Por atraso no pagamento, Light corta luz da UFRJ

Unidades que prestam serviços essenciais foram poupadas do corte

Após diversas tentativas de acordo e reuniões com a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde junho deste ano, a Light interrompeu, nessa terça-feira (12), o fornecimento de energia elétrica em algumas instalações da universidade. As unidades cadastradas na Light como essenciais, como os serviços de saúde e segurança, foram poupadas da suspensão para garantir a continuidade do atendimento à população.

A dívida total da UFRJ junto à Light soma R$ 31,8 milhões, referente a faturas vencidas entre março e novembro de 2024, além de R$ 3,9 milhões em parcelas não quitadas de um acordo firmado em 2020. Na época, a Light e a reitoria da UFRJ pactuaram o parcelamento de uma dívida de R$ 21,3 milhões; contudo, apenas R$ 13 milhões foram pagos até o momento.

A UFRJ distribuiu nota de esclarecimento sobre o corte de energia elétrica em diversos prédios da instituição. Por restrições orçamentárias, a universidade tem uma dívida total com a empresa de energia que soma R$ 31,8 milhões referentes a faturas vencidas entre março e novembro de 2024, além de R$ 3,9 milhões em parcelas não quitadas de um acordo firmado em 2020. Segundo o texto, em julho de 2024, a universidade recebeu uma notificação de corte no fornecimento de energia elétrica, mas, em nenhum momento, negou-se a pagar a dívida, tendo solicitado suplementação orçamentária ao Ministério da Educação (MEC).

A instituição esclarece ainda que, nesse período, a Procuradoria Federal, junto à UFRJ, conseguiu a antecipação de tutela para evitar o corte no fornecimento. A empresa de energia recorreu ao Judiciário e derrubou a antecipação de tutela.

Depois de extensa reunião nesta terça-feira, que terminou sem consenso, a empresa de energia iniciou um processo de corte de fornecimento em 15 edificações da UFRJ. As atividades acadêmicas e de assistência à saúde, realizadas na UFRJ são essenciais e a reitoria já adotou medidas para reverter o mais rápido possível esse quadro.

( Agência Brasil)

Ex-candidato a vereador planejou ataque ao STF e morreu ao ser atingido por bomba

Com informações do Metrópoles – Candidato a vereador de Rio do Sul (SC) pelo Partido Liberal em 2020, o chaveiro Francisco Wanderley Luiz antecipou nas redes sociais um ataque a bombas na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

“Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para des4rmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda: William Bonner, José Sarney, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso… Vocês 4 são VELHOS CEBÔSOS n0jentos”, escreveu ele, em imagem publicada no Facebook.

Imagem publicada no Facebook de Tiu França minutos antes do atentado

“Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de matérias etc. Início 17h48 horas do dia 13/11/2024… O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!!!”, prosseguiu.

Conhecido como Tiü França, Francisco é o dono do carro carregado de fogos de artifício que explodiu no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados, na noite desta quarta-feira (13/11).

Segundo relatos de pessoas que estavam no local, foram ouvidas fortes explosões em diferentes pontos da Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios.

Morte

Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, conhecido como Tiu França e candidato a vereador pelo Partido Liberal em Rio do Sul (SC), morreu durante as explosões na Praça dos Três Poderes na noite de quarta-feira (13/11). Ele teria arremessado um explosivo na estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), atingindo-se com uma das bombas. A vice-governadora do DF, Celina Leão, esteve no local e uma coletiva de imprensa será realizada no Palácio do Buriti para mais informações.

Viver não dói, o que dói é a vida que não se consegue viver

Poeta Emilio Moura 

O jornalista, professor e poeta mineiro Emílio Guimarães Moura (1902-1971) no poema “Canção” afirma que viver não dói, exceto aquilo que não foi vivido.

CANÇÃO
Emílio Moura

Viver não dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o próprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido