Boninho e Rodrigo Dourado Foto: Edson Aipim / AgNews
O atual diretor artístico de programas como Big Brother Brasil (BBB) e Estrela da Casa, da TV Globo, Rodrigo Dourado, irá substituir Boninho na emissora.
A saída de Boninho, diretor do núcleo de reality shows, foi divulgada por meio de um comunicado interno, nesta sexta-feira (13).
Dourado saiu do jornalismo e foi para o núcleo chefiado por Boninho, em 2002, como editor do BBB. Quando o programa já estava consolidado, ele passou a cuidar do conteúdo, da pós-produção e da direção de festas.
A partir do BBB 15, Rodrigo passou a ser responsável pela direção geral do reality. Em 2021, o diretor assumiu a direção artística da atração.
Ele já atuou em atrações como No Limite, Fama, Estrelas, The Voice, Hipertensão e O Jogo. As informações são da Folha de S.Paulo.
Moraes determinou transferência de valores Starlink para cofres da União
Musk x Moraes Foto: EFE/EPA/FILIP SINGER e EFE/Andre Borges
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência direta de R$ 18,35 milhões das contas do Starlink e do X (antigo Twitter) no Brasil para os cofres da União. Os valores foram destinados para o pagamento das multas aplicadas à rede social e à empresa de internet via satélite de Elon Musk. Mas, apesar da quitação das dívidas, a rede social continua bloqueada no país por devido a outras ordens judiciais.
A plataforma não cumpriu o bloqueio de perfis investigados e ainda não instituiu representantes legais no X no país, continuando, assim, bloqueada no Brasil.
Na decisão, divulgada nesta quarta-feira (11), Moraes justificou que a Starlink faz parte do mesmo “grupo econômico de fato” do X. No dia seguinte à decisão, os bancos Itaú e Citibank informaram à Suprema Corte que os valores foram transferidos.
Com o pagamento realizado, os bloqueios dos ativos da Starlink foram cancelados, uma vez que o valor transferido era suficiente para arcar com as dívidas das empresas com o Estado brasileiro. A ordem de desbloqueio foi encaminhada ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários e aos sistemas de bloqueio do Judiciário.
As contas da Starlink estavam bloqueadas desde 29 de agosto, um dia antes do X ter suas atividades suspensas no país. Quando ocorreu o bloqueio das contas, a empresa de internet divulgou um comunicado classificando a decisão como inconstitucional.
Juristas ouvidos pelo Estadão disseram que a forma que Moraes usou para garantir o pagamento das dívidas é excepcional no mundo jurídico. Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, a Justiça apenas pode cobrar de uma empresa o valor da dívida de outra que pertence ao mesmo dono se for comprovada a existência de fraude.
Eles explicam que isso ocorre quando é instaurada uma desconsideração de pessoa jurídica. O X pertence à X Holdings Corp, enquanto a Starlink é ligada à SpaceX, também de propriedade de Musk.
Bandidos conseguiram cerca de R$ 1 milhão no crime
PCC investiu R$ 3,4 milhões em mega-assalto a carro-forte e teve prejuízo, diz MP (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels
A investigação sobre o mega-assalto mal sucedido a um carro-forte da transportadora de valores Brinks em Confresa (MT), cidade com cerca de 35 mil habitantes localizada a 1.049 quilômetros da capital Cuiabá, em abril de 2023, apontou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) terminou no prejuízo.
Os investigadores estimam que a facção tenha investido R$ 3,4 milhões na operação. Os criminosos conseguiram cerca de R$ 1 milhão no assalto.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) chama a atenção para o “insucesso da ação criminosa” na denúncia oferecida à Justiça contra 18 membros da facção envolvidos no crime.
O assalto teria sido arquitetado por Ronildo Alves dos Santos, conhecido como Mickey ou Magrelo, que foi morto em um confronto com a Polícia Militar cerca de um mês após o crime.
Ronildo teria sido o responsável por arregimentar comparsas de São Paulo para participar da operação, segundo a investigação. Também teria movimentado o dinheiro necessário para a execução do plano.
Outros 17 envolvidos foram mortos e cinco terminaram presos na Operação Canguçu, montada por uma força-tarefa de policiais militares de diferentes Estados para rastrear os criminosos envolvidos na ação em Confresa.
Os bandidos chegaram em Confresa em carros blindados no dia 9 de abril de 2023. Vinham de uma fazenda no Pará. As investigações concluíram que o crime foi planejado por mais de um ano. Logo que entraram na cidade, atacaram o quartel da Polícia Militar. Como mostrou o Estadão na época, alertas feitos por comunidades indígenas da região à PM foram decisivos para que as autoridades chegassem aos criminosos.