Trump diz que vai mudar nome do Golfo do México para ‘Golfo da América’

Durante discurso de posse nesta segunda-feira (20), Donald Trump garantiu, mais uma vez, que vai mudar o nome do Golfo do México para “Golfo da América”.

Entrada do oceano cercada por terras da América do Norte e da América Central, o Golfo do México, o maior do mundo, tem mais de 1 milhão de km² em superfície cujo subsolo é rico em petróleo.

No discurso, o novo presidente também afirmou que os Estados Unidos serão um “país industrial” e que irá “perfurar e perfurar” para tornar isso possível.

Contrariando as tendências globais de investimento em energias renováveis, Trump anunciou investimentos na exploração de petróleo e gás natural no país. “Vamos decretar emergência nacional de energia, vamos perfurar e perfurar”, declarou.

Em discurso, Trump prometeu colocar os EUA entre os maiores exportadores dos combustíveis fósseis. “Seremos novamente uma nação rica, e é esse ‘ouro líquido’ nos ajudará nesse feito.”

O republicano afirmou ainda que vai “salvar a indústria automotiva” do país por meio da revogação de dispositivo que incentiva aquisição de veículos elétricos.

Outra das agendas da campanha, Trump falou sobre projeto de anexação do Canal do Panamá, o qual afirmou que os EUA deu de presente após ter gastado “mais dinheiro do que jamais foi gasto em um projeto”. “Nós demos de presente ao Panamá e agora vamos tomar de volta”, declarou.

Segundo o novo mandatário, o acordo celebrado na inauguração do canal não tem sido respeitado pelo país latinoamericano. O republicano acusou os responsáveis pelo local de sobretaxar navios estadunidenses e de não tratar o país de forma justa. “Sobretudo a China, que opera o Canal do Panamá”, acusou.

Do Correio Braziliense.

Lula diz que 2026 já começou e que vai cobrar individualmente cada ministro

Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, na abertura da reunião ministerial, hoje, que “2026 já começou” e que seus adversários políticos “já estão em campanha”. “2026 já começou, não por nós, que temos que capinar, mas pelos adversários a eleição do ano que vem já começou. Eles já estão em campanha. Nós não podemos antecipar campanha porque temos de trabalhar e entregar ao povo o que ele precisa”, afirmou o presidente diante de seus ministros na Granja do Torto.

Lula afirmou ainda que o governo precisa ter a compreensão de que a população trabalhadora atualmente não tem os mesmos desejos que a dos anos 1980, quando o PT foi fundado. “É importante que a gente compreenda que o povo com que estamos trabalhando hoje não é o povo dos anos 1980, que queria ter emprego em fábrica com carteira assinada. É um povo que está virando empreendedor e precisamos aprender a trabalhar com essa nova formação do povo brasileiro”, disse.

O presidente defendeu que o governo seja “exigido”. “Eu jamais reclamarei pelo fato de o povo nos cobrar. Reclamarei se não tivermos capacidade de entregar tudo aquilo que nos comprometemos”, completou. Num discurso cheio de cobranças ao primeiro escalão, Lula disse que o governo não tem direito de errar, que chamará diversos auxiliares para conversas individuais e mencionou correções a serem feitas neste ano.

A reunião é realizada enquanto o mundo político espera a primeira etapa da reforma ministerial aguardada para este ano. Nessa fase, Lula deve trocar ministros de seu grupo político mais próximo cujos desempenhos considera insatisfatórios. Depois, deverá haver mudanças no primeiro escalão visando ao fortalecimento da base do Executivo no Congresso.

“Vamos ver se neste ano de 2025 a gente pode corrigir aquilo que, porventura, a gente tenha feito de errado ou tenha deixado de fazer, e vamos tentar fazer com muito mais força aquilo que nós ainda não fizemos”, disse o presidente.

“Não temos o direito de errar. É importante que cada um de vocês reflita, porque depois eu vou chamar individualmente muita gente para conversar”, afirmou. Segundo Lula, 2025 vai definir o que o governo realizará até o fim de seu mandato, em 2026. E que a reunião é justamente para definições sobre esses planos. “Esse será um ano de definição na história e na biografia de cada um de vocês.”

Além de enquadrar seus ministros, o presidente reafirmou o poder do chefe da Casa Civil, Rui Costa, sobre atos normativos dos ministérios. A declaração ocorre dias depois de o governo sofrer um de seus maiores desgastes por causa de boatos espalhados pela oposição de que o Executivo taxaria o Pix – as falas eram baseadas em um ato da Receita Federal para aumentar a fiscalização sobre transações. Como mostrou o Estadão/Broadcast Político, o caso colocou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em um momento de fraqueza dentro do governo.

