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Recife se rende ao samba em noite com Paulinho da Viola e Alcione

Karynna Spinelli exaltou as origens negras em show no Marco Zero (Foto: Katherine Coutinho/G1)

A capital do frevo se rendeu ao samba na noite dessa segunda-feira de carnaval (11). Com Paulinho da Viola, Alcione e a pernambucana Karynna Spinelli, o Marco Zero se transformou no território do samba e mostrou que os pernambucanos não sabem apenas frevar. Milhares de pessoas acompanharam os shows até a madrugada desta terça-feira (12).

Uma das atrações mais esperadas da noite, Paulinho da Viola subiu ao palco por volta de 2h40 (horário de Brasília). Com um sorriso no rosto, chegou manso, cantando em coro com as milhares de pessoas no Marco Zero a canção ‘Pagode do Vavá’, emendando em seguida com ‘Recado’. “Vou cantar agora um samba muito importante para mim. Quando cheguei na Portela, há mais de 40 anos, cantávamos essa música como um hino. Até hoje, todo mundo levanta e canta com muita alegria”, disse ele antes de cantar ‘Doce Melodia’.

Paulinho da Viola levou o público ao delírio do Pecado Capital (Foto: Katherine Coutinho/G1)

A multidão foi mesmo ao delírio quando o sambista anunciou ‘Pecado Capital’. Uma chuva de papel picado tomou conta do ar, enquanto Paulinho da Viola, acompanhado pelo grande coro do público, cantou “dinheiro na mão é vendaval”, passando em seguida para ‘Filosofia do Samba’, ‘Sei lá Magueira’ e ‘Senhora Tentação’. “Algumas dessas escolas já não existem mais, outras estão no grupo especial ou no de acesso”, relembrou o cantor, antes de começar ‘Cenários’.

O repertório da noite seguiu com clássicos da carreira de Paulinho da Viola, que aos 70 anos mostrou que ainda tem muita disposição para o samba e deixou os foliões com gostinho de quero mais, principalmente depois de ‘Dança da Solidão’.

“Ele é um príncipe, o menestrel dos menestréis”, se declarou a arquiteta Joana Alves, que chegou cedo para ficar junto a grade.

Alcione subiu ao palco perto das 4h da madrugada com a promessa de fazer um show animado, mas sem deixar de lado o romantismo peculiar de seu repertório. “Tenho que cantar o que as pessoas querem ouvir. Não deixo de lado o samba-enredo que a minha escola de samba, a minha amada Mangueira, fez para o Recife, mas tem aquelas músicas que todo mundo quer ouvir”, disse Marrom.

Depois de dizer que o carnaval do Recife era ‘irretócavel’, Alcione chegou fazendo a alegria do público que resistiu até tarde para vê-la. Ela começou com um pout-pourri de Jorge Benjor, Alcione também prestou uma homenagem à Mangueira, com um samba sobre Jamelão. Depois de fazer o público sambar, ela levou o romantismo de ‘Faz uma loucura por mim’, em uma noite que teve ainda ‘Meu Ébano’ e ‘A Loba’.

Alcione não deixou de lado o romantismo de suas músicas (Foto: Katherine Coutinho/G1)

Samba de Pernambuco
A cantora e compositora Karynna Spinelli abriu a noite do samba e mostrou todo o molejo que tem no Marco Zero. O atraso para o começo do show gerou um pouco de insatisfação do público, que vaiou a demora. Tudo foi esquecido quando a cantora, com pés descalços e um sorriso no rosto, iniciou o show com as canções ‘Zumbi’ e ‘Negona’.

Para a missão de mostrar que essa é também a terra do samba, Karynna levou quatro sambistas da capital pernambucana para o palco: Selma do Samba, Gerlane Gel, Gracinha do Samba e Luiza Pérola. “É um prazer poder cantar com essas mulheres que cantam samba há muito mais tempo do que eu. Salve o morro, salve os barracões”, disse.

No repertório da noite, ela entoou canções famosas de outros sambistas, como ‘Sorriso Aberto’ e ‘Mais que nada’.

Esse é o terceiro ano que a pernambucana participou da noite do samba do carnaval recifense, mas é a primeira vez que subiu ao palco em um show solo. “Nos outros dois anos, eram projetos criados por mim. Dessa vez, sou eu que comando o show. Esse é um presente de aniversário adiantado, faço aniversário no fim do mês”, disse Karynna. Exaltando as origens negras, ela cantou ‘Jurema’, ‘Um sorriso negro’ e ‘Pai Oxalá’.

Fonte: g1

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