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Economist: governo brasileiro promoveu “farra de gastos” antes das eleições

O aumento nos gastos do governo federal brasileiro às vésperas das eleições foi alvo de reportagem da revista britânica “The Economist”, publicada nesta quarta-feira (1º). O texto afirma que a administração da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, promoveu uma “farra de gastos”, citando dados do Tesouro Nacional referentes ao mês de agosto divulgados na última terça (30).

Segundo a reportagem, “a ostentação de governos em anos eleitorais é uma consagrada tradição democrática”, demonstradamente seguida pela administração da petista. O texto aponta que o déficit primário (anterior ao pagamento de juros) chegou a R$ 14,4 bilhões em agosto, quarto mês consecutivo no qual o governo gastou acima da arrecadação e não conseguiu guardar recursos para pagar credores.

Ao fazer uma análise das perspectivas do cenário eleitoral para a economia, a revista afirma que, “no papel”, a candidata Marina Silva (PSB) promete uma política fiscal mais responsável que a atual, assim como Aécio Neves (PSDB), classificado como o mais bem visto pelo mercado entre os postulantes à Presidência.

A reportagem aponta, no entanto, que a chance dos dois implementarem um novo curso na política econômica brasileira é pouco provável, tendo em consideração a vantagem de Dilma nas pesquisas eleitorais.

“Os mercados se desesperam diante da perspectiva de reeleição de Rousseff”, informa o texto, dizendo que eles “tiveram uma síncope” após a divulgação de uma pesquisa, na segunda-feira (29), que projetava uma possível vitória ainda da petista ainda no primeiro turno. Foram citadas a “pior sessão da Bolsa de Valores em três anos”, que caiu 4,5%, uma queda de 11% nas ações da Petrobras, e o enfraquecimento do real diante do dólar.

O texto ainda sugere que a moeda brasileira poderia ganhar força com uma possível vitória de Marina Silva. Com a continuidade do governo Dilma, ela provavelmente enfrentaria “ventos contrários que fariam reformas necessárias para finanças públicas ainda mais dolorosas”, finaliza a reportagem.

Do UOL

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