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Abertura do carnaval do Recife agrada ao público. Shows tiveram participação de Milton Nascimento e Naná Vasconcelos

 

Paulo Paiva/ DP/ D.A press

É no show de abertura que o Recife mostra a essência do seu carnaval. Tem maracatu, frevo de bloco, frevo de rua, Música Popular Brasileira, pop. O já tradicional cortejo de maracatus de baque virado com 500 integrantes, comandados pelo percussionista Naná Vasconcelos, encantou a multidão que foi para o Recife Antigo. Apesar do grande número de pessoas, não é difícil andar nas ruas do bairro e seguir os vários blocos que passam por lá.

O ‘esquente” começou com o coral Edgar Moraes e o bloco lírico Pierrot de São José, que preparam o público para a chegada do cortejo de maracatus. Antes, ainda teve o Caboclinhos Tupi. Sob a regência de Naná Vasconcelos, as dez nações de maracatu de baque virado abriram alas para a entrega das chaves do carnaval ao rei e à rainha do carnaval do Recife.

As apresentações prosseguiram com Milton Nascimento e a fadista portuguesa Carminho, que se disse encantada pelo Recife. Durante seu show, o cantor Milton Nascimento recorreu a um tablet para acompanhar a letra das canções. Foram apenas quatro músicas e encerrou a participação. Depois, Orquestra Popular do Recife, do maestro Ademir Araújo, o Maestro Formiga, levou o frevo de volta para o palco.

Mérito – O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, cumprimentou o comandante do carnaval, Naná Vasconcelos. “Você já é um artista conhecido internacionalmente e já estava na hora de você ser respeitado na sala de festas da sua casa, no Marco Zero, em Pernambuco”. Ele e o prefeito da cidade do Recife, Geraldo Julio, já passaram pelo palco do Marco Zero.

Encerrada a apresentação dos maracatus, o governador entregou a medalha da ordem do mérito Guararapes ao percussionista. “Estou muito feliz em entregar a mais alta comenda a Naná Vasconcelos, filho do povo de Pernambuco que tem capacidade de fazer o bem, se preocupa com os mais pobres. É uma comenda especial para esse grande artista pernambucano”, disse Eduardo Campos.

Já Geraldo Julio entregou a chave da cidade para o rei e a rainha do carnaval do Recife. “Estou muito feliz com essa abertura e espero que, sobretudo, este ano seja de paz. É o meu primeiro carnaval no cargo e quero que os pernambucanos possam brincar e aproveitar a festa em toda a cidade”, relatou o prefeito.

Após receber o mérito, Naná e a viúva de Alcir Lacerda, Ceça Lacerda, comemoraram a homenagem. “Esse prêmio não é só meu, é de todas as nações do maracatu”, disse Naná.

Confira alguns depoimentos dos foliões

“Todo ano brinco no carnaval do Recife. A programação está ótima. O único problema são os táxis. Esse ano está mais difícil que os anteriores, mas não tem problema porque é carnaval.”
Anisio Lopes, 52 anos, economista

“Esse ano tem muita gente, mas tá dando pra brincar legal e a estrutura desse ano está mais organizada. Viemos de carro e conseguimos estacionar na Rua do Imperador apesar de termos chegado tarde.”
Alexandre César, Técnico em mecatônica, 45 anos

“Adorei a abertura, foi muito bonita! Tudo está muito tranquilo até agora.”
Walkiria Moraes, vendedora, 32 anos.

“Adorei as atrações, é a primeira vez que venho. Achei a homenagem muito merecida. A fila do banheiro está muito tranquila.”
Alisson Henrique Silva, estudante, 18 anos

“Achei muito diferente, é um Carnaval de muita alegria e quero brincar até a quarta-feras, mas, não só no Recife Antigo. Quero conhecer Olinda também. Eu gostei, inclusive, da estrutura dos bares. A tarifa de ônibus foi atrativa e ele não estava lotado”
Turistas cariocas, Gabriela Alves, estudante 19 anos, e Diogo Braga, técnico de informática, 20 anos.

“O carnaval de Pernambuco é sempre o melhor, Recife é incomparável. Esse ano está mais folgado, está melhor que o ano passado. O policiamente também está melhor que o do ano passado. A mulher dele, Gislaine Stefani, enfermeira tecnica, 21 anos está pela primeira vez na abertura porque ele gosta muito, mas ela não gosta muito do tulmuto, apesar de achar a festa bonita.”
Daniel Barbosa, técnico em enfermagem, 30 anos

Fonte: Diário de Pernambuco

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