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Promessa é dívida?

Ricardo Boechat – ISTOÉ

Pairam dúvidas quanto a disposição de Michel Temer de cumprir a promessa pública, feita em fevereiro, de afastar auxiliares diretos que venham a ser denunciados à Justiça. Há dias o secretário Nacional da Juventude, Francisco de Assis Filho, ligado ao PMDB, ostenta essa condição. Caso o Planalto queira checar, o site do TJ do Maranhão mostra o talentoso rapaz como réu em processo por crime de peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e participação em organização criminosa. Ele teria desviado dinheiro público nomeando funcionários na paupérrima Prefeitura de Pio XII.

Os 16 pedidos de abertura de investigações contra 9 governadores que Edson Fachin (STF) enviou ao STJ serão relatados pelo ministro Luis Felipe Salomão. Uma situação curiosa é a do acreano Tião Viana (PT), a ser investigado por falsidade ideológica eleitoral. Ele já foi alvo da Lava Jato, acusado de ter recebido R$ 300 mil da Iesa Óleo e Gás. O caso acabou arquivado a pedido da PGR. O órgão entendeu não haver provas de que Viana soubesse que o dinheiro usado em sua campanha veio de desvios na estatal.

A PF investiga se há funcionários da Caixa envolvidos em irregularidades nos investimentos públicos feitos com dinheiro do FGTS. A suspeita surgiu após o ex-diretor da Odebrecht, Benedito Júnior, afirmar que pagou R$ 4 milhões a André Luiz de Souza, ex-assessor da CUT no Conselho do FI-FGTS. A grana seria contrapartida da compra, por R$ 3,5 bilhões, pelo Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, lançado pela Prefeitura do RJ, para custear obras na região central da cidade, feitas por empreiteiras alvos da Lava Jato.

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