Ministra: Recursos de R$ 18 bi para cultura não serão reduzidos

Valor será destinado à Lei Rouanet e Aldir Blanc em 2025

Margareth Menezes Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse que o corte de gastos promovido pelo governo federal não afetará os recursos das leis Rouanet e Aldir Blanc. De acordo com ela, os R$ 18 bilhões que estão reservados para as duas principais leis de incentivo à cultura no Brasil não serão reduzidos.

As declarações ocorreram nesta quinta-feira (19) durante o programa Bom dia, Ministra, mesmo dia em que o Congresso aprovou o pacote fiscal proposto pelo governo Lula que traz alterações no abono salarial e no Fundeb.

Nesta sexta-feira (20), será analisada a limitação do crescimento real do salário mínimo ao máximo permitido pelo arcabouço fiscal, de 2,5% ao ano, que estabelece mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

– Temos a nossa contribuição, mas nós conseguimos manter duas coisas importantes. Nós conseguimos manter os R$ 15 bilhões da Lei Aldir Blanc, a única coisa que mudou foi o condicionamento. O segundo aporte, vai ter acesso quando conseguir executar 50% da parcela que ele já tem, porque já existe uma parcela do ano passado da Lei Aldir Blanc – disse Menezes.

A Ler Aldir Blanc destina recursos para estados e municípios, e receberá um total de R$ 15 bilhões. Já a Lei Rouanet concede benefícios fiscais por meio do desconto no imposto de renda para empresas que patrocinam projetos aprovados pelo Ministério da Cultura, e contará com recursos de R$ 3 bilhões.

Repórter da Globo demitida: “Dei meu melhor, e não foi suficiente”

Ana Zimmerman trabalhou na RPC, afiliada da TV Globo, durante 29 anos

Ana Zimmerman Foto: Reprodução/RPC

A repórter Ana Zimmerman foi demitida da RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a poucos dias de completar 30 anos na empresa. Em desabafo sobre o ocorrido, a jornalista lamentou ter sido dispensada justamente em um ano em que considerou ter feito um “excelente trabalho”. A comunicadora conta estar com a sensação de ter dado o melhor de si e, mesmo assim, não ter sido suficiente.

– O gestor que me demitiu não deixou muito claras as razões, o que é meio praxe da empresa. O que me machucou como profissional foi que a minha saída foi num ano em que fiz um excelente trabalho, inclusive de repercussão nacional. O meu sentimento é o de que dei o melhor de mim e não foi suficiente – disse Ana em entrevista ao Splash, do UOL.

Zimmerman relatou ainda que viveu seu último dia de trabalho na empresa sem saber que seria o último.

– No momento em que fui comunicada da demissão, pouco depois das 7h, não havia muitos colegas na redação. Mas voltei no dia seguinte, depois do exame demissional, para me despedir dos amigos que fiz durante a minha jornada na RPC. Foi um momento bem emocionante, de muitos abraços, muitas memórias e, como não podia deixar de ser, de muitas lágrimas – explicou.

Embora as demissões estivessem frequentes na empresa, a repórter acreditava que seus bons resultados a manteriam na equipe. Dois dias antes da demissão, ela entrou em rede nacional no programa Fantástico em uma reportagem que abordava a adoção ilegal.

– Fiz várias matérias pro Fantástico. Fiz mais ainda pro Jornal Nacional. Incontáveis no Jornal Hoje e perdi a conta de quantas vezes entrei ao vivo com notícia quente no Bom Dia Brasil. E teve ainda um Globo Repórter de uma das belezas do meu estado, o Rio Iguaçu – relembrou.

Zimmerman revelou que, por ora, seus planos são tirar um período de descanso e depois se concentrar em se reinventar como jornalista.

– O que move o jornalista é a ânsia por novos trabalhos e novas histórias, então, sim, eu já tinha alguns planos, que pretendo realizar, só não sei ainda em que formato. Preciso me reinventar para tirar essas ideias do papel e colocá-las em prática. Não quero me adiantar muito, estou aberta para o que o universo me mandar, e até já tenho alguns convites e oportunidades que estão surgindo – assinalou.

Vídeo: Católica, Cíntia Chagas defende aborto em casos de estupro

Cíntia Chagas Foto: Instagram

A influenciadora Cíntia Chagas respondeu a pergunta de um seguidor sobre o aborto e, na resposta, ela defendeu a interrupção da gravidez para casos de estupro. A resposta foi compartilhada em uma página de fãs.

– Mulher nenhuma, mulher absolutamente nenhuma, é obrigada a conceber um filho oriundo de uma violência sexual – disse ela na primeira parte da resposta.

Em seguida, ela critica quem defende que as crianças geradas nessas situações sejam colocadas para adoção e comparou quem defende a doação voluntária desses bebês com o estuprador.

– Ainda há homens que dizem o seguinte: “Ela gera o filho e depois ela doa o filho”. Eu não sei quem é mais violento, o homem que defende essa ideia, ou o estuprador em si – declarou.

Católica, Cíntia Chagas recebeu muitas críticas de seus seguidores que não concordam com nenhuma hipótese para o aborto.

– Pessoa nenhuma… pessoa, absolutamente, nenhuma… que defende o aborto é de direita, tampouco cristã – diz uma das mensagens.

E outra internauta completa:

– Não adianta enfeitar a frase. O que está defendendo é o assassinato com requintes de crueldade de bebês inocentes!

Outro seguidor declarou:

– E criança nenhuma, nenhuma… Nenhuma… Tem que pagar com a própria vida pelo crime de um sem-vergonha.

Uma seguidora foi ainda mais firme na sua crítica:

– É sempre assim, quando eles alcançam o reconhecimento que lutaram para ter, logo mostram as caras e seus verdadeiros valores. Foi defendendo valores conservadores que ela ganhou repercussão na mídia e agora faz todo esse jogo de palavras para apoiar o assassinato de inocentes.

Veja o vídeo: