Doria envia carta a Lula: “Queria ter a chance de dizer que errei”

Geraldo Alckmin agiu como o intermediador

João Doria e Lula Fotos: EFE/Sebastião Moreira

Se apresentando como “João conciliador”, o ex-governador de São Paulo João Doria enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi o intermediador da correspondência de “reconciliação”.

No texto, revelado pelo jornal O Globo neste domingo (3), Doria reconhece ter cometido “exageros e equívocos” tanto com Alckmin, com quem ele já se reconciliou, quanto com Lula. Alckmin foi o responsável por lançar o empresário na política.

– Queria ter a chance de dizer que errei – escreveu o empresário.

Lula, no entanto, teria se mostrado reticente quanto a uma reaproximação, embora “perdoe” o tucano.

– Quem já foi o “João trabalhador” agora é “João conciliador” – disse o ex-governador, em referência ao bordão que garantiu seu ingresso na política como prefeito de São Paulo, em 2016.

Doria está fora da vida partidária desde 2022 e garante que não pretende retornar à política. Porém, ele tem tentado se aproximar do governo e de outros políticos de olho em seus interesses no mundo dos negócios, do qual faz parte.

– Saí em definitivo da política. Pode escrever. Não tenho raiva, não tenho mágoa e não tenho ressentimento. Mas, para a política, não volto mais – afirma ao jornal O Globo.

Além de já ter resolvido as diferenças com Geraldo Alckmin, em dezembro de 2023, o ex-tucano também aparou as arestas Rodrigo Garcia, que fora seu vice no governo de São Paulo, e Bruno Araújo, ex-presidente do PSDB.

Doria não chegou a receber uma resposta de Lula em relação à carta, mas disse estar “tranquilo”.

– A minha alma é conciliadora. Não odeio ninguém. Não vou retomar uma situação de antagonismo por isso. Se ele leu, ótimo. Minha alma esta mais tranquila, espero que a dele também – afirmou.

Monarquia espanhola enfrenta revolta popular em visita a áreas inundadas

 A recente visita do rei Felipe VI e da rainha Letizia às zonas atingidas por enchentes na Espanha provocou reações intensas e inesperadas da população local. Ao lado do primeiro-ministro Pedro Sánchez e do presidente da Região Valenciana, os monarcas chegaram a Paiporta, um dos locais mais devastados nas proximidades de Valência, e foram recebidos por uma multidão revoltada, que expressou sua frustração e exasperação com a situação.

Em um ambiente marcado pela tensão, Felipe, Letizia e as autoridades foram atingidos por lama, lançada por cidadãos indignados que também gritavam palavras de protesto, como “assassinos”, em meio ao caos que tomou conta das ruas de Paiporta. Imagens do incidente rapidamente se espalharam, revelando o grau de insatisfação e descontentamento com a resposta estatal às enchentes.

Após o tumulto em Paiporta, a visita da comitiva real a Chiva foi cancelada. Centenas de pessoas aguardavam a chegada dos monarcas na segunda parada planejada, mas a decisão de “adiar” a visita foi tomada por autoridades estaduais e regionais, juntamente com a própria Casa Real, diante dos protestos que haviam se intensificado.

O episódio na Espanha ressoou de maneira semelhante ao que ocorreu no Rio Grande do Sul, no Brasil, onde comunidades locais também sofreram com enchentes e se sentiram desamparadas pela atuação do governo. Em ambos os países, o que se viu foram civis ajudando civis, enquanto as forças do Estado eram acusadas de inércia. Na Espanha, a ausência do Exército, que não auxiliou de maneira eficiente a população — especialmente os idosos, que lutavam para cruzar rios de lama —, foi alvo de duras críticas. Esses eventos destacaram a sensação crescente de distanciamento entre o povo e seus líderes, gerando manifestações que deixaram clara a indignação dos afetados.

Esse clima de revolta sublinha uma crescente demanda popular por uma resposta governamental mais eficaz e por uma presença mais ativa do Estado em momentos de crise. A indignação se materializou em atos de protesto, com ovos e lama arremessados, simbolizando a insatisfação generalizada com a atuação governamental em situações de calamidade.

FILME – MEU NOME NÃO É JOHNNY

FILME – MEU NOME NÃO É JOHNNY