Trump é empossado e se torna o 47º presidente dos EUA

Donald Trump tomou posse, nesta segunda-feira, como presidente dos Estados Unidos, um retorno ao poder que abalou os migrantes em situação irregular, ameaçados com as iminentes deportações em massa. A cerimônia foi dentro do Capitólio devido ao frio, como fez Ronald Reagan em 1985. Aos 78 anos, Trump é o mais velho chefe de Estado americano a tomar posse. Três dos homens mais ricos do mundo, os magnatas da tecnologia Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos, estiveram presentes na posse, como também os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama.

Da Folha de São Paulo.

Trump anuncia decreto anti-trans

O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta segunda-feira (20) emitir ordens, assim que assumir o cargo, estabelecendo que o governo americano não reconheça mais transgêneros no serviço público e diz que apenas haverá dois gêneros reconhecidos pelo governo americano. Ele também vai readmitir funcionários demitidos por não aceitarem ser vacinados contra a covid-19.

Trump declara ainda que interromperá os esforços de “engenharia social de raça e gênero em todos os aspectos da vida pública e privada” e que, em vez disso, “forjará uma sociedade que seja daltônica e baseada no mérito”.

Do Estadão.

“Como pensar igual a um filósofo” é um livro estranho e surpreendente

How to Think Like a Philosopher Summary of Key Ideas and Review | Peter Cave - BlinkistHélio Schwartsman
Folha

“How to Think Like a Philosopher” (Como Pensar Igual a Um Filósofo), de Peter Cave, é um livro estranho. E utilizo aqui o termo estranho num sentido positivo. A reflexão filosófica, afinal, surge com o “thaumázein”, o verbo grego para designar o estranhamento.

Em princípio, “How to Think…” é mais uma introdução à filosofia. São 30 pequenos ensaios que traçam o perfil e procuram explicar as ideias de 30 pensadores. Os motivos para o estranhamento começam já na lista dos escolhidos.

DE TODO TIPO – Há os inevitáveis, como Platão, Aristóteles e Kant, os incomuns, como Avicena, Elisabete, princesa da Boêmia, e Cristina, rainha da Suécia, e os definitivamente extravagantes, casos de Lao Tzu, que talvez nem tenha existido e é mais bem descrito como uma liderança religiosa (fundador do taoísmo), Safo, a poetisa, e Samuel Beckett, o dramaturgo.

Peter Cave apresenta argumentos para justificar seus eleitos, mas, se usamos um conceito assim tão elástico de filósofo, imediatamente vêm à mente dezenas de outros nomes que também poderiam ter sido incluídos e não foram. Dostoiévski? Machado de Assis? O que resta é admitir que todo cânone é essencialmente arbitrário.

Outro elemento que me surpreendeu no livro é a sem-cerimônia com que Cave, que se propõe a apresentar as ideias dos biografados, as critica.

MEIO CHOCANTE -Para mim, treinado numa tradição acadêmica que busca sempre interpretar os textos filosóficos nos limites que eles próprios estabelecem, isso é meio chocante. Mas não posso dizer que tenha desgostado dos resultados. Ao mostrar inconsistências, em geral lógicas, Cave revela pontos fracos das teorias.

O autor é bem transparente. Ele não se esforça para esconder quais são seus filósofos favoritos (Wittgenstein é de longe o vencedor) e aqueles de que não gosta (Heidegger é ridicularizado de forma que alguns acharão divertida).

Eu não recomendaria “How to Think…” como livro-texto para ser usado num curso acadêmico, mas é uma obra informativa e muito gostosa de ler. E nos faz abrir os olhos para a possibilidade de encontrar filosofia onde não esperamos.