IBGE: Servidores exigem saída de presidente indicado por Lula

Marcio Pochmann é alvo de críticas ferozes dos trabalhadores do instituto

Lula e o presidente do IBGE, Marcio Pochmann Foto: PR/Ricardo Stuckert

O Sindicato Nacional dos Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Assibge-SN), convocou, nesta sexta-feira (20), os trabalhadores a aderirem a um ato de protesto “contra as medidas autoritárias” do atual presidente do IBGE, Marcio Pochmann, que dirige o instituto desde agosto de 2023 após ser indicado pelo presidente Lula (PT). Entre os pontos, os trabalhadores exigem a demissão do gestor.

– O ato exigirá que o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, altere o comportamento autoritário que tem marcado suas ações recentes e estabeleça um real processo de diálogo com os servidores em relação às diversas alterações em curso no Instituto (mudança no regime de trabalho, transferência para o prédio do Serpro no Horto, criação de uma Fundação de Direito Privado, alteração do estatuto, entre outras) – disse o Assibge-SN.

– Dessa forma, o sindicato convida todos os servidores e servidoras para participaram do ato – relatou a entidade.

A Assibge tem reagido com frequência a declarações e medidas de Pochmann, que vêm provocando insatisfação crescente entre o corpo técnico. Os trabalhadores alegam falta de diálogo prévio e de tempo hábil de adaptação em mudanças como a portaria que altera o regime de trabalho no instituto, de remoto para híbrido

Outra ação que gerou insatisfação foi o anúncio de mudança no local de trabalho de servidores, que seriam deslocados para outros bairros. Servidores abriram um abaixo-assinado online contra a transferência da unidade do IBGE da Avenida Chile, no Centro do Rio, para o prédio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), no bairro do Horto, na Zona Sul.

O sindicato alerta ainda que o estatuto da nova fundação permite contratação de funcionários pela CLT e obtenção de financiamento por contratos, convênios, acordos de parcerias e outros instrumentos congêneres celebrados com o poder público e com a iniciativa privada.

SERVIDORES PEDEM SAÍDA DE POCHMANN
Diante do cenário caótico, os funcionários do instituto também publicaram uma carta intitulada “Declaração Pública dos Servidores do IBGE”, na qual reforçam que a postura do atual gestor “coloca em risco a autonomia do IBGE e sua credibilidade como fonte confiável de dados estatísticos”, criticam as viagens “frequentes e excessivas” do presidente do órgão e pedem, por fim, a exoneração do dirigente.

– Diante dessa gestão centralizadora e autoritária, que tem tomado decisões sem diálogo, ignorando as demandas dos servidores e comprometendo a autonomia e a missão do IBGE, declaramos que não podemos mais tolerar essa situação. Assim, os servidores do IBGE manifestam publicamente seu desejo pelo fim do mandato do atual presidente, Márcio Pochmann – completam.

*Com informações AE

Homem é executado nos EUA dias após testemunha inocentá-lo

Testemunha mudou versão e disse que mentiu em seu depoimento

Freddie Owens foi executado Foto: South Carolina Department of Corrections

O estado americano da Carolina do Sul executou nesta sexta-feira (20), por meio injeção letal, Freddie Owens, que foi condenado por assassinar uma balconista de uma loja com um tiro na cabeça. A execução aconteceu dois dias após os advogados de Owens apresentarem uma declaração sob juramento de Steven Golden, que havia testemunhado contra Owens, apresentou um novo depoimento, inocentando-o.

– Achei que o verdadeiro atirador ou os seus associados me poderiam matar se eu o denunciasse à polícia. Ainda tenho medo disso. Mas o Freddie não estava lá – declarou Steven Golden.

Freddie Owens cumpria pena pelo assassinato de Irene Graves, uma balconista, durante um assalto na cidade de Greenville, em 1997. Segundo os promotores, ele atirou na cabeça de Graves quando ela disse que não conseguia abrir o cofre da loja.

Steven Golden, amigo e suposto cúmplice de Owens durante o assalto, testemunhou que Owens atirou na cabeça de Graves porque ela não conseguiu abrir o cofre. Mas as câmeras de segurança da loja não mostraram o tiroteio e os promotores nunca encontraram a suposta arma usada no assassinato.

Segundo Golden, ele testemunhou no julgamento de Owens porque os promotores prometeram um acordo de que ele não seria condenado a pena de morte ou prisão perpétua. Ele acabou sendo condenado a 28 anos de prisão após se declarar culpado de uma acusação menor de homicídio culposo voluntário, de acordo com os registros do tribunal.

– Estou me apresentando agora porque sei que a data de execução de Freddie é 20 de setembro e não quero que Freddie seja executado por algo que ele não fez. Isso pesou muito na minha mente e quero ter a consciência limpa – escreveu Golden em sua declaração.

Os promotores disseram que Golden não era a única evidência ligando Owens ao crime, já que outros amigos testemunharam que eles, junto com Owens, planejaram roubar a loja. Esses amigos afirmaram que Owens se gabou para eles sobre matar Graves. Sua ex-namorada também testemunhou que ele confessou o assassinato.

Os promotores argumentaram na semana passada que a decisão de Golden de mudar sua história não deveria ser suficiente para impedir a execução porque ele agora admitiu ter mentido sob juramento, mostrando assim que não se pode confiar que ele diga a verdade.

Durante o seu tempo na prisão, Owens matou um companheiro de cela: Christopher Lee. Owens deu uma confissão detalhada sobre como esfaqueou Lee, queimou seus olhos, o sufocou e pisoteou. Ele disse que fez isso “porque foi injustamente condenado por assassinato”.

*AE

Caso Deolane Bezerra: MP pede substituição de prisões de investigados até novas diligências

Pedido foi enviado pelo órgão ao Judiciário pernambucano

Deolane Bezerra Foto: Leo Franco / AgNews

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) divulgou uma nota, nesta sexta-feira (20), na qual disse ter solicitado ao Judiciário a substituição das prisões preventivas aplicadas aos investigados na Operação Integration por outras medidas cautelares. Entre as detidas na ação policial estão a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e a mãe dela, Solange Bezerra.

A Operação Integration, coordenada pela Polícia Civil de Pernambuco, é voltada a combater um esquema de lavagem de dinheiro que estaria sendo realizado por meio de jogos de azar. No início deste mês, foram cumpridos ao menos 19 mandados de prisão, 24 de busca e apreensão domiciliar, sequestro de bens e valores, além do bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 2,1 bilhões.

Segundo o MPPE, a substituição das prisões decorre do fato de que seriam necessárias algumas diligências complementares para embasar as investigações. E, de acordo com o órgão, o tempo necessário para o cumprimento dessas novas medidas poderia gerar constrangimento ilegal aos investigados. Não há detalhes sobre quais foram as medidas cautelares sugeridas à Justiça.

O MP pernambucano completou o comunicado informando que é necessária a manutenção do sigilo das diligências e que, por esse motivo, não se manifestará novamente sobre o assunto. Caberá agora ao Judiciário decidir se acata os pedidos do órgão ou se mantém as prisões preventivas dos investigados.