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4G demandará 10 mil novas antenas

Para oferecer internet 4G de qualidade durante a Copa do Mundo, as operadoras de telefonia terão de instalar quase dez mil antenas nas 12 cidade-sede do evento. A tecnologia, cuja implantação ainda está em fase de testes pelas operadoras, permite que a navegação na internet móvel atinja velocidade até dez vezes a da internet 3G comum.

Para ter o serviço funcionando – com a quantidade de equipamentos adequada – será preciso investimentos de aproximadamente R$ 2,8 bilhões. As companhias argumentam que o problema não é o valor total do investimento, mas que cada município faz as próprias regras para instalação desses aparelhos. As empresas reclamam que, sem uma regra geral para nortear o que pode ser feito, conseguir essas licenças é um processo trabalhoso e demorado, o que dificulta seguir o cronograma.

O Governo encaminhou ao Congresso, no ano passado, a chamada Lei das Antenas, que padroniza como deve ser essa implementação. O projeto, entretanto, segue em tramitação. As operadoras defendem que, enquanto isso, precisam aguardar em média um ano para conseguir a liberação de uma área para instalação de antenas – podendo chegar a dois anos em casos mais extremos.

Segundo levantamento do Sindtelebrasil, sindicato que representa as empresas de telefonia e responsável pelo levantamento, São Paulo é a cidade que mais precisa ser equipada. Cerca de 2,8 mil antenas são necessárias para prestação do serviço na capital paulista. Rio de Janeiro e Brasília aparecem na sequência, com deficit de 1,7 mil antenas e de 954 estações de transmissão. O total de antenas que precisam ser instaladas apenas nessas 12 cidades em que haverá o evento esportivo representa quase 20% do número hoje existente no País. Os equipamentos em uso permitem a prestação de serviço de voz e de dados na rede 3G.

fonte:folhape

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