Ler é bom demais, incentive

   CRIANÇA QUE LÊ EXPRESSA MELHOR OS SEUS SENTIMENTOS       
uma ótima oportunidade para reforçar a importância da leitura para o desenvolvimento da criança.

Ana Bia é uma leitorazinha voraz. Ama livros. Lê todos os dias. Por vezes, a mesma história. Quando vejo, lá está ela na cama deitada, antes de dormir, rindo de novo e outra vez daquela passagem que já reviu mil vezes. Me espremo ao seu lado e rio com ela. Inventamos vozes e intercalamos a leitura, uma passagem pra ela, uma pra mim. Nas histórias em quadrinhos, nos apossamos de personagens, lhes damos vidas e trejeitos. Outras vezes nos fazemos apenas companhia, ela com os livros dela, eu com os meus. Nós e o amigo silêncio, quebrado por afagos.

 

Minha família no sul é uma família de leitores. Ou melhor, leitoras. Eu, minha mãe, as tias Ceiça e Jacque (e agora a Bia) trocamos informações literárias como quem troca figurinhas. Livros são compartilhados e exaltados ou execrados, e são também nossos presentes preferidos de aniversário, Natal, Páscoa ou simplesmente para celebrar um momento de reunião, uma visita. Levamos como mimo para aquela roda de chimarrão de fim de tarde. Deixamos sobre a mesa da anfitriã como quem leva um quitute para ser saboreado, “esse é uma delícia”, sempre com dedicatórias. São como cartas que mandamos umas para as outras com significados íntimos e profundos escritos por autores outros. Como eles sabem com precisão o que se passa no nosso âmago? Isso é um mistério.

Às vezes, a autoria do livro é nossa. Poemas, contos, crônicas, nos aventuramos no mundo das letras e das oficinas literárias pelo prazer de brincar com as palavras e sentimentos. Ana Bia incorporou a prática e também já tem um diário onde registra suas peripécias. Esses dias me mostrou a página onde escreveu sobre aFesta do Pijama. Ao final, minha ilustre participação: “Foi divertido, brinquei muito com as minhas amigas… enquanto minha mãe limpou a casa”. Tive que rir. Sobrou pra mim! Que forma de entrar pra história!

Livrarias são nossos santuários, lá temos nossos rituais, alas preferidas. Bibliotecas idem. Na da escola, frequentemente a Bia passa o recreio assistindo a filmes com as colegas ou lendo. É um ambiente no qual se sente em casa. Quando me perguntam se incentivo, sim, desde cedo. Muito. E deu certo. Mas o mais importante é o exemplo.Ler na frente dos filhos e sobretudo com eles traz resultados animadores.

Em 18 de abril se comemora o “Dia Nacional do Livro Infantil”. Segue alguns títulos que fazem com bom conteúdo e que podem inspirar seu filhote:

 

Diário da Julieta (1, 2 e 3) – As histórias mais secretas da Menina Maluquinha conquistaram em cheio a Bia. Fazem parte de uma nova coleção de livros do Ziraldo com a turma do Menino Maluquinho, sim, ele mesmo, que nos encantou a todos na nossa infância. Cada personagem tem o seu próprio volume, por vezes uma série, como a da Julieta (estamos ansiosas esperando o livro 4!). Tem da Nina, da Carolina, da Shirley Valéria, do Bocão, há para todos os gostos com desenhos lindamente coloridos e enredos descolados. Da Editora Globo.

 

O Coelhinho que Não Era de Páscoa – De Ruth Rocha, com ilustrações de Elisabeth Teixeira. O livro conta a história de um coelhinho que decide romper com a tradição familiar e não ser entregador de ovos de Páscoa como seu pai, seu avô, bisavô. Todos os irmãos sonham em seguir nesta carreira, mas ele tem alma de artista e quer algo mais. Fala sobre diferenças de uma forma poética e como todos temos um papel na sociedade e na família. O desfecho é surpreendente, a mensagem linda. Da Editora Salamandra.

 

A Fada que Tinha Ideias – De Fernanda Lopes de Almeida, conta a história de uma fadinha muito sapeca e cheia de opiniões, que não se conforma com situações do reino e resolve revolucionar algumas verdades pré-estabelecidas com uma pitada de vento, de chuva, das cores do arco-íris, dos poderes da natureza e, claro, muita sapequice. O meu exemplar antigo (sim, é do meu tempo) é da Editora Ática, a versão nova do “A Fada que Tinha Ideias – Peça Teatral”, com ilustrações de André Neves, é da Editora Projeto.

 

O Menino Paciente – Da minha conterrânea Leticia Wierzchowski (autora de “A Casa das 7 Mulheres”) e Marcelo Pires, com ilustrações de Virgilio Neves, uma linda história que nasceu da doença do filho de Letícia e Marcelo, e de como, com criatividade e imaginação correndo soltas, uma situação ruim pode se transformar num mundo de alegrias. Um livro com uma mensagem positiva e alto astral, ótimo para mães com filhos doentes e crianças que necessitam de um cuidado maior. Da Editora Record.

fonte:msn

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