Antes mesmo de ser eleito, Hugo Motta convida padre e marca missa na Câmara

Provável sucessor de Arthur Lira (PP-AL) na cadeira de presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) tem evitado comemorar antes da hora a eleição – tida como certa por parlamentares de diferentes alas. Apesar do discurso, Motta e auxiliares já trabalham, nos bastidores, nos primeiros passos pós-vitória. As informações são do portal G1.

A eleição para o comando da Câmara está marcada para a tarde deste sábado (1º), e Hugo Motta conta com o apoio de 18 dos 20 partidos da Casa. O deputado soma um estoque de 495 possíveis votos. Antes mesmo de ser confirmado presidente, Motta convidou pessoalmente o padre Fabrício Timóteo para celebrar uma missa em ação de graças à abertura dos trabalhos no Congresso. O sacerdote é da Diocese de Patos (PB), reduto político de sua família.

Católico, o futuro comandante da Câmara deve comparecer à cerimônia, que foi marcada para a próxima segunda-feira (3), pela manhã, em um dos salões do Congresso. O entorno de Motta tem evitado “cantar vitória antes da hora”, mas já prepara a festa para celebrar a eleição ao posto mais importante da Câmara.

A festa deve acontecer ainda no sábado, e lideranças políticas da Paraíba começam a desembarcar em Brasília já hoje. Se confirmado, Hugo Motta será o presidente mais jovem da Câmara dos Deputados.

O governador João Azevêdo (PSB) é um dos políticos que confirmou presença. Prefeitos, deputados estaduais e outros aliados locais também devem se fazer presentes. Prefeitos e parlamentares do estado afirmaram já terem sido informados previamente da festa – ainda não foi confirmada oficialmente pelos auxiliares de Motta. Os convites deverão serão disparados aos colegas de Congresso assim que a eleição for confirmada.

Nova posse de Alcolumbre devia ser feita na Papuda ou na Usina de Lixo

Alcolumbre sonha (?) em continuar presidente do Senado, alterando a  Constituição - Flávio Chaves

Charge do Genildo (extrapauta.com.br)

Vicente Limongi Netto 

Festa pela eleição do roliço Davi Alcolumbre, como novo presidente do Senado Federal. A chamada Câmara Alta nunca esteve tão bem representada. O eclético e limpo Alcolumbre tem orgulho de servir a dois patrões, Lula e Bolsonaro. Tudo pelo diálogo democrático.

Resta saber onde será a cerimônia de posse de Alcolumbre – se na aprazível Papuda ou na Usina de Lixo de Brasília.

SUGESTÕES – O próprio Alcolumbre gostou muito das sugestões que recebeu do alto escalão do presidente que deixa o cargo, o macabro Rodrigo Pacheco. A dúvida é comovente.

Como Alcolumbre é bem recebido por onde anda, os moradores da Papuda podem sugerir que o falante senador desfrute de boa temporada por lá. Com toda mordomia. Até direito a pijama listrado. Sem faltar diversos celulares, para poder conversar com Lula e Bolsonaro sobre as escolhas dos novos membros da Mesa Diretora e futuros presidentes das comissões técnicas.

Auxiliares mais pragmáticos do senador pelo Amapá preferem que a memorável posse seja na Usina de Lixo. Ambiente igualmente aromático e modernoso, com bons fluidos, igual à confortável Papuda. Alcolumbre se sentiria em casa.

Lula deixou de ser o presidente para se tornar mais um meme na internet

O presidente Lula afirmou que há várias razões para o preço do alimento ter disparado, entre elas é a de que o povo está podendo comprar mais e os supermercados estão aumentando

Lula gravou mensagem na horta do Torto

J.R. Guzzo
Estadão

Lula, pela impressão que dá em quase tudo aquilo que faz hoje em dia, deixou de ser o presidente da República e passou a ser um meme. Essa parece ser a sua principal ocupação, após dois anos de governo: fornecer material para piadinhas e ditos espirituosos na internet. Não dá para ser diferente, vendo o jeito como ele se comporta em público.

