A Mesa de Deus é o universo dos alimentos bíblicos desvendado por Maria Lecticia Cavalcanti.

Maria Lecticia Cavalcanti ladeada por Carlos Fontão de Carvalho, presidente da Academia Portuguesa de Gastronomia, e José Bento dos Santos, presidente da Academia Internacional de Gastronomia 

A Academia Brasileira de Letras, referência no estímulo à cultura e literatura no país, incluiu em sua lista de recomendações de leitura o premiado livro “A Mesa de Deus – Os Alimentos da Bíblia”, da escritora pernambucana Maria Lecticia Cavalcanti. Imortal da Academia Pernambucana de Letras, Maria Lecticia oferece uma abordagem única e enriquecedora sobre a cultura alimentar descrita nas Escrituras Sagradas, revelando as conexões entre a gastronomia, a história e a espiritualidade.

A obra, reconhecida internacionalmente com o prestigiado “Prix de la Littérature Gastronomique” pela Academia Internacional de Gastronomia, destaca-se pela sua profundidade e pela forma como apresenta o contexto alimentar e cultural da época bíblica. Mais do que um simples inventário de alimentos, A Mesa de Deus transporta o leitor para o mundo antigo, desvendando os significados espirituais, sociais e simbólicos dos ingredientes e pratos mencionados na Bíblia.

O livro é um mergulho nas tradições alimentares da Antiguidade, explorando ingredientes que atravessaram séculos, como azeite, trigo, mel, tâmaras, uvas, e especiarias. Maria Lecticia vai além de listar os alimentos; ela investiga os utensílios utilizados nas cozinhas da época, as técnicas de preparo e os rituais religiosos e sociais que envolviam a comida. Esses elementos são narrados com uma sensibilidade que nos transporta ao tempo dos banquetes descritos em Salmos, à simplicidade das refeições de Cristo e ao simbolismo do pão e do vinho na última ceia.

A autora revela como cada alimento possuía um significado espiritual e cultural, sendo muitas vezes usado como metáfora nos textos bíblicos. O mel, por exemplo, símbolo de fartura e bênção divina, é explorado em seus aspectos históricos e espirituais. Da mesma forma, o azeite, tão central na alimentação e na unção sagrada, ganha uma abordagem que enriquece o entendimento do leitor.

O reconhecimento com o Prix de la Littérature Gastronomique coloca Maria Lecticia Cavalcanti em um seleto grupo de autores que conseguem mesclar o rigor acadêmico com uma escrita acessível e encantadora. Este prêmio ressalta não apenas a qualidade da pesquisa, mas também o impacto cultural da obra, que resgata a importância da alimentação como patrimônio da humanidade e como elo entre o passado e o presente.

A indicação pela Academia Brasileira de Letras reforça o valor do livro no cenário nacional, apresentando-o como uma leitura essencial para quem busca compreender a Bíblia sob a perspectiva dos costumes alimentares e suas implicações espirituais e sociais.

Maria Lecticia Cavalcanti oferece em A Mesa de Deus uma contribuição singular para a literatura e para os estudos bíblicos, ao conectar o leitor contemporâneo com as práticas alimentares da época e seu significado profundo. O livro não é apenas uma leitura enriquecedora, mas também um convite à reflexão sobre como os alimentos moldaram civilizações e continuam a ser símbolos de fé, comunhão e celebração.

A obra, que já conquistou os amantes da literatura e da gastronomia, também ganha destaque como um instrumento pedagógico e espiritual, ideal para estudiosos, religiosos e curiosos sobre o tema. A Mesa de Deus é mais do que um livro; é um verdadeiro banquete literário que une história, cultura e fé.

Para quem deseja explorar o mundo bíblico por meio dos sabores e aromas de sua culinária, este é um título indispensável. Maria Lecticia Cavalcanti demonstra, mais uma vez, a força da literatura pernambucana e sua capacidade de dialogar com o mundo, deixando uma marca indelével no cenário literário e cultural.

Fontes de pesquisa: Academia Brasileira de Letras, Academia Internacional de Gastronomia e o livro A Mesa de Deus –  Os Alimentos da Bíblia.

Florinda Meza chora ao relembrar minutos finais de Bolaños

Morte do comediante completou dez anos

Florinda Meza e Roberto Bolaños Foto: EFE/Moisés Pablo

A atriz Florinda Meza, 75, intérprete de Dona Florinda no seriado mexicano Chaves, se emocionou na última quinta-feira (28) nos dez anos da morte do marido, Roberto Bolaños, que viveu Chaves e Chapolin no seriados homônimos.

Em um post no Instagram, Florinda relembrou os momentos finais da vida do marido e leu uma carta de despedida que ele dedicou à amada.

