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Pizzolato marca coletiva, mas desiste porque a mídia divulgou “informações falsas” sobre ele

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, cancelou na tarde da última segunda-feira (3/11) uma entrevista coletiva que concederia nesta terça (4/11), em Módena, na Itália.

Crédito:Agência Brasil
Pizzolato iria explicar porque fugiu do Brasil usando documentos falsos
Segundo a Agência Estado, fontes próximas a Pizzolato afirmaram que ele iria defender sua inocência, atacar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e esclarecer o uso de documentos falsos para fugir do Brasil.
A desistência foi informada por meio de uma nota distribuída pelo advogado Alessandro Sivelli. Sem dar detalhes, o defensor dele atribuiu o cancelamento à imprensa por ter veiculado “informações falsas” a respeito do ex-diretor de marketing.
“Algumas de suas declarações foram mal interpretadas e mal utilizadas e até mesmo com informações falsas sobre suas condições de vida atuais, distorções e manipulações que não têm nada a ver com a decisão tomada pela Corte de Apelação de Bolonha”, escreveu o advogado em nota.
A coletiva estava agendada no escritório do advogado, que definiu regras e indicou que os “convidados” aceitariam não persegui-lo pela Itália. Após deixar a prisão, na semana passada, Pizzolato elogiou a Justiça italiana e disse que estava com a “consciência limpa”.
Henrique Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão no julgamento do mensalão. Em outubro do ano passado, ele fugiu para a Itália com um passaporte falso de seu irmão, Celso Pizzolato, morto há mais de 30 anos. Em fevereiro, ele foi descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte da Itália, e levado para a prisão de Módena.
O Brasil pediu a extradição do ex-diretor e o Ministério Público Italiano defendeu Pizzolato. Nesta semana, entretanto, o Tribunal de Bolonha negou o pedido. As autoridades brasileiras vão recorrer da decisão, mas temem que a Corte de Cassação apenas confirme o julgamento. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal debatem a possibilidade de solicitar que os italianos façam Pizzolato cumprir sua pena em uma prisão europeia.

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