Últimos dias para inscrição no Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo da Academia Pernambucana de Letras

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Do Jornal O PODER

No próximo sábado 30/11, encerra-se o prazo para inscrição no prêmio de Literatura Regional em homenagem ao centenário do acadêmico José Nivaldo e sua espôsa, a médica e escritora Neíse Gondim. Academia Pernambucana de Letras, presidida pelo imortal Lourival Holanda aprovou o regulamento e indicou dois dos membros da comissão julgadora. Poderão concorrer autores de obras publicadas a partir de 2022, em território nacional, de qualquer gênero literário desde que aborde temáticas regionalistas. Haverá premiações em dinheiro para os três primeiros colocados e diplomas para até 05 menções honrosas.

Comissão

Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelos correios até aquela data e a entrega do prêmio ocorrerá na premiação conjunta da APL, que acontecerá no final de janeiro por ocasião do aniversário da Academia.

Detalhes

O regulamento do prêmio, cuja íntegra está publicada a seguir, estabelece que poderão participar obras publicadas a partir de 2022. Esse item, por si só, exclui a participação de publicações digitais, que podem ser alteradas a qualquer momento, ou seja, não há comprovação absoluta da data. Ainda com relação a isso, o regulamento estabelece o envio de três exemplares em invólucro com determinadas exigências, além de outros itens que não teriam como ser cumpridos por obras exclusivamente digitais.
Ainda foi questionado se participações, mesmo discretas como prefácios, orelhas, apresentações ou comentários de membros da Academia ou familiares dos homenageados excluía a participação do livro no concurso. A resposta é que não serão aceitas as inscrições. O objetivo do item do regulamento é excluir qualquer dúvida sobre possível influência de textos de acadêmicos ou familiares na escolha dos vencedores. O regulamento descreve até o conceito de livro. Ou seja, qualquer participação de membros da Academia ou familiares dos homenageados no livro concorrente exclui a obra e a suposta inscrição não será acatada.

O regulamento

Para consulta dos interessados, segue-se o regulamento completo do prêmio indicando todos os procedimentos a serem adotados pelos concorrentes.

O Regulamento

I – Do objetivo

O objetivo do prêmio é assinalar o centenário do casal de escritores Maria Neíse Monteiro Gondim de Souza e José Nivaldo Barbosa de Souza.

II – Da abrangência

a) Poderão participar escritores com livros publicados em qualquer Estado da Federação, a partir do ano de 2022;

b) a exigência de livros publicados se deve ao reconhecimento do esforço dos autores para conseguir publicar;

c) Podem concorrer obras de qualquer gênero literário, desde que sejam livros, ou seja, tenham mais de 49 páginas, mais capas, para atender ao critério da Unesco;

III – Das inscrições

a) Cada concorrente deve enviar 03 (três) exemplares da sua obra constando no invólucro a referência: ‘Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo’;

b) Não serão aceitas inscrições de integrantes da Academia Pernambucana de Letras ou de integrantes das famílias dos homenageados.

b) os invólucros devem conter os endereços físico e digital do concorrente para comunicação do resultado, caso classificado;

c) Os invólucros devem ser remetidos para o seguinte endereço:
Academia Pernambucana de Letras.
Av. Rui Barbosa, 1596 – Graças, Recife – PE, 52050-000;

c) Serão considerados inscritos invólucros remetidos entre os dias 1o e 30 de novembro de 2024.

IV – Da Comissão Julgadora

A Comissão Julgadora será formada por três membros, sendo dois indicados pela Academia Pernambucana de Letras e um indicado pela família dos homenageados.

V – Dos prêmios

a) Serão escolhidos um primeiro, um segundo e um terceiro lugares, independente do gênero literário da obra;

b) A critério da Comissão Julgadora poderão ser concedidas até 05 (cinco) menções honrosas;

c) O primeiro prêmio será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). O segundo lugar receberá R$ 3.000,00 (Três mil reais) e o terceiro R$ 2.000,00. Todas as premiações, inclusive as menções honrosas, serão acompanhadas de diploma.

