João Câmara abre mostra individual no Recife depois de 17 anos

João Câmara será, sem dúvida, muito prestigiado na noite do vernissage

João Câmara será, sem dúvida, muito prestigiado na noite do vernissage                   Foto: Jose Britto
Por: Gabriella Autran

Ao caminhar pelas 33 pinturas que fazem parte da exposição “Trajetória e Obra de um Artista Brasileiro”, é possível enxergar João Câmara Filho, um dos nossos maiores artistas plásticos, com dimensão nacional e mundial, em muitas das suas nuances. A mostra, que faz parte das ações comemorativas dos 15 anos do Museu Afro Brasil, oferece uma simbologia interessante, quase mística, uma vez que a última individual do artista na Capital pernambucana ocorreu em 2002, com a icônica série “Duas Cidades”. É uma coletânea dividida em duas etapas, sendo a primeira no Museu do Estado de Pernambuco, com vernissage nesta quinta-feira (18), às 19h30, em cartaz até o dia 24 de agosto, e a segunda no Museu Afro Brasil, em São Paulo, com abertura no dia 14 de setembro. Em comum, a curadoria de Emanoel Araujo.

Os mais de 50 anos de carreira de Câmara, hoje aos 75, revelam um artista incansável e, sobretudo, fiel às suas paixões e técnicas, o que, de alguma maneira, explica o seu sucesso em todo o mundo, com obras nos acervos mais prestigiados e coleções mais sofisticadas. “Exposições deste tipo, que reúnem obras de diversos períodos, são muito boas para o artista ter uma rememoração da sua produção. Você pode ter uma percepção mais lógica do que eu estou fazendo e praticando”, explicou, em entrevista a esta Folha de Pernambuco.

Por outro lado, admite a sua passividade quando se fala em montagem: “Eu acho exposição uma coisa muito chata de fazer, porque dá muito trabalho, meus quadros são grandes, pesados. Mas quando é feito por instituto assim é melhor”, conta, também lembrando dos apoios que tem a exposição – Ministério da Cidadania, Governo de SP, Governo de PE, Museu Afro Brasil, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, Museu do Estado de Pernambuco, Comexport, Copergás, Banco Safra e Colégio Bandeirantes. Cada um dos parceiros ganha espaço no belo catálogo da mostra, que discorre sobre o artista nas suas 300 páginas.

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