O Dia em que o Recife Parou

   Por TACIANA GUERRA
Dia nublado…tudo volta… O clima de saudade domina o meu coração. São três anos sem o meu filho e hoje o Recife parou.
Começa o funeral de Eduardo Campos e as outras cinco vítimas de mais um terrível acidente aéreo. Vesti a minha camisa preta da Afavnoar (Associação dos Familiares, Amigos e Vítimas do Voo Noar 4896), associação que eu participo como vice presidente, em sinal de compartilhamento do meu pesar com as famílias e o respeito para com todos os seres humanos. As ruas estão ainda vazias, muitos ligados na tv assistindo ao início das solenidades. Outros acordaram cedinho e foram para o centro do nosso Recife, prestar as suas homenagens, despedir-se dos entes e amigos que ali estavam em mais um trágico acidente de avião.
Sei a dimensão dessa dor, passei por ela também. E a nossa cidade assiste a essa solidariedade bonita, novamente, mostrando que o ser humano é especial e se comove com a dor do seu semelhante.
Deposito aqui as minhas flores, em forma de palavras, uma homenagem, um consolo, para cada um das famílias dos que partiram.
Taciana Guerra
Vice Pesidente da Afavnoar
Mãe da vítima Raul Farias

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