Privataria temerária ameaça banco público mais popular do país

No último dia 7 de fevereiro, o Comitê Nacional em Defesa da Caixa se reuniu na sede da Federação Nacional das Associações do Pessoal da CEF (Fenae), em Brasília, para discutir reações aos planos do governo Temer de aprofundar a privataria vendendo, também, bancos públicos como a Caixa Econômica Federal, que pilota programas sociais e habitacionais justamente para a população mais humilde.

A campanha “Defenda a Caixa você também” foi criada para mobilizar a população contra as investidas do governo Temer para privatizar um banco que é o principal agente dos programas sociais de moradia, educação, saneamento, segurança, previdência e assistência social.

O caráter 100% público da Caixa Econômica Federal é uma conquista do povo brasileiro e precisa ser mantido. Bancos comerciais perderiam interesse por muitas agências da Caixa que existem pelo país com a finalidade exclusiva de melhorar a vida do povo independentemente do lucro.

A representante eleita pelos empregados para o Conselho de Administração do banco, Maria Rita Serrano, explica a ameaça privatista à instituição:

“O ano de 2018 começou com a Caixa sendo acusada de corrupção devido ao afastamento de quatro vice-presidentes da empresa por gestão temerária, resultado de uma disputa dentro do governo Temer”

Os planos de Temer para privatizar mais esse patrimônio público histórico dos brasileiros requer ações de conscientização da sociedade sobre a importância da Caixa. Nesse sentido, foi criada a campanha “Defenda a Caixa você também”, que prevê as seguintes ações:

– Elaboração de uma carta-compromisso a ser entregue a todos os candidatos aos cargos de presidente, governador, senador e deputado federal nas próximas eleições;

– Divulgação de spots para rádios e vídeos testemunhais em defesa da Caixa 100% pública, com declaração de personalidades nacionais, empregados, aposentados e representantes da sociedade civil denunciando a intervenção do Ministério da Fazenda na gestão da Caixa com as regras estabelecidas pelo novo estatuto prevendo que tudo deverá ser negociado pelo Conselho de Administração e não mais pela direção da empresa, a exemplo de acordo coletivo, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e contratação de mais empregados;

– Realização de um ato ou seminário em defesa da Caixa dentro do Congresso Nacional, buscando unir a luta pela manutenção do banco 100% público com a defesa da democracia, da cidadania e da justiça social.

Lançado em lançamento em 3 de outubro do ano passado, o Comitê Nacional em Defesa da Caixa é integrado pela Fenae; Fenag; Fenacef; Advocef; Aneac; AudiCaixa; Social Caixa; Contraf; Contec; FNRU; e pelas centrais sindicais CUT, CTB, Intersindical, CSP/Conlutas e UGT.

O vídeo abaixo explica a campanha em defesa da Caixa

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