Elon Musk vai comandar o novo Departamento de Eficiência dos EUA

Como Elon Musk está fazendo de tudo para eleger Donald Trump - Estadão

Musk aceitou convite de Trump e vai trabalhar no governo

Ederson Hising e Wesley Bischoff
g1 — São Paulo

O bilionário Elon Musk, escolhido por Donald Trump para chefiar o futuro Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos, que será criado no início do próximo governo, prometeu “máxima transparência” no cargo. O presidente eleito anunciou nesta terça-feira (12) que Musk comandará o órgão ao lado do empresário Vivek Ramaswamy.

O objetivo do novo departamento, segundo Trump informou em comunicado, é contribuir para que o governo “desmonte a burocracia governamental, reduza regulamentações excessivas, corte gastos desnecessários e reestruture agências federais”.

A ideia é também implementar ideias de fora da Casa Branca que criem uma “abordagem empreendedora para o governo”.

GASTOS ABSURDOS – Segundo Musk, o departamento terá um ranking sobre os “gastos mais absurdos” de impostos. “Isso será ao mesmo tempo extremamente trágico e extremamente divertido”, disse.

“Todas as ações do Departamento de Eficiência Governamental serão publicadas online para garantir máxima transparência. Sempre que o público achar que estamos cortando algo importante ou deixando de cortar algo desnecessário, basta nos avisar”, afirmou o bilionário, na rede social X.

Em outra publicação no X, Musk declarou que “ou conseguimos tornar o governo eficiente, ou a América vai à falência”. “É disso que se trata. Gostaria de estar errado, mas é a pura verdade”, explicou.

Flávio Dino torna-se mais uma ameaça à liberdade de expressão

Flávio Dino diz que nome da lista tríplice na PGR depende de diálogo |  Metrópoles

Dino já engoliu uma cláusula pétrea da Constituição

André Marsiglia
Poder360

Por decisão monocrática, o ministro Flávio Dino mandou, na sexta-feira (1º.nov.2024), serem excluídos de livros trechos que continham potenciais ofensas contra minorias LGBTQIA+. O que Dino não sabe é que livros não ofendem porque não existe debate ofensivo, ofensivo é não haver debate. Se os trechos contêm burrice intelectual, muito mais burra é a sociedade que os manda excluir.  E como antídoto a esse tipo de censura, tenho dois argumentos: um filosófico e outro jurídico.

O argumento filosófico: acreditar que a inexistência de livros resultará na inexistência de ideias indigestas é um pensamento mágico e infantil.

NAÇÃO SEM VALORES – Acreditar que essas ideias colocam em risco os valores reais de uma nação é digno de uma sociedade fraca, frouxa e medrosa. Ou de uma nação sem valores reais. E temos vivido essa democracia covarde no Brasil, desde que o STF se tornou síndico do debate público, com os inquéritos das fake news.

Pelo medo de a democracia ser ameaçada, não permitimos seu questionamento; pelo medo de a liberdade de expressão ser abusada, não permitimos seu uso; pelo medo de batermos o carro, não o retiramos da garagem. E vivemos como se não tivéssemos o carro, a liberdade e a democracia.

Não faz sentido acreditar em valores que não podem ser tirados do plástico, do embrulho, serem postos à prova.

DIREITO FUNDAMENTAL – O argumento jurídico é de que a liberdade de expressão no Brasil não é absoluta, mas é um direito fundamental e, por isso, não pode ser excluído. É uma questão de lógica: se puder ser excluído, não será fundamental.

A livre expressão precisa, portanto, ser conciliada com demais direitos.  A decisão de Dino seria mais correta, por exemplo, se arbitrasse indenização a quem eventualmente foi ofendido pela obra, mas não mandasse retirar seus trechos, inibindo ou inviabilizando sua circulação.

Além disso, Dino já havia se manifestado em ocasião anterior, dizendo entender que chamar a alguém de nazista ou fascista faz parte do debate público. Por qual razão, então, para ele, determinados grupos poderiam ser ofendidos e outros não?

UM DESASTRE – Um grupo minoritário não se ofende mais ou menos que outros, não há mais ou menos justiça em ofender esta ou aquela pessoa, desta ou daquela forma. Crer nisso inviabiliza uma análise objetiva dos fatos, deixando pesar na balança da Justiça a subjetividade do juiz, e não a lei.

Por qualquer ângulo, o que Dino fez foi um desastre para a liberdade de expressão. E só não está reverberando como um verdadeiro escândalo porque nós temos no Brasil advogados, jornalistas e intelectuais capachos e interesseiros suficientemente para aplaudir qualquer absurdo que brote de alguma autoridade dotada de poder.

Procuradores debatem direitos fundamentais em congresso que completa meio século

 A Subprocuradora-geral do DF Roberta Fragoso teve uma participação de destaque no 50º Congresso Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal – CNPE, onde abordou questões centrais para o direito público e a liberdade de expressão. Realizado em Goiânia e promovido pela Anape e pela Apeg, o evento reúne procuradores, juristas e autoridades de todo o Brasil para discutir o papel fundamental da advocacia pública na defesa dos direitos constitucionais, além de debater os avanços e desafios enfrentados pela profissão ao longo de meio século.

Durante o Congresso, Fragoso apresentou dois temas. No primeiro, abordado pela manhã, foi analisada uma peça de contestação, abordando direito administrativo sobre o caso Essure, envolvendo a implementação de um dispositivo médico para esterilização em mulheres que assinavam consentimento para procedimentos de laqueadura. Já à tarde, a Procuradora trouxe uma reflexão sobre a liberdade de expressão, explorando o direito comparado com base em jurisprudências das cortes norte-americana e alemã, além da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro no HC 82424. Ela analisou o caso Elvanger, decisão do STF que recolheu o livro do autor S. E. Castan por sua postura antissemita, questionando se o direito à liberdade de expressão poderia ter sido garantido, desde que acompanhado de contextualizações e de um prefácio explicativo sobre a obra.

Fragoso ressaltou a importância do Congresso como um espaço de aperfeiçoamento da carreira e fortalecimento de laços entre Procuradores de diferentes estados. “O Congresso é um evento essencial para o crescimento funcional do procurador, pois permite a troca de experiências e conhecimentos com colegas de outras regiões. Esse contato é fundamental para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento contínuos”, afirmou a Procuradora, destacando ainda como a experiência proporciona novas perspectivas e reflexões essenciais para a atuação no direito público.

O evento histórico, que celebra cinco décadas de debate e promoção dos princípios constitucionais e democráticos no Brasil, reflete o compromisso contínuo da advocacia pública com o fortalecimento dos direitos fundamentais e da democracia no país.

Com informações da Assessoria