Idosa cai em golpe; acreditava que era namorada de Elon Musk

Uma idosa brasileira foi alvo de um golpe, depois de acreditar que era a namorada do magnata norte-americano Elon Musk.

Segundo o g1, a Polícia Militar de Toledo, no oeste do Paraná, foi chamada a uma loja, na tarde de segunda-feira (23), após a atitude de uma idosa, de 79 anos chamar a atenção. A mulher estava comprando diversos cartões de crédito da Apple.

Quando a polícia chegou ao local, a idosa explicou que os cartões eram para o namorado, Elon Musk, que acreditava ser o dono da Apple.

“Ela acreditava estar namorando com o empresário Elon Musk, o qual pedia para que ela comprasse os cartões da sua empresa e, posteriormente, ele viria até o Brasil e lhe traria uma quantidade de dólares”, explicou um investigador.

A idosa já tinha gastado cerca de quatro mil reais em cartões e enviava as fotografias com os dados dos cartões ao suposto namorado.

Ao verificarem o celular da vítima, perceberam que ela estava em contato com um dispositivo com código internacional da Nigéria.

Os polícias entraram em contato com o irmão da idosa, que se dirigiu à loja para levá-la.

A Polícia Civil está investigando o caso.

Por Notícias ao Minuto

Marina Helena é alvo de “falsos nudes” divulgados em sites eróticos

Por Paulo Cappelli, no Metrópoles  
Candidata do Novo à Prefeitura de São Paulo, Marina Helena foi alvo de deep fake e teve falsos nudes espalhados em sites eróticos. A técnica envolve o uso de inteligência artificial para modificar ou criar imagens e vídeos de pessoas reais, mantendo uma qualidade fidedigna a uma fotografia ou gravação. Quando a prática envolve conteúdo íntimo, é chamada de “deep nude”.

A manipulação desse tipo de conteúdo envolvendo pessoas reais é crime, previsto no Artigo 216-do Código Penal. O texto proíbe “fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes”.

A pena é detenção de seis meses a um ano, além de multa. Um trecho deixa clara a proibição de ferramentas de deepfake para esse propósito: “incorre na mesma pena quem realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo”.

A imagem de Marina Helena foi manipulada por um usuário do site pornográfico Erome. Ele compartilhou o deep nude junto com uma segunda imagem, na qual disponibiliza um número de WhatsApp, com a seguinte mensagem: “Faço fake nudes com a pessoa que você quiser”. O telefone informado não recebe mais mensagens ou ligações e não está registrado no nome de ninguém.

A foto original mostra a candidata do Novo sentada, sorrindo, utilizando uma camisa branca. Na imagem manipulada, ela aparece na mesma posição, mas sem a camisa.

À coluna, Marina Helena disse estar indignada como “candidata, esposa e mãe de dois filhos”. Ela defende que as imagens falsas têm como objetivo manchar sua reputação e afetar sua imagem como liderança feminina, enfraquecendo sua candidatura.

“Esses ataques precisam ser investigados e os responsáveis devidamente punidos. Minha história de vida, meu compromisso com São Paulo e meus princípios falam mais alto do que qualquer mentira espalhada por aqueles que não conseguem vencer no campo das ideias. Continuarei firme, com coragem, por uma cidade mais justa, humana e segura para todos nós”, disse.

Tabata Amaral (PSB) também foi alvo de deep nudes. Uma foto da candidata com uma camisa do Flamengo foi editada, removendo a peça de roupa. Imagens da deputada, vestida, mas em poses eróticas, também foram manipuladas e espalhadas. Procurada, a campanha disse que está ciente do ocorrido e que “crimes eleitorais são encaminhados e decididos pela Justiça”.

Aliado da Rússia ordena Putin: “Devolva esse território para a Ucrânia!”

Belo Horizonte (MG) terá transporte gratuito no primeiro turno das eleições  | Watch

Do PORTAL MSN

Nos últimos dias, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, tomou uma atitude inesperada que despertou a atenção da comunidade internacional. Conhecido por manter uma relação próxima com a Rússia, Erdogan exigiu que o presidente russo, Vladimir Putin, devolva à Ucrânia a península da Crimeia, anexada em 2014. Essa declaração provocou surpresa e especulações sobre o futuro das relações entre os dois países.

Assista esse vídeo para entender melhor:

A Questão da Crimeia e o Contexto Histórico

A Crimeia, uma península estrategicamente localizada no Mar Negro, foi tomada pela Rússia em 2014, após um referendo amplamente criticado pela comunidade internacional. Na época, tropas russas ocuparam a região e, rapidamente, organizaram um plebiscito, cujo resultado foi favorável à anexação pela Rússia. Porém, a legitimidade desse referendo foi contestada por muitos países, incluindo membros da ONU, que consideraram o processo ilegal.

