FINAL ANTECIPADA. Por CLAUDEMIR GOMES

     Por CLAUDEMIR GOMES    –   Em qualquer lugar do planeta bola, os clássicos sempre foram o suprassumo das competições. Isto é fato. E explica o frisson que se observa no futebol carioca com a iminência de se ter uma final do Estadual entre Flamengo e Fluminense. O mesmo acontece em São Paulo onde, depois de muitos anos, as semifinais do Paulista reúne as quatro maiores bandeiras do futebol bandeirante: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos.

Nesse contexto, Sport e Santa Cruz, que a partir deste sábado começam a medir forças numa das semifinais do Pernambucano, serão protagonistas do que podemos chamar de final antecipada. Isso porque, por mais que se respeite as “imposições” do futebol, o vencedor deste duelo fatalmente será o campeão de 2025. O Retrô, vice-campeão em 2022 e 2023, faz a outra semifinal com o surpreendente Maguary.

O feriado da Carta Magna – comemoração da Revolução Pernambucana de 1817 – na quinta-feira, serviu para o pernambucano baixar o som do frevo possibilitando a volta do ti,ti,ti do futebol. Afinal, a “decisão” do Estadual volta a ser protagonizada pelos donos das duas maiores torcidas da nossa “república”.

Quem será o campeão?

A pergunta que não quer calar nos quatro cantos do Estado. De um lado, os rubro-negros se escudam na condição do Sport, único clube do Estado a figurar no Brasileiro da Série A. Do outro, os tricolores apostam no momento do  Santa Cruz, que na fase de classificação amargou apenas uma derrota para o Náutico, a qual se deve creditar um erro crasso da arbitragem.

Há oito anos que Sport e Santa Cruz não se cruzam numa final de campeonato. A última vez foi em 2016, quando o Tricolor do Arruda conquistou seu último título estadual. O Sport busca a sua 45ª conquista do Pernambucano. Os leoninos que foram campeões logo na sua primeira participação na competição, em 1916.

O Santa Cruz disputa o Estadual desde a sua primeira edição, em 1915, quando foi vice-campeão. O Tricolor do Arruda esperou dezessete anos para conquistar o seu primeiro título de campeão pernambucano. Este ano, o Time do Povo busca a sua 30ª conquista.

Apesar dos números lhes serem favoráveis, corre na boca do povo que, “o Sport treme quando tem que medir forças com o Santa Cruz”. Para rebater as provocações, os leoninos dizem que “começou a quaresma, tempo de jejuar”, em alusão aos oitos anos que o time do Arruda não levanta nenhuma taça.

Afora os 17 anos que os tricolores aguardaram para conquistarem o primeiro título estadual, na sua história constam o registro de mais três grandes hiatos: 1947/1957; 1959/1969; 1995/2005.

A maior “seca” de títulos vivenciada pelos leoninos foi a de 1962/1975, quando o time da Ilha do Retiro passou doze anos sem ser campeão.

Os registros históricos servem apenas para alimentar a rivalidade existente entre as duas maiores tribos do futebol pernambucano. Em mais de cem anos de história tudo mudou. O mundo deixou de ser analógico. Estamos em plena era digital, onde a velocidade dos fatos triplicou. Barreiras foram quebradas, distâncias encurtadas. Uma das poucas coisas que seguem imutáveis é a paixão do torcedor pelo seu clube de futebol.

Um patrimônio imaterial que enriquece a cada conquista, a cada título.

LITERATURA – Soneto do Apartheid – Avelino Araújo

Soneto do Apartheid é um clássico da Poesia Visual brasileira. Uma criação de Avelino Araújo, de Natal-RN.

Cavalo anda 2 km e volta sozinho para hospital veterinário um mês após receber alta: ‘Fiquei sem acreditar’, diz tutora

Ringo foi tratado em um hospital veterinário de Araçatuba (SP) no dia 6 de janeiro, mas voltou ao local sozinho no dia 10 de fevereiro, surpreendendo os profissionais da instituição

Otília e o cavalo Ringo, que foi tratado em um hospital veterinário de Araçatuba (SP) e voltou sozinho até o local um mês depois — Foto: Arquivo pessoal    Otília e o cavalo Ringo, que foi tratado em um hospital veterinário de Araçatuba (SP) e voltou sozinho até o local um mês depois — Foto: Arquivo pessoal

Um mês após receber alta, um cavalo percorreu pelo menos dois quilômetros e retornou sozinho para o hospital veterinário onde recebeu atendimento por maus-tratos em Araçatuba (SP). A cena inusitada surpreendeu os funcionários do local, além da tutora, que ficou preocupada com o sumiço do animal.

Ringo foi levado ao hospital veterinário por conta de um inchaço na boca e porque algumas partes do casco dele foram arrancadas com um facão pelo ex-tutor. O animal permaneceu em tratamento até o dia 6 de janeiro. Após mais de um mês, no dia 10 de fevereiro, ele voltou ao hospital por livre e espontânea vontade.

A atual tutora, Otília Castro Lopes, de 51 anos, cuida de animais abandonados desde os 10 anos de idade e contou que se surpreendeu quando descobriu o paradeiro do animal. Ela foi comunicada via telefone pela veterinária do local.

“Eu fiquei sem acreditar. Perguntei para a médica se ela tinha certeza de que era o Ringo. Depois que confirmaram que era ele, eu fui até lá buscar”, conta.

Ringo, cavalo que voltou sozinho até o hospital veterinário onde foi tratado em Araçatuba (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Otília trabalha voluntariamente em algumas paróquias da cidade e mora em uma propriedade rural no bairro Alvorada. Ela lembra que o portão ficou aberto e, por conta disso, acredita que, para não ficar preso, Ringo tenha aproveitado a oportunidade para fazer uma “visitinha” aos alunos e trabalhadores do hospital veterinário.

A tutora está com Ringo há mais de um mês e, além dele, cuida de outros três cavalos. Ela reconhece que não possui o melhor ambiente para os animais se sentirem livres, mas, apesar de o espaço não ser o ideal, sempre deu muito amor e carinho para os bichos.

 Fonte/Créditos: G1