Entre Fatos e Palavras — Uma Coluna Diária de Escuta e Interpretação do Nosso Tempo

Entre Fatos e Palavras — Uma Coluna Diária de Escuta e Interpretação do Nosso Tempo

Nasce hoje uma coluna. Mas não apenas uma coluna — nasce um espaço de travessia, um território onde o que se vive encontra o que se pensa, e o que se pensa ousa ser dito. Chamamos esse novo ícone de Entre Fatos e Palavras, porque é justamente nesse intervalo, nesse espaço sutil entre o que ocorre e o que se escreve, que mora o sentido mais profundo da nossa comunicação.

Não se trata de mais um espaço opinativo, nem de um diário de impressões soltas. Trata-se de um lugar de escuta e de análise, onde o real não será reduzido a manchete e a palavra não será usada como espuma. Aqui, o compromisso é com a lucidez, com o pensamento crítico, com a beleza da linguagem e com a coragem de dizer — mesmo quando o dizer for desconfortável.

A inspiração desta coluna nasce da necessidade de acompanhar o dia, mas não de se perder na pressa dos ruídos nem na repetição do previsível. Queremos ir além da notícia apressada, além da espuma do momento. Queremos olhar o movimento da política, sim — mas também o da literatura, da economia, da vida pública, da educação, do meio ambiente, da arte, das ruas e das ausências.

Entre Fatos e Palavras será publicada todos os dias — como uma janela aberta sobre o que nos toca e inquieta. Será um comentário atento, uma análise diária, um gesto de posicionamento diante da realidade. O tom será plural, mas a intenção é única: compartilhar com o leitor uma lente limpa para ver o mundo com mais nitidez, e quem sabe, com mais coragem.

Porque vivemos tempos em que os fatos tentam nos atropelar e as palavras tentam nos enganar. E talvez a única forma de resistir a isso seja habitar justamente esse espaço entre eles — nem anestesiados, nem histéricos. Apenas humanos, atentos, em busca do que vale a pena ser dito.

Seja bem-vindo(a) a Entre Fatos e Palavras.
Todos os dias, um encontro. Todos os dias, um compromisso com o essencial.

É HOJE. Por CLAUDEMIR GOMES

  Por CLAUDEMIR GOMES   –   É hoje. O título do samba enredo da União da Ilha em 1984 – Escola de Samba da Ilha do Governador, Rio de Janeiro – traduz, com fidelidade, o momento do futebol brasileiro com a chegada do técnico Carlo Ancelotti, que atravessou o Atlântico, ancorou seu barco na Baia de Guanabara, e em meio a uma alegria contagiante renovou sonhos e esperanças de novas conquistas no País do Futebol.

Desde que aportou na sua nova casa as palavras de Ancelotti reverberam mais do que as do presidente Lula. Afinal, ele foi recebido, é visto e tratado como o novo Messias que veio salvar o futebol brasileiro pondo fim a um jejum de 24 anos. Isso mesmo: no próximo ano, quando será disputada uma nova edição da Copa do Mundo de Seleções, terão passados 24 anos da conquista do Penta.

O espaço de tempo que separou o tri do tetra foi o mesmo: 24 anos. O torcedor supersticioso já colocou isso na conta de Ancelotti. A ansiedade por ver o trem brasileiro novamente nos trilhos é tamanha que, os bochichos nas portas das Bets, onde as apostas correm soltas, são todos sobre uma goleada do Brasil sobre o Equador, hoje a noite, em Guaiaquil, na estreia do novo treinador da seleção pentacampeã do mundo.

E todos, mesmo antes de a bola rolar, estão cantarolando o velho samba da União da Ilha:

“É hoje o dia da alegria

E a tristeza

Nem pode pensar em chegar…”.

