2017, satirizou a fatwa contra o escritor.

Veja o vídeo:

MÚSICA – Jim Diamond – Remember I Love You

MÚSICA

Jim Diamond – Remember I Love You

TRE recebe lista de gestores públicos com contas rejeitadas para aplicação da Lei da Ficha Limpa

O Tribunal de Contas entregou o documento com 174 prefeitos que deverão estar inelegíveis

O Tribunal de Contas do Estado entregou nesta quinta-feira (11) a lista com gestores públicos com contas irregulares e prefeitos e ex-prefeitos que tiveram suas contas rejeitadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE). A lista funciona como base para que sejam declaradas as inelegibilidades daqueles que, por ventura, pretendam ser candidatos nas eleições deste ano de acordo com a Lei da Ficha Limpa. Ao todo, são 174 prefeitos de 126 municípios do Estado.

Já em relação os gestores públicos das esferas municipal e estadual são 959 nomes que estariam impedidos de disputarem o pleito de outubro próximo. “Entre as contas, há problemas que geraram a rejeição por parte do TCE que são mais graves. É o caso de questões relacionadas à previdência do município e os investimentos constitucionais obrigatórios nas áreas de saúde e educação que não são realizados”, analisou a vice-presidente da corte de contas, Teresa Duere, que fez a entrega ao lado do procurador-geral em exercício do Ministério Público de Contas (MPCO), Ricardo Alexandre Santos.

Ela também cita como outra situação grave, o alto nível de gastos com a folha de pessoal que, além de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, também impede que os municípios realizem os investimentos necessários em outras áreas. “Tem prefeitos que gastam 78% da sua receita com o pagamento de servidores”, ressaltou Teresa. Segundo ela, ao fazer essa entrega, o TCE possibilita que o TRE-PE, e também a população, conheça a forma como esses gestores e prefeitos lidam com o dinheiro público.

De acordo com o presidente do TRE, desembargador André Guimarães, a lista será distribuída entre todos os desembargadores eleitorais que vão julgar a elegibilidade ou não dos candidatos que estão na disputa este ano. “Esse é um dos elementos de análise para a o julgamento da elegibilidade. Outros também são analisados”, explicou o presidente. O pedido de inelegibilidade de qualquer candidato pode ser feita por um juiz ou desembargador eleitoral, partidos, coligações, Ministério Público Eleitoral. O cidadão também pode encaminhar uma notícia de inelegibilidade para o Tribunal analisar.

O desembargador disse ainda que, segundo o calendário eleitoral,  o TRE tem até o dia 12 de setembro para julgar todos os pedidos de registro de candidatura. Caso a solicitação seja indeferida, o interessado poderá recorrer ao pleno do Tribunal e também ao Tribunal Superior (TSE) e disputar a eleição sob judice (ou seja, com o processo em curso). A lista completa com todos os nomes apresentados à Justiça Eleitoral pode ser checada no site do TCE.

Raquel: “Não vou deixar que o debate sobre Pernambuco se escore em eleição nacional”

Candidata afirmou que vai até o presidente da República, independentemente de quem seja

Na sabatina da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (11), a candidata ao Governo de PernambucoRaquel Lyra (PSDB), enfatizou que, ao assumir o Governo do Estado, a partir de 2023, vai bater na porta do presidente da República, independentemente de quem seja. Ela lembrou que não é o presidente que governa o estado, e que, por isso, Pernambuco precisa de uma líder experiente e com capacidade de diálogo.

“Eu, como governadora, vou dialogar levanto projetos, porque discurso todo mundo apresenta, difícil é conseguir transformar os sonhos da população, ter a capacidade de ouvir e de transformar projetos em realidade na vida do povo”, afirmou Raquel.

Na sabatina, Raquel apresentou propostas para vários desafios de Pernambuco, a exemplo da saúde, educação, abastecimento de água e saneamento, estradas e transporte público. Um dos pontos enfatizados por Raquel também foi a necessidade de parceria com os municípios, porque com o péssimo padrão de relação que existe hoje, “na prática, quem perde é o povo”.

Ela deu o exemplo dos municípios da Região Metropolitana, que dividem problemas com trânsito, abastecimento d’água, habitação, saúde e transporte público. “O Governo do Estado precisa ter papel de liderança e fazer um grande pacto metropolitano. As cidades precisam dar as mãos sob a liderança da governadora de Pernambuco. Vamos reunir os prefeitos e pactuar sobre moradia, habitação e obras. É papel fundamental do governador estabelecer a paz e garantir a convergência e investimento nas regiões”, afirmou.

Raquel citou ainda a situação de Jardim Monte Verde, que fica entre Recife e Jaboatão dos Guararapes, onde dezenas de pessoas morreram soterradas este ano por conta das chuvas. “Eu fui ao Jardim Monte Verde, e o que já ouvi em entrevistas é de que não é responsabilidade de um nem de outro, que não é do prefeito de Jaboatão, nem do Recife, e o governador nem apareceu lá.”

Implantação de cinco maternidades, oferta de 60 mil novas vagas de creches, requalificação da BR-232 e duplicação até Arcoverde em uma primeira etapa foram algumas das propostas apresentadas ao longo da entrevista. “É papel fundamental do governador estabelecer a paz e garantir a convergência e investimentos às regiões”, completou.