Paraná Pesquisas: Nunes e Boulos se “distanciam” de Pablo Marçal

Pesquisa aponta empate técnico, mas com diferença nas oscilações

Nunes, Boulos e Marçal Fotos: Leo Franco/Agnews // Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados // Reprodução/ Print de vídeo YouTube Pablo Marçal

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (13), sobre a intenção de voto à Prefeitura de São Paulo aponta para um empate triplo entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), e o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB).

Segundo a pesquisa, os três candidatos apenas oscilaram em relação ao levantamento anterior, de uma semana atrás. Nunes, aparece com 25,1%, contra 23,8% do levantamento anterior. Já Boulos pontua com 24,7%, contra 23,9% do dia 6 de setembro. Marçal, aparece com 21%, contra 21,3% do levantamento de sete dias atrás. Como a margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais para mais ou para menos, os três estão tecnicamente empatados.

Em seguida, Tabata Amaral (PSB) alcança 7,9% (contra 7,1% da pesquisa anterior), enquanto o apresentador de TV José Luiz Datena (PSDB) tem 7,1% (ele tinha 8,4% há uma semana). A economista Marina Helena (Novo) tem 2,1%. Completam a lista: João Pimenta (PCO), com 0,5%, Bebeto Haddad (DC), com 0,3%, Ricardo Senese (UP), com 0,3% e Altino Prazeres (PSTU) com 0,2%. São 4,5% os indecisos e 6,5% os que pretendem votar em branco, nulo ou não querem ir votar.

PESQUISA ESPONTÂNEA
No levantamento espontâneo, aquele no qual o nome dos candidatos não é citado, Ricardo Nunes alcança 16,2%. Guilherme Boulos chega a 15,9% e Pablo Marçal soma 14,5%. Também são citados: Tabata Amaral (3,7%), Datena (2,7%), Marina Helena (1%), Altino Prazeres (0,1%), Bebeto Haddad (0,1%), João Pimenta (0,1%) e Ricardo Senese (0,1%). Sem o auxílio dos nomes, 38,8% se dizem indecisos e 6,1% dizem que pretendem votar em branco, nulo ou não votar.

SEGUNDO TURNO
Nas disputas de segundo turno, Nunes venceria tanto Boulos quanto Marçal. Contra o deputado federal do PSOL, faz 51,1% a 33,6%, com 9,4% de brancos e nulos e 5,9% de indecisos. Contra o empresário, a vantagem é maior: 51,4% a 27,3%, com 15,6% de brancos e nulos e 5,7% de indecisos. Já na disputa entre Marçal e Boulos, é o deputado quem se dá melhor. Boulos soma 43,3% contra 37,2% de Marçal. Neste caso, são 13,4% os que pretendem votar em branco ou nulo e 6,1% os que não sabem ou não responderam.

REJEIÇÃO
No ranking de rejeição, com os eleitores podendo citar mais de um candidato, Boulos lidera o ranking com 34,3% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Marçal não receberia o voto de 32,5%. Datena, de 20,7%; Tabata, de 12,1% e Ricardo Nunes de 10%.

Elon Musk cria site para expor ao mundo os “crimes de Moraes”

Nome escolhido para o endereço eletrônico é Twitter Files Brazil

Elon Musk e Alexandre de Moraes Foto: EFE/ Caroline Brehman; Foto: EFE/ Joédson Alves

O proprietário da rede social X, Elon Musk, criou um site com a finalidade de expor ao Brasil e ao mundo os “crimes de Moraes”. A iniciativa surge em meio ao bloqueio do acesso à rede social no Brasil, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Musk já tinha adiantado a criação do site após o magistrado empreender a suspensão de sua plataforma. O nome escolhido para o endereço eletrônico é Twitter Files Brazil, e será utilizado para expor esses documentos que comprovem o exercício marginal da atividade judicante do referido ministro.

