Crianças do Sertão da Bahia estudam em escola de taipa

O município de Abaré, na Bahia, é uma das provas do descomprometimento e da insensibilidade de gestores públicos brasileiros. A população sofre uma dura realidade, marcada pelo drama da seca, precariedade do sistema de ensino e diversas outras mazelas que se agravam com um comportamento retrógrado dos seus líderes, exibindo, assim, um grande paradoxo.

Em pleno século XXI, no auge da consolidação da democracia e dos direitos humanos, vive-se como no período do coronelismo, quando o povo não tinha voz nem vez e era submetido aos desmandos dos caciques políticos, que buscavam atender aos interesses particulares da elite em detrimento das reais necessidades das camadas sociais menos favorecidas.

No último dia cinco de setembro, à luz da antítese ‘desenvolvimento x estagnação’, vislumbrada no município baiano, o programa Conexão Repórter, do SBT, apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, vai denunciar a opressão dos líderes políticos de Abaré e, por conseguinte, os resquícios da desídia administrativa que perpetua o poder e condena a população, nutrida por pseudo-promessas oriundas de jogos políticos.

Enquanto não colhe os resultados que deverão surgir após a denúncia de tal descaso em rede nacional, a população segue atônita à exasperação do caos, presente desde os casebres de lona que servem como salas de aula, perpassando os barracos sub-humanos onde moram, se é que isso pode ser chamado de residência, e culminando na escassez de água e luz.

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