TJPE promoverá as duas primeiras mulheres ao cargo de desembargadora pela regra de paridade de gênero

Em um dia que será histórico para o Poder Judiciário pernambucano, o Tribunal de Justiça do Estado (TJPE) promove, na segunda-feira (4), as duas primeiras mulheres pelo critério de merecimento ao cargo de desembargadora, após entrar em vigor a Resolução N° 525/2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prevê a paridade de gênero no 2° grau.

A votação ocorrerá a partir das 9h30, na Sala de Sessões Desembargador Antônio Brito Alves, 1º andar do Palácio da Justiça, localizado na Praça da República, s/n, Santo Antônio.

O normativo do CNJ dispõe sobre a alternância de gênero no preenchimento de vagas na segunda instância e determina que os tribunais brasileiros utilizem, alternadamente, uma lista exclusiva para mulheres e a lista mista tradicional nas promoções por merecimento.

Além das duas votações, o TJPE também realizará a escolha de mais 4 desembargadores(as), totalizando 6 novos(as) magistrados(as) promovidos(as) ao 2º Grau pelos critérios de merecimento e de antiguidade. O processo ocorre após a governadora Raquel Lyra sancionar a lei complementar que amplia de 52 para 58 o número de desembargadores(as) do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Durante a sessão também serão votados outros assuntos administrativos.

Bate-boca: Comentaristas brigam ao vivo na GloboNews; assista

Sandra Coutinho reivindicou a Demétrio Magnoli seu “lugar de fala”

Sandra Coutinho e Demétrio Magnoli discutem na GloboNews Foto: Reprodução/GloboNews

Os comentaristas da Globonews Demétrio Magnoli e Sandra Coutinho protagonizaram, nesta sexta-feira (1º), uma cena inusitada, desencadeada após a reivindicação da jornalista por “lugar de fala”.

Durante a exibição do programa Em Pauta, Sandra analisava as eleições dos Estados Unidos, acerca de uma possível dificuldade de Kamala Harris conquistar o eleitorado negro no pleito da próxima terça-feira (5).

Ela baseou sua afirmação na condição de gênero da candidata democrata, colocando o fato dela ser mulher como fator de desvantagem nesse quesito.

– As pessoas têm vergonha de dizer que são misóginas – declarou Sandra Coutinho, justificando a falta de apoio a Kamala.

A analista que nutre clara inclinação às pautas progressistas estabeleceu relação de efeito e causa entre a desvantagem da democrata nas pesquisas de intenções de voto ao fato dela ser mulher.

– Acompanhei várias pessoas falando na Geórgia e na Carolina do Norte que não querem uma mulher na Presidência. Desculpe, mas nesse assunto… Sei que, com pauta identitária, ninguém tem mais paciência. Mas quem tem lugar de fala sou eu. O caminho para as mulheres é mais difícil – disse Coutinho impondo uma irrelevância à análise de seu colega, Demétrio, por ser homem.

O comentarista se manifestou.

– Também tenho lugar de fala. Tenho lugar de fala porque sou analista político – disse Magnoli.

Neste momento, Sandra Coutinho ironizou:

– Você é mulher? Você é mulher?

Neste momento a temperatura subiu e ambos passaram a ignorar a fala do outro, dando início a um bate-boca.

– Analiso o voto de todos os setores – tentou argumentar Demétrio.

E Sandra insistiu:

– Sei, meu amor, mas acontece que a misoginia é uma coisa real.

O comentarista disse que sua análise sobre o assunto é profissional, não de gênero. E Sandra Coutinho o acusou de mansplaining (autoridade exercida pelo homem por supor que sua ótica seja superior a de uma mulher).

– Você está mansplaining para mim, né? É algo que estou querendo dizer como mulher. Curioso – disse Sandra.

Magnoli sinalizou que a retórica da colega atuava na tentativa de anular sua condição profissional de analista.

– Você está proibindo que eu exerça a minha profissão – disse Demétrio.

Coutinho insistiu na abordagem de gênero.

– As pautas identitárias cresceram muito, mas a questão feminina não está resolvida.

Imediatamente, o jornalista a repreendeu:

– Não falei que está resolvida.

Sandra voltou a falar em mansplaining a fim de garantir sua fala.

– Você está me interrompendo, está fazendo uma coisa feia, chamada mansplaining. Deixe-me terminar de falar.

Sem conseguir estabelecer seu ponto de vista, Demétrio começou a rir, ironizando a narrativa da colega.

– Acho inclusive feio você rir debochadamente. Não faço isso com você. Tenho respeito pela sua opinião. Fiz uma brincadeira sobre lugar de fala. É importante dizer que não se trata de mimimi – disse Coutinho, que no início da discussão também debochou de Demétrio o questionando se ele seria uma mulher.

Assista:

“Estou vivo e o candidato sou eu”, diz Bolsonaro sobre as eleições de 2026

“Estou vivo e o candidato sou eu”, diz Bolsonaro sobre eleições de 2026Lucas Schroeder
da CNN

Mesmo inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista à revista Veja publicada nesta sexta-feira (1º), que é o candidato da direita à Presidência da República em 2026.

Questionado sobre quem pretende apoiar nas próximas eleições presidenciais, Bolsonaro argumentou que é o único com chances de sair vitorioso das urnas daqui a dois anos.

VÁRIOS NOMES – “Falam em vários nomes. Tarcísio, Caiado, Zema…O Tarcísio é um baita gestor. Mas eu só falo depois de enterrado. Estou vivo. Com todo o respeito, chance só tenho eu, o resto não tem nome nacional. O candidato sou eu”, declarou Bolsonaro.

Em junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro inelegível por oito anos. Na ocasião, a Corte Eleitoral entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação ao fazer uma reunião com embaixadores, em julho de 2022, e atacar sem provas o sistema eleitoral.

Ao longo da entrevista, Bolsonaro reiterou que pretende disputar as eleições de 2026, criticou a decisão do TSE que o deixou inelegível por oito anos e disse ser vítima de uma perseguição.

DISSE BOLSONARO – “Eu pretendo disputar 2026. Não tem cabimento a minha inelegibilidade. O processo de abuso de poder político foi por ter me reunido com embaixadores antes do período eleitoral. Não ganhei um voto com isso. São injustiças, uma perseguição”, disse.

O ex-presidente apontou ainda como planeja reverter a decisão do TSE. “O pessoal já sabe [que é uma perseguição], mas preciso massificar isso entre a população. Depois, as alternativas são o Parlamento, uma ação no STF, esperar o último momento para registrar a candidatura e o TSE que decida”, explicou Bolsonaro.

“Não sou otimista, sou realista, mas estou preparado para qualquer coisa”, concluiu.