Bancada “Muda Senado” volta à carga contra STF para criar a CPI da Lava Toga

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Deu na Coluna do Estadão

Integrantes da bancada “Muda Senado” planejam endurecer e personalizar o discurso pela CPI da Lava Toga, na boca da caçapa para obter as assinaturas necessárias. Vão argumentar que, desde a redemocratização, somente o Supremo não teve membros cassados por irregularidades. Ou seja, o Senado pode não estar cumprindo seu papel, pois, em certo sentido, é dele a prerrogativa constitucional de “fiscalizar” a Corte.

Por tabela, o presidente Davi Alcolumbre será ainda mais pressionado a desengavetar pedidos dormentes de impeachment de ministros do STF na Casa.

DIVERGÊNCIAS – Até por isso, a estratégia não é unânime no grupo. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), por exemplo, prefere centrar esforços em obter a assinatura que falta para a CPI. “É uma pauta do Brasil e vai andar”, afirma.

Os que acreditam nessa estratégia, no entanto, apostam que as últimas operações da PF contra senadores podem unir a Casa pela agenda.

A senha foi dada em um discurso crítico do senador Marcos Rogério (DEM-RO). Quando apertado por não ter assinado o pedido de CPI, respondeu que o instrumento reservado pela Constituição ao Parlamento contra os “abusos” é o impeachment. “E eu digo com toda a segurança: este Parlamento terá que enfrentar isso em breve”, disse.

SISTEMA S – Pegou mal no PSL e em ala radical do bolsonarismo o post de Jair Bolsonaro, no Facebook, ao lado de Paulo Skaf. Marcelo Odebrecht disse à PGR ter repassado R$ 2,5 milhões a Paulo Skaf, presidente da Fiesp, filiado ao MDB.

Skaf também é citado na delação do publicitário Renato Pereira. O empresário nega as duas acusações e diz que suas campanhas ao governo de SP estiveram dentro da lei.

Outro efeito colateral da aproximação Bolsonaro-Skaf é aumentar o mau humor de Paulo Guedes. Na Economia, desconfia-se de que ao presidente da Fiesp quer minar a ideia do governo federal de reduzir recursos do sistema S.

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