“Daqui para frente é dedicação. Mais do que vocês já tiveram. Daqui para frente nenhum ministro vai poder fazer portaria que crie confusão para nós sem que essa portaria passe pela Presidência da República através da Casa Civil. Muitas vezes, a gente pensa que não é nada, mas alguém faz uma portaria, faz um negócio qualquer, e daqui a pouco arrebenta e vem cair na Presidência da República”, disse.

Lula voltou a afirmar que o governo passou seus primeiros dois anos “arrumando a casa” e que agora não é mais momento de “inventar” novos programas, mas fazer os já anunciados funcionarem. Ele afirmou que é necessário ter certeza de colher tudo o que foi plantado – uma metáfora usada frequentemente pelo presidente – e que isso depende do esforço dos ministros.

“A entrega que nós fizemos para o povo ainda não foi a entrega que nós nos comprometemos a fazer em 2022, porque muitas das coisas que nós plantamos ainda não brotaram”, disse o petista, cobrando seus auxiliares.

O presidente Lula disse que sua meta é evitar que o País volte ao “neofascismo, neonazismo e autoritarismo”, uma referência às características que o presidente atribui à gestão de Jair Bolsonaro (PL). “Queremos eleger um governo em 2026 para continuar processo democrático no Brasil. Não queremos entregar o País de volta ao neofascismo, neonazismo e autoritarismo. Queremos entregar o País com mais educação.”

O presidente disse ainda que sua gestão privilegia “a educação e o humanismo, não o algoritmo para fazer a cabeça das pessoas”. Lula defendeu que seu governo pretende “fazer com que o Brasil volte a ter uma democracia plena”.

Eduardo Bolsonaro tenta convencer staff de Trump a lamentar ausência do pai durante posse nos EUA

Por Gabriel Sabóia
Do Jornal O Globo

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi aos Estados Unidos, onde representa a família na posse de Donald Trump, com a missão de fazer com que o mandatário americano cite o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seu discurso inaugural ou mesmo em algum vídeo gravado durante o evento.

Os diálogos para que Trump mencione Bolsonaro em meio aos agradecimentos têm sido conduzidos por Eduardo Bolsonaro com Donald Trump Jr e o objetivo é fazer com que o presidente americano lamente a ausência do ex-presidente brasileiro, enquanto faz os agradecimentos aos chefes de estado presentes. Estarão presentes nomes como Javier Milei, presidente da Argentina, Nayib Bukele, presidente de El Salvador, e Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália.

Ao mencionar Bolsonaro, aliados o reforçariam como único nome viável deste campo político, respeitado por autoridades internacionais, e com isto refutariam outros nomes que se insurgem neste campo político, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e o cantor Gusttavo Lima, que sonham em concorrer ao Palácio do Planalto nas próximas eleições.

Ausente à posse de Trump por não ter conseguido autorização para deixar o Brasil, Bolsonaro também é representado no exterior pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro que fez uma videochamada com o marido durante um jantar de gala em Washington neste domingo. O momento foi registrado por Eduardo em um vídeo publicado nas redes sociais.

No post feito por Eduardo, Bolsonaro aparece sorrindo ao falar com Michelle, sendo também mostrado o ambiente em que se realizava um evento à luz de velas para os convidados de Trump no National Building Museum, na capital dos Estados Unidos. “Essa maldade vai acabar, podem anotar”, escreveu o deputado na legenda do post.

Além de Eduardo e Michelle, pelo menos 30 deputados e senadores devem comparecer à posse, segundo um interlocutor. Estão na lista aliados próximos do ex-presidente, como Bia Kicis (PL-DF) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do próximo líder da bancada do PL, Sóstenes Cavalcante (PL), e dos senadores Jorge Seif (PL-SC) e Eduardo Girão (Novo-CE).

Eduardo é elogiado por estrategista de Trump
Em um almoço organizado com aliados neste domingo, o estrategista político e ex-assessor de Donald Trump Steve Bannon afirmou que o ex-presidente brasileiro foi barrado de comparecer à posse porque “o Brasil comunista e marxista segurou o seu passaporte”. Durante o seu discurso, ele também fez uma homenagem à comitiva de parlamentares bolsonaristas presentes e se referiu a Eduardo Bolsonaro como o “o futuro presidente do Brasil”.

— Essa é uma das pessoas mais importantes no nosso movimento pela soberania ao redor do mundo. E acho que um dia, e num futuro não tão distante, (será) o presidente do Brasil — disse Bannon ao receber o deputado no palco.

Em resposta, Eduardo relatou que a inelegibilidade do pai foi determinada por ele ter se “encontrado com embaixadores no meio do processo eleitoral” e afirmou que espera que, assim como os Estados Unidos reconduziram Trump à Casa Branca, o Brasil reeleja Bolsonaro em 2026.