Operação da PF atinge grupo chefiado por empresário morto em Boa Viagem

Da Folha de Pernambuco – A Polícia Federal deflagrou uma operação contra um grupo criminoso que era chefiado por um empresário cearense do ramo de postos de combustíveis, morto dentro do próprio carro em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em abril de 2023.

Os investigados movimentaram mais de R$ 77 milhões em operações financeiras e aquisições de bens com o uso de recursos ilícitos para composição do patrimônio.

A Operação Rebote, de combate ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cumpre 28 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Pernambuco, Ceará, Paraíba e São Paulo.

Também estão sendo realizados o sequestro de postos de combustíveis e a apreensão de bens e valores ligados ao grupo criminoso.

Em Pernambuco, do total de mandados, estão sendo cumpridos um de prisão preventiva no Recife e 12 de busca e apreensão nas seguintes cidades:

– 5 no Recife
– 5 em Caruaru, no Agreste
– 1 em Paranatama, no Agreste
– 1 em Bonito, no Agreste

Investigados movimentaram mais de R$ 77 milhões
Investigados movimentaram mais de R$ 77 milhões

Segundo a PF, as investigações tiveram início com o monitoramento de um traficante de drogas atuante na região do Cariri, no Ceará.

“No entanto, durante o processo investigativo, o investigado foi executado no Recife, em frente a uma academia, o que ampliou o escopo da operação”, afirmou a corporação.

João Batista de Oliveira Ramos, conhecido como “Beto da Mídia”, de 35 anos, foi morto dentro de uma caminhonete S10 de cor prata, em um estacionamento na avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem.

O crime aconteceu no dia 24 de abril de 2023. Os tiros foram disparados por um homem que estava em uma motocicleta e fugiu após o crime.

João Batista era proprietário de lojas de veículos em Juazeiro, Petrolina e Caruaru, e também dono de postos de combustíveis no Recife, Caruaru e Jacumã (PB).

A PF informou que, após a execução do empresário, foi identificado que o controle das atividades criminosas foi transferido para novos envolvidos, que se tornaram alvos da operação desta terça-feira (12), que conta com a participação de 125 policiais federais.

As pessoas presas foram autuadas por tráfico de drogas, cuja pena é de até 15 anos de reclusão, e estão à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar a participação de outras pessoas no crime.

Pacote de corte de gastos causa racha no PT e partido assina manifesto

O Partido dos Trabalhadores (PT) e dezenas de entidades de movimentos sociais e sindicais lançaram um manifesto contra a pressão pelo corte de gastos. O documento, que é alvo de divergência entre parlamentares da legenda, critica a “pressão exercida pelo capital financeiro e seus porta-vozes na mídia” na cobrança sobre o pacote, que prevê a revisão de despesas obrigatórias.

Além do PT, legendas como PDT, PSol, PCdoB também assinam o documento. Todas fazem parte da base histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O poder financeiro, os mercados e seus porta-vozes na mídia agitam o fantasma de uma inexistente crise fiscal, quando o que estamos vivendo é a retomada dos fundamentos econômicos, destruídos pelo governo anterior”, diz o texto, que se opõe à redução de recursos orçamentários para programas sociais.

“Querem cortar na carne da maioria do povo, avançando seu facão sobre conquistas históricas como o reajuste real do salário-mínimo e sua vinculação às aposentadorias e ao BPC, o salário-desemprego, os direitos do trabalhador sobre o FGTS, os pisos constitucionais da Saúde e da Educação”, argumenta.

O texto diz que é “hipocrisia e chantagem” cortar recursos de quem precisa do Estado e dos investimentos públicos. “Só vai levar o país de volta a um passado de exclusão e injustiça que os movimentos sociais e o povo lutam há tempos.”

Oposição ao governo

O deputado estadual pelo estado de São Paulo, Emídio de Souza, que tem grande proximidade com Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a postura do partido. “O PT não pode ser oposição do governo”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Ele afirmou que o documento expõe a legítima posição dos movimentos sociais, mas era esperada outra postura do partido. “Do PT, partido do presidente Lula e principal condutor da Frente que também assina a nota, esperava-se outra postura. Nós não estamos no governo, nós somos o próprio governo. Não somos um movimento social, somos o partido político que dirige o país”, afirmou.

Emídio disse ainda que a legenda “não pode fazer de conta que não é governo e nem desconhecer os claros limites do orçamento público”. “Não é razoável que nossos dirigentes propaguem que as medidas que ora são debatidas no governo, são desnecessárias ou que seriam apenas caprichos do mercado”, defendeu.

