Estados Unidos começam a desenvolver o maior supercomputador da história

A empresa americana de tecnologia Intel Corporation, que fabrica o supercomputador Cray, e o Departamento de Energia dos EUA (DOE) estão tentando construir o computador mais poderoso dos EUA, capaz de processar 1 quintilhão de cálculos por segundo. A máquina seria o primeiro supercomputador exascale dos EUA.

De acordo com um comunicado de imprensa do DOE, o supercomputador será desenvolvido no Laboratório Nacional Argonne em Chicago, também conhecido como “Aurora”. O projeto está avaliado em mais de US$ 500 milhões e deverá ser concluído em 2021.

Computação Exascale refere-se a sistemas de computação que podem realizar cálculos a uma taxa de pelo menos um exaflops, definidos como um cálculo de quintilhões por segundo. O primeiro computador petascale, construído em 2008, foi capaz de executar um quatrilhão (mil elevado à potência cinco) operações por segundo. A capacidade de computação de alto desempenho da nova máquina será capaz de “resolver problemas científicos no exascale”, destaca o release.

“Esses projetos de pesquisa inovadores vão desde o desenvolvimento de simulações cosmológicas em escala extremas, descoberta de novas abordagens para previsão de resposta a drogas e descoberta de materiais para a criação de células solares orgânicas mais eficientes”, destacou o comunicado. “Ele nos dará posição de liderança científica globalmente”.

No entanto, o comunicado de imprensa não divulga detalhes técnicos sobre os processos de desenvolvimento do supercomputador.

Em janeiro, a China começou a testar o protótipo de seu supercomputador de última geração, Tianhe-3, de acordo com a agência de notícias Xinhua. O computador é capaz de 93 petaflops (uma unidade de velocidade de computação igual a 1015 cálculos por segundo). O supercomputador Tianhe-3 é cerca de três vezes mais rápido que seu predecessor Tianhe-2 e 200 vezes mais rápido que o Tianhe-1.

Em comunicado de imprensa de 11 de janeiro de 2018, a Comissão Europeia anunciou que planejava investir 1 bilhão de euros no desenvolvimento de supercomputadores “necessários para processar quantidades cada vez maiores de dados e trazer benefícios para a sociedade em muitos países” em áreas de cuidados de saúde e energia renovável e cibersegurança”.

“O passo de hoje é crucial para a competitividade e independência da UE na economia de dados. Hoje, os cientistas e a indústria europeus processam cada vez mais os seus dados fora da UE, porque as suas necessidades não correspondem ao tempo de computação ou ao desempenho do computador disponível na UE. A independência ameaça a privacidade, a proteção de dados, os segredos comerciais e a propriedade de dados, em particular para aplicativos confidenciais”, acrescentou o comunicado.

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Charge O Tempo 20/03/2019

Regra de ouro será cumprida com sobra

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Por Ribamar Oliveira – Valor Econômico

