A mulher na advocacia

É urgente a necessidade de um olhar específico que tenha como prioridade elevar a presença das mulheres nas instâncias de representação e de decisão sobre os rumos da sociedade e da advocacia em Pernambuco. Trazer esse debate à ordem do dia é nossa missão: a diferença da remuneração entre homens e mulheres, o assédio moral e sexual nos locais de trabalho, violência contra a mulher, serviços específicos de creche, locais de amamentação nos Fóruns, direito à licença-maternidade e assistência à mulher devem ser prioridades para a OAB/PE.

O isolamento da mulher cria barreiras ao seu acesso às posições de maior autoridade, maior prestígio e maior salário. Sua associação restrita ao trabalho privado, no seio familiar ou até no exercício da profissional sem interlocução com seu órgão de representação de classe, fortalece o lugar do homem, que fica liberado para atender a exigências profissionais e políticas.

Nesse sentido, a luta pela participação das mulheres nas atividades sociais e políticas traz a questão da necessidade da pluralidade democrática, que depende, por sua vez, da garantia de espaço livre, sem violência, baseada em crenças e práticas distintas das que se verificam atualmente. Vencer o estigma enfrentado por Maria Coelho da Silva e Myrtes Campos, no exercício profissional da mulher advogada, é responsabilidade do nosso tempo. A mulher não pode ter medo de ser mulher.

A positividade da diferença deve ser anunciada como força na discussão, onde a necessidade do cuidar não esteja associada ao lugar da mulher, mas sim à responsabilidade pública de todos os indivíduos, pela própria vida e pela vida dos outros. Este é o caminho para a construção de um mundo para todos e todas. A íntegra deste artigo, da advogada Patrícia Carvalho, do movimento “A Ordem é Para Todos”, você confere no menu Opinião. Vale a pena!

 

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