Em 1975 cheguei ao Diário de Pernambuco para integrar a equipe de esportes comandada pelo mestre Adonias de Moura. São cinco décadas acompanhando os passos da Seleção Brasileira. Confesso que, nesse tempo – 50 anos – nunca vi tanta louvação a um técnico. Nem mesmo ao mestre Telê Santana, e os vitoriosos Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari. Talvez por serem frutos da terra, gente da gente. Carlo Ancelotti é um fato novo, numa nova conjuntura, num novo tempo.

O que não muda é o besteirol nas coletivas de imprensa. Naturalmente que são feitas perguntas inteligentes; colocações pertinentes, mas o batalhão dos idiotas está cada dia maior.

Ainda não vimos o trabalho do Ancelotti, e os jogos de hoje, e da próxima semana não serão suficientes para se chegar a nenhuma conclusão. No momento, o que mais observo de positivo é o fato de a Seleção Brasileira voltar a ter um técnico que os jogadores olhem de baixo da cima. Ultimamente, nosso sentimento era o de que os jogadores olhavam o comandante de cima pra baixo, como se fossem superiores. Isso tem muito a ver com os bastidores, interferência de empresários, etc.

Carlos Ancelotti chegou com a leveza do ser que já é íntimo do sucesso. Carrega consigo a malandragem que assimilou dos brasileiros desde a época em que era jogador. Enfim, a Seleção Brasileira passou a ter no seu técnico o grande cartão de apresentação.

Nada disso, no entanto, é garantia de sucesso, mas são sinais de que a margem de erro pode ser minimizada.

Ancelotti disse, em recente coletiva, que gosta de cantar. Como bem ressaltou em sua crônica o mestre, Lenivaldo Aragão, “as primeiras aulas de português foram boas”.

Agora, é deixar o homem trabalhar e esperar para vê-lo cantar:

“Diga espelho meu

Se há na avenida

Alguém mais feliz que eu…”.

Governadora Raquel Lyra reforça compromisso com a educação e busca diálogo com a Alepe para aprovação de reajuste salarial

  A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, tem demonstrado firme compromisso com a valorização dos profissionais da educação. Em recente reunião com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), realizada no Palácio do Campo das Princesas, Raquel reafirmou seu empenho em garantir o pagamento da folha salarial até o dia 20 de junho. Além disso, anunciou a preparação de uma folha extra para contemplar as progressões previstas no Projeto de Lei Complementar nº 2968/2025, caso a votação não ocorra até essa data

O projeto, fruto de negociações entre o Sintepe e o Governo do Estado, prevê reajustes salariais que variam entre 6,27% e 8,38% para os profissionais da educação, além de progressões na carreira e outros benefícios . Apesar de aprovado por unanimidade nas comissões da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a votação em plenário tem sido adiada devido à falta de quórum, resultante de impasses políticos entre a base governista e a oposição.

Raquel Lyra tem buscado o diálogo como ferramenta para superar esses entraves. Em suas palavras: “Eu acredito na força do diálogo. E não acredito que a Assembleia Legislativa é contra as votações que são importantes pra Pernambuco.” A governadora também destacou que todos os projetos de lei enviados à Alepe foram aprovados com folga, e que o atual cenário de impasse representa um “jogo de perde-perde”, prejudicando principalmente a população que aguarda por ações concretas. 

A postura da governadora tem sido elogiada por diversos parlamentares. O deputado João Paulo (PT) ressaltou que é a primeira vez que uma governadora se reúne com três secretários para receber uma categoria . Por outro lado, a deputada Débora Almeida (PSDB) criticou a oposição por, segundo ela, instrumentalizar a pauta e criar uma narrativa contra o governo.

Enquanto isso, o Sintepe continua mobilizado, realizando assembleias e protestos para pressionar a Alepe a votar o projeto. A categoria teme que o impasse político comprometa o reajuste salarial acordado após meses de negociação .

A governadora Raquel Lyra reafirma seu compromisso com a educação e com os servidores públicos, destacando que a valorização dos profissionais da educação é essencial para o desenvolvimento de Pernambuco. Ela continua buscando consensos e acredita que, com diálogo e responsabilidade, será possível superar os desafios e garantir os direitos dos trabalhadores da educação