Lucro contábil do BC e devolução do BNDES salvam o governo
Contrariando todas as expectativas e depois da celeuma criada no ano passado, o governo vai cumprir neste ano, com sobra, a chamada “regra de ouro” das finanças públicas. Tudo indica que haverá um substancial saldo positivo. Mesmo assim, o presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei pedindo autorização para emitir R$ 248,9 bilhões em títulos públicos para cumprir a regra.
A reviravolta na expectativa do governo foi provocada pelos mesmos fatores que permitiram o cumprimento da “regra de ouro” nos últimos anos: a transferência para o Tesouro do lucro contábil do Banco Central nas operações com as reservas cambiais e o pagamento antecipado dos empréstimos que o BNDES recebeu do Tesouro.
O lucro do BC nas operações com as reservas é contábil porque não resulta de venda de moeda estrangeira, mas apenas da desvalorização do real frente ao dólar. Como as reservas em moedas estrangeiras são contabilizadas em reais, toda vez que a moeda brasileira sofre uma desvalorização em relação ao dólar, o valor em reais da reserva aumenta. O aumento é considerado “lucro” e transferido em dinheiro ao Tesouro.
A “regra de ouro” proíbe o governo de se endividar em valor superior à despesa de capital (investimentos, inversões financeiras e amortizações de débitos). Ou seja, a regra busca evitar que o Estado aumente sua dívida para pagar despesas correntes.
O Orçamento de 2019 foi elaborado com a previsão de uma insuficiência de R$ 248,9 bilhões para cumprir a “regra de ouro”. Ou seja, a proposta orçamentária não cumpria a regra”, pois as operações de crédito neste ano iriam superar em R$ 248,9 bilhões as despesas de capital, com o objetivo de pagar despesas correntes.
A solução encontrada foi incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) um artigo permitindo que o Orçamento fosse elaborado com despesas correntes condicionadas a uma autorização futura do Congresso para a emissão de R$ 248,9 bilhões em títulos públicos. O entendimento do governo foi que o inciso III do artigo 167 prevê essa saída desde que o projeto de lei seja aprovado pela maioria absoluta do Senado e da Câmara. O Congresso concordou com essa interpretação.
O projeto de lei enviado por Bolsonaro na semana passada cumpriu a determinação da lei orçamentária. A questão agora é que não há mais necessidade da emissão dos títulos porque não existirá insuficiência para cumprir a “regra de ouro”.
O imbróglio em que o governo se meteu é que despesas com benefícios previdenciários e com o programa Bolsa Família neste ano estão condicionadas à aprovação da emissão dos títulos. Assim, do ponto de vista da contabilidade pública, as despesas só poderão ser executadas se a operação de crédito for aprovada, de acordo com especialistas consultados pelo Valor. Dito de forma direta, o Congresso terá que aprovar a emissão de títulos se quiser que um montante considerável de despesas na área social (R$ 248,9 bilhões) seja executado.

Ao divulgar o seu resultado de janeiro, o Tesouro Nacional estimou a insuficiência da “regra de ouro” neste ano um pouco menor do que está previsto no Orçamento: em R$ 247,8 bilhões. A insuficiência de R$ 247,8 bilhões será resolvida com o uso de R$ 141,2 bilhões do resultado do Banco Central registrado no primeiro semestre de 2018. Além disso, o governo vai utilizar também o lucro de R$ 25 bilhões obtido pelo BC no segundo semestre do ano passado. Com isso, a insuficiência cairia para R$ 81,6 bilhões (R$ 247,8 bilhões menos R$ 141,2 bilhões menos R$ 25 bilhões).
O governo também decidiu instruir o BNDES a antecipar o pagamento de mais R$ 100 bilhões, além dos R$ 26 bilhões negociados anteriormente, dos créditos que o banco obteve junto ao Tesouro. Com isso, a insuficiência seria transformada em um saldo positivo de R$ 18,4 bilhões. (R$ 100 bilhões menos R$ 81,6 bilhões).
A conta não acaba aí. O ministro da Economia, Paulo Guedes, está decidido a realizar o megaleilão do excedente de petróleo na área da cessão onerosa da Petrobras. A receita do leilão poderá superar R$ 120 bilhões, de acordo com avaliações feitas pelo próprio governo. Depois de dividir parte dos recursos com os Estados e municípios e pagar o devido à Petrobras, no contexto da revisão do contrato da cessão onerosa, é possível que a União fique com algo em torno de R$ 60 bilhões.
O dinheiro do leilão reduzirá o déficit primário do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) neste ano, ajudando a aumentar ainda mais o saldo positivo da “regra de ouro”. Além disso, em meados do ano passado, o governo alterou as regras de inscrição e cancelamento de restos a pagar. Com as mudanças, o Tesouro estimou que seria possível cancelar até R$ 42,7 bilhões de restos a pagar não processados no fim deste ano. O cancelamento também elevará o saldo da “regra de ouro”.
Resolvido o problema deste ano, ele permanecerá, no entanto, nos próximos. Principalmente porque a antecipação do pagamento dos empréstimos pelo BNDES não vai durar muito. E a transferência do lucro contábil do BC ao Tesouro deverá acabar neste ano.
Parado na CCJ
Está parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados o projeto de lei 9.283/2017, que muda a relação financeira entre o Tesouro e o Banco Central. Aprovado em 20 de dezembro do ano passado, o projeto aguarda apenas que a CCJC elabore a sua redação final.
A paralisia é explicada por causa de uma emenda de redação que foi feita ao projeto. O texto original não especificava o período de apuração do balanço do BC. A emenda determinou que o período de apuração seja semestral.
Vários consultores da Câmara entendem que a emenda mudou o conteúdo do projeto, pois o período de apuração do balanço do BC tem variado ao longo do tempo (anual e semestral) e, portanto, deve ser definido em lei. Outros entendem que, mesmo que a emenda tenha alterado o conteúdo, já é matéria vencida.
O projeto 9.283/2017 determina que o lucro do BC com a administração das reservas e nas operações de swap cambial não será mais transferido ao Tesouro, mas mantido em uma “reserva de resultado” no próprio balanço da instituição. A “reserva” será usada apenas para cobrir os prejuízos do Banco Central.