Desde então, a Crimeia tem sido um ponto de discórdia internacional, com sanções sendo impostas à Rússia e uma série de condenações diplomáticas. No entanto, Erdogan, até então, manteve uma postura amigável em relação a Moscou, o que torna sua recente declaração ainda mais intrigante.

A Relação Complexa Entre Turquia e Rússia

A Turquia, membro da OTAN desde 1952, possui uma posição geopolítica delicada. Embora faça parte da aliança militar ocidental, o país tem mantido boas relações com a Rússia, especialmente no que diz respeito a acordos energéticos e comerciais. A construção de uma usina nuclear em solo turco com participação russa e a cooperação no fornecimento de gás natural são exemplos dessa parceria.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, a Turquia não seguiu o caminho de muitos países ocidentais que impuseram sanções à Rússia. Pelo contrário, Erdogan optou por uma abordagem mais equilibrada, negociando com ambos os lados. Essa postura reforçou a percepção de que a Turquia estava jogando um “jogo duplo”, mantendo boas relações tanto com Moscou quanto com Kiev.

A Motivações por Trás da Exigência de Erdogan

Apesar de sua proximidade com a Rússia, Erdogan nunca reconheceu oficialmente a anexação da Crimeia. No entanto, o momento da recente exigência, em meio a uma guerra em curso, levanta questões sobre as motivações do líder turco. Uma explicação pode estar na defesa dos direitos dos tártaros, uma minoria étnica que vive na Crimeia e que possui laços históricos profundos com a Turquia.

Desde que a Rússia tomou o controle da Crimeia, os tártaros têm denunciado perseguições e violações de direitos por parte das autoridades russas. Erdogan, ao afirmar que “os tártaros da Crimeia devem viver livremente, com segurança e em paz em sua própria terra natal”, envia uma mensagem forte não apenas para Putin, mas para o mundo, posicionando-se como defensor dos direitos humanos. Isso, por sua vez, também pode ser uma estratégia para fortalecer sua imagem internacional e ganhar apoio de nações ocidentais.

Um Jogo Político Calculado?

A grande questão que surge é: Erdogan realmente acredita que a Rússia devolverá a Crimeia? A resposta mais provável é que não. A Crimeia tem um valor estratégico inestimável para a Rússia, sendo a sede da sua frota no Mar Negro e uma região crucial para o controle de rotas comerciais. Para Putin, abrir mão da península seria um golpe devastador, tanto no plano militar quanto no econômico.

Dessa forma, a exigência de Erdogan pode ser vista mais como uma jogada política. Ao adotar uma posição mais crítica em relação à Rússia, ele pode estar buscando melhorar suas relações com o Ocidente, especialmente com os Estados Unidos e a União Europeia, que têm pressionado por uma resposta unificada contra a agressão russa na Ucrânia.

A Relação Entre Erdogan e Putin Está em Risco?

Esta não é a primeira vez que Erdogan desafia Putin. Em 2023, o presidente turco permitiu que comandantes ucranianos que estavam em solo turco retornassem à Ucrânia, rompendo um acordo com a Rússia e provocando irritação em Moscou. Esses episódios mostram que, apesar de uma relação aparentemente cooperativa, a aliança entre Erdogan e Putin é mais frágil e complexa do que parece.

Ao pedir a devolução da Crimeia, Erdogan pode estar testando os limites dessa relação e, ao mesmo tempo, reforçando sua posição dentro da OTAN e no cenário internacional. A Turquia, como um dos poucos países que mantém diálogo com ambos os lados do conflito, está numa posição estratégica única, e Erdogan parece determinado a aproveitar isso ao máximo.

O Futuro da Geopolítica Turca

Seja qual for o próximo movimento de Erdogan, uma coisa é certa: ele está jogando um jogo geopolítico de alto risco. Ao equilibrar as relações com a Rússia e o Ocidente, o líder turco tenta fortalecer a posição da Turquia no cenário global e garantir que seu país continue a ser um ator relevante no conflito entre Ucrânia e Rússia.

No entanto, esse equilíbrio pode facilmente se desestabilizar. Se a Rússia sentir que está sendo traída pela Turquia, as relações entre os dois países podem azedar rapidamente, o que poderia ter consequências graves, tanto econômicas quanto diplomáticas.

Conclusão

Em um momento em que a guerra na Ucrânia se intensifica, a exigência de Erdogan para a devolução da Crimeia coloca a Turquia em uma posição delicada. Se por um lado ele se apresenta como um defensor dos direitos humanos e dos tártaros da Crimeia, por outro, continua a manter laços importantes com a Rússia. Como esse jogo geopolítico se desenrolará, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: Erdogan está fazendo movimentos estratégicos em um tabuleiro global cada vez mais complexo.