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Maia começa a descolar de Temer e já evitou o aumento do Imposto de Renda

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (esq.) conversa com o presidente Michel Temer durante evento em São Paulo (Foto: Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Maia e Temer já não estão falando a mesma língua

Fernanda Calgaro
G1, Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (dia 8) que um eventual aumento da alíquota do Imposto de Renda (IR) “não passa” na Casa. O aumento do imposto é estudado pelo governo federal. Mais cedo, o presidente da República, Michel Temer, admitiu que há estudos sendo feitos pelo governo para elevar a alíquota do IR, mas que não há nada definido.

“Se tiver que passar pela Câmara, não passa”, afirmou Maia ao ser entrevistado sobre o assunto. Questionado por jornalistas se considerava errado o caminho que o governo está seguindo para aumentar impostos, o presidente da Câmara respondeu: “Sempre é”.

AUMENTAR A RECEITA – A equipe econômica quer aumentar a arrecadação – até junho, o déficit das contas do governo já era de R$ 56,1 bilhões.

As iniciativas sob análise pelo governo vão desde criar uma nova alíquota de Imposto de Renda para as pessoas físicas (que poderia chegar a 35%), passar a cobrar IR sobre lucros e dividendos e até rever desonerações.

As medidas precisam ser aprovadas pelo Congresso por meio de projeto de lei e teriam efeito somente sobre as contas de 2018.

MEDIDAS ECONÔMICAS – Confira as medidas que voltaram à mesa de discussão: 1) Criação de uma nova alíquota de imposto de renda para pessoa física – que poderia variar de 30% a 35% para salários acima de R$ 20 mil; 2) Cobrança de Imposto sobre os Dividendos – os rendimentos de empresas que declaram sobre o lucro presumido; 3) Revisão de desonerações; 4) Regimes especiais, como o Reintegra, que concentra os benefícios em um pequeno número de empresas.

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