Pablo Marçal reage após vídeo compartilhado por Jair Bolsonaro

“O que houve”, questionou candidato do PRTB

Pablo Marçal Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube UOL

O empresário e candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, reagiu após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilhar um vídeo antigo dele sobre crítica a igrejas. Ele exibiu o vídeo e questionou o político.

– O que houve, Bolsonaro? – perguntou.

Na gravação, ele afirmava que instituições religiosas geram uma morte espiritual nas pessoas.

– Ortodoxa, romana, anglicana, o escambau A igreja evangélica não mata as pessoas com morte física. Mata elas com morte espiritual.

No início da semana, Bolsonaro compartilhou um vídeo no Telegram no qual o ex-coach é descrito como um “traidor”, “arregão” e “aproveitador” que possui medo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, alvo da manifestação convocada por Bolsonaro no 7 de Setembro. O empresário e influenciador esteve presente no ato, mas chegou prestes ao encerramento da passeata.

O pastor Silas Malafaia, que organizou a manifestação, criticou a presença de Marçal chamando-o de “narcísico” e dizendo que ele não é “digno do voto da direita e dos evangélicos”. Malafaia intensificou os ataques ao ex-coach, mas negou que esteja fazendo campanha para Nunes, como mostrou a Coluna no Estadão.

*Com informações AE

 

Guia da amora: nutricionista explica os benefícios da fruta e como inseri-la na dieta

Descubra se amora emagrece e para que serve o chá da folha da amora; veja receitas

Amoras maduras e suculentas com folhas em uma velha mesa de madeira. Foto: Igor Normann - stock.adobe.com
Foto: Igor Normann – stock.adobe.com

É época de amoras, tanto na natureza quanto na lista de recomendações das nutricionistas Brasil afora. A amora, cuja colheita que vai de setembro a novembro, é uma fruta com baixas calorias e rica em fibras, vitamina C, ferro, magnésio, vitamina A e cálcio.

Segundo a nutricionista clínica Aline Braz, em 100 g da fruta, são apenas 43 calorias, 10 g de carboidratos e 1,5 g de proteína. E, para quem não sabe, a folha da amora também traz muitos benefícios, por possuir vitamina C, vitamina K, ferro, manganês, fibras, vitamina E e flavonoides (pigmentos naturais presentes na maioria das plantas que tem ação antioxidante).

Mas, afinal, por que comer amora faz bem? Este guia da amora vem para sanar as suas dúvidas para que você entenda de uma vez por todas os benefícios da amora. Confira.

Quais são os benefícios da amora?

De acordo com a especialista, a amora pode ajudar a evitar doenças cardiovasculares, auxilia na perda de peso, na constipação e na melhora de sintomas da menopausa. Além disso, a fruta tem um efeito antioxidante por conta dos flavonoides e antocianinas, que auxiliam, por exemplo, na prevenção de pressão alta;

A vitamina C, por sua vez, contribui com o aumento da imunidade, estimulando a produção dos linfócitos e glóbulos brancos. Já em relação às fibras, elas ajudam no processo de constipação e auxiliam no controle da glicemia.

Quais são os benefícios da folha da amora?

A folha da amora também contribui (e muito) com a saúde, em especial quando parte de uma alimentação saudável. Ela auxilia na regulação de índices hormonais, atua como anti envelhecimento na pele pelo fato de conter fitoestrógenos e auxilia no fortalecimento do sistema imunológico. A presença de ferro na sua composição também ajuda a evitar a anemia.

Ah, mas pode comer a folha pura? A nutricionista não recomenda essa prática e sugere que a folha deve ser consumida cozida ou ser utilizada em chás.

Portanto, a amora emagrece?

“Nenhum alimento consumido de forma isolada irá emagrecer, porém a amora pode auxiliar nesse processo pelo fato de ser uma fruta de baixo índice glicêmico e possuir uma quantidade maior de fibras gerando mais saciedade facilitando no processo de emagrecimento”, revela Aline Braz.

Para que serve o chá da folha da amora?

A nutricionista destaca que ele traz benefícios tanto para a saúde da mulher quanto para a do homem em uma dieta balanceada. “Para a mulher, auxilia principalmente nos sintomas da menopausa, no controle da TPM e na mudança de humor. Já para o homem, por conta das fibras, pode auxiliar na melhora do sistema digestivo e ser diurético evitando retenção hídrica”.

Pode comer ou tomar amora todo dia?