– Já faz 10 anos que o Roberto Gómez Bolaños morreu. Faleceu nos meus braços, com uma linda expressão nos olhos e um sorriso plácido nos lábios. Nos meus lábios não havia sorriso… nos meus olhos haviam lágrimas. No ambiente se perdeu um adeus que ninguém disse, um adeus que ninguém escutou – iniciou ela.

– Me despedir do meu Roberto foi uma dor que me rasgava a alma e agora vou compartilhar com vocês, depois de dez anos, neste tempo que sigo sem compreender tudo, algo que chamo de milagre. É bonito crer que os milagres existem. […] Isso, que eu chamo de milagre, é uma linda despedida – emocionou-se.

Na sequência, Florinda Meza leu a carta escrita por Roberto Bolaños em homagem a ela.

– Permita-me expressar meu amor por você, que não tem precedentes. Estou aqui para ouvir o que você quer me dizer com uma linda despedida. Não poderia ser em vida, mas sei que o coração não tem limitação que a morte impeça – escreveu ele.

– Não chore pela minha partida, pois não choro no céu, mas, Senhor, imploro que tenha esta paz sem medida onde quer que esteja. Como ainda me lembro o que foi, não há dor tão duradoura que não elimine uma rosa. Anime-se, minha linda, em breve será primavera – concluiu o intérprete de Chaves.

Ao voltar-se para a câmera, a atriz deixou um agradecimento ao marido:

– Meu Rober, obrigada por me amar, obrigada por me permitir amar você. Obrigado por este milagre… mas acima de tudo, obrigada eternamente por tornar minha vida interessante.

MORTE DE ROBERTO BOLAÑOS
Roberto Gómez Bolaños morreu aos 85 anos no dia 28 de novembro de 2014. O eterno Chaves nasceu na capital mexicana em 21 de fevereiro de 1929.

Começou a carreira como redator publicitário e nos anos 1950 passou a escrever roteiros para programas de comédia e cinema. Sua estreia como ator foi em 1960, no filme Dos Criados Malcriados.

Ganhou o apelido Chespirito do diretor Agustín Delgado, primeiro a rodar um roteiro escrito por ele. Em 1970, ganhou um programa próprio, batizado com seu apelido. No mesmo ano, o personagem Chapolin Colorado estreou na atração.

No ano seguinte, Chaves foi ao ar pela primeira vez. Após o fim de Chespirito, em 1973, Chaves e Chapolin ganharam programas independentes, que duraram até 1979. Chespirito voltou a ser exibido em 1980, mantendo-se na grade por 15 anos.

Em 1984, o SBT passou a exibir Chapolin e Chaves. Este último passou a ser uma espécie de “levanta audiência” na emissora. Entre idas e vindas, o seriado voltou novamente a ser exibido pelo SBT.

*AE

Um itinerário de alma, coração e palavras. Por Flávio Chaves

  Por Flávio Chaves – Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc  –  Escrever O Beijo Subversivo foi muito mais do que criar uma história; foi uma travessia pela essência do que significa amar, resistir e transcender. Este livro é a materialização de uma busca incessante por compreender os mistérios do coração humano, traduzindo em palavras o peso e a leveza de viver intensamente.

Belchior e Violeta não são apenas personagens; eles são ecos de todos nós. São a representação do amor que desafia as convenções, do desejo que rompe barreiras e da coragem que resiste mesmo quando tudo parece perdido. Eles são espelhos da nossa humanidade – com suas imperfeições, seus medos e sua inabalável esperança de encontrar no amor um abrigo e uma redenção.

Cada página de O Beijo Subversivo carrega a intensidade de noites insones, de lágrimas derramadas e de um coração pulsando ao ritmo de uma história que parecia querer se escrever sozinha. É um romance que não apenas conta uma história, mas vive dentro de cada um que já ousou amar profundamente.

Ao longo dessa jornada, aprendi que amar é um ato subversivo em si mesmo. É desafiar a lógica, abraçar o improvável, acreditar no eterno. É um poder que transcende o tempo e o espaço, tocando nossas almas em lugares que nem sabíamos existir.

Hoje, ao compartilhar O Beijo Subversivo com o mundo, entrego mais do que um livro. Entrego um pedaço de mim – da minha alma, do meu coração, das minhas esperanças e dos meus medos. Este romance é um convite para que cada leitor mergulhe em uma história que transcende palavras, tornando-se parte de um universo onde o amor é o centro de tudo.

Se você já se apaixonou por um olhar, já sentiu seu coração partido ou acredita que o amor verdadeiro pode mudar o mundo, esta história é para você. É para quem vive o amor em sua plenitude e para aqueles que ainda buscam descobrir sua força.

Prepare-se para embarcar em uma jornada que não termina ao fechar o livro. O Beijo Subversivo é uma experiência que ecoará em seu coração, lembrando-o de que o amor, quando verdadeiro, jamais se apaga.

O livro estará disponível em breve, e com ele, o convite para viver uma história que ultrapassa o tempo e se eterniza na alma de quem acredita no poder transformador do amor.

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