Em sua última revelação, achou uma boa ideia (ou acharam por ele) aparecer num vídeo fantasiado de “campesino” para tentar convencer as pessoas de que é um governante que tem “o pé na roça” e, como tal, conhece melhor que ninguém o caminho para acabar com a alta nos preços dos alimentos.

PAPEL RIDÍCULO – Acabou, como sempre, fazendo apenas o papel de um homem ridículo. Nessa operação do seu novo serviço de propaganda, filmada no que descrevem como “a horta do Palácio”, com camisa, chapéu e óculos de urbanoide que acaba de sair do shopping, Lula disse basicamente o seguinte: vai fazer “reuniões” com “atacadistas” e resolver o problema.

E o que ele vai dizer nessas reuniões – uma coisa só que seja? Que propostas vai fazer? E, mais que tudo, porque não fez o raio das “reuniões” antes? É puro Lula, o “negociador”. Só faltou a abóbora.

É evidente que esse tipo de coisa só pode mesmo acabar em piada nas redes sociais. Não adianta, aí, a Advocacia-Geral da União, a PGR e o serviço de publicidade do governo no noticiário mandarem a Polícia Federal atrás de quem fez os memes que “atacam medidas públicas”.

MENOS LARANJA – O que se vai fazer com um governo em que o ministro da Casa Civil, depois de anunciar e logo “desanunciar” um “tabelamento” de preços da comida, diz que a população deve comprar menos laranja, que anda muito cara, para vencer a inflação?

O que o ministro sugere que o povo chupe no lugar da laranja? Ele poderia indicar alguma fruta mais barata? E se o governo fornecesse brioches para substituir as laranjas – será que não poderia ser uma solução, como as “reuniões” que Lula quer fazer?

O fato é que nem Lula e nem ninguém em todo o seu governo tem a mais remota ideia do que fazer a respeito da alta dos alimentos. Não sabem absolutamente nada, também, a respeito de como lidar com a inflação em geral, ou com o aumento no preço dos combustíveis, ou qualquer coisa.

SEM PROJETO – Lula, na verdade, nunca teve um plano para a economia brasileira. Só consegue tratar disso, ou de qualquer outro assunto, por uma ótica: “Eu vou ser mais esperto do que eles – e inventar uma pirueta aí para enganar de novo todos esses bocós de mola”.

Em fidelidade a essa estratégia, não anunciou quem seria o ministro da Economia até o dia da sua posse – assim ficava todo mundo pendurado nele. Passou dois anoS jogando a culpa de tudo em cima do presidente do Banco Central. Colocou na chefia do IBGE um fabricante de estatísticas que se tornou uma bomba à espera da explosão. “Política econômica”, para Lula, é isso.

O presidente nunca teve, sequer, a preocupação de formar um governo – só pensou, com a sua “equipe de transição” de 900 “especialistas”, em nomear gente para encher as vagas de marajá que criou no governo.

FÁBRICA DE MINISTROS – Inventou ministérios como nenhum outro chefe de governo da História do Brasil – ministério do índio, da mulher, dos negros, da criatividade, da reforma agrária e por aí vai. Somando todos os nomeados, mais os seus aspones, não se junta competência para cuidar de um único dogão.

O governo Lula não consegue aprender nada. Continua falando em “abrasileirar” o preço da gasolina; o consumidor logo vai ver, na bomba, se há bala para sustentar essa miragem.

Continua achando que quem causou a calamidade das mudanças do pix foram as “fake news”, não a medida estúpida que eles próprios tomaram. Continua com a ideia fixa de que a prioridade absoluta do Brasil é brigar com os Estados Unidos – e ganhar a briga com a ajuda da China, que vai largar tudo para ficar com Lula. É por aí.