VI – Da entrega

Ocorrerá juntamente com os demais prêmios da Academia durante a comemoração do aniversário da Casa, previsto para o final do mês de janeiro de 2025.

VII – Dos casos omissos

Serão resolvidos pela presidência da Academia Pernambucana de Letras.

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Terraço Cultural – José Nivaldo fala sobre real perigo atômico no leste europeu

 

Do Jornal O PODER –  É uma conversa entre amigos. Nada que lembre uma palestra formal. Cadeiras no terreno e no gramado. Este é o cenário do evento mais intimista e mais charmoso da cena cultural do Recife. Quem promove há tempo é Ricardo Bruno, uma legenda na cena esportiva e cultural de Pernambuco. Toda semana um convidado aborda um tema. Amanhã, sábado 30/11, José Nivaldo Junior retorna como palestrante cerca de um ano depois da sua última intervenção. Após a fala, seguem-se perguntas e debates.

O mundo

Vive um momento mais delicado do que transparecem os noticiários. A OTAN, leia-se Biden, quer deixar uma bomba chiando nas mãos de Trump. Quase um suicida, Biden está se lixando para o resto do mundo, especialmente à Europa. Já Puttin, cada vez mais encaracolado no seu labirinto, está tendo seus limites testados a cada dia. Com a Ucrânia armada para atingir Moscou, mandou um recado curto e grosso: um novo míssil de tecnologia avançada, indefectível pelas armas de defesa atuais. Disparou sem ogiva nuclear. Avisando que pode disparar com.

Oriente Médio

Também será analisado, embora em tese não represente perigo atômico para o planeta.

Quem fala

José Nivaldo Junior é bacharel em Direito e mestre em História. Publicitário, consultor político e jornalista, é diretor do Jornal O Poder.

Serviço

O Terraço Cultural acontece na casa de Ricardo Bruno, no condomínio logo após o CPOR sentido subúrbio. A entrada é franca, basta se identificar na portaria. O evento começa às 16h.

Academia de Letras e Cepe homenageiam Mauro Mota e Cláudio Aguiar segunda-feira

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Do Jornal O PODER

A Academia Pernambucana de Letras e a Companhia Editora de Pernambuco – Cepe realizarão em conjunto, na próxima segunda-feira, (01/12) às 15 horas, uma sessão especial para o lançamento do número 12, da revista Pernambuco. A publicação é dedicada à comemoração dos 80 anos do acadêmico Cláudio Aguiar. Marca também a passagem dos 40 anos da morte de Mauro Mota, um dos maiores poetas pernambucanos de todos os tempos, que foi das academias Pernambucana e Brasileira de Letras.

Cláudio Aguiar

Nasceu em 1944, no sitio Buriti dos Carreiros, situado no topo da Serra da Ibiapaba, vila de Poranga, Ceará. Aos 10 anos de idade sua família transferiu-se para Fortaleza, onde ele passou a estudar no tradicional Liceu do Ceará. Mais tarde, a partir de 1962, radicado no Recife, matriculou-se no Ginásio Pernambucano. Em 1971, graduou-se pela Faculdade de Direito do Recife.
Então, começou a atuar na imprensa recifense, principalmente como colaborador literário do Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco. Em 1982 foi admitido como pesquisador do Ministério de Assuntos Exteriores de Espanha (Madrid), estudando a obra do filósofo José Ortega y Gasset. Mais tarde, conquistou bolsa de estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) perante a Universidade de Salamanca, onde, em 1986, defendeu tese doutoral na área de Direito Internacional sobre a imigração espanhola ao Brasil, sob o título: Organización Social yJurídica de los Inmigrantes Españoles en Brasil, alcançando, então, o título de doutor pela mesma universidade.

