Polícia Civil aceita proposta salarial do Governo e fecha acordo

O aumento salarial proposto pela governadora para todas as categorias do serviço público estadual será de 20%, a ser implementado gradativamente até 2026.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) aprovou na noite da quarta-feira, 11 de setembro, um acordo do Governo Raquel Lyra de reajuste salarial.

A governadora encaminhou à Assembleia Legislativa de Pernambuco, nesta quinta-feira (12), quatro projetos de lei que propõem reajustes salariais para os funcionários da Adagro, Procuradoria, fazendários e policiais penais.

O aumento salarial para todas as categorias do serviço público estadual será de 20%, a ser implementado gradativamente até 2026.

O presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe, deputado Antônio Moraes (PP), afirmou que todos os projetos entrarão na agenda da reunião da próxima terça-feira, 17 de setembro.

É esperado que as comissões de Finanças e Administração sigam o mesmo procedimento. Com os acordos salariais já estabelecidos, é provável que o presidente da Assembleia, Álvaro Porto (PSDB), inclua os reajustes na ordem do dia do plenário na mesma terça-feira (17).

O ajuste salarial foi aprovado após uma segunda votação, pois a primeira, realizada na semana anterior, foi invalidada para permitir ajustes na tabela salarial. O Sinpol, em comunicado nas redes sociais, mencionou que a aprovação ocorreu com ressalvas.

Antônio Campos flagra uso indevido da máquina em favor de Mirella

Secretária de Turismo de Olinda é Flagada em Campanha Eleitoral Durante Horário de Expediente

O candidato à prefeitura de Olinda, Antônio Campos (PRTB), denunciou na tarde desta quinta-feira (12) um ato de campanha irregular envolvendo a secretária de turismo de Olinda, Aiane Siqueira, e mais de 10 funcionários públicos municipais. Segundo Campos, a secretária estava coordenando uma panfletagem em favor da candidata Mirella Almeida (PSD) durante o horário em que deveria estar cumprindo expediente na prefeitura, que vai até as 13h30. O flagrante ocorreu por volta das 13h no bairro de Sítio Novo, onde Campos cumpria agenda de campanha e interagia com a população local.

De acordo com o candidato, além de estar fora do horário permitido para atividades de campanha, o uso de funcionários públicos para promover candidatos infringe os princípios da administração pública e fere a legislação eleitoral. “É inadmissível que servidores, pagos com o dinheiro do contribuinte, estejam fazendo campanha política durante o expediente. Isso demonstra uma clara falta de ética e respeito à cidade e aos olindenses”, criticou Campos.

O PRTB, partido de Campos, já havia ingressado com outras ações contra a candidatura de Mirella Almeida, e agora pretende ampliar suas medidas, incluindo uma nova ação específica contra Aiane Siqueira. Segundo a equipe jurídica do candidato, o ato configura abuso de poder político e econômico, o que pode resultar em sanções eleitorais e administrativas para a secretária e a campanha de Mirella.

Essa situação lança mais questionamentos sobre o uso da máquina pública para fins eleitorais, prática que gera um desequilíbrio no pleito e prejudica a integridade democrática. Campos ressaltou que continuará atento a atos dessa natureza e reafirmou seu compromisso com uma campanha limpa e ética: “Vamos continuar lutando contra esses abusos e garantir que Olinda tenha uma eleição justa, onde a vontade do povo prevaleça.”

O episódio evidencia a tensão crescente nas eleições de Olinda, com Campos intensificando suas críticas à gestão atual e aos métodos de campanha de seus adversários. Ele também convocou a população a permanecer vigilante, denunciando qualquer prática que atente contra a legalidade do processo eleitoral.

Deputado solicita anulação da nomeação de Macaé Evaristo no Ministério dos Direitos Humanos

A nova ministra é ré na Justiça de Minas Gerais sob a acusação de superfaturamento na compra de kits de uniformes escolares quando ela era secretária de Educação de Belo Horizonte, em 2011.

Deputado solicita anulação da nomeação de Macaé Evaristo no Ministério dos Direitos Humanos.Deputado solicita anulação da nomeação de Macaé Evaristo no Ministério dos Direitos Humanos. Foto: Henrique Chegues/Assembleia de MG

Macaé Evaristo, nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como nova ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, teve sua indicação contestada na Justiça nesta quarta-feira, 11 de setembro, pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP), que protocolou uma ação solicitando a anulação da nomeação.

O parlamentar alega que o fato de Macaé responder a um processo por improbidade administrativa viola os princípios constitucionais de moralidade, impessoalidade e probidade administrativa. Procurada, a assessoria da ministra ainda não se manifestou.

Como revelou o Estadão, Macaé Evaristo é ré na Justiça de Minas Gerais sob a acusação de superfaturamento na compra de kits de uniformes escolares quando ela era secretária de Educação de Belo Horizonte, em 2011, durante o governo do ex-prefeito Márcio Lacerda, então no PSB.

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) identificou que o preço pago pelos kits foi superior ao valor de mercado na época, o que pode ter causado um prejuízo estimado de R$ 6,5 milhões em valores atualizados.

Na ação, protocolada na Justiça Federal de São Paulo, o parlamentar destaca que Macaé Evaristo firmou um acordo em 2022 para encerrar outros processos relacionados à sua gestão no governo de Minas Gerais. Na ocasião, ela assinou um termo de não persecução cível e concordou em pagar uma multa de R$ 10,4 mil – equivalente a um mês de seu salário como secretária – para encerrar 13 processos judiciais por improbidade administrativa envolvendo a compra de carteiras escolares.

O acordo não menciona os valores superfaturados, mas aponta que a área técnica do MP-MG concluiu haver “sobrepreço” na licitação para a aquisição do mobiliário.

Siqueira também alega que a nomeação de Macaé por Lula configura desvio de finalidade, já que a indicação pode resultar na transferência do processo em curso para o Supremo Tribunal Federal (STF), o que, em sua avaliação, poderia beneficiá-la.

No processo, o parlamentar argumenta que, ao nomear alguém com histórico de acusações de improbidade administrativa, Lula compromete a integridade e a confiança pública no governo.

“Nomear alguém que enfrenta investigações pode gerar questionamentos sobre a transparência e integridade na administração pública”, comentou Siqueira na ação proposta.

A ação cita ainda casos anteriores de ações populares contra nomeações de ministros, como a indicação de Alexandre Ramagem para a Polícia Federal, feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e a de Lula para a Casa Civil, realizada pela ex-presidente Dilma Rousseff, ambas suspensas por decisões judiciais.

Estadão Conteúdo