Inquérito secreto do STF é ferramenta do arbítrio

Por Josias de Souza

O contrário da aversão primária ao Supremo Tribunal Federal é o entusiasmo ingênuo que aceita todas as presunções da Suprema Corte a seu próprio respeito. Isso inclui concordar com a tese segundo a qual Dias Toffoli tem uma missão na Terra de inspiração divina e, portanto, inquestionável. “Pode espernear à vontade, pode criticar à vontade”, disse Alexandre de Moraes, relator do inquérito secreto aberto por Toffoli para investigar os inimigos da Corte. “Quem interpreta o regimento do Supremo é o Supremo. O presidente abriu, o regimento autoriza, o regimento foi recepcionado com força de lei e nós vamos prosseguir.”

O inquérito sigiloso aberto na semana passada por Toffoli visa estancar uma onda de fake news que engolfa o Supremo nas redes, identificar autores de ameaças virtuais aos ministros e seus familiares, responsabilizar procuradores da Lava Jato por supostos insultos e punir auditores do Fisco acusados de constranger magistrados com fiscalizações imotivadas. Se o Brasil fosse regido pela lógica, Toffoli requisitaria a abertura de inquérito à Procuradoria-Geral da República. Ele preferiu, porém, agir “de ofício”, por conta própria. Escorou-se no artigo 43 do regimento interno do Supremo, que vai reproduzido abaixo.

Qualquer criança minimamente alfabetizada percebe que o artigo que Moraes diz ter sido corretamente interpretado por Toffoli prevê que o presidente do Supremo poderia ter instaurado inquérito se o crime a ser apurado tivesse ocorrido “na sede ou dependência do tribunal”. Como não foi isso que se passou, Toffoli tem dificuldades para garantir a adesão incondicional à sua gambiarra jurídica até mesmo entre os colegas de trabalho. Uma banda do Supremo faz uma oposição muda. Outra banda começa a fazer barulho.

Marco Aurélio Mello levou os lábios ao trombone: “O que ocorre quando nos vem um contexto que sinaliza prática criminosa? Nós oficiamos o procurador-geral da República, nós oficiamos o estado-acusador. Somos estado-julgador e devemos manter a necessária equidistância quanto a alguma coisa que surja em termos de persecução criminal”. Luiz Fux também ergueu a voz: “Evidentemente que eu respeito a opinião dele (Toffoli), mas acho que ele vai mandar para a procuradora-geral (Raquel Dodge). Não tem como não mandar para a PGR. E não tem como inibir a PGR de trazer novos elementos.”

É até natural que certas togas, embevecidas por uma supremacia que exclui o componente da dúvida, desenvolvam seus mitos de excepcionalidade. Mas é inédita na história da Corte essa pretensão de Dias Toffoli de ser uma potência moral que só deve contas à sua própria noção de superioridade e seu indiscutível destino moralizador. Inédita também é a fidelidade com que Alexandre de Morais se dispõe a emprestar sua mão de obra e seu gênio jurídico ao mito de onipotência do presidente do Supremo.

“Não se pode permitir, em um país democrático como Brasil, em que as instituições funcionam livremente há 30 anos, que, porque você não gosta de uma decisão, você prega o fechamento da instituição republicana, você prega a morte de ministros, morte de familiares”, declarou Moraes. “Isso extrapolou, como bem disse o ministro Celso de Mello, o nosso decano, isso extrapolou a liberdade de expressão. A liberdade de expressão não comporta quebra da normalidade democrática e discurso de ódio”. O ministro está certo, muito certo, certíssimo. Admita-se que as sombras escondam elementos que justifiquem a investigação. Isso não autoriza o Supremo a perder o recato que lhe resta.

