A maravilhosa ilha imaginada por Djavan, a centenas de milhas daqui

Vaidade - Djavan - Álbum - VAGALUME

Djavan, um gigante da música brasileira

O cantor, compositor e produtor musical alagoano Djavan Caetano Viana ostenta na letra de “A Ilha” que os encantos de uma mulher são mais poderosos que a própria natureza. Esta música foi gravada por Djvan no LP “Seduzir”, em 1981, pela EMI/Odeon.

A ILHA
Djavan

Um facho de luz
Que a tudo seduz por aqui
Estrela cadente reluzentemente
Sem fim
E um cheiro de amor
Empestado no ar a me entorpecer

Quisera viesse do mar e não de você
Um raio que inunda de brilho
Uma noite perdida
Um estado de coisas tão puras
Que movem uma vida
E um verde profundo no olhar
A me endoidecer

Quisera estivesse no mar e não em você
Porque seu coração é uma ilha
A centenas de milhas daqui

Derrota do PT nas eleições municipais é causada pelos erros que Lula comete

Charge do JCaesar | VEJA

Charge do JCaesar | VEJA

Duarte Bertolini

A direita só ressurgiu e se tornou vitoriosa por causa da tragédia ideológica do PT no governo brasileiro. Sou gaúcho e fui petista por décadas. Em 1982, quando houve a primeira eleição para governador pós-ditadura militar, fui um dos mais de 50 mil eleitores que votaram no sindicalista Olívio Dutra em 1982.

Mas a esperança e a ilusão foram se corroendo. A chegada ao poder de Olívio Dutra (um bestificado simplório que acabou sendo santificado aqui no Rio Grande do Sul) e a sucessão de escândalos nacionais de corrupção, além da insistência em pautas estrambóticas, tudo isso me fez ser incluído na turma que acha que a era da esquerda (modelo brasileiro e petista) chegou ao fim e fez muito mal ao Brasil.

JÁ CANSOU – A esquerda petista não entendeu por que o povo se afastou dela e nunca vai entender. A arrogância e a soberba invadiram seu DNA. Está difícil defender o petismo e não adianta alegar que Lula merece apoio por ser pragmático.

Quem já viveu Funaro, Zelia e Mailson tem pavor genuíno de ações desse pragmatismo brasileiro, que nos levaram a uma situação semelhante à que ocorre hoje na Argentina.

Graças ao presidente Itamar Franco e sua turma, estamos livres deste fantasma tenebroso e o país conseguiu reencontrar o caminho do desenvolvimento.

DESTRUIR O REAL – Por ignorância fiscal, econômica, ideológica, pessoal etc., o pragmatismo de Lula – em tudo que fez, faz e fará – na verdade pode destruir os pilares do Plano Real, que nos trouxe a esta maravilhosa estabilidade.

Acho que existem dezenas de opões menos nebulosas, mais éticas, mais responsáveis, mais distributivas, mais próximas de nos dar um futuro do que essas caminhadas erráticas dos governos petistas.

A meu ver, é preciso que haja uma conjugação de esforços para impedir que Lula, com sua tosca visão político-administrativa, possa ameaçar o Plano Real e essa bendita estabilidade que hoje desfrutamos. Lula devia se espelhar na Argentina e deixar de atrapalhar sua equipe econômica, que demonstra ter mais responsabilidade do que o presidente.

Aos poucos, nosso Brasil torna-se um país sem lei e com a Justiça à venda

Em 11 anos, apenas um juiz corrupto foi punido, os outros foram  aposentados… - Tribuna da Imprensa Livre

Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

J.R. Guzzo
Estadão

O Brasil, para falar a verdade na cara e sem o embuste das análises com palavrório complicado, tornou-se um País sem lei. É isso, exatamente — o resto é negacionismo raso e, muitas vezes, mal-intencionado. Aplicar a lei uma parte do tempo e não aplicar na outra, ou aplicar para uns e não aplicar para outros, não é aplicar lei nenhuma. O Brasil de hoje está assim. Não é uma opinião. É o que os fatos objetivos mostram, na frente de todo mundo.

Estão mostrando mais do que nunca, e de uma maneira particularmente brutal. Reportagens dos jornalistas Fausto Macedo, Pepita Ortega e Rayssa Motta, agora publicadas pelo Estadão, expõem a venda maciça de sentenças por desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, basicamente através de parentes que operam escritórios de advocacia.

QUADRILHAS TOGADAS – Já não se trata mais, aí, de insegurança jurídica — deformação social que o STF promove com as suas sucessivas decisões ilegais. É pior ainda.

O que há, na vida real, é a substituição do sistema judicial brasileiro por quadrilhas de criminosos. Em muitos lugares, o País não tem mais juízes. Tem bandidos — não apenas em Mato Grosso do Sul, e em todos os degraus do Judiciário.

No caso agora exposto, há cinco desembargadores obrigados a usar tornozeleiras eletrônicas, mais um em investigação. A Polícia Federal encontrou R$ 3 milhões em dinheiro vivo na casa de um dos magistrados. Cabeças de gado, carros de luxo, jet skis e imóveis foram usados como meio de pagamento para as sentenças que os juízes venderam.

JUIZ LADRÃO – É uma história de horror explícito. Juiz ladrão deixou de ser coisa de futebol; é o “novo normal” na Justiça brasileira de hoje.

Qual a confiança que o cidadão pode ter no Judiciário quando fica sabendo, dia após dia, que qualquer causa que venha a ter na Justiça pode ser decidida não segundo a lei, mas segundo quem pagar mais o juiz?

A resposta do sindicalismo judicial, no caso mato-grossense e em 100% dos outros, é automática: trata-se, sempre, de um “caso isolado”. É também mentirosa. Como poderia ser “isolado” um caso que envolve seis desembargadores? Isolados são os que não roubam.

CORRUPÇÃO NO STJ – Neste momento, além do caso do Tribunal de Mato Grosso do Sul, também o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu sentenças suspeitas que envolvem o pagamento de royalties de petróleo.

Denuncia-se corrupção por atacado até no Superior Tribunal de Justiça, com compra e venda de sentenças através de escritórios de advocacia de luxo em Brasília. Os detalhes são especialmente sórdidos.

E o ministro Barroso, em cima de tudo isso, vem nos dar lições de civismo, dizendo que todos têm de obedecer ao Supremo. Ainda vai acabar denunciando os jornalistas Fausto, Pepita e Rayssa por “ataques ao Judiciário”.