O consumo da amora em excesso pode causar enjoos, diarreia e alterar a absorção de cálcio no organismo. Por isso, o recomendado é manter o consumo diário da amora em uma xícara por dia e, no caso da folha, restringir até uma colher de sopa por dia.

Como incluir a amora na dieta? E a folha da amora?

O sabor doce da amora facilita sua inclusão em diversas receitas ou até para ser consumida in natura como sobremesa das principais refeições como almoço e jantar. Fazer sucos e vitaminas também é uma ótima forma de inseri-la na dieta, além de complemento para iogurte, por exemplo. Já a folha pode ser consumida refogada ou como chá.

Terremotos. Por José Paulo Cavalcanti Filho

  Por José Paulo Cavalcanti Filho  –  Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. É  um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comissão da Verdade

Faz pouco, houve mais um terremoto (os da terra dizem terramoto) na região de Sines, em Portugal ? com 5.3 graus na Escala Richter, às 05:11hs, sentido sobretudo nas regiões de Setubal e Lisboa. Sem vítimas ou maiores consequências, ainda bem. Voltemos ao passado.

Primeiro terremoto de grande magnitude, no país, ocorreu em 1531. Logo tido, pelo povo, como culpa do criptojudaísmo ? judeus que praticavam sua fé em segredo, para evitar perseguições religiosas. Naquele tempo tentava o país, junto à Santa Fé, implantar sua Inquisição ? então já existente, com muita presença, na vizinha Espanha. E, nesse mesmo ano, decaíra o prestígio do Escrivão da Puridade (equivalente ao que hoje seria um primeiro-ministro ), D. Miguel da Silva, bispo cortesão contrário à Inquisição. Tudo contribuindo para uma perseguição cada vez mais forte aos cristãos-novos.

E assim foi até que assumiu Clemente VII, florentino conhecido como O mais infeliz dos papas (o mesmo que encomendou a Michelangelo, para a Capela Sistina, o magnífico Juízo Final). Foi ele quem, finalmente, autorizou a fundação do Santo Ofício em Portugal (já incluindo, no país, o nascente Brasil) com a bula Cum ad nihil magis, publicada em 22/10/1536. Logo nomeado, como inquisidor-mor, o frei Diogo da Silva, bispo ceuta e confessor do Rei D. João III.

Depois veio o maior terremoto até hoje ocorrido naquelas paragens, em primeiro de novembro de 1755, dia de Todos os Santos. Pouco depois das 9h30 da manhã. Violentíssimo e inusualmente longo. Em vez de um ou dois minutos como nos anteriores, esse tremor perdurou por mais de sete minutos, em alguns locais sendo sentido por duas horas e meia.

Fosse pouco, Lisboa também sofreu no mesmo dia com um maremoto que começou meia hora depois, nas costas marroquinas, com ondas de 30 metros de altura. Ao chegar a Lisboa, tendo ainda cerca de seis metros. Joaquim José Moreira de Mendonça (História universal dos terremotos) definiu a cena como um “espanto das águas”. E, em sequência, penou ainda com os muitos incêndios que consumiram tudo que restou do centro da capital por conta dos fogões acesos nas casas como de lustres, candelabros e archotes (madeiras com extremidades inflamáveis) nos interiores das igrejas.

Um fogo que durou, pelo menos, cinco dias. Alcançando, inclusive, a Livraria de Sua Majestade com os muitos manuscritos que tinha, originais antigos e pinturas de Corregio, Rubens e Ticiano; a recém construída Casa da Ópera; ou o Hospital Real de Todos os Santos, onde centenas de pacientes morreram queimados. Como se Deus não se importasse com a cidade, poupando a rua dos bordéis enquanto destruía dezenas de templos religiosos erguidos em seu louvor. Tudo numa cidade decididamente cristã, governada por D. José I de Portugal e Algarves, um monarca fidelíssimo à Divina Providência.

Depois desses merecem registros um, em 1969, com 8 graus na Escala Richter; e outro, em 2007, com 5.8. Mas ninguém pode garantir que pare por aí, num país oscilando sobre duas grandes placas tectônicas ainda muito ativas, a da “África” e a da “Eurásia” ? mais conhecida esta como “Fratura Açores-Gilbratar”.

Já no Brasil, e felizmente, (quase) não temos problemas nessa área. Aqui, em Pernambuco, só pequenos tremores; sentidos, sobretudo, no entorno do país de Caruaru, decorrentes de sismos, sem maior importância, ocorridos no Rio Grande do Norte. Ainda bem. Por aqui, único risco real de terremotos acontece apenas quando o ministro Alexandre de Moraes abre a boca.