Cautela

Ontem, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, já havia se manifestado publicamente sobre o assunto nas redes sociais, respondendo a editoriais publicados por grandes jornais sobre os cortes. “Eles (os jornais) esperam impor ao governo e ao país o sacrifício dos aposentados, dos trabalhadores, da saúde e da educação, que podem até combinar com o neoliberalismo frenético do governo passado, mas não com o governo que foi eleito para reconstruir o país”, escreveu.

“Invertem a equação da economia real, que pede mais crédito e investimentos para continuar crescendo, e ameaçam com mais juros e mais especulação com o câmbio, como se isso fosse trazer o tal equilíbrio fiscal e reduzir a inflação”, disse a presidente do partido, que afirmou que Lula “age muito bem, com cautela e muita responsabilidade, resistindo às pressões descabidas dos mercados e de seus porta-vozes na mídia”.

Do Correio Braziliense

O véio do Pastoril Encarnado pisou na bola com Trump. Por José Adalberto Ribeiro

Do Blog do MAGNO MARTINS

Por José Adalberto Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um burro e um elefante são os mascotes dos Partidos Democrata e Republicano nos Estados Unidos da América. Abraham Lincoln, uma das grandes almas da América, adotou o elefante como mascote em sua eleição presidencial de 1864. Os primeiros desenhos dos mascotes foram criados nos tempos da Guerra da Secessão (Guerra Civil – 1861) dos Estados Unidos. De início, a figura do burro era apresentada rugindo na pele de leão.

A sátira de origem foi assimilada ao longo do tempo pelos candidatos e acabou adotada formalmente. Os elefantes representam a grandeza e a majestade da fauna e da natureza. Os jumentos são a humildade em pessoa, trabalhadores, valentes e resistentes.

Em sua entrada triunfal em Jerusalém, antes da Via Dolorosa, Jesus Cristo foi aclamado pela multidão como Rei dos Reis montado no lombo de um jumentinho. Os burros e os jumentos são nossos primos e nossos irmãos. Viva a Jumentolândia!

Os americanos transportam no coração, ao menos no imaginário popular, o ideal dos “pais da Pátria”, de amor à liberdade. Nenhum autocrata ou ditador se cria na terra do lendário lenhador Abraham Lincoln.

Charmosa e elegante, Lady Kamala parabenizou Trump logo após a confirmação da vitória e se dispôs a colaborar com a transição de governo a bordo do seu burrinho de estimação. Gente civilizada é outro nível. Neste reino de Pindorama a mundiça da seita vermelha chama os opositores de genocidas e fascistas.

Antes da eleição nos EUA o véio do Pastoril do Cordão Encarnado disse que disse que a volta do galegão seria o “nazismo com outra cara”. Nem Kamala nem os extremistas americanos chamaram Trump de fascista ou nazista, o que seria uma agressão inaceitável. Agora, quer dar lição de governança ao galegão em matéria de clima. Vai ter que encará-lo pela proa ou enfrentar o desprezo dele, o mais provável.

Sintomático: o véio do Pastoril Encarnado nunca chamou de fascista nem de nazista o ditador assassino e corrupto Nicolas Maduro. E jamais irá romper com ele. Nem morto. Eles se amam em segredo na penumbra do Foro de São Paulo, patrocinador de ditaduras de esquerda nas Américas.

Os burros e os elefantes são animais injustiçados na história da humanidade. Originários da África e da Ásia, os elefantes foram escravizados, ao longo dos séculos, assim como os povos negros do continente africano. Além de escravizados nos circos e casas de espetáculos, eram também mutilados e torturados para a retirada de suas presas de marfim. As presas são os dentes caninos dos elefantes.

As pessoas desprovidas de inteligência são chamadas de burras. Quanta burrice, aliás, quanta estupidez! Os cavalos, primo dos burros, são vaidosos e elegantes, sobretudo os cavalos ricos e de raça nobre, exceto os pangarés proletários.

Uma meia dúzia de quatro a cinco cavalos ficaram na história da humanidade: o Cavalo de Tróia, na guerra dos gregos, era de madeira; o cavalo Incitatus, senador no Império Romano, era a vaidade em pessoa; o cavalo branco de Napoleão, um gladiador; e o cavalo de São Jorge, um guerreiro do bem.

Trump sofreu uma tentativa de assassinato ao levar uma facada em Juiz de Fora, aliás, ao levar um tiro na Pensilvânia. A facada atingiu a orelha de Trump. A facada saiu pela culatra.

*Periodista, escritor e quase poeta