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Berzoini é indicado por petistas para tocar regulação da mídia em novo governo

Atual titular da Secretaria de Relações Institucionais, o ministro Ricardo Berzoini poderá ser alçado ao Ministério das Comunicações no segundo mandato da presidente reeleita Dilma Rousseff. Seu nome foi indicado pelo Partido dos Trabalhadores para que otimize o processo de aprovação da regulação econômica da mídia. Hoje, ele faz uma ponte política entre o Planalto e o Congresso.
Crédito:Agência Brasil
Ricardo Berzoini pode administrar regulação da mídia
Segundo a Folha de S.Paulo, o petista é considerado como um bom negociador e tal característica é vista pelos colegas de partido como positiva numa pasta que dá o suporte para a iniciativa. A ideia é uma das bandeiras do PT desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o governo para eleger a sua sucessora. O projeto, no entanto, foi postergado pela gestão da atual presidente.
Durante o seu primeiro mandato, Dilma se recusou a tocar qualquer iniciativa que implicasse em controle de conteúdo – como já havia sido tentado sem sucesso durante o governo antecessor. Durante a campanha, porém, ela cedeu e admitiu discutir as diretrizes da proposta, que tem como foco a regionalização dos conteúdos e a proibição de monopólios e oligopólios na comunicação.
Na noite da última terça-feira (28/10), a petista voltou a falar sobre o assunto em entrevista ao SBT. Questionada pelo jornalista Kennedy Alencar, a presidente reeleita reafirmou que não irá interferir na liberdade de expressão; sua biografia, conforme conta, mostra que não tomaria tal atitude. Sobre a parte econômica, declarou que o setor tem que “ter regulações”, mas não explicou quais seriam.
Indagada se mandará ao Congresso algum projeto nesse sentido, ela respondeu: “vamos discutir bastante antes de fazê-lo”. A situação difere da entrevista do atual ministro Paulo Bernardo, responsável pelas Comunicações. Em junho, ele disse que o projeto não seria o controle de conteúdo nem a proibição de um mesmo grupo econômico ter emissoras de TV, rádio e jornal, a chamada propriedade cruzada.
O último tópico, por exemplo, é alvo de críticas do partido, que segue pressionando para uma medida nesse sentido. Ainda no primeiro turno, o PT incluiu o tema no programa parcial de sua candidata, mas Dilma logo mandou excluí-lo na redação final. Na antevéspera do segundo turno, porém, a campanha petista obteve direito de resposta contra a Veja sobre uma reportagem.
Apesar de o partido ter esperança, a eventual ida do ministro Ricardo Berzoini para a pasta das Comunicações não significaria que a proposta siga adiante. Não há uma data definida para que isso ocorra. Nem mesmo assessores do governo sabem com certeza se a presidente reeleita está, de fato, disposta a tocar essa agenda agora. Caso mude de ministério, Jaques Wagner assumiria as Relações Institucionais.

 

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