O que assusta não é o desejo de apurar ou o sucesso que o inquérito secreto obteve entre os entusiastas ingênuos das presunções do Supremo sobre si mesmo. A busca da verdade pelo menos é uma causa defensável. Pode-se discutir como adultos as razões da apuração, os interesses escondidos atrás do inquérito e os alvos a serem perscrutados. O que assusta de verdade é quando o presidente e um pedaço da Suprema Corte acreditam mesmo que sua missão especial na Terra lhes dá o direito de selecionar desafetos em segredo, abrir contra eles investigação sigilosa e comandar o inquérito antes de julgá-lo.

Uma parte do Supremo ainda não notou. Mas esgotou-se aquele tempo em que a sociedade concedia autorização tácita para que as supremas togas fossem o que imaginavam ser e cumprissem sua missão divina, mesmo que a Justiça Eleitoral virasse, num julgamento de placar tão apertado quanto um 6 a 5, o novo foro privilegiado para salvar larápios. A transparência de copo de requeijão e os lugares-comuns da retórica de Alexandre de Moraes —”Não existe democracia sem independência do Poder Judiciário, isso vai ser investigado a fundo”— não livrarão o Supremo de ser colocado permanentemente em xeque.

Há algo de sádico na maneira pela qual os próprios ministros do Supremo se colocam na berlinda com suas sentenças contraditórias, seus pedidos de vista protelatórios, seus réus de estimação, sua política de celas abertas… Mas esse sadismo não é menos necessário para acordar a cidadania de sua letargia do que para a educação democrática dos magistrados. Decisões do Supremo, como se sabe, devem ser cumpridas. Mas o sacrossanto direito à crítica é inalienável.

Há ameaças na rede? Procuradores caluniaram? Auditores exorbitaram? Pois que sejam abertos os inquéritos. Que corram sob a luz do Sol, pelos canais competentes, sem a necessidade de esperneios. Inquérito secreto é ferramenta imprópria, um pé de cabra do arbítrio.

Blog do Josias de Souza

L I T E R A T U R A – SOFRIMENTO – Henriqueta Lisboa

L I T E R A T U R A

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                                      Henriqueta Lisboa

SOFRIMENTO
Henriqueta Lisboa

No oceano integra-se (bem pouco)
uma pedra de sal.
Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.
A música, muito além,
do instrumento.
Da alavanca,
sua razão de ser: o impulso.
Ficou o selo, o remate
da obra.
A luz que sobrevive à estrela e
é sua coroa.
O maravilhoso. O imortal.
O que se perdeu foi pouco.
Mas era o que eu mais amava.

Hospital Einstein processa Zé de Abreu por tuíte e pede R$ 100 mil

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Ricardo Feltrin
Colunista do UOL

A Sociedade Beneficente Israelita Hospital Albert Einstein entrou com uma ação de indenização por danos morais contra o ator José Pereira de Abreu Júnior, mais conhecido como Zé de Abreu.

O motivo da ação é um tuíte que o ator postou em 1º de janeiro deste ano, que a cúpula do hospital considerou difamatório.

O tuíte atacava o governo empossado de Jair Bolsonaro três meses após o então candidato do PSL levar uma facada de Délio Bispo durante a campanha eleitoral, na ocasião na cidade de Juiz de Fora (MG).

Zé de Abreu é acusado difamação, ofensa e antissemitismo, entre outras coisas. O ator ainda não foi localizado para comentar o processo (veja mais abaixo).

Vamos ao tuíte postado:

“Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad, com apoio do Hospital Albert Einstein, comprovada pela vinda do PM israelense, o matador e corrupto Bibi. A união entre a igreja evangélica e o governo israelense vai dar merda.”

A ação movida é pelo escritório Milnitzki Advogados, iniciada no Foro Regional de Santo Amaro. A coluna apurou que o ator já foi notificado.

“Tudo isso é delírio, dir-se-á. O réu seria simplesmente alguém carente de discernimento, um deficiente mental, para usar a terminologia da lei civil”, diz o texto da ação do Einstein, a qual a coluna teve acesso.

E continua, a respeito do tuíte: “Portanto não importam a qualidade do texto, a higidez do raciocínio (…). O que importa é que o réu elegeu inimigos vulnerados por séculos de discriminação e os colocou como vilões partícipes do processo de derrota de seu candidato na recente eleição presidencial.”

