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Justiça Federal decreta perda de bens de Carlinhos Cachoeira

Bloqueio da ordem de R$ 100 milhões envolve bens que vão de apartamentos de luxo a um avião

A Justiça Federal determinou nesta quinta-feira, 21, a perda de bens do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e de mais quatro pessoas vinculadas à Máfia dos Caça-Níqueis, em Goiás. O bloqueio é da ordem de R$ 100 milhões em bens que vão de carros importados, apartamentos de luxo, terrenos até a avião.

A Justiça listou bens nos nomes de Idalberto Matias, Lenine Araújo de Souza, Carlinhos Cachoeira, Raimundo Washington Souza Queiroga e José Olímpio. Além deles, constam outras propriedades em nome de laranjas e de empresas que teriam sido empregadas no esquema.

A decisão pela perda dos bens já havia sido anunciada no ano passado pela própria JF. Porém, coube ao juiz substituto, Daniel Guerra Alves, da 11ª Vara Federal em Goiás, no último dia 13, definir a efetiva perda dos bens e ainda estipulou o valor de R$ 156.985,50 pelos gastos policiais durante a Operação Apate.

A operação foi realizada pela Polícia Federal no ano passado, e resuoltado na prisão de Carlinhos Cachoeira e mais 79 pessoas. No processo, o grupo responde pelos crimes de formação de quadrilha, e contra a administração pública.

“O cálculo dos prejuízos causados pela organização criminosa, comandada por Carlinhos Cachoeira e dos bens adquiridos com o produto dos crimes cometidos é, objetivamente, complexo”, informou o Ministério Público Federal (MPF). “Até que seja possível estipular um valor do ônus, os membros da quadrilha vão pagar, por enquanto, uma parcela dessa dívida com a sociedade”, informou. Um dos advogados de Cachoeira disse que cabe recurso à decisão.

Bloqueados. Na lista de bens, da Justiça Federal, o bicheiro Carlinhos Cachoeira chama atenção pelo volume e o valor ínfimo de bens: um terreno, localizado no condomínio Alphaville, em Goiânia, avaliado em R$ 1,5 milhão.

Mas, do sócio dele, José Olímpio de Queiroga, segundo a Justiça Federal, estão bloqueados cinco apartamentos. Sendo dois dele localizados no Real Celebration Life Club, em Águas Claras (DF), no valor de R$ 800 mil. Outros dois apartamento no Edíficio Ângela Maria Janusi, em Águas Claras (DF), foram estimados em R$ 1,5 milhão e outro em Taguatinga, cidade-satélite do DF.

No levantamento, e em nome de Queiroga, também foram indicados um prédio, avaliado em R$ 8 milhões, e duas fazendas – em Mimoso de Goiás (GO) e Valparaíso de Goiás (GO) estimadas em R$ 450 mil. Outro prédio comercial (R$ 8 milhões), no Centro Comercial Riacho Mall Fundo I (DF), e um posto de lavagem e lubrificação, com 1.833 m² de área construída, também foram listados.

Dos homens de Cachoeira, Idalberto Matias, o Dadá, teve dois carros (sem valor avaliado) e um apartamento na Asa Norte de Brasília no valor de R$ 600 mil. Outros dois carros, três terrenos (dois de 360 m² e um de 200 m²) em Valparaíso de Goiás (GO), além de dois imóveis em Caldas Novas, estimados no valor de R$ 300 mil estão em nome de Lenine Araújo de Souza. Uma área de 10 mil metros quadrados, localizada em Luziânia (GO), e avaliada em R$1 milhão consta em nome de Raimundo Washington Souza Queiroga.

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