Mais 338 vagas de emprego à vista: Estado autoriza contratação de profissionais para Educação

Segundo o governo, haverá seleção simplificada para contratar pessoal para programas da secretaria

O Governo de Pernambuco autorizou a contratação de 338 profissionais para prestação de serviços em programas de educação.
Publicado no Diário Oficial do executivo, nesta terça (21), o decreto Nº 58.013, de 20 de janeiro deste ano, permite a contratação temporária de pessoal a Secretaria de Educação.
O documento considerou a solicitação da Secretaria de Educação para abertura de seleção pública simplificada para a contratação temporária dos profissionais.
Também levou em consideração o teor da Nota Técnica nº 15/2024, da Superintendência de Projetos Especiais em Recrutamento e Seleção, da Secretaria de Administração.
Além disso, a Câmara de Política de Pessoal acatou o pedido de autorização para contratação temporária para a Secretaria de Educação, por meio da Deliberação Ad Referendum nº 146, de 21 de novembro de 2024.
Com isso, os contratos temporários autorizados devem ser regidos pela Lei nº 14.547, de 2011, vigorando pelo prazo de até 12 (doze) meses, prorrogáveis por iguais períodos, até o limite máximo de 6 (seis) anos, conforme interesse e necessidade da Secretaria de Educação.
A contratação temporária  deve ser precedida de seleção pública simplificada, cujos critérios devem ser estabelecidos em Portaria Conjunta SAD/Secretaria de Educação.

Condenado a mais de 30 anos de prisão o homem que esfaqueou ex-namorada e os pais dela

Depois de mais de 14 horas de julgamento, o Tribunal do Júri decidiu pela condenação do empresário Bruno de Andrade Lima de Albuquerque, de 29 anos

Foto: Priscilla Melo/DP Foto

O empresário Bruno de Andrade Lima de Albuquerque, de 29 anos, foi condenado a 30 anos e 9 meses de pena de reclusão, com regime inicialmente fechado, após esfaquear a ex-namorada, Karollyne Kerllys, e os pais dela em um apartamento em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, que teve início na segunda-feira (20) e terminou na madrugada desta terça (21), o réu foi condenado pelos crimes de:

Tentativa de feminicídio da ex-companheira Karollyne Kerllys, com as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e violência doméstica.

Tentativa de feminicídio da ex-sogra Charlene Kerllys, com as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima e violência doméstica.

Tentativa de homicídio do ex-sogro Fábio de Brito, com a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Crime conexo de posse de 64 munições de calibre 12, encontradas em sua residência.

Além do depoimento das vítimas, os sete jurados (três homens e quatro mulheres) ouviram duas testemunhas de acusação, uma delas de forma remota por morar em outro estado. Já a defesa técnica do réu convocou outras duas testemunhas para serem ouvidas.

No processo, a defesa pediu para que fossem anuladas as provas relacionadas à arma do crime, munições e roupas ensanguentadas, argumentando que houve irregularidades no manuseio desses itens. Também solicitou que o réu respondesse por lesão corporal grave – delito com pena mais leve do que homicídio.

Já a promotoria alegou que Bruno de Albuquerque cometeu uma tripla tentativa de homicídio qualificado, além de posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Para o MPPE, os crimes foram cometidos por razões de gênero, em contexto de violência doméstica e com recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Vítimas

Por meio de nota, as advogadas Mayara Oliveira e Jessika Brito afirmaram que a condenação de Bruno representa “mais do que justiça para Karollyne, Charlene e Fábio: é uma vitória contra a violência doméstica e um recado claro de que nenhuma mulher está sozinha nessa luta”.

“A família sente que, finalmente, suas vozes foram ouvidas e que o sistema de justiça cumpriu seu papel. Apesar das marcas deixadas por esses atos cruéis, a condenação traz um alívio e a esperança de que Bruno não poderá ferir mais ninguém”, escreveram. “Este resultado não é apenas um marco para essa família, mas para todas as mulheres que já sofreram ou sofrem com a violência doméstica. Que a coragem de Karollyne e Charlene inspire outras vítimas a denunciarem seus agressores e acreditarem que a justiça pode ser feita”.

O Crime

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime aconteceu após Bruno não aceitar o fim do relacionamento com a jovem. O empresário invadiu o apartamento onde ela morava com os pais e desferiu mais de 20 golpes de faca, de acordo com a denúncia.

O réu também é acusado de tentar matar o ex-sogro, que foi agredido e chegou a desmaiar, além da ex-sogra, que entrou em uma luta corporal com o agressor. O caso aconteceu no dia 15 de novembro de 2023. O julgamento foi presidido pelo juiz Otávio Ribeiro Pimentel, da 2ª Vara do Júri de Jaboatão.

Em conversa com a imprensa, momentos antes do início do júri, as advogadas disseram que a expectativa é positiva e que esperam que o réu seja condenado pela dupla tentativa de feminicídio e uma tentativa de homicídio em relação ao pai da vítima.

“Ele tem um perfil bem agressivo”, descreveu Maiara Oliveira. “É um perfil de homem em que todas as vítimas que ele fez tem maus antecedentes, já responde a sete processos de âmbito de violência doméstica. Então, ele já é um perfil de agressor. Todas as vítimas que passaram por ele, todas ex-namoradas, sofreram agressões”.

“Infelizmente, não tem outra forma de descrevê-la. Ela está psicológico e emocionalmente, muito abalada, principalmente porque teve que reviver todos os fatos para se preparar para o depoimento que vai realizar aqui no Plenário do Júri”, afirmou Jéssika Brito.

