Hoje aliados, Boulos e Alckmin já trocaram acusações

Ex-líder do MTST já foi chamado de “desocupado” pelo atual vice-presidente

Guilherme Boulos e Geraldo Alckmin Fotos: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados| Cadu Gomes / VPR

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, agradeceu nesta terça-feira (8) pelo apoio do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), à sua candidatura. Hoje aliados políticos, o ex-governador de São Paulo já foi muito criticado pelo deputado federal.

Alckmin já foi inimigo da esquerda política, por ser um dos concorrentes diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2022, por exemplo, quando a improvável ligação entre Lula e o ex-PSDB aconteceu, Boulos foi contrário.

– Não consigo enxergar como o Alckmin agrega em termos de voto. Você acha mesmo que um conservador de São Paulo vai votar no Lula por causa do Alckmin vice? Não vai – declarou Boulos à coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles.

Em outra entrevista ao mesmo portal, ele comparou o ex-governador ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem queria derrotar.

– O desafio que temos neste ano não é só derrotar o Bolsonaro. É derrotar a política do governo Bolsonaro. E o Alckmin é uma expressão dessa política, com uma agenda econômica neoliberal, uma política feita sem participação popular e que retira direitos.

Ainda naquele ano, em março, durante uma entrevista ao podcast Meteoro Brasil, Guilherme Boulos foi provocado para elogiar Alckmin e ele negou que assim o faria:

– Nem amarrado.

O embate entre os políticos é antigo. Em 2018, ambos disputaram a Presidência da República e trocaram acusações durante a campanha.

O pessebista chegou a chamar Boulos de “desocupado” e invasor de propriedades. Já o psolista, acusou Alckmin de integrar a máfia da merenda e o chamou de “Sérgio Cabral que não está preso”.

Bove a Cintia Chagas: “Não apanha agora porque tem 6M de seguidores”

Influenciadora e deputado ficaram casados por três meses

Cíntia Chagas e Lucas Bove casaram-se na Itália Foto: Alexia Privitera

Mais detalhes das supostas agressões praticadas pelo deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) contra a influenciadora e professora Cíntia Chagas foram reveladas. O parlamentar teria dito que a escalada das agressões foi impedida pelo alto número de seguidores de Cíntia.

– Você só não apanha agora porque tem 6 milhões de seguidores – teria dito Lucas.

O portal Leo Dias teve acesso ao boletim de ocorrência registrado por Chagas em setembro. O documento cita ainda um episódio em que o casal estava num casamento Ribeirão Preto (SP), acompanhados de Michelle e Jair Bolsonaro. Cíntia estaria comendo, quando o deputado pediu para que ela tirasse fotos como o ex-presidente e a ex-primeira-dama. Chagas teria dito que primeiro terminaria o jantar, o que deixou Lucas furioso.

Ele teria arrancado os talheres das mãos da influenciadora e jogado na mesa, além de expulsá-la da cerimônia.

– Vai embora! Você não serve para nada – disparou.

Ao reencontrá-la no hotel onde estavam hospedados, ofendeu Cíntia, além de ameaçá-la de mais agressões.

A professora de Português descreveu o episódio como humilhação.

Cíntia Chagas e Lucas Bove se casaram em maio deste ano, em uma cerimônia realizada na Itália. O divórcio foi firmado em agosto, quase três meses após o casamento. Quando anunciou o término, a influenciadora disse que o motivo seria “objetivos de vida diferentes” de cada um. Tempos depois, ela foi uma pouco mais além, mas se limitando a dizer que motivo foi uma “situação grave e triste”.

Eleitor que não votou no 1º turno pode justificar a ausência até 5 de dezembro

Quem não votou no 1º turno das Eleições Municipais de 2024 nem pôde justificar a ausência às urnas no dia da votação tem até o dia 5 de dezembro para apresentar a justificativa. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Sistema Justifica ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos Portais da Justiça Eleitoral.

Juntamente com a solicitação, é necessário anexar, obrigatoriamente, documentos que comprovem a impossibilidade do exercício do voto, tais como bilhetes de passagens, cartões de embarque, atestado médico, entre outros.

Se a eleitora ou o eleitor não tiver acesso às ferramentas de justificativa on-line, deverá comparecer a qualquer cartório eleitoral ou à Central de Atendimento ao Eleitor de seu estado para apresentar o requerimento de forma presencial, com os mesmos documentos acima mencionados.

Quem estava na cidade onde vota e, por algum motivo, deixou de votar também deve apresentar a justificativa e os documentos que demonstrem a razão da ausência no 1º turno.

Nas localidades onde haverá 2º turno, as eleitoras e os eleitores que não votaram no último domingo (6) podem e devem votar no dia 27 de outubro.

Eleitor no exterior 

Brasileiros que estavam no exterior no dia do 1º turno da eleição têm até o dia 5 de dezembro para justificar a ausência ao pleito por três meios: via e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou mediante o envio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE pós-eleição) para a autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.

A pessoa pode, ainda, apresentar a justificativa até 30 dias após a data do retorno ao Brasil, munida da documentação que comprove o não comparecimento às urnas.

Consequências 

Deixar de justificar ou apresentar uma justificativa que não seja aceita pela autoridade judiciária resulta em aplicação de multa. Se a multa não for quitada, a pessoa não poderá obter a certidão de quitação eleitoral. Quem não votar nem justificar a ausência por três turnos consecutivos de eleições (cada turno corresponde a uma eleição) terá o título eleitoral cancelado se não pagar as multas devidas.

Enquanto não regularizar a situação com a Justiça Eleitoral, a eleitora ou o eleitor não poderá tirar passaporte ou carteira de identidade, inscrever-se em concurso público, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda e receber salário de função ou emprego público, entre outras consequências.