“Folha” desiste de debate após Dilma e partido vetarem perguntas de jornalistas

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Na tarde de sexta-feira (10/10), a Folha de São Paulo anunciou que deixou a organização do debate presidencial preparado em conjunto com outros veículos — SBT, UOL e rádio Jovem Pan. De acordo com a publicação, a desistência ocorreu após a campanha de Dilma Rousseff (PT) afirmar que não aceitaria perguntas de jornalistas aos candidatos.
Crédito:Divulgação
Campanha da presidente vetou pergunta de jornalistas em debate
Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal, afirma que a Lei Eleitoral já engessa os debates e que a proibição de perguntas dos jornalistas faz com que a Folha não veja “sentido organizar um evento sobre o qual não terá nenhuma influência para representar os direitos e interesses de seus leitores”.
O jornal afirma que inicialmente a campanha de Aécio Neves (PSDB) também era contra a participação de jornalistas fazendo perguntas, mas que teria recuado e aceitado um bloco de perguntas de repórteres escolhidos por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan.
Rui Falcão, presidente do PT, explicou que a posição se dá porque o debate no segundo turno “deve ser entre os candidatos, um contra o outro”. No entender do político, “se for para fazer perguntas de jornalistas, é melhor fazer uma entrevista”.
Apesar da desistência da Folha, o debate no SBT será realizado no dia 16 de outubro, às 18h. UOL e Jovem Pan também transmitirão o encontro dos candidatos.

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