A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras toma amanhã (10), o depoimento do ex-gerente da estatal Pedro Barusco, um dos delatores da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Será o primeiro dos depoimentos agendados pela CPI, que foi criada para investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da estatal do petróleo, no período de 2005 a 2015.

O depoimento de Barusco está marcado para começar às 9h30m, em reunião normal da CPI da Petrobras.

No entanto, a reunião que a principio seria aberta, poderá ser fechada ou reservada. Hoje (9), a advogada de Pedro Barusco, Beatriz Catta Preta, encaminhou ofício à comissão pedindo que o depoimento seja sigiloso, com base na Lei 12.850/13, que define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal.

No início da noite de hoje, o presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), informou que vai propor ao plenário que o depoimento seja feito em sessão sigilosa, onde poderão estar presentes, além dos deputados, os assessores.

No entanto, caberá ao plenário da comissão decidir se a reunião para o depoimento de Barusco será fechada – com a presença apenas dos deputados –, sigilosa ou aberta.

Na delação premiada à Justiça, Pedro Barusco declarou ter recebido, desde 1997, propinas de empresas que mantinham contratos com a Petrobras, e que, a partir de 2003, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, passou a participar do esquema.