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Palocci não vai desistir de delação, avalia PT

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Josias de Souza

Desde 2014, quando a Lava Jato começou, nenhuma novidade processual deixou o PT tão eufórico quanto a revogação da prisão preventiva de José Dirceu. A animação tornou-se opaca depois que a cúpula do partido se deu conta de que a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal não removeu da cabeça do companheiro Antonio Palocci a ideia de se tornar um delator.

Reunida nesta quarta-feira, a Executiva Nacional do PT divulgou mais uma de suas resoluções políticas. A última frase do texto dá ideia do drama que continua atormentando a legenda: “O PT saúda a decisão que liberou o companheiro José Dirceu, preso injustamente, e espera que a mesma se estenda ao companheiro João Vaccari.” Nenhuma menção a Palocci. Nada sobre Renato Duque.

A exemplo de Palocci, o companheiro Duque também reivindica um acordo de colaboração com a Justiça. Pediu para ser reinquirido por Sergio Moro. Ele representava o PT na diretoria que violou os cofres da Petrobras. Palocci e Duque sabem o que fizeram no verão passado. E buscam maneiras de atenuar o castigo. A exclui-los do seu documento, o PT deixa no ar a hipótese de desqualificá-los, se for o caso. Eventuais ataques de petistas a Palocci e Duque serão como cusparadas no espelho. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, indeferiu pedido de liberdade formulado pela defesa de Palocci. A palavra final, entretanto, será dada pelo plenário do Supremo.

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