Mesmo derrotado, Marçal continua a registrar doações de campanha

Por Igor Gadelha
Do Metrópoles

Mesmo derrotado no primeiro turno das eleições municipais em São Paulo, o ex-coach Pablo Marçal (PRTB) continua a registrar na Justiça Eleitoral doações para sua campanha à Prefeitura de São Paulo.

Segundo os registros no TSE, a campanha de Marçal computou mais 102 doações desde 7 de outubro, um dia depois da eleição paulista, na qual o candidato do PRTB terminou na terceira colocação, com 28,14% dos votos válidos.

As doações têm valores pequenos, que variam entre R$ 0,01 e R$ 398,97. No total, os novos registros que entraram para a campanha de Marçal desde o fim do primeiro turno somam apenas R$ 746,73.

O ex-coach declarou à Justiça Eleitoral ter recebido cerca de R$ 8 milhões em doações de pessoas físicas. A maior delas foi do advogado Marcelo Tostes de Castro Maia, que doou R$ 310 mil para Pablo Marçal.

Ao contrário dos demais candidatos, Marçal não utilizou fundo eleitoral do PRTB na disputa. Ele também não fez uso do seu próprio dinheiro para financiar a campanha. Seu limite de gastos era de R$ 62,7 milhões.

“Se a regulação não der conta, eu acabo”, diz Lula sobre bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (17) que, se a regulamentação das empresas de apostas esportivas (bets) não der os resultados esperados, o governo pode proibir esses serviços no Brasil.

“Nós vamos ver se a regulação dá conta. Se a regulação der conta, está resolvido o problema. Se não der conta, eu acabo. Ficar bem claro. Você não tem controle do povo mais humilde, de criança com celular na mão fazendo aposta. Nós não queremos isso”, declarou à rádio Metrópole, de Salvador (BA).

Desde o ano passado, o governo trabalha em uma regulamentação para definir os parâmetros de operação desses sites de apostas, um setor em franca expansão no país.

Um levantamento do Banco Central aponta que os brasileiros gastaram cerca de R$ 20 bilhões por mês em apostas online nos primeiros oito meses de 2024.

O Ministério da Fazenda criou regras para proibir, por exemplo, o uso de cartões de crédito e dos cartões do Bolsa Família nos cadastros.

A regulamentação está em andamento, e o governo diz que só vai fiscalizar ponto a ponto dessa “adequação” dos sites a partir de 2025.

Mais de 2 mil sites, no entanto, já foram bloqueados porque nem sequer deram início ao processo de cadastro e regularização junto ao Ministério da Fazenda.

Do g1.

Câmara dos Deputados aprova Dia Nacional do Brega

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, ontem (16), o projeto de lei que cria o Dia Nacional do Brega. A iniciativa, de autoria do deputado federal Pedro Campos (PSB), segue agora para trâmite no Senado Federal.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas ao segmento com objetivo de pensar e implementar políticas públicas que fortaleçam o movimento brega na cena nacional. A data 14 de fevereiro, aniversário de Reginaldo Rossi, foi sugerida pelo autor do projeto para celebrar anualmente o estilo musical.

“Hoje é um dia para celebrar. O movimento brega é uma potência cultural, mas por vezes é estigmatizado e marginalizado. Esse projeto tem como objetivo dar voz ao movimento, impulsionar debates e expandir ainda mais o fomento de políticas públicas que coloque o brega e toda sua cadeia cultural e econômica em lugar de destaque no cenário nacional. Precisamos escutar, em Brasília, os movimentos, para que eles nos apontem o caminho que devemos seguir”, afirmou Pedro Campos, autor do projeto.

Para o pesquisador Thiago Soares, a aprovação da matéria na Câmara dos Deputados é fundamental para o movimento do brega,  gênero musical que representa a cultura brasileira e que está presente ao longo de mais de 60 anos no Brasil. “O Dia Nacional do Brega endossa importância cultural de um movimento subalternizado ligado às comunidades periféricas. A iniciativa representa um olhar do poder público sobre uma cultura marginalizada e traz à tona um debate mais amplo na sociedade, sobretudo, para reduzir os estigmas das formas culturais periferizadas, um acolhimento sob respaldo de lei”, afirmou o pesquisador.

Para o relator na CCJC, o deputado federal Felipe Carreras (PSB), o projeto de lei visa homenagear um gênero musical que, efetivamente, possui relevância cultural no Brasil. “O Dia Nacional do Brega faz uma justa homenagem a um gênero de grande importância cultural, com grande relevância na formação da identidade cultural brasileira e seu impacto significativo na música popular”, afirmou Carraras em parecer.