Moraes determina transferência de R$ 18 mi bloqueados de X e Starlink para conta da União

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que R$ 18 milhões das contas da rede social X (antigo Twitter) no Brasil e da Starlink sejam transferidos para conta da União. Após essa transferência, ele decidiu que as contas serão desbloqueadas.

O empresário Elon Musk, dono do X, é também acionista da empresa de internet via satélite.

Os valores tinham sido bloqueados por Moraes sob a justificativa de serem usadas para cumprir as multas impostas pelo descumprimento de decisões judiciais de retirada de conteúdos do X após decisões do Supremo.

Segundo o STF, o X tinha cerca de R$ 7,3 milhões em suas contas e a Starlink tinha R$ 11 milhões. A decisão de transferência é da última quarta (11) e foi divulgada nesta sexta-feira (13).

Na quinta-feira (12), os bancos Citibank e Itaú comunicaram ao Supremo que cumpriram integralmente as determinações e transferiram os valores para a conta da União do Banco do Brasil.

Com o pagamento dos valores, Moraes ordenou o desbloqueio das contas, de veículos automotores e bens imóveis das empresas.

As contas da Starlink foram bloqueadas em agosto por Moraes. A justificativa do ministro para bloquear as contas de outra empresa foi a falta de representação legal do X no Brasil.

A plataforma de Musk decidiu abandonar o país após o ministro do Supremo determinar a derrubada de contas e aplicar multas diárias de mais de R$ 1 milhão por descumprimento.

A decisão de Moraes afirmava que as duas empresas fazem parte do mesmo grupo econômico por possuírem Musk como dono.

A medida atingia contas bancárias, posição de custódia de ações, títulos privados, títulos públicos e derivativos, aplicações em fundos de investimento, previdência privada e cartas de consórcio no Brasil, além de veículos automotores, embarcações e aeronaves eventualmente registradas em nome da empresa.

À época, o ministro do Supremo também determinou ao Banco Central que não autorizasse nem permitisse qualquer remessa, recebimento, cessão ou envio de dinheiro ou valores para o exterior em relação à empresa.

À época, em sua conta oficial, Elon Musk comentou a decisão de Moraes. Ele disse que o ministro é um “criminoso da pior espécie, disfarçado de juiz” e disse que a esquerda tem apoiado “ditaduras em todo o mundo”. “O tirano @alexandre é o ditador do Brasil”, escreveu Musk.

Após a decisão de Moraes de derrubar o X no Brasil, a Starlink chegou a sinalizar anteriormente que descumpriria a ordem dada pelo ministro para bloquear a rede social. Depois, recuou.

Em uma publicação no X em que disse que seguiria a decisão, a Starlink chamou de ilegal a decisão que congelou suas contas bancárias e disse que seguiria contestando judicialmente as ordens do Supremo.

Da Folha de São Paulo.

Deputados entregam denúncia ao MPPE sobre ausência de alvarás nas escolas estaduais

Na tarde desta sexta-feira (13), o deputado estadual Waldemar Borges (PSB), presidente da Comissão de Educação da Alepe, protocolou no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) uma denúncia sobre a falta de alvarás do Corpo de Bombeiros nas escolas estaduais. O documento, também assinado pelo deputado Sileno Guedes (PSB), baseia-se em um levantamento do Tribunal de Contas que identificou que 98% das escolas estaduais estão em situação irregular.

“São mais de mil escolas em Pernambuco, com mais de 600 mil alunos. Há um documento do Tribunal de Contas do Estado dando conta de que a grande maioria dessas escolas não dispõe desse alvará”, destacou Waldemar Borges durante a entrega do documento no MPPE.

Os deputados do PSB já encaminharam documentos ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Civil para que a situação seja apurada. Waldemar reiterou que a gestão Raquel Lyra teve tempo suficiente para resolver o problema, mas não tomou as medidas necessárias, expondo a comunidade escolar a situações de risco.

“Nós já apresentamos um documento semelhante ao próprio Corpo de Bombeiros, apresentamos um documento semelhante à Polícia Civil e estamos no aguardo que essas instâncias encaminham as providências devidas para esse caso. Agora, nós estamos aqui no Ministério Público trazendo denúncia para que a situação seja levantada e as possíveis infrações sejam apuradas e as providências encaminhadas”, acrescentou Waldemar Borges.

Anielle jantou com Silvio Almeida para evitar escândalo, diz revista Veja

A ministra Anielle Franco, do ministério da Igualdade Racial, tentou evitar que os casos de assédio supostamente causados pelo ex-ministro Silvio Almeida virassem um escândalo. Em depoimento, ao qual a revista Veja teve acesso, disse que até marcou uma conversa para colocar um ponto final na situação, mas que a tentativa não surtiu efeito.

Os dois se conheceram no período de transição do governo Lula. Depois da posse, os então ministros ficaram mais próximos. Segundo ela, os casos de importunação sexual começaram no início de 2023. O ex-ministro fazia “elogios” inconvenientes, dava olhares enviesados e, em um dos episódios, chegou a colocar as mãos entre as pernas dela.

Mensagens de WhatsApp divulgadas pela revista mostram que o ex-ministro escreveu em 28 de agosto de 2023 que gostaria de ser “parceiro” e a pessoa em que Anielle poderia “confiar”.

“Eu [Almeida] não estava bêbado quando conversamos ontem no avião do PR […] só temos a ganhar nos unindo. […] reafirmo o que disse por último: acho você uma mulher extraordinária, Anielle Franco”.

A ministra respondeu: “Minha admiração por você é imensa. A última coisa que eu quero é que a gente se dê mal. Sei que a gente pode não ter começado tão bem, mas acredito de verdade, que a gente pode mudar”.

Mais tarde no mesmo dia, o ministro escreveu “eu [Silvio] quero recomeçar com você. Recomeçar”. Anielle respondeu com “Eu também”.

De acordo com a revista, a ministra disse que o convite do jantar partiu dela para tentar mudar as atitudes do ex-ministro e evitar o escândalo. A conversa teria se desenrolado normalmente, com Almeida reconhecendo que passou dos limites. Porém, na saída do local, o ex-ministro teria cometido mais um ato de importunação sexual, quando sussurrou no ouvido de Anielle um desejo impublicável.

A ministra declarou que não formalizou a denúncia anteriormente com medo de ser desacreditada e perder o cargo, por ter dificuldades em comprovar as acusações. Normalmente, existem poucas provas em casos de assédios, devido às situações em que o crime é praticado.

Do Poder 360.