O site também cumpre o propósito de suscitar o debate acerca de temas tão caros aos brasileiros atualmente, como liberdade de expressão e democracia. A página irá “compartilhar as descobertas impactantes de Michael Shellenberger, David Ágape e Eli Vieira”.

Embora esses jornalistas não tenham vínculo com o site, foram eles que expuseram arbítrios e o rompimento com o rito jurídico praticados por Alexandre de Moraes, que apontam para a manipulação judicial no âmbito processual a fim de obter controle político e perseguir desafetos.

Hoje se celebra o Dia Nacional da Cachaça. Por Flavio Chaves

 Celebrando a cultura e história do Brasil

Copos de cachaça preparados para degustação -
Copos de cachaça preparados para degustação – Foto: Tiago Queiroz
Por Flavio Chaves

No dia 13 de setembro, o Brasil celebra uma de suas tradições mais icônicas: o Dia Nacional da Cachaça. Instituída para homenagear a bebida que simboliza a cultura, a história e o modo de vida do país, essa data é uma oportunidade para refletir sobre a importância da cachaça não apenas como uma bebida, mas como um patrimônio nacional.

A história da cachaça está intimamente ligada à colonização do Brasil. Produzida a partir da cana-de-açúcar, a bebida começou a ser destilada no século XVI, durante os primeiros engenhos de açúcar estabelecidos no Brasil colonial. Os escravos africanos que trabalhavam nesses engenhos desempenharam um papel fundamental no processo de produção, sendo os primeiros a descobrir os subprodutos fermentados da cana.

Ao longo dos séculos, a cachaça se tornou parte da identidade brasileira, sendo consumida em celebrações populares e incorporada em diversos rituais culturais, como o famoso “brinde” com uma dose de cachaça antes de refeições ou festas. Desde então, a bebida conquistou paladares em todo o mundo, tornando-se um símbolo da brasilidade.

A escolha da data, 13 de setembro, remonta ao ano de 1661, quando os colonos brasileiros realizaram a “Revolta da Cachaça” no Rio de Janeiro. Nesse período, a Coroa Portuguesa tentou proibir a produção e comercialização da cachaça, que já era uma importante fonte de renda para os produtores locais. A revolta foi uma vitória para os colonos, que conseguiram derrubar a proibição e continuar a produção da bebida.

A data foi oficializada como Dia Nacional da Cachaça em 2010, quando o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) fez uma campanha para consolidar o reconhecimento da bebida como um símbolo histórico e cultural do Brasil.

Hoje, a cachaça é muito mais do que uma bebida popular. Sua produção foi aprimorada ao longo dos anos, com técnicas de destilação mais sofisticadas e uma crescente valorização dos pequenos produtores artesanais. Existem centenas de variedades de cachaça, que variam em sabor e qualidade, dependendo da região e do processo de produção.

Além de seu consumo puro, a cachaça é a base de um dos coquetéis mais famosos do mundo, a caipirinha, que mistura a bebida com limão, açúcar e gelo. A popularidade internacional da caipirinha tem ajudado a promover a cachaça como um produto de exportação.

Com seu sabor único e seu processo de produção artesanal, a cachaça representa muito mais do que uma simples bebida alcoólica. Ela reflete a diversidade cultural do Brasil e a capacidade de reinvenção de um povo que transforma suas tradições em tesouros. Em diferentes regiões do país, a cachaça recebe nomes e sabores específicos, como “pinga”, “aguardente” ou “branquinha”, mas sua essência permanece a mesma: uma bebida genuinamente brasileira.

Neste 13 de setembro, Dia Nacional da Cachaça, é tempo de levantar um copo em homenagem a essa bebida histórica que continua a representar o espírito, a resistência e a criatividade do Brasil. Seja em uma roda de amigos, em uma festa popular ou em um brinde solitário, a cachaça é, e sempre será, um símbolo de celebração da cultura nacional.

Que viva a cachaça, o Brasil e todas as histórias que essa bebida continua a contar!