Oposição procura Guilherme Uchoa para falar sobre 2018

Blog da Folha

Em seu sexto mandato como presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) é peça chave no jogo político atrelado à eleição do ano que vem. Tanto que os senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PMDB), que lideram o grupo de oposição no estado e pretendem viabilizar suas candidaturas a governador, andaram procurando o pedetista para falar sobre possíveis alianças.

De acordo com Uchoa, só nos últimos dois dias, FBC ligou para ele três vezes. “Ele tem intimidade para ligar para mim”, garantiu. Armando Monteiro, por sua vez, teria enviado um recado para se encontrar com o pedetista. “Armando, através de Silvio Costa (deputado federal pelo Avante), perguntou se podia ir à minha casa, antes de ontem. Ou se eu ia à casa dele. Então eu disse: ‘diga a Armando que ele vá no meu gabinete. Na Assembleia, a hora que ele quiser. Estarei lá para conversar’”, comentou o deputado estadual.

Questionado se Armando estava, na verdade, querendo convencê-lo a migrar para o campo da oposição, Guilherme Uchoa brincou: “Eu não já fui? Pra que ficar indo e voltando feito couro de pescoço?”.

Para garantir o apoio dos pedetistas, o governador Paulo Câmara (PSB) já tratou de ampliar o espaço da sigla na administração, com a nomeação de Wellington Batista (PDT) como secretário de Agricultura, no final de setembro Na ocasião, o gestor afirmou que “O PDT e o PSB sempre foram partidos que aqui em Pernambuco estiveram juntos”. “Momentos de divergência foram pontuais. E hoje a gente tem, com a vinda do presidente e a entrada do PDT no nosso governo, é uma sinalização de que nós pensamos muito parecido. Nós temos mais convergências do que divergências”.

Perguntado sobre a articulação do bloco oposicionista, que também conta com lideranças como os ministros das Minas e Energia, Fernando Filho (Sem partido), e da Educação, Mendonça Filho (DEM), além do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), Uchoa provocou: “Para quê tanta gente?”.

“Eles podem forçar dois palanques para provocar um segundo turno. Mas quem vai pra forca? Eles vão ter que escolher. Não é uma eleição fácil. Agora, qual foi o ano que Pernambuco teve mais ministros do que agora? Estamos terminando o ano e todo esse povo é ministro. Qual foi o ano em que o estado recebeu menos dinheiro do governo federal para melhorar a saúde, a segurança? Isso é um a política raivosa”, pontuou.

Por fim, ao ser indagado sobre o lugar do ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), dentro deste contexto, o pedetista cravou: “Raul Jungmann é um acessório”.

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