Como medida “didática”, para desestimular que outras pessoas repitam atitudes e postagens como a do ator, o hospital solicita indenização no valor de R$ 100 mil.

José de Abreu respondeu à coluna pelo Twitter. “Nada a declarar, não sei de nada, não recebi nada”, escreveu o ator.

Bannon sorriu. Por Luis Fernando Verissimo

– O Estado de S. Paulo / O Globo
Por absoluto obsoletismo, a palavra ‘escrúpulo’ deve ser imediatamente cortada dos dicionários sérios do mundo
Certas palavras perdem o sentido, mas mantêm seu poder evocativo. Pense na palavra “entreguismo” e você estará evocando toda uma época, quase outra civilização. Estará lembrando os anos do petróleo é nosso e dos maiôs Catalina, do teatro de revista com suas vedetes coxudas, das manifestações estudantis e das primeiras lambretas. “Entreguista”, naquele tempo, era quem queria entregar tudo para os americanos, pois já tínhamos entregue nossas almas, ao som do roquenrol. A esquerda – lembra dela? – era contra os entreguistas.
Estes tinham a retórica poderosa do Roberto Campos defendendo a privatização do País inteiro, mas conseguiram manter o petróleo mais ou menos nosso. Pelo menos até anteontem. Não se sabe o que combinaram fazer com a Petrobrás na reunião de Washington.
Falando em palavras que caem em desuso, uma, a palavra “escrúpulo”, deve ser imediatamente cortada dos dicionários sérios do mundo, por absoluto obsoletismo. Há anos ninguém diz “escrúpulo” em público a não ser acompanhada por um sorriso irônico. A delegação brasileira que acompanhou o Eduardo Bolsonaro a Washington não levou escrúpulo.
A orientação era oferecerem o que os americanos quisessem, a começar pela base de Alcântara, sem medo de serem chamados de “entreguistas” como antigamente, pois ninguém mais é. As cenas de subserviência festiva e de exaltação à América de Trump se repetiram sem que nada parecido com escrúpulo interviesse.
Steve Bannon, um dos ideólogos da direita mundial, participou das festividades em Washington, sorrindo secretamente da avidez dos brasileiros em se tornarem americanos vendendo o Brasil. Ou, como já estão falando em Brasília, Brazil. Estranha a ausência dos irmãos Koch na festa. Eles são, com Bannon, os maiores exemplos do dinheiro infindável posto a campo para inviabilizar qualquer alternativa ao capital predador. Devem estar vindo por aí.

Maia tenta desmoralizar Moro e diz que ele ‘copiou e colou’ um projeto de Moraes

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

Cheio de si, Rodrigo Maia já se sente no direito de atacar Sérgio Moro

Marcello Corrêa
O Globo com G1

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira que o ministro da Justiça, Sergio Moro , descumpriu um acordo com o governo ao sugerir que o projeto anticrime tramite em paralelo com a reforma da Previdência. Maia também criticou a proposta, dizendo que é um “copia e cola” do projeto apresentado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no ano passado.

“Moro está desrespeitando um acordo meu com o governo. Nosso acordo é priorizar a Previdência. Espero que ele entenda que ele é ministro de Estado. Ele está abaixo do presidente. Eu já disse a ele que esse projeto será posterior à Previdência, só isso” — disse Maia, ao sair de uma reunião com Paulo Guedes no ministério da Economia.

CÓPIA DA PROPOSTA – Ao chegar na Câmara dos Deputados, Maia afirmou que o pacote de Moro é uma cópia da proposta do ministro Alexandre de Moraes, que liderou uma comissão de juristas, que elaborou projeto para combater crime organizado e tráfico de armas e drogas.

Maia acrescentou que os deputados vão analisar o pacote de Moro e a proposta da comissão de juristas de maneira conjunta. Mas que isso vai acontecer, “no momento adequado”, depois de os deputados votarem a reforma da Previdência.

“O projeto é importante. Aliás ele tá copiando o projeto do ministro Alexandre de Moraes. Copia e cola. Então, não tem nenhuma novidade. Poucas novidades no projeto dele. Nós vamos apensar um ao outro. O projeto prioritário é o do ministro Alexandre de Moraes” — declarou o presidente da Câmara.