Reconhecimento

Em 1993, ao aposentar-se de cargo público, exerceu a função de professor convidado da Universidade Federal Rural de Pernambuco, atuando na área de convênio firmado entre aquela instituição de ensino e a Universidade de Sherbrooke-Irecus – Canadá (1990-94).
Como romancista, dramaturgo, ensaísta e poeta recebeu vários prêmios e distinções, merecendo destaque, em virtude do conjunto de sua obra, o prêmio-homenagem, de caráter internacional, concedido em 1994 pela prestigiosa Cátedra de Poética Fray Luís de León, da Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha), ocasião em que esta entidade lhe outorgou também o Título de Honor pela mesma Universidade. Em 2009, na Espanha, conquistou o Prêmio Ibero-americano de Narrativa “Miguel de Unamuno” pelo livro El rey de los bandidos, publicado pela Editorial Verbum, de Madrid. Fundador de Caliban, uma revista de cultura, na qualidade de editor-responsável publicou 10 (dez) números (1998-2007). Em outubro de 2012, Aguiar recebeu o título de Cidadão de Salamanca (Huésped Distinguido), concedido pela Prefeitura (Ayuntamiento) por decisão unânime da Câmara local, distinção conferida a grandes personalidades da cultura e das letras.

Instituições

Em 2015, recebeu o Prêmio Jabuti pelo livro Francisco Julião, uma biografia, publicado pela Editora Civilização Brasileira (Rio de Janeiro). É membro de várias entidades culturais e literárias, entre as quais se destacam: Academia Pernambucana de Letras, Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), Academia Carioca de Letras, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e PEN Clube do Brasil, do qual foi seu Presidente de 2011 a 2020. Também presidiu a Fundação Miguel de Cervantes de Apoio à Pesquisa e à Leitura da Biblioteca Nacional.

Obras

Além de ‘Francisco Julião – uma biografia’ destacam-se entre as suas inúmeras obras, ‘ O Suplício de Frei Caneca’, ‘Caldeirão’, ‘ A Corte Celestial’ e ‘Os Espanhóis no Brasil’.

Mauro Mota

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque nasceu no Engenho Buraré, Pernambuco, no dia 16 de agosto de 1911. Era filho do promotor público José Feliciano da Mota Albuquerque e de Aline Ramos da Mota Albuquerque. Fez seus estudos primários em Nazaré da Mata e no Recife. Ingressou no colégio Salesiano, época em que escreveu seus primeiros versos, no jornal O Colegial, dirigido pelo padre Nestor de Alencar. Mauro Mota casou-se muito jovem, com Hermantine Cortez, com quem teve dois filhos. Formou-se em Direito, em 1937, pela Faculdade de Direito do Recife. A morte de sua esposa, o inspirou a escrever inúmeras poesias.
Dedicou-se ao ensino, à literatura e ao jornalismo. Foi professor de história e geografia em vários colégios pernambucanos, entre elas a Escola Normal, na qual conquistou a cátedra com a tese O Cajueiro Nordestino.

Contribuição

Como jornalista foi secretário e redator-chefe do Diário da Manhã. Com o Estado Novo, passou para o Diário de Pernambuco, chegando a diretor, em 1956. No Diário de Pernambuco dedicou-se ao suplemento literário, abrindo caminho para as novas gerações. Sua contribuição literária foi das mais importantes tanto para a prosa como em verso. Publicou “A Tecelã”, “Os Epitáfios” e “O Galo e o Catavento”. Em prosa destacam-se “Geografia Literária” e “Paisagem das Secas”.

Executivo

Mauro Mota foi superintendente do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, entre 1956 e 1970. Foi diretor do Departamento de Documentação e Cultura da Cidade do Recife e do Arquivo Público Estadual de Pernambuco, de 1972 a 1984

Novo Momento

Foi casado pela segunda vez, com a pintora e cronista Marly Mota, com quem teve quatro filhos. Foi membro da Academia Pernambucana de Letras, sendo seu presidente por mais de dez anos. No dia 5 de janeiro de 1970, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Recebeu o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio da Academia Pernambucana de Letras por seu poema Elegias, o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro e o Prêmio Pen Clube do Brasil pelo livro Itinerário. Mauro Mota faleceu no Recife, no dia 22 de novembro de 1984.

Serviço

Evento: lançamento da edição 12 da revista Pernambuco

Data: 02/12/24

Hora: 15h

Local: Academia Pernambucana de Letras , Av Rui Barbosa, 1596, Graças Recife, PE

Entrada e estacionamento gratuito: Av. Malaquias, logo após a AABB.

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