Maquiavel, cada vez mais atual, pautou a posse de Trump. Por José Nivaldo Junior

Por José Nivaldo Junior* – Consultor em comunicação, advogado, historiador, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e autor do best-seller internacional ‘Maquiavel, O Poder’, traduzido em mais de 20 idiomas.

Rolava a posse de Trump. Ficava até difícil acompanhar. Foram tantas as medidas de impacto anunciadas, que os analistas, inclusive norte-americanos e europeus, perplexos, batiam cabeça e tinham dificuldade de formar uma opinião coerente. Nesse tumulto, toca o celular. Era o amigo Alex Azevedo. De Brasília, enxergou o óbvio que eu ainda não estava vendo. Disse algo como:”Zé, ou muito me engano ou Trump esta seguindo o roteiro de Maquiavel, confirme li no seu livro. Anunciando de uma vez tudo de ruim que pretende fazer”. Agradeci.
Puxa, como eu não havia ainda percebido.
Trump seguiu exatamente o roteiro do pensador florentino. Vamos ver. Comentando trecho de ‘O Príncipe’, digo em ‘Maquiavel, O Poder’: As crueldades bem usadas (“Se do mal for lícito falar bem”) para ele (Maquiavel) são as que se praticam pela necessidade de se chegar ao poder ou nele se firmar, mas que depois são abandonadas em troca de ações úteis para os súditos. As crueldades mal usadas são aquelas que, mesmo poucas no início, com o decorrer do tempo aumentam ao invés de se extinguiram. E agora, abrindo aspas para o próprio Nicolau Maquiavel: “Por isso é que, ao ocupar o governo, deve o conquistador exercer todas as ofensas que forem necessárias, fazendo-as todas a um só tempo para não precisar renová-las a cada dia e poder, assim, dar segurança aos súbitos e conquistá-los com benefícios”.
Mais anúncios de maldades em uma posse, impossível.

O conquistador Trump

Derrotado quatro anos atrás, Trump assume o poder com ares imperiais. Cara fechada. Sem o aspecto de comemoração que costuma marcar as posses. Não festeja vitória, demarca uma retomada. Trazendo, ou fingindo trazer duas mãos e o ressentimento do mundo. As principais decisões
anunciadas estão na mídia, inclusive na edição da manhã do nosso O Poder. Com ares de manda chuva, faz um inteligente jogo duplo na política internacional. Anuncia a América para os americanos (do norte) e ao mesmo tempo trata o resto do mundo como se estivesse sob seus pés. Desafia a China. Posa de tutor da Rússia. Dá seu pitaco divergente na guerra do Oriente Médio. Despreza a Europa e insulta as Américas que não os Estados Unidos. Reafirma intenções territoriais expansionistas. Abandona unilateralmente entidades internacionais de peso. Manda recados desaforados para governos com os quais não simpatiza. Sobre o Brasil, inclusive:”Eles precisam mais de nós do que nós deles”.

Polêmicas ambientais e de comportamento

Além de se despedir do Acordo de Paris, que cuida das questões climáticas globais e tem como um dos principais objetivos reduzir a emissão de gás estufa, foi enfático ao anunciar a intenção de privilegiar combustíveis fósseis. Algo como temos a maior quantidade de Petróleo e gás do planeta e pretendemos usá-lo. Decretou emergência nacional de energia e o fim dos incentivos a carros elétricos. Acabou em uma frase o respeito à diversidade e disse que vai extinguir todos os programas relativos ao tema. Sua política é reconhecer que existem apenas dois gêneros, masculino e feminino. E todo acesso às instituições ser baseado no mérito individual. E no campo humanitário (melhor seria dizer desumanitário) declarou estado de emergência na fronteira com o México para tentar interromper a imigração ilegal. E anunciou o início imediato da devolução de milhões e milhões de “estrangeiros criminosos” para os lugares de onde vieram.

Mais ameaças

O Golfo do México será renomeado de Golfo das Américas. O canal do Panamá será retomado. Ninguém lá fala na volta à lua, assunto cada vez mais delicado porque há riscos do possível retorno deixar claro que nunca estiveram lá. Elon Musk falou no contexto da posse que os EUA estão preparando o desembarque humano em Marte.

Jogando para a plateia

Trump prometeu um sistema para proteger os empregos dos cidadãos americanos. Devolveu Cuba à lista de países patrocinadores do terrorismo.
Revogou com uma canetada 78 medidas estratégicas da política do seu antecessor. E no maior desafio até hoje à justiça americana, anunciou perdão presidencial, previsto em lei, registre-se, a cerca de 1.500 acusados pela invasão do Capitólio em janeiro de 2021. Chamou os presos de “reféns” e afirmou que não fizeram nada de errado.

Cada qual vê pelo seu lado

Para os Republicanos, Trump cumpriu promessas já feitas. Para os Democratas, um retrocesso de 30 anos. As bondades devem vir a conta gotas. Ou não, o futuro dirá. Com uma medida, umazinha só, eu, do meu canto, concordo inteiramente: a revogação de todas as formas de censura e a garantia do mais amplo direito à liberdade de expressão. Na constituição da minha alma isso é a cláusula mais pétrea e nada justifica o seu desrespeito.

Voltando a Maquiavel

Diz o autor de ‘O Príncipe’: O mal deve ser feito de uma só vez, e a bondade aos poucos. Os homens se lembram dos benefícios recentes mais do que de todo um mal infligido anteriormente.
A esperança do mundo é que a segunda parte venha aos poucos e as “maldades” anunciadas não sejam o prelúdio de uma escalada de agressões, retrocesso e imperialismo.

*José Nivaldo Junior é autor do best-seller internacional ‘Maquiavel, O Poder’, traduzido em mais de 20 idiomas.

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