Todos fazem a mesma coisa. Ou, farinha do mesmo saco

Ilimar Franco – O Globo

 O tempo passa, o tempo voa e os políticos agem à sua imagem e semelhança. O PDT protesta contra a urna eletrônica desde sua implantação em 1996. Quando Brizola perdeu o pleito para a prefeitura do Rio (2000), soltou o muxoxo: “perdemos o direito à recontagem”.

Na presidência do PT, José Dirceu soltou nota contra o TSE por sua recusa em fazer auditoria nas urnas eletrônicas. Agora, o PSDB pede auditoria e, como se vê, não dá para acusá-lo de mau perdedor. Para os partidos, é mais barato uma auditoria na urna eletrônica, paga com dinheiro público. Custaria mais um acerto de contas com os institutos de pesquisa, a seu serviço, que lhes venderam a vitória.

Nas eleições de 2006, o TSE fez uma auditoria no TRE de Alagoas após as eleições municipais. A fiscalização custou R$ 2 milhões aos cofres públicos. As urnas naquele estado são somente 6.110. No Brasil, é preciso checar 428.894 urnas.

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