MORO RESPONDE – Sobre as declarações do presidente da Câmara, Moro afirmou ao site G1 que apresentou, em nome do governo, “um projeto de lei inovador e amplo contra crime organizado, contra crimes violentos e corrupção, flagelos contra o povo brasileiro”. E frisou: “A única expectativa que tenho, atendendo aos anseios da sociedade contra o crime, é que o projeto tramite regularmente e seja debatido e aprimorado pelo Congresso Nacional com a urgência que o caso requer. Talvez alguns entendam que o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo brasileiro não aguenta mais”.

Mais cedo, Moro pediu aos parlamentares que se dediquem ao pacote anticrime e anticorrupção e disse que não vê problema que os dois projetos sejam tocados ao mesmo tempo. Ressaltou, no entanto, que cabe ao Congresso a decisão final.

Sobre esta avaliação, Maia foi direto: “Ele (Moro) não é deputado”.

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém: começam vendas de ingressos no Recife

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém 2019

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém 2019Foto: Divulgação

temporada 2019 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém já está com ingressos disponíveis para vendas em quiosques de shoppings da cidade e por meio de agências de viagens, entre outros locais. O espetáculo – apresentado entre os dias 13 e 20 de abril – será protagonizado este ano pelo ator Juliano Cazarré no papel de Jesus.

Priscila Fantin (Maria), Ricardo Tozzi (Herodes), Gabriel Braga Nunes (Pilatos) e Bruno Lopes (Apóstolo João) também integram o elenco.

Os ingressos podem ser adquiridos pelos valores de R$ 100 e R$ 120, com meia entrada válida para estudantes, idosos e professores da Rede Estadual do Estado. Por meio do site oficial do evento www.novajerusalem.com.br, também pode ser feita a compra, com a possibilidade de parcelamento.
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Paixão de Cristo de Nova Jerusalém
Em 2019 o espetáculo completa 52 anos de história, contando a vida de Jesus em nove palcos-plateia, com cenografia que reproduz lugarejos, ambientes e prédios da Jerusalém dos tempos de Cristo, entre eles, o Templo, o Fórum Romano e o Palácio de Herodes.

Veja os pontos de venda para o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém 2019:

Campina Grande (PB)
Manoel da Carne de Sol
João Pessoa (PB)
Luck Viagens
Monteiro (PB)
Churrascaria Cariri

Caruaru 
Fábrica da Moda
Lojas MC Rosal
Polo Caruaru
Caruaru Shopping
Shopping Difusora

Santa Cruz do Capibaribe
MC Rosal
Transbraz Viagens e Turismo

São José do Egito 
Transbraz Viagens e Turismo

Surubim
Cia Viagens e Turismo

Brejo da Madre de Deus
Adriana Viagens

Recife
Luck Viagens
Shopping Center Recife
Shopping Rio Mar
Livraria Jaqueira

FOLHAPE

Análise: chegou a vez de Michel Temer encarar a Justiça brasileira

Depois de longa trajetória de sucesso na política, ex-presidente segue o mesmo destino de amigos do MDB presos pela Operação Lava Jato

  • Daniel Ferreira/MetrópolesDANIEL FERREIRA/METRÓPOLES
Eumano Silva

Por EUMANO SILVA -Jornal Metrópoles

Este episódio expõe uma vez mais a podridão em que se transformou a política brasileira contemporânea. Desde abril do ano passado, outro ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre pena em Curitiba.

Ex-constituinte, o emedebista teve trajetória de sucesso no poder federal, sempre à frente de um grupo de parlamentares marcados por envolvimento com escândalos de corrupção. Entre os mais próximos aliados de Temer, estavam os então deputados Geddel Vieira Lima (MDB-BA) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), que foram para a cadeia antes do ex-presidente da República.

Outro ilustre integrante do grupo, o ex-deputado, ex-ministro e ex-governador do Rio de Janeiro Wellington Moreira Franco (MDB-RJ), também foi preso nesta quinta-feira (21/3) pela força-tarefa da Operação Lava Jato no estado.

Polido, elegante e hábil articulador político, Temer conviveu com denúncias de negociatas ilegais desde que entrou para a vida pública. As negociatas no Porto de Santos acompanharam sua ascensão em cargos públicos.

Em Brasília, ele cultivou a liturgia do poder nos cargos que ocupou. Com esse perfil, soube manter a fleuma mesmo depois da prisão dos amigos Geddel e Alves. Agora, terá de encarar a Justiça brasileira.